sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Ativistas pedem demissão de sheriff antiimigrante

Ativistas pedem demissão de sheriff antiimigrante

Joe Arpaio, do Arizona, é acusado de desrespeitar direitos humanos

Os ativistas e imigrantes estão lutando por mudanças na lei de imigração e, para tanto, querem derrubar todos os obstáculos que os impedem de alcançar seu objetivo. No Arizona, um dos obstáculos tem nome: Joe Arpaio, o sheriff do condado de Maricopa, considerado o maior inimigo dos indocumentados. Por isso, um grupo de aproximadamente 100 pessoas está percorrendo o estado na chamada ‘Caravana da Justiça’, pedindo a demissão do policial, sob o argumento de que ele desrespeitou os direitos básicos dos imigrantes.

“Não podemos tolerar as práticas de Arpaio e ficarmos calados. Vamos até a sede do governo estadual para pedir a sua saída”, explicou Jose Calderon, um professor de sociologia de uma universidade em Claremont, prevendo a chegada à capital Phoenix dentro de 12 dias. “Os indocumentados merecem respeito e a oportunidade de viverem suas vidas de maneira digna”, acrescentou o padre Patricio Guillen, pedindo fim à política antiimigratória do sheriff.

Arpaio já está sendo investigado por acusações de abuso de poder. Na verdade, esta polêmica autoridade policial é alvo de 2.150 processos, que totalizam mais de 50 milhões de dólares em ressarcimento às vítimas, na esmagadora maioria imigrantes. “Ele prende as pessoas de acordo com a cor da pela e aproveita qualquer infração, mesmo uma pequena multa de trânsito, para colocar indocumentados atrás das grades”, disse um morador de Guadalupe, que fica no condado da jurisdição de Arpaio.

http://acheiusa.com/acheiusa/asp/noticias/noticia-imigracao.asp?cd_n=5100

Apple acusada de plágio por empresa chinesa

iPad
Apple acusada de plágio por empresa chinesa
(PT) SAPO

Uma empresa chinesa está a acusar a Apple de plágio relativamente ao lançamento do iPad. De acordo com a Shenzhen Great Loong Brother, o tablet da Apple tem um design e funcionalidades semelhantes ao seu aparelho P88

A informação é avançada pelo diário espanhol El Mundo, a quem o presidente da fabricante chinesa revelou que está a pensar processar a Apple, alegando que o iPad é igual ao P88, um tablet que começou a comercializar há cerca de meio ano.

Para Wu Xiaolong o novo gadget apresentado por Steve Jobs anteontem replica o design e o suporte do P88.

O presidente da Shenzhen Great Loong Brother admitiu que «não podemos fazer muito nos EUA. Mas se a Apple traz o iPad para a China, não temos outro remédio senão denunciar, porque sem dúvida que irá afectar as nossas vendas».

O caso é de certa forma inédito, pois é mais comum surgirem na China aparelhos que são cópias mais baratas de dispositivos de grandes marcas.

Aqui é uma empresa chinesa que acusa uma multinacional de renome de copiar os seus produtos.

Segundo o El Mundo as principais diferenças entre o iPad e o P88 são o tamanho e o peso, menor no caso do tablet da Apple, o processador e a memória.

Além disso o tablet chinês corre em Windows e tem um preço de 525 dólares, mais do que os 499 dólares que custa a versão mais básica do iPad.

«Fiquei surpreendido e muito chateado há dois dias quando vi as notícias de apresentação do iPad», contou Wu Xiaolong ao diário espanhol, realçando que «sem dúvida nenhuma é o nosso design. Roubaram-no, porque apresentamos o nosso P88 a todo o mundo há seis meses no IFA».

Também o nome do tablet da Apple está a causar polémica, pois a Fujitsu já veio a público revelar que tinha registado o nome iPad em 2002.
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=161127

Aplicativo de Mussolini causa polêmica na Itália

Aplicativo de Mussolini causa polêmica na Itália

O "iMussolini" é uma aplicativo para iPhone que permite ouvir diversos discursos do polêmico ditador italiano Benito Mussolini. O segundo app mais baixado do país custa US$ 0,99 e vem com 100 discursos do ditador, além de vídeos de discursos da década de 1930 e sua biografia.

O site de Luigi Marino, criador do programa, foi alvo de diversas criticas, condenando o que chamam de apologia ao movimento fascista, que aconteceu antes da Segunda Guerra Mundial. Devido à polêmica, Marino apagou todos os comentários.

O criador do software colocou na descrição do aplicativo que desenvolveu a ferramenta estimulado apenas pelo interesse histórico.

http://www.pop.com.br/popnews/noticias/tecnologia/311970.html

Soluções "extremas" para o difusor duplo podem gerar nova polêmica em 2010

Soluções "extremas" para o difusor duplo podem gerar nova polêmica em 2010

Do UOL Esporte
Em São Paulo


A McLaren assumiu que o projeto do novo carro, o MP4-25, foi baseado no conceito do difusor duplo

Apesar de já estarem previamente banidos a partir de 2011, os difusores duplos podem ser motivo de polêmica novamente nesta temporada. Com os times buscando soluções “extremas” para este componente aerodinâmico, que foi liberado para os carros de 2010, já apareceram as primeiras ameaças de protestos sobre as possíveis interpretações do regulamento técnico da Fórmula 1.

No início de 2009, os difusores duplos foram motivo de protesto de algumas equipes, que o consideravam ilegal. A FIA acabou liberando o componente, que teve de ser adaptado por vários times. Agora, as equipes buscaram explorar ao máximo o conceito dos difusores, o que pode gerar nova polêmica nas próximas semanas.

Ferrari e McLaren, as primeiras a lançarem os carros deste ano, assumiram que o novo projeto foi norteado pelo conceito do difusor duplo. “Nós produzimos uma encarnação extrema do conceito, e não estaremos sozinhos nisso. Também veremos soluções bastante extremas nos carros de nossos adversários”, disse o diretor de engenharia da McLaren, Paddy Lowe, no lançamento do novo carro da equipe, o MP4-25, nesta sexta.

Porém, Aldo Costa, diretor técnico da equipe italiana, uma das que considerou ilegal a utilização dos difusores em 2009, revelou preocupação com a maneira que as adversárias podem ter encontrado para desenvolver seus carros.

“Ainda estamos convencidos de que o conceito do difusor duplo é ilegal”, disse Costa em entrevista ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport. “Achamos que o regulamento deixa uma porta aberta para inúmeras interpretações. A FIA é quem supervisiona, mas estamos preocupados”, falou o diretor técnico da Ferrari.

Filho de Enzo Ferrari, o lendário fundador da montadora italiana, Piero Ferrari foi além. “Espero ver a Ferrari em condições de lutar pelo título, a não ser que alguém interprete as regras de maneira diferente”, falou o atual vice-presidente da empresa.

Paddy Lowe, no entanto, acredita que as regras estão suficientemente claras, e não acha que será necessária a intervenção da FIA. “Achamos que a interpretação está bem clara. Em alguns aspectos, fomos orientados claramente pela FIA, e isso também esteve disponível para todos os times”, disse o engenheiro da McLaren.

“Esperamos um começo de ano muito mais claro do que o do ano passado. Os times têm de entender coletivamente as bases da competição”, acrescentou Lowe.

http://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2010/01/29/solucoes-extremas-para-o-difusor-duplo-podem-gerar-nova-polemica-em-2010.jhtm

Colômbia levará à OEA provas de invasão de helicóptero venezuelano

Colômbia levará à OEA provas de invasão de helicóptero venezuelano

Da EFE

(Acrescenta declarações do ministro da Defesa colombiano).

Bogotá, 29 jan (EFE).- O Governo da Colômbia apresentará à Organização dos Estados Americanos (OEA) as provas que tem sobre o suposto sobrevoo de um helicóptero militar venezuelano sobre a cidade colombiana de Arauca (nordeste), informaram hoje fontes oficiais.

O ministro das Relações Exteriores colombiano, Jaime Bermúdez, ressaltou que há provas suficientes que demonstram a entrada da aeronave venezuelana em território de seu país. Por isso, as autoridades da Colômbia já enviaram uma nota de protesto ao Governo da Venezuela.

"A resposta é muito clara. Nós recorremos aos canais diplomáticos com as informações que temos, enviamos uma nota de protesto à Venezuela e cogitamos levar o caso à OEA", afirmou Bermúdez.

O chanceler colombiano indicou à "Caracol Radio" que seu país terá "toda a prudência nas declarações, mas muita firmeza na posição". A declaração foi feita de Davos (Suíça), onde o chanceler participou do Fórum Econômico Mundial.

Bermúdez acrescentou que o Ministério da Defesa colombiano tem provas suficientes para apresentar o caso perante a OEA.

"A decisão da Colômbia é muito clara. Frente a uma evidência desses fatos, recorremos aos canais diplomáticos e não fizemos um debate público para esse tipo de manifestações", disse.

Além disso, lembrou que enviou ao Governo da Venezuela uma nota de protesto e espera com "prontidão" uma resposta sobre esse tema pelos canais estabelecidos, "não pelos microfones".

"Quando alguém tem dificuldades, o que tem que fazer é utilizar os canais previstos, não evitar as diferenças, mas explicitá-las, e pelos canais estabelecidos", afirmou Bermúdez. Acrescentou, além disso, que espera essa resposta para avaliar que procedimento seguir.

Segundo o chanceler, o Governo da Colômbia observa com atenção e preocupação a situação que passa com a Venezuela nos últimos meses.

Já o ministro da Defesa colombiano, Gabriel Silva, declarou a jornalistas que a Colômbia não entrará em uma polêmica com a Venezuela porque conta com as provas da incursão do helicóptero em território colombiano.

"Temos testemunhos, temos o relatório oficial do comandante da brigada, de sua equipe, temos fotografias e todos os elementos", disse o ministro.

Silva acrescentou que toda violação ao território "é delicada" e não se pode permitir "provocações que gerem tensão e situações impossíveis de manejar".

"As Forças Militares mantêm uma vigilância permanente, mas ao mesmo tempo têm instruções muito precisas de evitar incidentes que possam produzir consequências inaceitáveis", explicou. EFE

fer/sa-bba
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1468669-5602,00-COLOMBIA+LEVARA+A+OEA+PROVAS+DE+INVASAO+DE+HELICOPTERO+VENEZUELANO.html

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Foi um padre brasileiro quem inventou o rádio! você sabia?

Foi um padre brasileiro quem inventou o rádio! você sabia?
26 de Janeiro de 2010


VOCÊ SABE QUEM INVENTOU O RÁDIO? FOI ELE! ESTE ESQUECIDO INVENTOR BRASILEIRO.

A HORA É A VEZ DO RECONHECIMENTO DE LANDELL DE MOURA

Há séculos que nossas escolas e nossos mestres ensinam nossas crianças, em todo o território brasileiro, que foi o italiano Marconi quem inventou o rádio.

Essa é uma das maiores aberrações culturais e históricas de nosso País, que relegou ao esquecimento completo, em termos oficiais, um de seus mais ilustres filhos, Roberto Landell de Moura, gênio da Física e que foi o primeiro homem a conseguir a façanha de transmitir o som por meio de ondas eletromagnéticas.

E o fez antes de Marconi, do croata naturalizado norteamericano Nikola Tesla e do canadense Reginald Aubrey Fessenden, todos, aliás, seus contemporâneos e aos quais também se atribui esse mérito.

Do mesmo modo que Santos Dumont é o pai da aviação, Landell de Moura é, de fato e de direito, o pai das telecomunicações.

A diferença é que o primeiro foi reconhecido pela Pátria e o outro, relegado ao mais obscuro ostracismo.

Gaúcho de nascimento, Padre Landell, como era conhecido, patenteou seu invento no Brasil em março de 1901, poucos meses após uma demonstração pública, realizada na cidade de São Paulo, entre a mais tradicional de suas avenidas, a Paulista, e o Morro de Santana, no dia 3 de junho de 1900.

O fato foi publicado, como era comum naquele tempo, uma semana depois pelo Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro, no dia 10 de junho de 1900.

Ele, porém, já havia feito pelo menos outra transmissão documentada antes dessa, no mesmo local, em 16 de julho de 1899. O fato, um “furo” de reportagem, foi divulgado pelo jornal O Estado de S.Paulo, que, no entanto, embora tenha revelado a data da realização da experiência não cobriu o evento, como também era comum na época. É desse dia, portanto, 16 de julho de 1899, nascida da genialidade e criatividade de nosso padre-cientista, a primeira transmissão pública da voz humana por ondas eletromagnéticas de que se tem conhecimento no mundo.

Isso foi antes do feito atribuído a Marconi, que inventou o telégrafo sem fio em 1895, mas só conseguiu transmitir a voz humana em 1914. E antes também da experiência do canadense Fessenden, datada de 23 de dezembro também de 1900.

Até mesmo a mídia estrangeira o reconheceu, caso do diário americano New York Herald, que, em sua edição de 12 de outubro de 1902, publicou ampla reportagem sobre as experiências com transmissão de voz, citando Landell de Moura e suas várias demonstrações públicas da tecnologia em território brasileiro, entre 1900 e 1901.

Injustiçado no Brasil, mesmo após ter demonstrado seu invento e o patenteado, Landell de Moura partiu para os Estados Unidos. Ali, onde morou por três anos, obteve, em 1904, três outras patentes para seus aparelhos wave transmitter (transmissor de ondas), wireless telephone (telefone sem fio) e wireless telegraph (telégrafo sem fio).

Mas nem isso o ajudou quando do seu regresso ao País. Incompreendido, foi taxado de maluco e de ter pacto com o demônio. Historicamente, o Brasil entrou na era do rádio com importação de tecnologia.

Na verdade, o padre-cientista não foi apenas o inventor do rádio, mas sim um pioneiro das telecomunicações. Ele também projetou a tevê, o teletipo e o controle remoto por rádio e anteviu que as ondas curtas poderiam aumentar a distância das transmissões. Tudo isso antes de outros cientistas. A tevê, por exemplo, ele projetou em 1904, época em que não existia nem o rádio.

A invenção oficial da tevê pelo escocês John Baird é de 1926. Além disso, ele se utilizou também da luz para transmitir mensagens, o que é o princípio das fibras ópticas.

No desenvolvimento das comunicações, passou-se da era com fio para a sem fio. Samuel Morse inventou o telégrafo com fio (1837) e Graham Bell o telefone com fio (1876). Depois, chegou a vez das comunicações sem fio: Marconi inventou o telégrafo sem fio (1894), mas não foi o primeiro a transmitir a voz humana sem fio (radiotelefonia). Mesmo tendo Landell e Fessenden transmitido a voz humana sem fio antes de Marconi, este levou a fama de "inventor do rádio". Por quê isso? Não há explicações conhecidas.

Nós do Jornal Gazeta das Praias, Gazeta das Praias News e do Jornal Orientes, decidimos nos engajar de corpo e alma ao MLM – Movimento Landell de Moura (www.mlm.landelldemoura.qsl.br) pelo reconhecimento público e oficial, no Brasil, de Roberto Landell de Moura como inventor do rádio.

O objetivo é atingir, nesses próximos 12 meses que antecedem o sesquicentenário de seu nascimento (a ser comemorado em 21/1/2011), 1 milhão de assinaturas e, desse modo, induzir as autoridades e a sociedade brasileiras a corrigir um erro histórico inconcebível.

Conclamamos, assim, todos os veículos de comunicação do País, todas as instituições públicas e privadas, sobretudo do âmbito da comunicação, e todas as pessoas que amam o Brasil e sua história a se engajarem nesse movimento, que, mais do que cívico, é por justiça para com um de seus filhos mais ilustres.

Uma nação que luta para elevar sua autoestima e que vive um momento especialmente virtuoso nos campos econômico, social e internacional não pode se negar a abraçar uma causa que há de trazer para a história e para os bancos escolares a grandeza e a genialidade de Roberto Landell de Moura.

Começam as celebrações pelo sesquicentenário de nascimento de Roberto Landell de Moura. Em 21 de janeiro de 2011 completam-se 150 anos do nascimento do padre-cientista, verdadeiro inventor do rádio

Nesta 5ª.feira, 21 de janeiro de 2010, completam-se 149 do nascimento, em Porto Alegre, de Roberto Landell de Moura.

O objetivo desse projeto é levar informações relevantes e farta documentação sobre a saga do padre-cientista e, desse modo, estimular ações conjuntas que contribuam para o resgate de sua memória em nosso País.

Quatro livros sobre o personagem:

O outro lado das telecomunicações – A saga do Padre Landell (Editora Sulina, 1983);

Landell de Moura (Editora Tchê/RBS, 1984);

Pater und Wissenschaftler (Debras Verlag, Alemanha, 2004);

Padre Landell de Moura: um herói sem glória. O brasileiro que inventou o rádio, a TV, o teletipo... (Editora Record, 2006).

O abaixo-assinado

Os Interessados em aderir ao MLM e ao abaixo-assinado que o integra podem fazê-lo acessando a página www.mlm.landelldemoura.qsl.br.

O documento pleiteia que as autoridades do governo brasileiro reconheçam Roberto Landell de Moura como Pai das Telecomunicações e que as suas invenções sejam incluídas no currículo escolar obrigatório.


Gazeta das Praias
http://www.adjorisc.com.br/jornais/obarrigaverde/noticias/index.phtml?id_conteudo=243520

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Diálogo entre trabalhadores da TAP no Facebook dá origem a processo-crime

Diálogo entre trabalhadores da TAP no Facebook dá origem a processo-crime
Por Redacção (PT)

A rede social Facebook está na origem de uma polémica interna na transportadora aérea nacional depois de um «diálogo privado» entre trabalhadores da empresa ter dado origem a um processo-crime. A administração da TAP já convocou os trabalhadores para um «curso de formação comportamental».

A polémica teve origem depois de um piloto da TAP se ter queixado no Facebook de ter efectuado uma viagem entre Maputo e Lisboa em classe económica quando, segundo as condições a que o pessoal da empresa tem direito, deveria ter viajado em classe executiva.

O desabafo motivou violentos comentários de pilotos, assistentes e chefes de cabine nos dias seguintes, acabando por levar um dos responsáveis visados nas críticas a apresentar uma queixa por difamação.

Entretanto, a TAP convocou todos os funcionários que comentaram o caso no Facebook para um curso de «formação comportamental».

Uma iniciativa que foi contestada pelo Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil que, segundo relata o i, em Dezembro enviou uma carta ao presidente da TAP exigindo o cancelamento do curso.

O caso já foi discutido numa assembleia-geral de pilotos, que terão esta quarta-feira um novo encontro extraordinário. Na agenda de trabalhos da convocatória está, segundo adianta o mesmo jornal, a discussão das «medidas a adoptar (...) incluindo o recurso à greve».

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=190960

Oscip contratada por Ager não tem "expertise" no setor

Oscip contratada por Ager não tem "expertise" no setor

Da Redação - Alline Marques e Marcos Coutinho

A Oscip Brasil Essencial, contratada pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos de Mato Grosso (Ager-MT) por R$ 1,7 milhão, não tem experiência para atuar no redimensionamento da empresa e sequer no setor.

De acordo com fontes do Olhar Direto, além do valor ser excessivamente alto, a empresa não tem know how para fazer realizar os serviços contratados, referentes à resolutibilidade, readequação da estrutura organizacional e regimento interno e padronização de processos e procedimentos.

Alguns questionamentos foram feitos pelas empresas que participaram da concorrência, inclusive uma delas já presta serviço para o governo do Estado em outras secretarias e considerou absurda a forma de contrato realizado entre Ager e a Oscip, realizado por análise de empresas.

A polêmica referente ao contrato iniciou na semana passada após a publicação do contato no Diário Oficial. Fontes da Casa Civil informaram que o governo pode rever a contratação da Oscip e realizar um novo termo de parceria. A Ager também pode ser alvo de uma CPI na Assembleia Legislativa, de autoria do deputado Dilceu Dal Bosco (DEM).

http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Oscip_contratada_por_Ager_nao_tem_iexpertise_i_no_setor&edt=33&id=79102

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O pós-Lula

O pós-Lula

Hoje não se pode falar nada sobre o presidente Lula.

Há poucos dias escrevi um artigo sobre a mentira, usada como instrumento de política governamental e, pela reação indignada manifestada por parte de algumas pessoas do meu relacionamento, constatei, como já desconfiava, que hoje não se pode falar nada sobre o presidente Lula. No alto de sua grande popularidade, virou um ícone. A qualquer crítica, mesmo que fundada, já se recebe a pecha de direitista, de estar contra o governo popular, e outros insultos impublicáveis.

Criticar o governo Lula, hoje, é o mesmo que vender a alma ao diabo: já se está condenado.
O Brasil perdeu o gosto pela crítica construtiva, pelo debate racional, pela polêmica não ideológica. O brasileiro é movido pela paixão: ou se é a favor, ou se é contra. Não tem meio termo. Tudo é ideologia. Quando alguém critica é para destruir. O que não foi a minha intenção.

Da eleição passada restou claro, por um lado, a enorme identidade do Lula, "o filho do Brasil", com o povão e, por outro, o medo dos políticos de se posicionarem contra a corrente popular. Foi uma campanha sem oposição. Todos queriam ser Lula. Até mesmo os candidatos de oposição, que subiam nos palanques quase que pedindo desculpas por estarem do outro lado. Ninguém ousou mostrar que nem tudo são flores; que embora existam acertos, também existem erros. Que cabe sim a discussão de um projeto alternativo de governo.

Nas próximas eleições, parece que vai ser a mesma coisa. Nenhum candidato se apresenta como oposição. Criou-se um neologismo: "pós-Lula" . Com medo de perder votos, ninguém ousa criticar o governo. Todos aprovam a priori o governo e tentam convencer o eleitor com um programa para o pós-governo, de continuidade. É uma situação, no mínimo, singular. Tanto os partidos de oposição quanto os de situação estão querendo ser a continuidade do governo que aí está. Aquela frase tão falada em tempos atrás, "sou contra tudo que está aí", virou, "sou a favor de tudo o que está aí".

A covardia da oposição pode levar a população ao seguinte raciocínio: se é para mudar para continuar tudo como está, porque não continuar com Lula, e votar na Dilma? E aí teremos mais do mesmo: um governo voltado para as próximas eleições (Dilma trabalhando para reeleger Lula em 2014).

Este modelo de política de curto prazo tende a um esgotamento. Por falta de uma visão de longo prazo, corremos o risco de perder o ônibus da história. O Brasil, ao contrário da propaganda oficial, não está preparado para crescer. Falta investimento em infra-estrutura: nossos portos, aeroportos, rodovias e a disponibilidade de energia elétrica estão no limite.

Segundo informações do próprio governo, apenas 32,9% das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), principal peça de investimento e propaganda do governo, foram executadas até o momento, contando com os investimentos do setor privado.

Levantamento feito pela Ong Contas Abertas, em relatórios do governo, demonstra uma realidade ainda pior. Mostra que, das 12.520 obras e ações previstas no programa, apenas 1.229, ou 9,8% do total, estão concluídas. Mostra também que 7.715 projetos, ou 61,6% do total, sequer saíram do papel (nos relatórios do governo aparecem como: em "contratação", em "ação preparatória" estão em estudo ou em fase de licenciamento- ou em "licitação" etapa que inclui da preparação do edital de licitação até a contratação da obra). Constam ainda, 3.576 obras (26,8% do total) como "em andamento".

Jogos de palavras à parte, o fato é que se o governo quiser alcançar 50% do que foi programado, deverá executar em 2010 muito mais do que fez em três anos. Pelo andar da carruagem, resultado impossível de ser alcançado pela falta competência gerencial demonstrada até agora.

A ONG Contas Abertas alerta que o problema é ainda mais grave: o atual governo não está pagando a totalidade das obras executadas. Desde o início do programa o governo pagou pouco mais de R$ 36,6 bilhões e, no entanto estão empenhados e não pagos, outros R$ 24,3 bilhões, o que está gerando um enorme "restos a pagar", que deverá ficar como herança para o próximo governo.

Esperemos, pois pelo "pós-Lula". Esperemos por um governo que tenha mais gestão e menos propaganda. Mais ações e menos discursos. Que tenha uma visão de longo prazo, para além das próximas eleições. Que esteja disposto a tomar as medidas necessárias, ainda que impopulares. Que governe pensando nas próximas gerações, como os verdadeiros estadistas.

WALDIR SERAFIM é economista e professor universitário em Cuiabá.

http://www.midianews.com.br/?pg=opiniao&idopiniao=863

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Quem é o dono de uma entrevista?

Quem é o dono de uma entrevista?

Em outubro do ano passado dei uma entrevista por email para um aluno de faculdade de jornalismo e, ao finalizar, perguntei se poderia reproduzir o texto aqui no Código. A resposta foi negativa, fiquei meio confuso mas só dois meses depois é que dei conta de todas as implicações da questão.

Por Carlos Castilho*
Agora em dezembro, o jornalista inglês Paul Bradshaw reproduziu uma experiência pessoal quase idêntica e que tem a ver com uma nova situação criada pela internet na controvertida questão do direito de autoria. Trata-se de uma polêmica que ainda vai dar muito pano para manga.

Tudo porque estão em jogo duas visões diferentes sobre um mesmo fato, ou situação. O entrevistado acha que é o dono de tudo porque afinal de conta as idéias, reflexões, experiências, percepções e opiniões são fruto de sua realidade pessoal. Já o jornalista está convencido de que a partir do momento em que ele colocou no papel ou transmitiu pela rádio e TV, ele passa a ser o proprietário dos direitos autorais do produto final, mesmo citando as fontes.

As duas partes esgrimem argumentos lógicos. O entrevistado por razões óbvias, já que ele só foi consultado porque acumulou um conhecimento fruto de seu trabalho pessoal. Se ele publicar tudo num livro, ele tem os direitos absolutos sobre a obra.

Já o repórter justifica sua negativa de reprodução alegando que ele o dono das perguntas, da idéia da entrevista e principalmente de sua edição, o que configuraria uma obra com características próprias e também pessoais.

Esta questão do direito de publicação pelo autor de entrevistas ou declarações dadas a terceiros está se tornando cada dia mais importante porque, além da autoria, também está em jogo o problema do contexto. O jornalista faz entrevistas que depois podem ser usadas em contextos informativos bem diferentes dos imaginados pelos entrevistados.

Assim, por exemplo, cresce a cada dia o número de órgãos governamentais que publicam em seus sites corporativos entrevistas e comunicados distribuídos à imprensa em geral. O caso do blog da Petrobras ainda está na memória de todos nós, em especial a reação dos grandes jornais brasileiros.

Grande parte da dimensão adquirida pela questão é uma conseqüência do desejo de ter o controle sobre conteúdos informativos, seja pelo entrevistado ou pelo entrevistador. Desejo este que pode ter motivações econômicas ou políticas.

No meu caso era o de disponibilizar para os leitores do Código uma reflexão que produzi para um estudante de jornalismo preparando o seu trabalho de conclusão de curso e que provavelmente seria lida apenas pela banca examinadora.

Enquanto a questão for vista pelo lado do controle e de seus interesses implícitos vai ser quase impossível chegar a um denominador comum. Há até a possibilidade de situações esdrúxulas como o repórter ter o direito sobre as perguntas e o entrevistado sobre as respostas. É algo kafkiano porque numa entrevista - seja ela escrita, em áudio ou em vídeo - é impossível separar as partes.

É por isto que cresce a cada dia a percepção de que, pelo menos no caso de uma entrevista, ninguém teria direito a nada. O entrevistado porque esta dando um esclarecimento ao público e não ao repórter. Este, por seu lado, assume na função jornalística, o papel de representante do leitor, ouvinte ou espectador.

Se tomarmos o público como referência, a polêmica deixa de existir porque tanto o entrevistado como o entrevistador estão prestando um serviço a terceiros. Mas como a maioria dos jornalistas assume que é dono daquilo que publica, as fontes de informação começam a reivindicar o mesmo direito na medida em que descobrem que também podem publicar o que querem na internet. Daí o impasse.

* Carlos Albano Volkmer de Castilho é jornalista com mais de 30 anos de experiência em rádio, jornais, revistas, televisão e agências de notícias, no Brasil e no exterior. Escreve para o Observatório da Imprensa.

Fonte: Observatório da Imprensa
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=6&id_noticia=122309

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Colheita Feliz, a nova "peste" da web te ensina a roubar

Colheita Feliz, a nova "peste" da web

Publicado em 05/01/2010 pelo(a) wiki repórter Marrash Dilek, Rio de Janeiro-RJ


Um jogo para quem cultiva o ócio digital. - Foto: web
Uma nova febre começa a elevar os termômetros na internet. Trata-se de um jogo, chamado Colheita Feliz. Fica hospedado no Orkut e é uma espécie de fazendinha. Lá você planta, aduba, rega, colhe, cria animais, faz compras e reforma a propriedade etc. Todas estas ações lhe rendem um certo "dinheiro verde". Claro, pois uma vez sendo um jogo, não teria graça se não tivesse algum ganho, certo?

Bom, então você convida seus amigos da rede social para também montarem suas fazendas e iniciarem suas plantações e criações. E é aí que começa o jogo. Só uns parênteses, este que estou falando é uma versão do Farmaville, do Facebook, que é em inglês e, portanto, limita bem o nosso público brasileiro que, sabemos, mal fala o português. E, outra coisa, na versão do Facebook, é possível usar o cartão de crédito (isso mesmo!) para fazer toda a movimentação rural.

Como jogo é jogo, vale tudo. Desta forma, além de você ficar lá, cuidando da sua fazenda, o que seria até bacaninha para dar uma relaxada, você entra na fazenda dos seus amigos e pode roubar tudo o que ele plantou e criou. Sim, o jogo avisa, por exemplo, a que horas a galinha vai botar ovos ou quando a colheita estará pronta. Daí é só você invadir e passar a mão em tudo. E, com isso, vai acumulando pontos. Pior, pode destruir toda a plantação dos colegas jogando pragas e pestes. Não é lindo? Um jogo que ganha quem for mais perspicaz na arte do roubo. Isso mesmo amigos, nossos filhos estão sendo "treinados" para roubar e destruir o trabalho dos outros.

O conceito de Colheita Feliz é exatamente este, como desenvolver a "arte do roubo" para ter uma fazenda mais próspera, com mais animais e mais áreas plantadas. Claro que para isso é preciso horas e horas online. Depois, é só ficar contando vantagens aos amigos sobre o que conquistou com o trabalho dos outros e como se divertiu destruindo o que eles batalharam para ter. Ah, aí você vai me dizer, "mais é só um jogo"!!! Posso dizer que vi famílias - pai, mãe, tios e filho - jogando isso em pleno Natal e réveillon, com convidados esquecidos pela casa. E lamentei por todos eles.

Mais importante do que isso é considerarmos alguns aspectos. Por exemplo, a questão dos valores familiares. Ouvi coisas do tipo: "Filho, vai lá roubar os ovos da galinha do fulano para mim..." Nossa, é assustador, não? É um jogo, sim. Mas qual o conceito que, mais do que o jogo, o próprio pai está passando por trás disso? Que roubar é bacana é permitido e é divertido?

Outra coisa, a sociabilização, tão importante nesta faixa etária (ou em qualquer uma outra) de novo, está sendo colocada em segundo plano. E, por último, se os adolescentes já perdiam um tempo precioso no Orkut, MSN e, mais recentemente, Twitter, agora eles terão mais um motivo para não ler livros, para não estudar e, muito menos, se relacionar pessoalmente, pois a "Colheita Feliz" lhes toma o "pouco" tempo que resta. Afinal, cuidar do que não é seu dá trabalho dobrado. Ou estou errado?

Lamentável.