terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Internet via TV: Uma opinião que não vale nada.

Internet via TV: Uma opinião que não vale nada.

Glaucio Binder

Ninguém discute o crescimento da importância da Internet e as mudanças que ela gerou na nossa vida.

Isto é tão indiscutível que ninguém questiona a comunicação que dá destaque ao endereço eletrônico do anunciante, mesmo sabedores que somos da estranheza que ele deve gerar nas "velhinhas de Taubaté". (fico sempre imaginando o que determinadas camadas da população pensam quando ouvem ou vêem mensagens com dabliu, dabliu, dabliu, ponto, fulano de tal, arrouba, sicrano de tal, ponto com, ponto be erre).

Realmente este é um caminho sem volta. Atravessamos o rio, destruímos as pontes e agora sobrevive quem aprender a andar do outro lado.

Daí já somos tantos milhões de usuários da Rede. E poderemos ser muito mais ainda.

Mas, sabemos, que uma parcela significativa destes usuários, são usuários em ambiente de trabalho. Isto é, um grande número de internautas, só o consegue ser com o equipamento do escritório ou com o acesso que têm no escritório.

Isto é, o número de usuários de internet que acessam à noite deve ser menor do que o número de usuários do horário comercial. Talvez exista uma publicação que confirme este sentimento. Ou não, também não importa.

A questão indiscutível é, o número de internautas que vêem TV à noite e acessam à Internet ao mesmo tempo é bem menor do que qualquer outro número. E, sejamos sinceros, esta turma (a da TV e Internet ao mesmo tempo) deve ter um perfil bem específico, com características próprias (não deve ser exatamente um normal um cara que faz estas duas coisas ao mesmo tempo - ou pelo menos não é representativo do universo da população brasileira).

Partindo desta premissa, afirmo, pesquisas de opinião deflagradas pela TV, para serem respondidas pela Internet imediatamente, não representam nada.

Se assim fossem, o provável meio campo da seleção serio o do Grêmio, pois lembro bem de um jogo da eliminatória em que a Globo perguntou no ar - para responder via Internet - qual o meio campo ideal para a seleção e a resposta incluía o tal de Tinga e o restante do meio de campo do time gaúcho. Não por um acaso, o jogo era em Porto Alegre. Graças a Deus o Felipão não levou a sério (não que o Felipão seja o tipo de cara que preste atenção para opinião alheia).

Mas a população não sabe disto. E muito menos as "Velhinhas de Taubaté". E quando a voz da Globo (que é quase a voz de Deus, do Deus brasileiro, é claro) diz, X por cento dos internautas pensam isto, ou Y por cento preferem aquilo, o telespectador médio interpreta como a opinião da população, e isto acaba interferindo na sua própria opinião sobre as coisas que estão sendo questionadas.

Isto é uma forma muito leviana de fazer pesquisas. Primeiro porque internauta não é população e, indo mais fundo ainda, internauta que vê televisão e acessa computador ao mesmo tempo não é nem representativo do universo total dos internautas.

Para ser sincero, nem sei se o número absoluto de respostas é significativo, já que as respostas acabam sempre aparecendo em proporções, o que tira da Emissora o risco de pagar o mico de dizer que "10 pessoas acharam isto" ou "dois acharam aquilo outro". Não duvido muito que algumas perguntas, de interesse discutível, gerem um nível de respostas insignificante.

Isto sem falar que a Internet possibilita respostas tendenciosas, já que determinados grupos, interessados em determinadas respostas podem se mobilizar melhor.

É bem verdade que a Emissora não tem posto no ar questões muito sérias para serem respondidas desta forma. Mas, não deixa de ser um treinamento e, eventualmente, num descuido editorial, pode ir para o ar alguma questão mais séria, com um resultado distorcido, afetando significativamente a opinião da população.

Eu não sei qual o órgão, se os reguladores de comunicação, ou se a ABIPEME (Associação de Pesquisa de Mercado) deveria se pronunciar sobre isto. Mas alguma regra deveria ser estabelecida. A minha sugestão é de que sempre venham os números absolutos, pelo menos, e que a Emissora tenha o cuidado de esclarecer - para as "Velhinhas de Taubaté" - que estas respostas não representam a opinião da população.

Já vivemos uma época em que as opiniões respaldadas mudam constantemente. Na medicina, por exemplo, hora ouvimos que determinada substância faz mal, hora que faz bem e fica sempre difícil de saber qual o melhor caminho. Não precisamos de mais esta confusão de informação.

Se não vier qualquer regulamentação, Dona Rede Globo, pense nisto. A sua responsabilidade diante da população é muito grande.
Fonte:
http://www.umacoisaeoutra.com.br/marketing/internetv.htm

Aquecimento global já é irreversível

Aquecimento global já é irreversível

SÃO PAULO – Uma pesquisa do NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) concluiu que a mudança climática causada pelas emissões de dióxido de carbono não tem volta.

O estudo foi conduzido por uma das mais renomadas profissionais da área climática, a cientista americana Susan Salomon, que divulgou resultados catastróficos: a temperatura da superfície, o nível do mar e índice de chuvas sofrerão alterações irreversíveis por mais de 1000 anos, depois que as emissões de dióxido de carbono (CO2) cessem completamente.

No método de pesquisa, foram construídos cenários que tiveram examinadas as conseqüências de diferentes níveis de CO2 e, em seguida, as emissões foram cessadas completamente. Os impactos foram mais severos em níveis máximos, mas, segundo o estudo, a alteração climática ocorreu em todas as condições.

A constatação é que todas as regiões serão afetadas, em graus diferentes. A chuva diminuirá por séculos e a África, por exemplo, teria sua estação agrícola afetada de maneira drástica. Os outros continentes também sofreriam com abastecimento de água, incêndios, alteração de ecossistemas e expansão dos desertos.

Um dos fatores mais preocupantes, de acordo com a cientista, é a subida do nível do mar. Considerando o aquecimento das águas do oceano e derretimento das geleiras, a média de elevação mundial, no ano 3000 seria de 40 centímetros até 1 metro – com picos de concentração de CO2 em 600 partes por milhão.

Para se ter uma idéia, o valor das emissões de hoje é de 387 partes por milhão.

As iniciativas que planejam retirar o dióxido de carbono para fora da Terra não foram consideradas no estudo, pois, segundo os pesquisadores, “no momento são apenas especulações”.


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Globo ataca Lula e inventa desemprego em massa

Globo ataca Lula e inventa desemprego em massa

Serei curto e grosso. O programa Fantástico, da Rede Globo, veiculou, neste último domingo, pouco depois das 22 horas, um quadro sobre “como agir diante do desemprego”, no qual fez dois fortes ataques ao presidente Lula, ainda que dissimulados, e promoveu o maior alarmismo social que já assisti em minha vida numa televisão aberta, e num horário que permitiu àquele absurdo atingir dezenas de milhões de famílias brasileiras.

Por Eduardo Guimarães, no blog Cidadania.Com

O quadro começa com a apresentadora do programa dizendo que, “O que era para ser marolinha, virou tsunami”. Em seguida, um “especialista” diz que, “ao contrário do que dizem as autoridades, a crise é nossa, também”, insinuando que haveria culpa do governo Lula pela crise. Além disso, a reportagem mostrou cenas tristes de pessoas demitidas, cenas que mesmo nos momentos de maior euforia econômica de um país, sempre serão tristes.

A reportagem apresentou uma redução na criação de vagas em novembro e o aumento de demissões em dezembro como provas da crise de desemprego em massa que teria se abatido sobre o país. Escondeu que o número de 40 mil vagas em novembro não foi perda, mas diminuição na CRIAÇÃO de vagas, e que as 600 mil vagas que mencionou em dezembro não são a diferença entre admissão e demissão de empregados, mas o número total dos que perderam emprego. O saldo de demissões e admissões seria uma fração desse número.

Bem, não há muito mais o que dizer. À esta altura, dezenas de milhões de famílias estão achando que há uma terrível crise de desemprego em massa no Brasil. O mercado de carros novos será o mais afetado. O Fantástico recomendou que esse tipo de compra seja postergada e, como se sabe, o que poderia suspender as demissões na indústria automobilística seria o aumento do consumo que começou a ocorrer depois de medidas do governo como suspensão do IPI dos carros novos.

O Fantástico não deu voz a nenhuma das “autoridades” que criticou e ainda escondeu os relatórios animadores de organismos multilaterais como o FMI, o Banco Mundial ou a OCDE que colocam o Brasil como a economia mais preparada do mundo para enfrentar a crise. Enfim, o objetivo foi sonegar informações ao público, gerar desmoralização do governo Lula e pânico entre a população. Tudo pela menor crise de desemprego da história, que inclusive ocorre no momento em que o nível de emprego no Brasil está em seu patamar mais alto.

Nós mesmos, pouco podemos fazer. Estamos falando de um programa da Globo que é campeão de audiência há quase 40 anos. Nessa noite desse programa nefasto, dezenas de milhões de brasileiros terão ido dormir ansiosos, preocupados e até desesperados, e por muito pouco.

Só há uma pessoa neste país que pode dar uma resposta a esse verdadeiro ato de terrorismo: Luiz Inácio Lula da Silva.

Se Lula, agora, não tomar uma atitude dura, se não mostrar que pretende enfrentar tentativas, não de sabotagem política, mas de literal sabotagem da economia de todo um país, será cúmplice de todos os danos que esse terrorismo de punhos de renda causar. O presidente Lula tem o dever de falar à nação em rede nacional de rádio e tevê e dizer claramente tudo que eu disse aqui, no mínimo. Se não fizer isso, este país estará frito.

Veja o que saiu no site do Fantastico

http://www.g1.com.br/fantastico

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL961476-15605,00-O+QUE+FAZER+NA+HORA+DO+APERTO+NO+TRABALHO.html



Que era apenas uma marolinha, virou tsunami.
A crise financeira que começou nos Estados Unidos já está tirando há muito tempo o sono dos brasileiros.

Em novembro do ano passado, o país perdeu 40 mil postos de trabalho. Em dezembro, o número de pedidos de seguro-desemprego aumentou mais de 50% no estado de São Paulo. O que fazer nessa hora de aperto?

“Foi de manhã. Eu estava na minha sala, trabalhando”, lembra o funcionário de mineradora Luiz Citty, que está desempregado.

“De repente chegou o nosso chefe com uma folha”, conta a metalúrgica
Silvânia Barbosa, desempregada.

“E falou que eu estaria dispensado”, diz Djoaquim Gomes Neto, outro funcionário de mineradora, também desempregado.

“A gente fica meio, meio sem...”, acrescenta Luiz Citty, funcionário de mineradora desempregado.

“Aí eu perguntei por que, e ele falou assim: ‘Não, isso é por causa da crise. A crise te pegou’", diz Joaquim Gomes Neto, funcionário de mineradora, desempregado.

“Já passamos da fase em que nossas autoridades insinuaram que a crise era dos outros. Todos nós já estamos convencidos de que a crise é nossa também”, lembra o consultor de carreiras Max Gehringer.

“Os números são muito, muito preocupantes”, alerta o economista da USP
Hélio Zylberstajn.

Mais pessoas estão pedindo seguro-desemprego e atrasando as dívidas.

“E de repente está batendo a insônia. Meia-noite, uma hora, pensando: ‘O que eu vou fazer? E a minha casa? E o meu quarto, que eu tanto sonhei?’", conta a metalúrgica Silvânia Barbosa.

Em novembro de 2008, o país perdeu 40 mil empregos formais.

“E agora dezembro a gente deve estar perdendo, segundo o governo, 600 mil vagas”, diz Hélio Zylberstajn.

Portanto, se você está preocupado com o seu trabalho, atenção para as dicas:

A primeira: não mude de emprego agora. Mesmo que você tenha bons motivos para mudar, seja paciente e aguarde a tormenta passar. Quando ocorrem demissões, os empregados mais recentes são os primeiros na fila dos demitidos, porque o custo da demissão é mais baixo.

A segunda: concentre suas energias em suas tarefas. A pior coisa que pode acontecer em um momento de crise é criar uma situação interna ruim, através de boatos e diz-que-diz.

E a terceira: não seja pessimista, mas não exagere no otimismo. Não é preciso deixar de comer ou de se divertir com a família, mas é prudente evitar fazer dívidas pesadas e de longo prazo.

Para Luiz, o corte no orçamento foi radical.

“Eu cancelei plano de saúde da minha mãe. Minha mãe tem 76 anos”, lembra Luiz Citty.

Luiz tinha 25 anos de serviço em uma grande mineradora em Itabira, Minas Gerais, empresa que demitiu 1,3 mil funcionários em todo o mundo.

“Eu sinto uma tristeza profunda. Acordo de manhã, não tenho nada o que fazer. Fico olhando para o tempo. É como se a gente fosse um material de desgaste. Desgastou, joga fora. É assim que estou me sentindo nesse momento”, Luiz Citty.

“Com essa crise agora, quem vai dar emprego a uma pessoa igual a mim? No meu caso tenho 49 anos”, questiona Joaquim Gomes Neto.

Joaquim trabalhava havia 30 anos na mesma mineradora de Luiz. Ele se sente frustrado por não poder bancar a festa de 15 anos da filha.

“Eu quero uma festa, só que eu não sei se vai poder fazer. Por causa agora que ele não trabalha mais”, conta Patrícia Adriely Gomes, filha de Joaquim.

O importante nesse momento é não se culpar.

“É um problema econômico, não se deprima, não desanime. Mantenha a esperança, a auto-estima, o bom humor e vamos à luta”, aconselha Hélio Zylberstajn.

E agora, uma dica para quem perdeu o emprego: depois de solicitar o seguro-desemprego, não fique parado. Surgir a possibilidade de um serviço temporário ou como autônomo, aceite, mesmo que seja em outro ramo de atividade.

Na hora de voltar a contratar, e essa hora chegará, as empresas vão dar preferência a quem não se deixou abater pela crise.

Mesmo obrigada a interromper a reforma da casa que divide com o filho, a nora e a neta de 3 anos na comunidade de Heliópolis, São Paulo, Silvânia não desanima.

“Não vou chorar. Se é uma crise, então a gente vai enfrentar a crise. Todo mundo vai enfrentar”, comenta Silvânia Barbosa.

A situação pode melhorar ainda este ano.

“A gente precisa ficar olhando o que vai acontecer com o pacote que o presidente Obama vai anunciar e pôr em prática. Se esse pacote der certo, eu acredito que no segundo semestre, mais para o final de 2009, nós vamos ter os primeiros sinais de alguma recuperação”, explica Hélio Zylberstajn.

Enquanto isso, a estratégia de entidades como a Fiesp, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, é negociar com sindicatos a redução de jornada de trabalho e salários em 25%. Uma proposta dentro da lei, mas polêmica, porque não tem qualquer garantia de estabilidade.

“Nós não estamos falando de garantia de emprego, porque isso não está na lei do país”, lembra o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

O melhor caminho em uma situação de crise seria a negociação de horários e salários mais flexíveis por um período determinado, vamos dizer seis meses. Seria bom para as empresas, que não teriam custos de demissão, e para os empregados, que manteriam o emprego.

Brasil gera mais de 1,45 milhão de empregos formais em 2008
Pagina principal / Negócios
20.01.2009
http://port.pravda.ru/busines/20-01-2009/25883-brasilempregos-0

Foram gerados 1.452.204 empregos formais no ano de 2008, o que representou um crescimento de 5,01% no estoque de assalariados celetista em relação a dezembro de 2007. Mais pessoas desfrutando de benefícios como 13º salário, férias remuneradas, FGTS e acesso ao seguro-desemprego. Em termos absolutos, este foi o terceiro melhor resultado da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado esta segunda-feira (19) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

Os recordes anteriores foram em 2007 (1.617.392 postos) e 2004 (1.523.276 postos). O desempenho mais modesto em 2008 reflete os efeitos negativos da crise financeira internacional sobre o mercado de trabalho, vislumbrados em outubro e confirmados nos meses de novembro e dezembro. No último mês do ano, foram fechados 654.946 postos. O Brasil possui hoje em estoque 30.418.394 trabalhadores formais, sendo que 7.720.972 postos só entre 2003 e 2008.

“Um momento de crise não é momento de retirar direitos dos trabalhadores. Precisamos chegar a um acordo que não prejudique os trabalhadores. O Brasil, que pertence ao contexto globalizado, sofreu em dezembro com a crise. Já conversei com o presidente Lula sobre novas medidas que poderão ser adotadas para defender os trabalhadores, que têm como foco a geração de emprego”, destacou o ministro Lupi.

Setores – Todos os setores apresentaram crescimento no nível de emprego em 2008. Em termos absolutos, Serviços, com o aumento recorde de 648.259 postos de trabalho (+5,67%), liderou a geração de postos com carteira assinada no período. Em seguida vêm os setores do Comércio (+382.218 postos; +5,91%); da Construção Civil (+197.868 postos; +12,93%) - resultado recorde da série do período e a maior taxa de crescimento dentre todos os setores -; e da Indústria de Transformação (+178.675 postos ou +2,55%).

A agricultura, ao responder pela elevação de 1,22% ou acréscimo de 18.232 empregos, apresentou um comportamento mais modesto, mas sinaliza a manutenção da trajetória de recuperação verificada em 2006 (+6.574 postos ou +0,45%), quando comparado ao mesmo período de 2005 (-12.878 postos ou -0,87%) e confirmada em 2007 (+21.093 postos ou +1,43%).

Regiões - Em termos geográficos, os dados mostram expansão generalizada do emprego. Nas grandes regiões verificou-se o seguinte comportamento: Sudeste (+840.299 postos ou + 5,21%), o segundo melhor resultado, superado pelo ocorrido em 2007 (+949.797 postos ou +6,25%); Sul (+275.363 postos ou + 5,12%); Nordeste (+203.617 postos ou +4,82%), a segunda maior geração de empregos, muito próxima do recorde registrado em 2007 (+204.310 postos ou +5,08%); Centro-Oeste (+106.351 postos ou +5,26%), o segundo maior saldo do período, menor apenas que o verificado em 2004 (+111.302 postos ou +6,48%) e Norte (+26.574 postos ou +2,20%).

Dezembro de 2008 - No mês de dezembro verificou-se redução de 654.946 postos de trabalho, queda de 2,11%, tomando como referência o estoque do mês anterior. Tradicionalmente, os dados do Caged evidenciam uma marcada sazonalidade negativa (entressafra agrícola, término do ciclo escolar, esgotamento da bolha de consumo no final do ano, fatores climáticos) no mês de dezembro, que permeia quase todos os subsetores de atividade econômica e estados.

Além dos fatores sazonais, o comportamento do emprego no mês de dezembro também é alimentado por fatores conjunturais que amenizam ou acentuam a sazonalidade negativa presente no mês. Em dezembro do ano passado, todos os subsetores e Unidades da Federação apresentaram declínios acentuados no nível de empregos. Em termos setoriais, a Indústria de Transformação (-273.240 postos ou -3,67%); a Agricultura (-134.487 ou -8,14%); os Serviços (-117.128 postos ou -0,96%) e a Construção Civil (-82.432 postos ou 4,55%) foram os principais setores responsáveis pelo declínio do emprego no mês. Quanto aos estados, os que mostraram as maiores quedas foram: São Paulo (-285.532 postos ou -2,74%), Minas Gerais (-88.062 postos ou -2,64%), Paraná (-49.822 postos ou -2,36%), Santa Catarina (-27.843 postos ou -1,78%) e Rio Grande do Sul (-27.678 postos ou -1,33%).

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
http://port.pravda.ru/busines/20-01-2009/25883-brasilempregos-0

Combate à crise
BB e Caixa vão exigir contrapartida de emprego em novos financiamentos públicos

Publicada em 20/01/2009 às 23h57m
O Globo
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/01/20/bb-caixa-vao-exigir-contrapartida-de-emprego-em-novos-financiamentos-publicos-754066532.asp

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinará, na quinta-feira, aos dirigentes do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal, que passem a exigir contrapartidas de geração e manutenção de emprego nos novos financiamentos públicos, mostra reportagem de Geralda Doca, na edição desta quarta-feira, do Globo. A contrapartida valeria mesmo para os recursos do Tesouro Nacional, com taxas de juros mais baixas que as cobradas pelo mercado, informou fonte do primeiro escalão do governo.

Em encontro de cerca de três horas com dirigentes das centrais sindicais , na segunda-feira, Lula, que está determinado a agir para evitar que o desemprego suba ainda mais, prometeu que as novas desonerações de tributos em estudo pelo governo terão como contrapartida a manutenção dos empregos. Ou seja, as empresas só poderão se beneficiar da redução de impostos e contribuições se garantirem que não demitirão pessoal. Lula avaliou como positiva a reunião com seis centrais sindicais.

Nos empréstimos com recursos do Fundo Amparo ao Trabalhador (FAT) e do FGTS, já existe uma orientação nesse sentido do Ministério do Trabalho. Porém, somente o BNDES estaria cumprindo a exigência. Agora, BB e Caixa também terão de seguir o exemplo. Além disso, deverá ser publicada nesta quarta-feira, no Diário Oficial da União, uma portaria com nomes do grupo de acompanhamento que vai fiscalizar a aplicação dos recursos dos dois fundos do trabalhador, juntamente com o compromisso dos tomadores com a geração de emprego.

Segundo interlocutores do Palácio, o presidente Lula teria ficado irritado com o ministro Guido Mantega porque a Fazenda não exigiu contrapartida de manutenção de empregos das montadoras ao conceder redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis .

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Polícia de Nova Jersey busca por bebê jogado no lixo por hospital

Polícia de Nova Jersey faz grande busca por bebê jogado no lixo
http://blog.nj.com/hudsoncountynow_impact/2009/01/large_zbaby06%20copy.jpg
Kalynn Moore, 26, of Jersey City, with her baby boy, in a photo provided by the family.

A Polícia de Nova Jersey, nos Estados Unidos, procura em lixões do estado e da Pensilvânia o corpo de um bebê que aparentemente foi jogado no lixo, enquanto segue a polêmica entre a mãe e o hospital sobre se a criança estava viva ou morta no momento do parto, informa hoje a imprensa local.

Kalynn Moore, de 26 anos e mãe do bebê, denunciou hoje que seu filho nasceu em 21 de dezembro, um mês antes do previsto, no Christ Hospital em Jersey City, Nova Jersey, e que o carregou brevemente em seus braços.

Segundo a mãe, os médicos ficaram 20 minutos tentando estabilizar o ritmo cardíaco do bebê antes que ele morresse.

Ela disse, além disso, que sua sobrinha Nicia Royster acompanhou uma enfermeira nesse dia deixar o corpo do bebê no necrotério do hospital.

Moore exibiu hoje, em coletiva de imprensa, uma foto que a mostra carregando seu filho, chamado por ela de Bashere Davon Moyd.

De acordo com a Polícia, o corpo da criança teria sido jogado no lixo, mas não se sabe quando.

O advogado da família disse não descartar um processo contra o hospital e que não há razão para que o corpo de um bebê, vivo ou não, seja jogado no lixo.

O hospital assinalou, através de sua porta-voz Bárbara Davey, que continua "cooperando com a investigação e fazendo todo o possível para encontrar os restos da criança", que segundo a instituição, quando veio ao mundo já estava morta.

YouTube
Baby's Corpse Thrown Out With Hospital's Trash


http://blog.nj.com/hobokennow_impact/2009/01/large_baby2.JPG
Kalynn Moore, 26, center, at a press conference about her baby, Bashere Davon Moyd Jr., whose body was discarded in the trash, at the Anise & Anise law office in Jersey City earlier today. With her are her lawyer, Michael Anise, left, and her cousin, Nicia Royster.

Police are searching in New Jersey and Pennsylvania garbage dumps for the body of a baby boy delivered at Jersey City's Christ Hospital which was apparently thrown out with the trash, authorities said today.

"This has become a search and recovery," Hudson County Prosecutor Edward DeFazio said this afternoon.

Hospital officials say the baby was stillborn when delivered by a Jersey City woman, Kalynn Moore, 26, on Dec. 21 and was brought to the hospital morgue. The family disputes the claim, saying that the baby was alive when delivered and declared dead 20 minutes later.

When a funeral home representative went to the morgue to pick up the body on Jan. 2, the baby could not be found, DeFazio said.

That's when police became involved and the investigation determined that the baby's body was likely discarded in trash and the trash was already gone. Jersey City Police and law enforcement officials in Pennsylvania are searching for the body in garbage dumps. Dogs from the Bergen County Prosecutor's Office are assisting, DeFazio said.

"Our thoughts and prayers are with the family, and we hope to bring this unfortunate situation to a resolution as soon as possible," said a hospital spokeswoman in a statement.

Stay with Hudson Now for updates on this story.
more

Kalynn Moore, Mother. Photo by 1010 WINS reporter Steve Sandberg

The mother of the baby discarded in the trash at Christ Hospital said today her hurt runs deep.

"It's like they treated my son like he wasn't anything and it hurts so bad because I waited eight months for my son and then to just turn around and you lose him," said Kalynn Moore whose son Bashere Davon Moyd, Jr went missing from the hospital morgue.

The mother said that on Dec. 21. doctors noticed the baby had a shallow heart beat and called for an emergency Cesarean. She was anesthetized and fading in and out of consciousness during delivery. Afterward, a nurse told her the baby was dead.

"They said his umbilical cord separated from the placenta and it was needing oxygen and they told me that they tried to work on it for 20, 25 minutes but there was nothing they could do," Moore said at a press conference in the Jersey City office of her attorney, Michael Anise.

The lawyer said that on Friday a hospital spokesperson and a chaplain came to her house and told her the baby's body was missing.

"They told her 'Look, we can't sugar coat this for you,'" Anise said, paraphrasing the police officers who visited the house. "'The hospital, they made a tremendous mistake and they threw your baby out with the trash.'"

Anise said a lawsuit will be filed but the priority now is recovering the body of the infant.

In the meantime, police have tracked down the remains to a garbage dump in Kentucky.

But in a statement tonight, Police Chief Tom Comey said he didn't know if the remains had already been incinerated.

http://www.nj.com/hudson/index.ssf/2009/01/babys_body_tossed_with_the_tra.html




Steve Sandberg reports
Kalynn Moore
Christ Hospital has some answering to do after a still born baby's remains disappeared before arriving at a Jersey City, N.J., area funeral home

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Juiz é punido por dizer que futebol é coisa de macho


O Tribunal de Justiça de São Paulo aplicou pena de censura ao juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho, da 9ª Vara Criminal Central de São Paulo. Em uma sentença, o juiz fez alusão a possível homossexualidade do jogador Richarlyson Barbosa Felisbino, volante do São Paulo. A posição defendida na sentença judicial causou polêmica.

A maioria dos desembargadores do Órgão Especial decidiu seguir o voto do relator, Walter Swensson. Votaram contra a aplicação da pena o presidente do TJ paulista, Vallim Bellocchi e o desembargador Marco César. O julgamento aconteceu na quarta-feira (10/12). O resultado foi divulgado nos blogs do desembargador Ivan Sartori e do jornalista Frederico Vasconcelos.

A defesa sustentou que emitir opinião contrária ao homossexualismo não pode ser considerado discriminação. A tese não sensibilizou o colegiado. Para a maioria, o magistrado agiu com impropriedade absoluta de linguagem na sentença dada em julho do ano passado. Na época, a alusão à virilidade do jogador de futebol foi manifestada em uma ação penal privada proposta por Richarlyson contra um dirigente do Palmeiras.

O juiz mandou arquivar a queixa-crime. O dirigente havia insinuado em um programa que o jogador seria homossexual. Na sentença, o juiz afirmou que futebol era coisa de "macho", esporte "viril, varonil, não homossexual".

Por conta da sentença, o Tribunal de Justiça abriu investigação disciplinar contra o juiz. Em outubro do ano passado, o Órgão Especial rejeitou, por maioria de votos, a defesa prévia do magistrado e decidiu pela continuidade do processo administrativo disciplinar. Na época, ficaram vencidos os desembargadores Marco César e Pedro Gagliardi, que votaram pelo arquivamento.

Na defesa prévia, o advogado do juiz sustentou que o que se pune e deve se reprimir é a discriminação à pessoa, que se caracteriza por atitude pessoal, nominal, não genérica. Segundo a defesa de Junqueira Filho, ninguém pode obrigar alguém a ser católico, evangélico, corintiano, palmeirense ou são-paulino.

"Podemos não gostar do catolicismo, do evangelismo, do Corinthians ou do São Paulo, mas não podemos atacar quem tem fé nessas religiões ou torce por esses clubes. Da mesma forma, não se pode atacar o homossexual, mas ninguém pode obrigar ninguém a gostar do homossexualismo", sustentou a defesa.

O advogado alegou ainda cerceamento de defesa, nulidade do acórdão de acusação, impedimento de todos os desembargadores que subscreveram o documento e, no mérito, ausência de falta grave cometida no episódio e inexistência de preconceito no texto da sentença.

Em agosto do ano passado, o TJ-SP havia aceito pedido de abertura de procedimento para investigar o juiz, com base no artigo 35 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). No entendimento do colegiado, havia indícios de que, no episódio, o juiz agiu com conduta incompatível com os deveres do cargo de magistrado.

No mérito, a defesa sustentou que seu cliente não feriu a Constituição Federal, não invadiu a vida privada, nem a honra, nem a imagem no jogador Richarlyson. Refutou as acusações de que a sentença seria pérola jurídica, cômica, ofensiva e esdrúxula, como foi apontada. "O magistrado pode ter suas opiniões pessoais, mas não agiu com descompostura e imparcialidade. Apenas recusou uma queixa-crime onde não se provara a acusação e onde não havia acusação formal a quem quer que seja", disse o advogado.

Outras investigações

O juiz já respondeu a outros processos, tanto administrativos como judiciais. O magistrado teve sua conduta questionada em pelo menos uma dezena de representações. Em duas delas, chegou a ser condenado às penas de censura e advertência, mas conseguiu reverter os castigos. Nos dois casos, a penalidade foi aplicada pelo Conselho Superior da Magistratura e reformada no Órgão Especial do TJ paulista.

Em outra, recorreu e perdeu. Neste caso, o TJ paulista reprovou a conduta do magistrado. Afirmou que ele deu péssimo exemplo aos princípios de hierarquia e disciplina judiciária. Ele foi acusado de criticar decisão de segunda instância, que mandava soltar réu, fazendo comentários impróprios sobre o acórdão na presença de advogados, promotores, juízes e servidores do Judiciário que atuavam na 9ª Vara Criminal da Capital.

"Exarar despacho em termos de audiência pública, com a presença de funcionários, advogados, os próprios réus, oficiais de justiça, lançando pesadas críticas à conduta de juiz de segundo grau, além de provocar exaltação de ânimos revela, sem dúvida, menoscabo aos deveres da função", afirmou o desembargador Maurício Ferreira Leite no julgamento do caso.

Caso Richarlyson

O juiz pediu licença do cargo, anulou a sentença da ação penal privada de Richarlyson e foi afastado. Em outubro do ano passado, voltou ao cargo. Manoel Maximiniano Junqueira Filho não era o juiz natural do caso e despachou no processo por conta da ausência da juíza auxiliar, que estava de licença-saúde. A defesa do jogador entrou com representação no Conselho Nacional de Justiça acusando o juiz de homofobia.

A polêmica sobre a sexualidade de Richarlyson começou quando o jornal Agora São Paulo noticiou que um jogador de futebol estava negociando com o Fantástico, programa da TV Globo, uma entrevista na qual assumiria ser gay. Em junho, durante o programa Debate Bola, da TV Record, José Cyrillo Júnior foi questionado se o tal jogador homossexual era do Palmeiras. Cyrillo se saiu com essa: "O Richarlyson quase foi do Palmeiras".

Richarlyson alegou que se sentiu ofendido e foi à Justiça. Na sentença, o juiz ressaltou toda a masculinidade do futebol e mostrou ao jogador são-paulino que a Justiça, nesse caso, não é a melhor alternativa. "Quem é ou foi boleiro sabe muito bem que estas infelizes colocações exigem réplica imediata, instantânea, mas diretamente entre o ofensor e o ofendido, num ‘tête-à-tête'."

O juiz sugeriu o que o jogador poderia fazer. Se não fosse homossexual, o melhor seria ir ao mesmo programa de televisão dizer que era heterossexual. "Se fosse homossexual, poderia admiti-lo, ou até omiti-lo, ou silenciar a respeito. Nesta hipótese, porém, melhor seria que abandonasse os gramados."

Para o juiz, gramado não é lugar de homossexual. "Futebol é jogo viril, varonil, não homossexual." Não há ídolos de futebol que são gays, disse ele. E mais. Demonstrou a virilidade do esporte com o hino do Internacional de Porto Alegre: "Olhos onde surge o amanhã, radioso de luz, varonil, segue sua senda de vitórias".

Anastácio Noticias
Juiz é punido por dizer que futebol é coisa de macho

terça-feira, 4 de novembro de 2008

CBN para de veicular spot do Sindicato dos Bancários de São Paulo

CBN para de veicular spot do Sindicato dos Bancários de São Paulo

A Rádio CBN (FM 90,5 e AM 780 kHz - São Paulo/SP) interrompeu a veiculação de um spot do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco (SP) e Região e de outras entidades ligadas a federações estaduais e ao Santander Banespa, na tarde desta sexta-feira (31/10).

No comunicado, o sindicato acusa o presidente mundial do Banco Santander, Emílio Botín, de promover demissões, devido à compra do Banco Real pelo Santander, que mantém o controle acionário do Banespa.

Segundo o diretor-geral do Sistema Globo de Rádio, Rubens Campos, a transmissão do comunicado, por cinco vezes, na manhã da sexta-feira (31/10), ocorreu por uma falha na área comercial.

"O informe da AFUBESP - Associação dos Funcionários do Grupo Santander, Banespa, Banesprev e Cabesp - foi ao ar na manhã de sexta-feira, 31/10/08, apesar de seu conteúdo estar em desacordo com as normas da área de operação comercial da Empresa", disse Campos.

O diretor acrescentou que a agência do sindicato poderia rever o texto.

Ernesto Izumi, secretário de imprensa do sindicato, afirma que a entidade não pretende mudar o comunicado. Acusa ainda o Banco Santander de interferir para que Campos tomasse a decisão de retirar o spot do ar.

O Banco Santander respondeu que "não fez e nem faria nenhuma pressão e não nos cabe essa liberalidade".

Fontes: Comunique-se
/AdNews

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Cidades aprovam mais alunos para aumentar indíce do Ideb

Cidades aprovam mais alunos para aumentar indíce do Ideb
Folha Online

Seiscentos e setenta e quatro municípios brasileiros conseguiram melhorar ou manter seu Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2005 a 2007 única e exclusivamente por causa do aumento nas taxas de aprovação. Nessas cidades, o desempenho dos alunos nos testes de matemática e português caiu ou ficou estagnado, mas foi compensado pelo aumento, em alguns casos surpreendentes, da aprovação em dois anos.

Esses municípios representam 16% dos avaliados pelo MEC no primeiro ciclo do ensino fundamental (de primeira a quarta séries). Em outros 2.497 (58%), a aprovação também contribuiu para melhorar a nota, mas não foi o único fator.

O Ideb é um indicador criado pelo MEC para monitorar as metas de melhoria da qualidade da educação básica. Ele é composto pelas taxas de aprovação e pelo desempenho dos estudantes em testes de português e matemática. Por isso, a nota pode variar tanto por causa da aprovação quanto pelo desempenho dos alunos.

Para o presidente-executivo do movimento Todos Pela Educação, Mozart Ramos, as cidades que cresceram seu Ideb só por causa da aprovação terão agora que melhorar em português e matemática, o que é mais difícil. "O próximo secretário de Educação dessas cidades não terá mais essa gordura para queimar, já que os que aumentaram a aprovação de forma acentuada chegaram perto do limite. Seu Ideb poderá estagnar ou até piorar se o desempenho dos alunos não avançar."

Preocupado com o aumento só pela via da aprovação em alguns casos, o movimento Todos Pela Educação fez a mesma conta, mas considerando apenas as capitais. Foram identificadas nove cidades no primeiro ciclo do ensino fundamental (primeira a quarta) e sete no segundo ciclo (quinta a oitava) em que o Ideb aumentou, mas houve piora no desempenho em português ou matemática.

Para o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, órgão do MEC responsável pelas avaliações), Reynaldo Fernandes, o resultado dessas cidades deve ser acompanhado nas próximas avaliações. "Se a cidade deu um salto na aprovação e o desempenho dos estudantes não cair, isso é ótimo. Mas, se aprovou demais sem saberem nada, a tendência é o Ideb cair."

Um cálculo do Inep com base no Ideb mostra que o aumento das taxas de aprovação foi responsável por 41% da melhoria do resultado. O componente que mais explicou o avanço, no entanto, segundo essa conta, foi a melhoria do desempenho em matemática (46%). Português foi responsável por 14%.

Pesquisador da USP-Ribeirão Preto e ex-diretor do Inep, José Marcelino Rezende Pinto afirma ser difícil avaliar se os índices de aprovação melhoraram de forma real ou artificial.

"Numa situação normal, o aumento da aprovação seria motivo de festa. Em um sistema no qual se vinculam recursos à taxa de promoção, o dado é de difícil mensuração."

Ele diz, porém, que o aumento da aprovação também é desejável. "Mas aprovar não significa que o aluno aprendeu ou que a escola cumpriu sua função de ensinar."(Antônio Góis e Fábio Takahasi/Folha de São Paulo)
Fonte Fátima News

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Vídeo: Globo censura Sindicato dos Bancários de PE

Vídeo: Globo censura Sindicato dos Bancários de PE

Em nota divulgada nesta quarta-feira (8), o Sindicato dos Bancários de Pernambuco denuncia a censura da Rede Globo ao plano de mídia para a Campanha Nacional 2008. A emissora da Globo local, apesar de já ter recebido pelo espaço na grade para a veiculação do vídeo sobre a greve dos bancários, foi a única a se negar a veiculá-lo.

Leia e veja abaixo a íntegra da nota:

A Rede Globo censurou um plano de mídia para a Campanha Nacional 2008 produzido pelo Sindicato dos Bancários de Pernambuco (Seeb PE). A campanha de mídia esteve no ar de 5 a 7 de outubro.

O vídeo censurado tem 45 segundos e recupera o lema ''Banco Mata'', critica à ganância dos bancos, além de explicar porque os bancários estão em greve por tempo indeterminado. O material foi veiculado nas principais emissoras, menos na Globo, que tratou de encontrar um motivo para censurar o material.

- Veja o vídeo ao final da matéria.

A desculpa usada para barrar a veiculação não se sustenta, para não dizer que é ridícula e estapafúrdia. Segundo o contato comercial da Globo Nordeste, o nome do sindicato teria que ser inserido em caracteres no VT; ou seja, por escrito e por extenso. Ou o Sindicato acrescentava o detalhe, ou o VT não iria ao ar. Isso, a menos de 30 minutos do horário-limite de entregar o material nas quatro emissoras onde se havia contratado o espaço.

Esgotadas as tentativas de diálogo, a Assessoria de Comunicação, com apoio da Presidência e da Secretaria de Comunicação, pediu que a Globo mandasse a condição por escrito, via correio eletrônico, já que o Sindicato não modificaria o VT e o pagamento das inserções já havia sido feito. O contato disse que não faria isso, e que o cheque seria devolvido. Fez mais, tentou inverter o ônus do problema, acusando o Sindicato de tentar ''esconder o nome''. Que se diga: a assinatura está no áudio, em alto e bom tom. E está na logomarca da entidade, bastante conhecida - e onde se lê ''Bancários de Pernambuco'', que fecha o VT.

''Quero saber se eles exigem do Shopping Recife, ou do Bradesco, que escrevam seus nomes por extenso, junto com as marcas'', questiona a secretária de Comunicação do Sindicato, Emerenciana Rêgo - Mereh.

A exigência, que não se encontra em nenhuma lei ou regulamento de veiculação de audiovisual - tanto que as demais emissoras o estão veiculando, sem problema -, na verdade, esconde o verdadeiro motivo da censura: o VT expõe as mazelas e, portanto, a imagem da banca nacional. Não à-toa, o referido contato avisou, durante as diversas conversações para contratar o espaço, que o VT não seria aprovado caso tivesse imagem de fachada de bancos. E é óbvio que teria, e isso foi dito. O texto já havia sido enviado antes da contratação, para todas as emissoras, como é praxe. Mas a Globo - e só a Globo - exige conter o VT antes de fechar o contrato, mesmo o pagamento sendo feito antecipado, a preços de tabela cheia - ''as outras vendem desconto, nós vendemos audiência'', retumbou Adeládio, o contato local.

O material foi mandado para São Paulo, direto da produtora, via correio eletrônico, para um certo Dido Júnior. Ao que parece, ele é o encarregado de exercer o papel de censor de plantão. Naturalmente que quem dá a notícia ao ''cliente'' é o contato local.

Foi o que fez Adeládio, que veste a camisa global, com gosto. Ele reiterou que ''gostaria muito de atender ao Sindicato, mas só posso fazê-lo se vocês corrigirem o VT''. Diante da negativa em atender a exigência absurda da Globo, o contato disse que o Sindicato não enviasse a fita, porque o espaço não havia sido reservado e, portanto, ela não seria veiculada.

Detalhe: na manhã da segunda-feira, 06, o financeiro do Sindicato constatou que o cheque que pagaria as duas veiculações, no jornal local NE 1, edição do mesmo dia, havia sido compensado. A Assessoria de Comunicação do Sindicato voltou a fazer contato com Adeládio. Eis o diálogo:

Assessora - Acabo de saber do financeiro do Sindicato, que a Globo depositou o cheque, e ele foi compensado.

Adeládio - Não era para depositar?

Assessora - Mas você disse, na sexta, que o cheque seria devolvido pois a Globo não iria veicular o VT... Quer dizer que eu posso mandar entregar a fita para veiculação?

Adeládio - Se vocês corrigirem o VT, a gente veicula.

Assessora - Não há nada de errado com o VT. Como é que ficamos, então!?

Adeládio - Vou ligar para o meu financeiro e pedir para restituir o dinheiro.

É assim: a liderança na audiência - e na captação de recursos publicitários, inclusive governamentais - concede a Globo a arrogância de se atribuir poderes de ''Imperatriz do Brasil''.

Mas não tem que ser assim: ''O Sindicato vai tomar as devidas providências junto ao Procon, o Ministério Público e a Justiça. A Globo vai ter que responder no âmbito do Código de Defesa do Consumidor e por cerceamento de atividade sindical, sem contar que é uma concessão pública e deve respeito ao contribuinte'', observa Marlos Guedes, presidente do Sindicato. Ele lembra que ''cabe processo por danos materiais, uma vez que a Globo tentou impedir que o Sindicato cumprisse seu dever de avisar a população sobre a greve por tempo indeterminado. Felizmente não ficamos nas mãos dela, já havíamos contratado outras emissoras''. Cabe, também, denúncia junto ao Conar, conselho nacional regulador de propaganda, como lembra Mereh.

Não é a primeira vez que isso ocorre, embora seja a primeira que o Vídeo produzido pela entidade não vai ao ar na plim-plim. Em 2005, por exemplo, a emissora usou a falta de registro da produtora do material na antiga Ancine, hoje Ancinav - Agência Nacional de Cinema e Audiovisual para colocar obstáculos à veiculação. Todo material produzido deve recolher uma taxa para ser veiculado. O Sindicato, que já tinha efetuado o depósito na conta da Globo, ameaçou seus direitos de consumidor e a emissora acabou encontrando uma produtora que assumiu o vídeo, que acabou indo ao ar.

Na TVClube/Bandeirantes, TV Tribuna/Record e TV Jornal/SBT, o anúncio foi veiculado no domingo, segunda e terça - 05, 06 e 07, respectivamente.

Aviso de greve também no rádio: a exemplo do que vez para a convocação da assembléia para a greve 24 horas, no último dia 30, o Sindicato vale-se, também, do rádio para comunicar a população do movimento por tempo indeterminado e suas razões. No sábado, 04 a Rádio Jornal veiculou nove inserções, cinco no período da manhã - programas de maior audiência - e quatro ao longo da programação do dia.

Veja o vídeo abaixo:


Fonte: Sulamita Esteliam - Seeb PE


quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Juiz chama cachorro para depor como testemunha em caso de assassinato

Juiz chama cachorro para depor como testemunha em caso de assassinato

'Scooby' teria latido ao ser confrontado com suspeito em tribunal.
Segundo juiz, é a 1ª vez na história que cão 'depõe' como testemunha.

Do G1, em São Paulo


Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A vida imita a arte: Scooby é chamado para 'resolver' crime na França. (Foto: Divulgação)

A Justiça francesa convocou um cachorro para depor como testemunha na investigação da morte de um morador de Paris. Batizado de 'Scooby', o cão será chamado ao tribunal e confrontado com os suspeitos de terem matado seu dono, encontrado morto em um apartamento no centro da capital francesa.

Inicialmente, a polícia acreditava que a morte do homem de 59 anos se tratava de um suicídio. Mas, após a insistência da família em investigar as causas da morte, o caso foi levado à Justiça. De acordo com reportagem do jornal britânico 'Daily Telegraph', o cão teria 'latido ferozmente' durante uma audiência preliminar ao ser colocado em frente a um dos suspeitos do crime.

O juiz Thomas Cassuto deve decidir em breve se há evidências suficientes para levar o suspeito a julgamento. Ele, no entanto, elogiou a ajuda dada por 'Scooby' às investigações. "Ele tem um comportamento exemplar", afirmou. Segundo Cassuto, é a primeira vez na história que um cão participa de um processo judicial como testemunha.

Pai usa software espião para descobrir namoro secreto da filha

Pai usa software espião para descobrir namoro secreto da filha

Descoberta levou homem de 38 anos à prisão, na Inglaterra.
Acusado tinha assinado termo para ficar longe da garota de 15 anos.

Do G1, em São Paulo

Um britânico de 38 anos foi condenado a quatro anos e meio de prisão na Inglaterra, no final de agosto, por manter um relacionamento com uma garota de 15 anos. A relação entre os dois foi descoberta depois que o pai da adolescente tomou uma atitude considerada polêmica: instalou um software espião no computador usado pela jovem, para monitorar sua navegação e conversas no ambiente virtual.


Segundo o site “The Register”, Nicholas Lovell foi técnico de hóquei da adolescente em 2006. O relacionamento entre os dois causou preocupação entre os familiares e Lovell concordou em assinar um termo na policia, segundo o qual se comprometia em ficar longe da garota. O técnico mora em Guildford (Surrey, Inglaterra), e a jovem não teve seu nome divulgado por ser menor de idade.


Apesar do termo, os pais da adolescente continuaram preocupados quando a filha se afastou e começou a mentir, diz o “Register”. Foi então que decidiram instalar o software espião no computador usando em casa, que monitorou e-mails e conversas instantâneas entre a garota e Lovell. Essas informações foram usadas como evidência de que o treinador não estava cumprindo o acordo que determinava distância da jovem.


O homem foi acusado pelo tribunal de Reading Crown de manter relações sexuais com uma menor de idade, mas negou as acusações. Segundo um jornal local, que acompanhou o caso, o treinador tentou colocar a culpa de seus atos na adolescente.


Esse mesmo jornal, citado pelo “Register”, entrevistou o pai da garota, que também não teve seu nome divulgado. “Antes disso acontecer, ela me contava tudo. Mas então se afastou e começou a dizer que estaria em lugares onde na verdade não estava”, disse.

Parents plant spyware to snare sex predator



Court sin-bins ice hockey coach

A 38-year-old Briton has been jailed for an underage sexual relationship with a 15-year-old girl after her father uncovered evidence by planting monitoring software on her PC.

Nicholas Lovell, from Guildford, Surrey, coached the teenager while working as an ice hockey teacher in 2006. The relationship between the two raised earlier concerns and Lovell agreed to sign an agreement with police preventing him from contacting the girl, whose identity is being withheld.

The girl's parents remained concerned, especially when she became more withdrawn and started to lie about her movements, leading them into deciding to install a monitoring program called WebWatcher on her computer. The software recorded email and IM conversations between Lovell and the girl, providing enough evidence for police to arrest Lovell for breaking his agreement to stay away from the youngster.

Lovell stood trial on child abuse offences at Reading Crown Court. He denied the offences but a jury found him guilty on five counts of sexual activity with a child, leading to a four-and-a-half-year sentence, according to local reports. The girl has undergone counselling. After initial anger with her parents over their actions, she now accepts that they acted in her best interests. ®


Spyware on girl’s email snared her older man

By Lorna Catling

Nicholas Lovell
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A concerned dad has defended his decision to spy on his teenage daughter’s emails after his actions led to the conviction of the older man she was dating.

The man installed spy software on his daughter’s computer after his usually “open” daughter became secretive and withdrawn.

As a result, ice hockey coach Nicholas Lovell, 38, was convicted for five charges of sexual activity with a child.

Lovell was jailed for four-and-a-half-years for having under-aged sex with the 15-year-old who he met while working as an ice-hockey teacher in 2006.

The teenage girl’s dad, who cannot be named to protect the identity of his daughter, said: “Before it started she used to tell me everything.

“But then she started saying she would be in places when she wasn’t and became very withdrawn.

“It came to a head one day when she had said she was with a friend and then we bumped into that friend in town without my daughter.”

Police warned Lovell, from Guildford, Surrey, to stay away from the girl and he signed an agreement to that effect.

But, her concerned parents installed WebWatcher software on her computer anyway.

Emails and messaging between the girl and Lovell were recorded and passed on to police who then arrested Lovell.

The dad added: “I did worry about doing it and, immediately after it came out, she did go mad at me.

“But after counselling, she realised we were doing it to keep her safe and now I have it on all my children’s computers.

“I would recommend it to any other parent without a shadow of a doubt.

“Our relationship is even stronger than ever, it has improved the trust between us.”

After the sentencing at Reading Crown Court on Friday, August 29, Det Con Paul Kerr, of the child abuse investigation unit, said: “Lovell maintained a not-guilty plea throughout the trial and tried to place the blame on the victim.

“He should have known better but chose to make his victim go through a trial, with the trauma that it caused, rather than admit to his crimes.

“He is now beginning a lengthy period of incarceration for his crimes against a vulnerable young girl.

“He made choices about his behaviour and must now face up to the repercussions.”

terça-feira, 26 de agosto de 2008

O jornalismo de encomenda contra o governo

Gilson Caroni: o jornalismo de encomenda contra o governo

Que ganha bem um editor de primeira página de O Globo ninguém duvida. "O valor do sal" é calculado de acordo com a "esperteza" dos bem selecionados peixinhos do aquário. A manchete de domingo, 24 de agosto, "Cada medalha custou R$ 53 milhões à União", é um primor em matéria de distorção e ocultamento da verdade.

Por Gilson Caroni Filho, na Carta Maior

A reportagem, alusiva aos investimentos públicos feitos, em quatro anos, através da lei Piva e de recursos de estatais a diversas modalidades olímpicas, mostra que o jornalismo de encomenda não poupa esforços quando o alvo é o governo federal.

Talvez a melhor análise já tenha sido feita pelo leitor Álvaro Marins em comentário a um artigo que versava sobre outro assunto. O que o jornal tentou ocultar foi "que as empresas brasileiras públicas estão fazendo um investimento médio de R$ 8.000,00 por mês, por atleta, para que ele tenha treinamento e equipamentos adequados para participar com brilho de competições internacionais (que a Globo não transmite), entre elas, os Jogos Olímpicos (cujas competições a Globo só transmite se elas não alterarem a sua grade de programação). Enfim, hoje o leitor de manchetes de O Globo ficou sabendo que o governo Lula investe no esporte (como todo governo responsável) e que as Organizações Globo ficam muito aborrecidas com isso". Na mosca, Marins, na mosca.

Há dois anos, mais precisamente em 7 de maio de 2006, publiquei no Observatório da Imprensa, um artigo intitulado "O velho serviço de encomenda". Peço licença ao leitor para reproduzi-lo aqui. É interessante a cadeia alimentar do campo jornalístico. Da labuta dos peixes de mercado, os ornados e pomposos extraem os nutrientes para os interesses dos peixões associados em empreendimentos políticos e econômicos.

Qualquer advertência crítica à perfeição desse "ecossistema" soará como grito paranóico. Mas a leitura atenta não pode ceder aos reclamos do senso comum das redações. Nesse caso, a repetição mostra a que ponto chega um jornalismo que se considera como a única oposição confiável. Vale a pena ler de novo.

"O velho serviço de encomenda"

"Poucas vezes um jornal produziu uma edição tão explícita em intenções como o Globo de domingo (7/5). A entrevista com o ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira, é um primor de golpismo travestido de trabalho jornalístico.

Prestidigitação e tentativas de projeção inserem-se de forma aguda nas páginas internas. O inédito exercício de futurologia trai os objetivos políticos da publicação. É o velho serviço de encomenda que não deveria surpreender a mais ninguém. A lamentar, sua previsível recorrência, apesar das loas tecidas ao exercício da democracia.

Ocupando a dobra superior inteira da primeira página, o diário alardeia como novidade bombástica a afirmação do ex-dirigente partidário, manchete da página 4: "Quem mandava no PT eram Lula, Genoino, Mercadante e Dirceu". Se notícia é divulgação, sob formato jornalístico, de algo socialmente relevante que merece publicação, fica difícil definir o que norteou o jornal carioca. Se, tal como definem os manuais, a novidade é um dos fatores de qualidade da informação, os editores parecem não ter noção de regras elementares. Ora, quem, entre os leitores da grande imprensa, não conhecia a importância hierárquica dos três políticos citados?

Definitivamente, mais uma vez, contrariando um dos slogans das Organizações, "o que pintou de novo não pintou na manchete do Globo". O que podemos ver, no entanto, é uma entrevista esburacada, sem sustentação interna e que nada acrescenta ao que já foi escrito sobre a crise política.

Todos sabemos que é a edição que confere sentido às informações contidas em uma matéria. Longe de ser mero procedimento técnico, o ordenamento do conteúdo é pautado por determinações ideológicas do veículo. No caso da entrevista, isso salta aos olhos. Basta que, tal como faz o jornal, pincemos alguns trechos do depoimento de Silvio Pereira. Escolhamos outros, diferentes dos selecionados pelo Globo, para elucidar a dinâmica:

1. "Não me conformo de o PT pagar todo o pato. Se investigassem a fundo realmente veriam isso. E o governo nada fez de errado";

2. "Só não mexi com os fundos de pensão. Os maiores ficaram com Gushiken. Mas não houve nada de errado com os fundos";

3. "Foi uma grande mística [a distribuição dos cargos]. De 7.900 pessoas que se inscreveram no sistema que eu montei, para toda a base aliada, com cargos e perfis técnicos, ficaram mais de 90% de fora. Foi um sistema legítimo".

Organizando o movimento

Ora, com base nas afirmações acima, a manchete poderia ser "Ex-dirigente do PT revela: o governo nada fez de errado". Haveria alguma distorção quanto às declarações do entrevistado? Será, enfim, o jornalismo uma atividade que comporte práticas discursivas efetivamente isentas? Creio que a resposta a estas questões já foi dada em marcos históricos bem distintos. As evidências empíricas há muito tempo desmontaram o mito da objetividade. Mas voltemos ao assunto que move nosso pequeno artigo.

Deixemos, então que o jornal fale de suas reais motivações. Segundo Soraya Aggege, jornalista que entrevistou Pereira, o que levou o Globo a procurá-lo" foi mostrar como vive o ex-secretário um ano após a crise do ‘mensalão’". Uma espécie de "onde anda você", muito comum nas editorias de esporte e seções dedicadas ao mundo artístico, mas raro, senão inédito, no campo político.

Mas por que logo ele? Havia tantos outros atores... Alguns, com predicados de barítono, como o ex-deputado Roberto Jefferson, certamente não se furtariam a atender à imprensa. Para os propósitos do jornal, porém, tinha que ser um ex-dirigente do partido. Alguém com conhecimento da máquina que pudesse, rompendo o silêncio, reiterar o que era por todos sabido como se novidade fosse. Uma legítima farsa, modalidade teatral que, desligada de princípios éticos, às vezes ganha conteúdo de denúncia à revelia do autor. Foi a isso que o Globo dedicou seis páginas na sua roupa de domingo.

Publicada na véspera da reunião do Conselho Federal da OAB, que decidiria se a entidade encaminha ou não o pedido de impeachment de Lula, a entrevista é emblemática. Mostra, sem qualquer disfarce, seu real objetivo. O que se lê na página 9 não deixa qualquer margem de dúvida. "As declarações de Sílvio Pereira – que repercutiram ontem mesmo porque a edição de O Globo começa a ser vendida nas bancas do Rio a partir das 15h – deram novo fôlego à crise".

O que impressiona é a capacidade premonitória do jornal. O que é publicado sábado permite adivinhar o que aconteceria na segunda-feira. E não estamos na seção de horóscopo. Mais uma vez a família Marinho vem a público anunciar que organiza o movimento. Orienta o carnaval e, na medida do possível, inaugura um monumento no Planalto Central do país”.

E assim será até 2010, não duvidem.

Padre italiano cancela concurso de "Miss Freira" por críticas

EFE
Rungi assegurou que o "concurso" será retomado

Padre lança concurso para eleger a freira mais bonita da Itália

Roma, 25 ago (EFE) - O sacerdote italiano Antonio Rungi (foto), que tinha lançado um concurso na internet para escolher a freira mais bonita do país, suspendeu momentaneamente a iniciativa ao considerar que havia gerado muita "confusão" e após ter recebido algumas críticas.


Com um comunicado, Rungi tinha pedido às religiosas e noviças com entre 18 e 40 anos que mandassem fotos para participar de um concurso de beleza, que acabaria "com alguns preconceitos sobre que as meninas menos bonitas se tornam freiras".

O sacerdote explicou hoje que decidiu cancelar a iniciativa ao considerar que foi "mal interpretada", pois seu objetivo era só "contar, através da internet, a vida nos conventos e os relatos mais belos da vida das religiosas".

"É uma iniciativa que diminui o papel das freiras consagradas a Deus, às missões, às obras de caridade, e aos mais indefesos", rezava um comunicado emitido hoje pelo presidente da Associação Cultural de Docentes Católicos, Alberto Giannino.

O padre afirmou que, após ser divulgada a notícia do concurso, recebeu, através de seu blog, "duras injúrias" e ameaças de "ir ao inferno".

O religioso esclareceu que o concurso queria ser uma "provocação" para "chamar a atenção para o mundo das freiras, freqüentemente pouco valorizado", e sobre "a falta de vocações entre as mulheres italianas".

Rungi assegurou que o "concurso" será retomado somente quando as pessoas entenderem "a bondade da iniciativa" e essa não for mal interpretada. EFE

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Bomba na China: mais de 180 milhões de pessoas feridas

Bomba na China

A bomba já explodiu na China e fez uma nação de mais de 180 milhões de pessoas feridas. De nada adiantou o rígido esquema de segurança, caras feias e o dialeto do ‘não pode’. O estrago não foi, está sendo grande. O ‘time Brasil’, como é chamada pelo Comitê Olímpico Brasileiro a delegação nacional, contabiliza erros, se deixa afetar pelo desequilíbrio emocional e fica feliz em comemorar terceiros, quartos...sétimos lugares. A atleta do salto com vara, Fabiana Mauren, perdeu a possibilidade de disputar medalhas por falta grave de comissão chinesa e aceita com passividade a sumiço da vara, da maior vara que ela tinha selecionado para seu salto. Brigar agora vai resolver alguma coisa?

Na ginástica olímpica nem preciso comentar, né? Bem, se os atletas que me fizeram deixar o sono de lado para prestigiar a competição se satisfazem com os resultados, eu só lamento, pois os três finalistas individuais são atletas medalhistas mundiais e na hora ‘H’ cometem erros primários. Treinam todos os dias as mesmas coisas.

Enquanto Daiane dos Santos passou anos ensaiando ginga ao som de Brasileiro, russas, norte-americanas, romenas, japonesas e chinesas, se dedicaram ao básico e o fizeram bem feito. Era só isso, fazer com segurança os exercícios exigidos e que realmente contam pontos.

Nosso cavalo paraguaio – aquele que só tem arranque – vai perdendo fôlego. Com algumas exceções pontuais, vôlei de quadra e de praia e o futebol feminino e masculino, o time Brasil faz bonito quando ainda é permitido errar e erra quando não se pode mais. Temos a cultura ainda de que mais vale competir e trazer a ‘medalha de latão’, do que competir até o fim por um lugar no podium. Não se pode contentar com bronze, depois de uma vida dedicada ao esporte. Nem nosso atletismo apareceu até agora. Só o judô trouxe três medalhas de bronze, mas o que valeu foi o desabafo do judoca Eduardo Santos, que disse “não tive competência”. Bem ao contrário do ginasta que ainda hoje diz “não saber o que aconteceu”. Já o ouro de Cesar Cielo Filho tem gosto de diamante. Entre gigantes da natação conseguiu, com sua determinação, trazer até então nossa única medalha. Enquanto a mídia (leia-se rede Globo) só falava em Thiago Perreira, Cielo foi lá e faz nosso hino tocar. Aliás, a Globo nunca investiu tanto numa cobertura olímpica, sem ter muita notícia boa dos nossos atletas, resta falar das curiosidades chinesas, voar de balão........

O Brasil pelo visto deve se contentar com um único recorde: Levou a Pequim a maior delegação da história da participação brasileira em Jogos Olímpicos: 469 integrantes, sendo 277 atletas em 32 modalidades. Em Atenas 2004, o Brasil competiu com 247 atletas em 28 modalidades. Ou seja, revezando as trigésimas e quadragésimas posições, certamente esta também deve ser o do maior fiasco da nossa história.



MARIANNA PERES é editora de Economia do Diário