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segunda-feira, 31 de maio de 2021

Conmebol anuncia Brasil como sede da Copa América

Conmebol anuncia Brasil como sede da Copa América; governo diz que ainda está em tratativas 

Diante do agravamento da pandemia e de pesquisas de opinião mostrando que 70% dos argentinos eram contra, o país vizinho recusou sediar a Copa América Bandeira da Argentina

País enfrenta o pior período da pandemia de covid-19 e decidiu que não sediará disputa. 

Imprensa chilena já fala que jogadores da seleção por lá não querem vir ao Brasil para a Copa América. 

A competição, que começa em 13 de junho, inicialmente seria realizada em conjunto entre Colômbia e Argentina. 

O primeiro país, por conta de protestos recorrentes nas ruas e conflitos entre autoridades e população, se retirou como sede. 

Jogadores da Argentina ficam transtornados com troca de sede e tentam até boicote

A irritação dos atletas argentinos tem ao menos duas motivações principais: a chance de quebrar o longo jejum sem título, o último foi o da Copa América de 1993, e o fazê-lo com Messi, que segue sem ganhar uma taça com a equipe principal do país. 

E conseguir tais feitos em casa era uma das ambições dos atletas.

Na manhã de segunda-feira, a Conmebol anunciou que o Brasil, através do presidente da república, Jair Bolsonaro, e da Confederação Brasileira de Futebol, foram nomeados a nova sede do torneio.

PT recorreu ao STF contra Copa América aqui.  CBF é entidade privada. Conmebol tbem.

O Partido Socialista Brasileiro e o Deputado Federal Júlio César Delgado (PSB-MG) entraram nesta segunda-feira com uma ação no Superior Tribunal Federal (STF) pedindo o impedimento da realização da Copa América deste ano no Brasil.

O Art.196 da Constituição diz q cabe ao governo atuar p/ reduzir riscos de saúde à população. Com uma previsão de aumento STF pode proibir a realização do evento. Lewandowski é o relator.


"É paradoxal que o governo tenha deixado de responder 41 e-mails da Pfizer durante nove meses e em meia hora hoje tenha respondido a Conmenbol sobre a realização da Copa América", comenta 

@randolfeap  no #RodaViva

Randolfe Rodrigues apresentou requerimento para convocação do presidente da CBF para depor na CPIdaCovid sobre a realização da Copa América no Brasil em meio à pandemia.

Flávio Gomes: Bolsonaro aceitou sediar Copa América porque SBT detém direitos de transmissão.

"É uma emissora que se alinha 24 horas por dia com o pensamento bolsonarista, com as atrocidades que esse governo tem cometido. 

E o cara das comunicações do governo [Fábio Faria] é genro do Silvio...

"É mais um grande absurdo desse governo", declarou o senador Humberto Costa (PT-PE). 

“O que era um evento esportivo parece que virou um evento político. E o que está em risco é nossa saúde. 

Sinceramente, peço a Deus pra que alguém tenha uma crise de bom senso e que essa loucura de Copa América no Brasil não aconteça.”

Galvão Bueno, no “Bem, Amigos!”

“Eu acho um escândalo. O seu Jair Bolsonaro não age para receber vacinas, mas age para sediar Copa América. 

O presidente deveria proteger o país, e não deixar o seu povo à mercê do vírus. Como cidadão brasileiro, eu estou assustado.”

Casagrande, no “Bem, Amigos!”

Análise: Mauricio Stycer - SBT esconde pandemia de covid ao falar da Copa América no Brasil

"Um tapa na cara"

Revoltado, o narrador Luís Roberto fez duras críticas à realização da Copa América no Brasil.

"É inaceitável. A sociedade brasileira, a coletividade do futebol e do esporte, nós não podemos aceitar essa decisão", disse o jornalista, no Seleção SporTV.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Após desentendimento político entre Manno Góes e Netinho, Daniela Mercury anuncia nova versão de 'Milla'

Atualização 12/05/2021 20:49

Juiz estabelece multa de R$ 5 mil por dia que Carla Zambelli mantiver no ar vídeo com Netinho cantando 'Milla'

Juiz deu decisão liminar favorável a Manno Góes, que pede retirada de vídeo com sua composição em ato pró-Bolsonaro, além de R$ 200 mil por danos morais e materiais pelo uso não autorizado. 

Manno chama Netinho de Debil Mental e proibe de cantar Milla por causa de Bolsonaro

O single sucesso de Manno Góes, que ficou conhecido na voz do cantor Netinho, vai ganhar uma nova versão na voz da cantora Daniela Mercury. 

A música está em torno de uma polêmica política, após o cantor utilizar a canção famosa em 1996 para se manifestar publicamente em favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

No último sábado, 1º, ele chegou, inclusive, a cantar a música 'Milla' durante manifestação em favor do presidente na Avenida Paulista, em São Paulo. 

Enquanto que o compositor do hit, Manno Góes, protestou em seu perfil no twitter sobre ter sua música vinculada ao movimento pró-Bolsonaro.

"Netinho ontem cantou Milla no ato em que pessoas brancas, na Paulista, gritavam “eu autorizo”, para Bolsonaro. Autorizam o que? Golpe militar? Portanto, eu NÃO AUTORIZO esse débil mental de cantar minha música. Já entrei na justiça e retirarei todos os vídeos que tiverem isso", disse Manno, em sua rede social.

A cantora Daniela Mercury, que também se posiciona contra a atual conjuntura, anunciou em seu perfil no Instagram, que vai gravar a música. "Meu amigo querido! Eu entendo a sua agonia! Por isso, vou gravar Milla. Essa música é amor, é liberdade! Milla é nossa", disse Daniela, no Instagram.


, meu amigo querido! Eu entendo a sua agonia! Por isso, vou gravar Milla. Essa música é amor, é liberdade! Milla é nossa. #DanielaMercury #MannoGoes #Milla
Primeiro, quero agradecer muito a todos vocês pelas milhares de mensagens de apoio que recebi depois da repercussão do post sobre a música Milla. E também quero agradecer muito pela alegria compartilhada pela notícia de que irá regrava-la.
Cara sorridente com 3 corações
Cara sorridente com 3 corações
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

FIFA ignora lei e religião em favor do dinheiro da cerveja


Fifa ignora polêmicas na Copa e renova patrocínio com cervejaria

Se a ideia do Brasil é a de manter a proibição contra a venda de bebidas alcoólicas nos estádios da Copa de 2014, esse projeto sofreu um duro golpe ontem. A Fifa anunciou a renovação de seu contrato multimilionário com a cervejaria belgo-brasileiro Anheuser-Busch InBev até 2022, quando o Mundial ocorre pela primeira vez em um país muçulmano: Catar. 

Pelas leis islâmicas, a bebida alcoólica e sua publicidade são proibições religiosas. Mas, por dinheiro, a Fifa ignorou tais preceitos e fechou um contrato com a InBev para patrocinar a Copa. O recado ao Brasil foi claro: nenhuma lei, nem a religiosa, serve de limite para o Mundial. 

O governo brasileiro e a Fifa travam atualmente uma batalha em torno da Lei Geral da Copa – o secretário-geral da entidade, Jerome Valcke, desembarca na semana que vem no Brasil justamente para tentar superar a polêmica. 

O Brasil insiste que nenhuma entidade vai forçar suas leis em detrimento da soberania nacional. A Fifa, porém, não abre mão de ter bebidas de um de seus principais patrocinadores sendo vendidas em todos os 12 estádios brasileiros. 

Mostrando que nem leis religiosas são impedimentos para a entidade, a Fifa anunciou ontem, sem qualquer constrangimento, o contrato com a fabricante da cerveja Budweiser para o Mundial de 2018, na Rússia, e o de 2022, no Catar – será o primeiro país árabe a receber o evento. 

"Estamos ansiosos para trabalhar em cooperação com os patrocinadores até 2022, e até depois disso", disse Jerome Valcke. A cerveja patrocina a Copa desde 1986, e paga em média US$ 25 milhões por ano para ter sua marca relacionada ao evento. "Desde que se juntou à nossa família, a Budweiser teve um papel vital no desenvolvimento da Copa do Mundo como grande evento", afirmou Valcke.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Projeto contra homofobia voltará a ser discutido no Senado

Projeto contra homofobia voltará a ser discutido no Senado

Agencia Senado
[Foto: Comissão de  Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH)]

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) realizará audiência pública para discutir o projeto de lei que define os crimes resultantes de preconceito em razão de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero (PLC 122/06). Três requerimentos com essa finalidade, de autoria dos senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ), Magno Malta (PR-ES) e Arthur Virgílio (PSDB-AM), foram aprovados nesta quinta-feira (4), pela comissão.

O presidente da CDH, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), defendeu a realização de mais de uma audiência para discutir o assunto. A relatora da matéria, senadora Fátima Cleide (PT-RO), lembrou que já havia sido apresentado requerimento à comissão para realizar o debate, que não aconteceu antes do recesso parlamentar.

O senador Magno Malta (PR-ES), ao justificar o requerimento, disse que a matéria foi aprovada de "maneira sorrateira" na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), como item extra pauta, antes que o tema fosse amplamente discutido. Para ele, o projeto deve ser discutido com todos os segmentos da sociedade. O senador defendeu ainda a realização de campanhas informativas e educativas, em nível nacional, para que haja respeito a todos os seres humanos.

Também o senador Gerson Camata (PMDB-ES) defendeu amplo debate do tema. Ele ressaltou que o projeto possui artigos que podem dar margem a interpretações equivocadas, como, por exemplo, aceitação da pedofilia.

Camata também observou que, caso a lei estivesse em vigor quando o Papa Dom Bento XVI visitou o Brasil, o pontífice seria preso ao afirmar, em uma homilia, não ser natural casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Haiti

A CDH também aprovou requerimento do senador Magno Malta para realização de audiência pública para discutir a questão das crianças haitianas que ficaram órfãs em razão do terremoto acontecido em janeiro deste ano. Malta lembrou que o Brasil tem o compromisso constitucional de prestar ajuda humanitária internacional a países que sofreram devastação como a que ocorreu no Haiti.

O senador disse estar preocupado com o grande número de crianças que ficaram sem seus pais e precisam de assistência. Adoção de crianças haitianas por famílias brasileiras, defendeu Magno Malta, deverá constar também da pauta da audiência.

A recuperação do Haiti, na opinião do senador Paulo Paim (PT-RS), não deve ser apenas em relação aos prédios. Para ele, a vida das pessoas daquele país também precisa ser reconstruída.

O senador José Nery (PSOL-PA) lamentou que, no momento em que todo o mundo realiza ações para ajudar o Haiti, haja grupos que aproveitam a fragilidade do país e traficam crianças e órgãos. Esses grupos, observou o senador, "trabalham no sentido de agravar a tragédia que o povo haitiano já vem sofrendo".

Programa

O terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos, criado pelo decreto presidencial 7.037/09, também será discutido em ciclo de audiências públicas na CDH, conforme requerimento do senador José Nery, aprovado nesta terça-feira pela comissão. Na opinião do senador, o programa gerou polêmica mesmo entre algumas áreas do Executivo. Para o senador, o ciclo de debates vai esclarecer os senadores sobre o programa.

A senadora Fátima Cleide (PT-RO) disse não compreender o motivo da polêmica em torno do programa, uma vez que ele é apenas uma reedição atualizada de planos anteriores, que foram discutidos em todo o território nacional. Segundo a senadora, o programa é fruto de amplo debate com a sociedade brasileira e não "construção de uma cabeça iluminada do governo federal". Em sua avaliação, as discordâncias devem-se ao momento eleitoral por que passa o Brasil.

Já o senador Magno Malta (PR-ES) afirmou ser contrário ao programa, que, segundo ele, não foi amplamente discutido antes de ser criado. O senador disse que parte da sociedade não foi chamada a opinar e defendeu a realização dos debates para que o plano seja conhecido.

A CDH também aprovou requerimento para realização de audiências públicas para discutir a situação dos índios guarani. A iniciativa da senadora Marina Silva (PV-AC) focava os indígenas do Mato Grosso do Sul. Por sugestão do senador Paulo Paim, aprovada pela comissão, a situação das várias nações guarani será discutida na audiência.

Também serão discutidos em audiência públicas na CDH a idade mínima para exercer atividades de modelo e ator mirim, bem como as perícias médicas e o sistema de alta hospitalares programadas. Os nomes dos participantes para todas as audiências públicas, assim como suas datas, ainda serão definidos pela comissão.

Iara Farias Borges / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=%2099073&codAplicativo=2

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Foi um padre brasileiro quem inventou o rádio! você sabia?

Foi um padre brasileiro quem inventou o rádio! você sabia?
26 de Janeiro de 2010


VOCÊ SABE QUEM INVENTOU O RÁDIO? FOI ELE! ESTE ESQUECIDO INVENTOR BRASILEIRO.

A HORA É A VEZ DO RECONHECIMENTO DE LANDELL DE MOURA

Há séculos que nossas escolas e nossos mestres ensinam nossas crianças, em todo o território brasileiro, que foi o italiano Marconi quem inventou o rádio.

Essa é uma das maiores aberrações culturais e históricas de nosso País, que relegou ao esquecimento completo, em termos oficiais, um de seus mais ilustres filhos, Roberto Landell de Moura, gênio da Física e que foi o primeiro homem a conseguir a façanha de transmitir o som por meio de ondas eletromagnéticas.

E o fez antes de Marconi, do croata naturalizado norteamericano Nikola Tesla e do canadense Reginald Aubrey Fessenden, todos, aliás, seus contemporâneos e aos quais também se atribui esse mérito.

Do mesmo modo que Santos Dumont é o pai da aviação, Landell de Moura é, de fato e de direito, o pai das telecomunicações.

A diferença é que o primeiro foi reconhecido pela Pátria e o outro, relegado ao mais obscuro ostracismo.

Gaúcho de nascimento, Padre Landell, como era conhecido, patenteou seu invento no Brasil em março de 1901, poucos meses após uma demonstração pública, realizada na cidade de São Paulo, entre a mais tradicional de suas avenidas, a Paulista, e o Morro de Santana, no dia 3 de junho de 1900.

O fato foi publicado, como era comum naquele tempo, uma semana depois pelo Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro, no dia 10 de junho de 1900.

Ele, porém, já havia feito pelo menos outra transmissão documentada antes dessa, no mesmo local, em 16 de julho de 1899. O fato, um “furo” de reportagem, foi divulgado pelo jornal O Estado de S.Paulo, que, no entanto, embora tenha revelado a data da realização da experiência não cobriu o evento, como também era comum na época. É desse dia, portanto, 16 de julho de 1899, nascida da genialidade e criatividade de nosso padre-cientista, a primeira transmissão pública da voz humana por ondas eletromagnéticas de que se tem conhecimento no mundo.

Isso foi antes do feito atribuído a Marconi, que inventou o telégrafo sem fio em 1895, mas só conseguiu transmitir a voz humana em 1914. E antes também da experiência do canadense Fessenden, datada de 23 de dezembro também de 1900.

Até mesmo a mídia estrangeira o reconheceu, caso do diário americano New York Herald, que, em sua edição de 12 de outubro de 1902, publicou ampla reportagem sobre as experiências com transmissão de voz, citando Landell de Moura e suas várias demonstrações públicas da tecnologia em território brasileiro, entre 1900 e 1901.

Injustiçado no Brasil, mesmo após ter demonstrado seu invento e o patenteado, Landell de Moura partiu para os Estados Unidos. Ali, onde morou por três anos, obteve, em 1904, três outras patentes para seus aparelhos wave transmitter (transmissor de ondas), wireless telephone (telefone sem fio) e wireless telegraph (telégrafo sem fio).

Mas nem isso o ajudou quando do seu regresso ao País. Incompreendido, foi taxado de maluco e de ter pacto com o demônio. Historicamente, o Brasil entrou na era do rádio com importação de tecnologia.

Na verdade, o padre-cientista não foi apenas o inventor do rádio, mas sim um pioneiro das telecomunicações. Ele também projetou a tevê, o teletipo e o controle remoto por rádio e anteviu que as ondas curtas poderiam aumentar a distância das transmissões. Tudo isso antes de outros cientistas. A tevê, por exemplo, ele projetou em 1904, época em que não existia nem o rádio.

A invenção oficial da tevê pelo escocês John Baird é de 1926. Além disso, ele se utilizou também da luz para transmitir mensagens, o que é o princípio das fibras ópticas.

No desenvolvimento das comunicações, passou-se da era com fio para a sem fio. Samuel Morse inventou o telégrafo com fio (1837) e Graham Bell o telefone com fio (1876). Depois, chegou a vez das comunicações sem fio: Marconi inventou o telégrafo sem fio (1894), mas não foi o primeiro a transmitir a voz humana sem fio (radiotelefonia). Mesmo tendo Landell e Fessenden transmitido a voz humana sem fio antes de Marconi, este levou a fama de "inventor do rádio". Por quê isso? Não há explicações conhecidas.

Nós do Jornal Gazeta das Praias, Gazeta das Praias News e do Jornal Orientes, decidimos nos engajar de corpo e alma ao MLM – Movimento Landell de Moura (www.mlm.landelldemoura.qsl.br) pelo reconhecimento público e oficial, no Brasil, de Roberto Landell de Moura como inventor do rádio.

O objetivo é atingir, nesses próximos 12 meses que antecedem o sesquicentenário de seu nascimento (a ser comemorado em 21/1/2011), 1 milhão de assinaturas e, desse modo, induzir as autoridades e a sociedade brasileiras a corrigir um erro histórico inconcebível.

Conclamamos, assim, todos os veículos de comunicação do País, todas as instituições públicas e privadas, sobretudo do âmbito da comunicação, e todas as pessoas que amam o Brasil e sua história a se engajarem nesse movimento, que, mais do que cívico, é por justiça para com um de seus filhos mais ilustres.

Uma nação que luta para elevar sua autoestima e que vive um momento especialmente virtuoso nos campos econômico, social e internacional não pode se negar a abraçar uma causa que há de trazer para a história e para os bancos escolares a grandeza e a genialidade de Roberto Landell de Moura.

Começam as celebrações pelo sesquicentenário de nascimento de Roberto Landell de Moura. Em 21 de janeiro de 2011 completam-se 150 anos do nascimento do padre-cientista, verdadeiro inventor do rádio

Nesta 5ª.feira, 21 de janeiro de 2010, completam-se 149 do nascimento, em Porto Alegre, de Roberto Landell de Moura.

O objetivo desse projeto é levar informações relevantes e farta documentação sobre a saga do padre-cientista e, desse modo, estimular ações conjuntas que contribuam para o resgate de sua memória em nosso País.

Quatro livros sobre o personagem:

O outro lado das telecomunicações – A saga do Padre Landell (Editora Sulina, 1983);

Landell de Moura (Editora Tchê/RBS, 1984);

Pater und Wissenschaftler (Debras Verlag, Alemanha, 2004);

Padre Landell de Moura: um herói sem glória. O brasileiro que inventou o rádio, a TV, o teletipo... (Editora Record, 2006).

O abaixo-assinado

Os Interessados em aderir ao MLM e ao abaixo-assinado que o integra podem fazê-lo acessando a página www.mlm.landelldemoura.qsl.br.

O documento pleiteia que as autoridades do governo brasileiro reconheçam Roberto Landell de Moura como Pai das Telecomunicações e que as suas invenções sejam incluídas no currículo escolar obrigatório.


Gazeta das Praias
http://www.adjorisc.com.br/jornais/obarrigaverde/noticias/index.phtml?id_conteudo=243520

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Oscip contratada por Ager não tem "expertise" no setor

Oscip contratada por Ager não tem "expertise" no setor

Da Redação - Alline Marques e Marcos Coutinho

A Oscip Brasil Essencial, contratada pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos de Mato Grosso (Ager-MT) por R$ 1,7 milhão, não tem experiência para atuar no redimensionamento da empresa e sequer no setor.

De acordo com fontes do Olhar Direto, além do valor ser excessivamente alto, a empresa não tem know how para fazer realizar os serviços contratados, referentes à resolutibilidade, readequação da estrutura organizacional e regimento interno e padronização de processos e procedimentos.

Alguns questionamentos foram feitos pelas empresas que participaram da concorrência, inclusive uma delas já presta serviço para o governo do Estado em outras secretarias e considerou absurda a forma de contrato realizado entre Ager e a Oscip, realizado por análise de empresas.

A polêmica referente ao contrato iniciou na semana passada após a publicação do contato no Diário Oficial. Fontes da Casa Civil informaram que o governo pode rever a contratação da Oscip e realizar um novo termo de parceria. A Ager também pode ser alvo de uma CPI na Assembleia Legislativa, de autoria do deputado Dilceu Dal Bosco (DEM).

http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Oscip_contratada_por_Ager_nao_tem_iexpertise_i_no_setor&edt=33&id=79102

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A Indústria Cultural no Brasil

A Indústria Cultural no Brasil

Sempre que ligo a TV, ou acesso a internet, só pra citar uns dos meios de comunicação que mais acesso, ao acessá-la recebo, em média, cerca de 300 propagandas de boa e má qualidade, ofertando produtos dos mais diversificados, desde roupa de cama, eletro doméstico, automóveis, alimentos, bebidas, cigarros, apetrechos de pesca. Falar em indústria cultural é ligar uma característica específica proveniente do mundo capitalista, criado por Theodor W. Adorno em meados do século XX.
O presidente lula, nessa semana, relatou de forma crítica, que há “ausência de conteúdos educativos nos meios de comunicação. "Qual é a quantidade de minutos educativos nos meios de comunicação? “É muito pouco porque o interesse é evidentemente comercial”, relatou o presidente.
Ele tem toda razão. Com exceção da TV Cultura e alguns poucos programas vinculados por alguns órgãos de comunicação, não há, por parte desses, um compromisso sério em relação ao programa educacional no Brasil. Alguns até desconhecem que existam tais programas. Nessa semana li um artigo que negava tal existência, equívoco perdoado pelo fato do escrito não ser da área. Então qual seria a explicação, sendo que os órgãos de comunicação funcionam mediante concessão do governo federal? Consequentemente precisam atender algumas exigências para que continuem ativos e possam renovar sua concessão?
Podemos conceituar a Indústria Cultural em empresas que têm por objetivo oferecer, propagar, divulgar produtos nos canais competentes como TV, jornais, rádios, revistas e internet atendendo os ditames do capitalismo que é o lucro. Esse conceito - Indústria Cultural – serviria para definir a inversão da cultura em mercadoria. O conceito nada tem a ver com os veículos ou meios de comunicação que citei, mas ao uso dessas tecnologias pelo capital. A ideologia cultural passa a ser guiada pela necessidade de consumo e de lucro capitalista guiados pelo mercado.
Segundo informações dos sites oficiais do governo federal (Ministérios das Comunicações) existem atualmente no Brasil, em torno de mil estações de rádio e mais de 75 de televisão, representando 37 milhões de aparelhos receptores de rádio o que nos leva a refletir em torno de uma audiência de 60 a 90 milhões de brasileiros.
Na imprensa escrita são aproximadamente 290 jornais diários, e outros que estão sendo liberados essa semana pelo governo podendo alcançar cerca de 5 milhões de leitores.
Portanto, a Indústria Cultural no Brasil escamoteou os interesses e/ou as expectativas de um projeto hegemônico para a educação do país em nome dos interesses do capital, inclusive com a participação de alguns setores ligados à própria educação, seja privada ou até mesmo pública.
Nas escolas, as propagandas tomaram conta dos corredores com a conivência daqueles que deveriam preservar pelo processo estão – de maneira consciente ou inconsciente – contribuindo cada vez mais pela banalização de tal sistema. Os muros das escolas estão sendo loteados, alugados em nome de melhorias estruturais que deveriam ser de responsabilidade dos governos estaduais, federal e municipal, com as mais diversificadas propagandas comerciais.
Podemos refletir que no Brasil a Indústria Cultural implementa um projeto de divulgação dos interesses capitalistas banalizando os valores sociais e culturais que deveriam ser preservados, não se importando com os resultados que possam surgir desse modelo. Não há regras claras que definem tais liberdades, e quando são propostas pelo governo federal são barradas pelo bloco de defesa no Congresso Nacional.
Os programas denominados de Reality Show é um dos exemplos desse processo, fazendo a população crê que participa quando o que está por traz de todo aquele teatro é a venda dos produtos e marcas patrocinadoras.
Para Adorno, “o homem, nessa Indústria Cultural, não passa de mero instrumento de trabalho e de consumo, ou seja, objeto. O homem é tão bem manipulado e ideologizado que até mesmo o seu lazer se torna uma extensão do trabalho”. (ADORNO, Theodor W. Textos Escolhidos. Trad. Luiz João Baraúna. São Paulo: Nova Cultural, 1999).

Pedro Antonio Agostinho é professor de história na rede pública em Mato Grosso do Sul, cidade de Três Lagoas

http://www.jptl.com.br/?pag=capa
Jornal do Povo de Três Lagoas

Benjamin, que acusou Lula de “subjugar” sexualmente colega na prisão, tem nomeação contestada

Educativa irá “rever” a situação de César Benjamin

O “diretor-presidente” da emissora pode ser remanejado para outro cargo
Publicado em 02/12/2009 | Euclides Lucas Garcia
Benjamin acusa o presidente Lula de ter tentado “subjugar” sexualmente um colega de cela quando esteve preso em 1980
“O César deveria procurar tratamento, aquilo foi de uma agressividade descabida. Mas agora me pergunte: o que você acha da patifaria que a Folha fez publicando isso? Eu acho terrível.”
Depois da descoberta de que o cientista político e editor carioca César Benjamin é funcionário comissionado do governo do estado, a Rádio e Televisão Paraná Edu­­­cativa (RTVE) admitiu ontem a possibilidade de remanejá-lo nos quadros da emissora. Apesar de não mencionar uma possível demissão, membros do governo mostraram-se desconfortáveis com a publicação do artigo em que Benjamin acusa o presidente Lula de ter tentado “subjugar” sexualmente um colega de cela quando esteve preso em 1980.

De acordo com a lista dos servidores estaduais publicada no site da Secretaria Estadual da Administração, Benjamin ocupa o cargo de diretor-presidente da RTVE e recebe salário de aproximadamente R$ 5 mil, apesar de viver no Rio de Janeiro. Já Marcos Batista, que é quem responde formalmente pela direção da emissora, figura como secretário de Estado, por atuar como assessor especial do governador Roberto Requião (PMDB).
Polêmica

Batista disse ontem que a RTVE está “revendo a situação” de Benjamin. “Parece que caiu o mundo na cabeça dele. Ainda estamos tentando entrar em contato com ele”, declarou. Em relação à contratação de Benjamin para prestar “serviços profissionais especializados” ao governo estadual, Batista afirmou que o trabalho está sendo feito. De acordo com o Diário Oficial de 8 de dezembro de 2005, o cientista político e editor carioca foi contratado para a produção de dez documentários de “caráter histórico-cultural e educativo sobre o Brasil”. “Ele (Benjamin) está preparando os documentários. Serão sobre personagens tipicamente brasileiros e irão ao ar na TV (Educativa) quando forem concluídos”, garantiu Batista.

Em entrevistas à Gazeta do Povo na última segunda-feira, Batista e o governador alegaram que Benjamin é funcionário da RTVE e trabalha como comentarista de política, economia e história, além de atuar em projetos de programas especiais. Segundo Batista, ele foi alocado no cargo de diretor-presidente da emissora porque essa era a única vaga disponível, já que o próprio (Batista) exerce a presidência da emissora, mas está nomeado como secretário.

Ontem, pelo segundo dia consecutivo, a reportagem tentou localizar Benjamin, mas ele não retornou aos pedidos de entrevista.

Repetição

Essa não é a primeira vez em que contratações da RTVE são questionadas. Em setembro deste ano, a Justiça Estadual considerou nulo o Decreto Estadual 2.939 que permitiu a contratação, em 2004, de 172 funcionários para a emissora sem concurso público. De acordo com a decisão judicial, a atitude “fere a moralidade e a impessoalidade, sendo, pois, inconstitucional”. O governo do estado, que recorreu da decisão e aguarda posicionamento da Justiça sobre o pedido de efeito suspensivo, alegou, na época, que as contratações temporárias eram uma forma de “buscar soluções menos traumáticas para solução dos problemas da RTVE”.

Em outra decisão, o Tribunal de Contas do Paraná impugnou despesas da emissora referentes a 2004 e determinou a devolução de cerca de R$ 26 mil aos cofres públicos. O valor – parte dele gasto sem nota fiscal – se refere ao pagamento de viagens a pessoas que não tinham vínculo com a RTVE.

Repercussão

Requião nega demissão de cientista político

André Gonçalves, correspondente

Brasília - O governador Roberto Requião (PMDB) disse ontem que sabia que o cientista político César Benjamin mora no Rio de Janeiro, apesar de ser funcionário comissionado do governo do estado.

“Benjamin faz comentários, trabalha para a televisão.” Requião disse que ele não ocupa um espaço específico na programação e negou que ele ocupe a função de diretor-presidente. “Ele tem um cargo DAS-1 (símbolo de cargo comissionado) e você sabe bem disso.”

Benjamin teve destaque depois da publicação, na última sexta-feira, de um artigo no jornal Folha de S. Paulo em que afirmou que o presidente Lula tentou “subjugar” sexualmente um companheiro de cela quando foi preso, em 1980. Requião criticou o texto. “O César deveria procurar tratamento, aquilo foi de uma agressividade descabida. Mas agora me pergunte: o que você acha da patifaria que a Folha fez publicando isso? Eu acho terrível.” Ele disse que não pretende demitir o cientista político.

Governistas barram pedido de explicação sobre nomeação

Publicado em 02/12/2009 | Kátia Chagas

Os deputados de oposição tentaram aprovar ontem um requerimento cobrando explicações do governo sobre a nomeação de César Benjamin como diretor-presidente da Rádio e Televisão Educativa do Paraná (RTVE), mas a bancada governista derrubou o pedido de informações por 21 votos a 7.

Para a oposição, há muita controvérsia em torno da contratação. Os deputados querem saber se ele cumpre expediente no governo. Benjamin vive no Rio de Janeiro. “Afinal, onde reside o Benjamin e que tipo de serviço ele presta?”, questionou o líder da oposição, Elio Rusch (DEM).

Os deputados também pesquisaram o Sistema de Infor­­mações Organizacionais do Poder Executivo, no site da Casa Civil, onde consta que o diretor-presidente da RTVE é Marcos Antonio Batista. Mas, no site da Secretaria da Administração, Batista aparece como secretário de estado e Cesar Benjamin como diretor-presidente da emissora. “Queremos saber por que existem dois cargos de direção com simbologias diferentes e qual a função de cada um”, disse Rusch.

Decretos

O líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), en­­tregou para a oposição os decretos de nomeação dos dois, nos quais ambos aparecem como “diretor-presidente” da Edu­­cativa. O que muda é o salário e a simbologia dos cargos de cada um. Segundo o Decreto 2.597, César Benjamin foi nomeado no dia 8 de maio de 2008, no lugar de Algaci Tulio, para exercer um cargo DAS-1 na RTVE.

No caso de Marcos Batista, o Decreto 53 mostra que a nomeação do jornalista foi feita em 1.º de fevereiro de 2007 para exercer o cargo de diretor-presidente da RTVE, simbologia AE-1. O mesmo documento exonera Batista “do cargo de diretor-presidente – símbolo DAS-1”.

Segundo Romanelli, não há duplicidade de cargos, mas um erro no site oficial em relação à função dos dois. Marcos Batista não é secretário de Estado, é o diretor-presidente, e Cesar Benjamin entrou no lugar de Algaci Tulio no cargo DAS-1 que sobrou na estrutura da RTVE, disse o deputado.

O líder do governo declarou ainda que considerou “absurda” a declaração de Benjamin envolvendo o presidente Lula, mas que ele é um “intelectual de grande porte que presta consultoria ao governo”. Só não detalhou que tipo de serviço é prestado.

http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=950487&tit=Educativa-ira-rever-a-situacao-de--Cesar-Benjamin

Gazeta do Povo

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Universitárias do DF mostram que o uso de roupas curtas é normal

Universitárias do DF mostram que o uso de roupas curtas é normal

Para elas, hábito não justifica polêmicas como a da estudante paulista que sofreu agressões e ameaças dos colegas.
Pressionada pela repercussão do caso, Uniban readmite a aluna

Mirella D’Elia
Alana Rizzo
Mara Puljiz

Não pegou bem entre as universitárias brasilienses a iniciativa da Universidade Bandeirante (Uniban) de expulsar — e, depois da repercussão, voltar atrás — a estudante de turismo Geisy Arruda. Em 22 de outubro, ela foi humilhada, agredida e sofreu ameaças de violência por alunos. O motivo: ter ido à faculdade usando um vestido curto. O Correio percorreu quatro instituições de ensino da capital para mostrar que a combinação roupa curta e sala de aula é considerada normal pelas jovens e que não há regras de vestuário nas universidades definindo o que pode ser usado.

De short e camiseta, a estudante de moda Letícia Augier, 18 anos, foi uma das primeiras a criticar a atitude “hostil, machista e antiética” da universidade paulista. A jovem acredita que um homem sem camisa, por exemplo, não causaria tanta reação. “Ela não estava nua ou de biquíni. Estava ali para estudar e não explorando a própria imagem”, argumenta.

A advogada Jackelyne Palhares Borges de Lima, 25, também não vê problemas em usar roupa curta na faculdade. Apaixonada por vestidos e shorts, diz que nunca sofreu preconceito. “A questão é não ser vulgar”, acredita. “A roupa que a pessoa veste na faculdade depende do lugar para onde ela vai depois”, exemplifica. “A pessoa tem que ser ela mesma e se vestir como se sentir bem.”

Pós-graduanda em psicologia do Centro Universitário de Brasília (Ceub), Rejane Agapito, 27, avalia que as universidades deveriam ter normas claras sobre o que é ou não proibido. “Cada ambiente é um ambiente e a pessoa tem que ter bom senso. Não achei que o vestido dela estava tão curto, mas a reação dos outros vai muito de como a pessoa se porta”, avalia. De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, nunca houve problemas relacionados às roupas dos estudantes. Também não há regras sobre o assunto.

Em São Paulo, durante mais de uma hora de entrevista, o vice-reitor da Uniban, Ellis Brown, não conseguiu explicar que atos teriam feito a universidade expulsar a aluna Geisy Arruda. Porém, admitiu que a repercussão na mídia interferiu na revogação da medida. “A decisão da mudança, em parte, foi provocada pela repercussão negativa do caso”, disse, negando que o conselho universitário tenha se precipitado ao expulsar a estudante. Para proibir a aluna de voltar a frequentar o curso, a Uniban informou em nota que a medida foi adotada após “flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade”.

Questionado sobre possíveis punições aos alunos envolvidos nas ofensas, Brown disse que não haverá. “Teríamos de perguntar se puniríamos 800 alunos. Isso não resolveria o problema social”, enfatiza. Sobre o dano à imagem da instituição, o vice-reitor disse que “aluno da Uniban não é Taleban”, dizendo que os estudantes começam a sofrer discriminação.

Advogado de Geisy, Nehemias Domingos de Melo defende que os estudantes que participaram sejam punidos. “Pedimos a abertura do inquérito e vamos esperar as autoridades identificarem essas pessoas.” Em notificação extrajudicial à Uniban, o advogado cobra segurança para que a jovem volte a estudar e conclua o semestre.

Gaveta
O Ministério da Educação (MEC) arquivou o pedido de explicações encaminhado à Uniban. A Secretaria de Educação Superior tinha dado 10 dias para que a instituição informasse os motivos da expulsão da jovem. Agora, a promessa do órgão é acompanhar o processo de reinserção da aluna. O recuo da universidade não vai interferir na investigação da Delegacia de Defesa da Mulher de São Bernardo (SP) nem no inquérito do Ministério Público de São Paulo e no procedimento do Procon-SP, que apura a conduta da Uniban.


DEBATE PÚBLICO
A Comissão de Educação da Câmara analisa hoje requerimento que propõe a realização de audiência pública para debater a polêmica envolvendo a estudante. A reunião está marcada para às 11h30, no plenário 10. O requerimento nº 284/2009 foi proposto pelos deputados Ivan Valente (PSOL/SP) e Angela Portela (PT/RR).

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Câmara pode votar PEC dos Cartórios nesta terça

Câmara pode votar PEC dos Cartórios nesta terça

Proposta que efetiva donos de cartório sem concurso público está na pauta.
Também há discussão sobre marco regulatório do pré-sal na Câmara.

Do G1, em Brasília

A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (6) em primeiro turno a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que efetiva donos de cartório que não fizeram concurso público. A proposta consta da pauta da sessão do plenário da Câmara que acontece a partir das 16h.

A PEC dos Cartórios visa efetivar responsáveis por cartórios que assumiram os cargos sem concurso público depois da Constituição de 1988. A intenção é beneficiar quem ocupava a função entre a promulgação da Constituição e novembro de 1994, quando foi sancionada uma lei que regulamentava o artigo constitucional que tratava dos cartórios. O projeto atende também quem era substituto neste período e tornou-se titular depois. Neste caso, o dono precisa estar como titular há pelo menos cinco anos quando a lei for promulgada.

O relator da PEC, João Matos (PMDB-SC), afirma que a efetivação sem concurso público visa corrigir uma “falha do Estado” com os donos destes cartórios. “O estado brasileiro falhou com estas pessoas. Elas foram deixadas seis anos sem regulamentação e não foram atendidas pela lei. Elas não estão nesta situação por culpa delas ou do judiciário, mas por culpa de todo o estado”. Enquanto o relator afirma que 2,2 mil seriam efetivados, o Conselho Nacional de Justiça estima que este número chegue a 5 mil.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) é um dos contrários ao projeto. Ele defende que a ocupação das vagas deveria se dar somente por concurso público. “Essa PEC veio para violar uma situação que viola a Constituição. Querem oficializar pessoas sem concurso. Entendemos que não é possível violar o princípio da Constituição de sempre realizar concurso”.

Pré-sal

Outro tema em destaque na Casa é o novo marco regulatório para a exploração de petróleo na camada pré-sal. As comissões que analisam os quatro projetos do pré-sal se reúnem hoje, às 13h. Os destaques são as presenças dos ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, e do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

CPI da Petrobras

Com o objetivo de colher depoimentos sobre a Operação Águas Profundas, realizada pela Polícia Federal, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras promove reunião a partir das 14h. O encontro, marcado inicialmente para a semana passada, foi adiado devido à ausência de dois dos três convidados: o procurador da República Carlos Alberto Gomes de Aguiar e o delegado da Polícia Federal Cláudio Nogueira. O único a comparecer na ocasião foi Ilton José Rossetto Filho, gerente de Estratégia de Contratação de Itens Críticos da Petrobras.

Anunciada em 2007, a Operação Águas Profundas investigou indícios de fraudes - envolvendo empresas privadas e funcionários da Petrobras - em licitações da estatal para reforma de plataformas de exploração. Cláudio Nogueira foi o delegado da Polícia Federal encarregado do inquérito. Já Carlos Alberto Gomes de Aguiar foi o procurador da República responsável pela apresentação da denúncia no âmbito do Ministério Público Federal.

G1

Prefeitos e juízes falam na comissão da PEC dos Precatórios

A comissão especial criada para analisar a proposta de emenda à Constituição dos Precatórios (PEC 351/09) realiza, às 14h desta terça-feira, audiência pública no Plenário 12 da Câmara dos Deputados. A PEC cria novas formas de pagamento de precatórios (dívidas judiciais) - por leilão e por fila organizada a partir dos menores valores -, que conviverão com o critério cronológico já previsto na Constituição.

Entre os convidados para o debate estão o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o presidente das comissões de Precatórios da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Flávio Brando, o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Fernando César de Mattos, e o representante da Frente Nacional de Prefeitos, Mário Wilson Pedreira Reali.
Terra

Responsáveis por cartórios vêm a Brasília fazer pressão pela aprovação da PEC

Lúcio Vaz

Publicação: 04/10/2009 09:27 Atualização: 04/10/2009 09:45
Representantes da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg) e responsáveis por cartórios que estiveram em Brasília nas últimas semanas tentam reforçar a tese de que os concurseiros só se interessam nos cartórios mais rentáveis. Eles também argumentam que não seria justo perder o cargo após 20, 30 anos de exercício profissional, numa atividade regulamentada e reconhecida pelas legislações estaduais e pelos tribunais de Justiça. Os aprovados em concurso lembram que a Constituição de 1988 é clara ao exigir o ingresso na carreira mediante aprovação em seleção pública. E falam que muitos dos aprovados não conseguiram assumir a atividade por causa de recursos judiciais apresentados pelos titulares de cartórios.

Fernanda Wissel, 30 anos, foi aprovada em quatro concursos em quatro estados. “Até hoje, não fui chamada porque as pessoas que estão nos cartórios como interinas, mas que se consideram donas dos cartórios, fazem uma série de manobras judiciais para impedir que os concursos públicos sejam concluídos. No Espírito Santo, a seleção terminou em 2007. Até hoje, não chamaram (os aprovados) para tomar posse e essas pessoas que não fizeram concurso continuam ocupando os cartórios. A última manobra que eles têm é a aprovação dessa PEC”, afirma Fernanda.

Ana Paula Souza, responsável por um cartório no Rio Grande do Norte, afirma que, no seu estado, há muitos casos de pessoas aprovadas em concurso que não quiseram assumir a função. “Esses concursos têm um nível alto. Essas pessoas passam, mas não assumem, porque a rentabilidade desses cartórios não vale a pena”, argumenta.

Hereditariedade
Defensores da PEC também apresentam como argumento questões de hereditariedade. O cartório seria uma herança do pai, que recebeu do avô. Em alguns estados, substitutos foram efetivados com base em leis estaduais. No Paraná, muitos aprovados para cartórios de pequenas e médias cidades ganharam da Justiça cartórios mais rentáveis na capital. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) cancelou todos esses atos baseados em legislações estaduais.

Depoimentos
Oswaldo Hoffmann, a favor da PEC

“Eu fiz concurso em 1988, para a comarca de Paranavaí, no interior do Paraná. Fiquei lá pouco tempo. Quando abriu uma vaga num cartório grande de Curitiba, em 1989, eu pedi a remoção, tudo dentro da lei. Eu estive 20 anos legal, até junho passado, quando o CNJ baixou a Resolução nº 80, dizendo que eu não era mais legal. Ou seja, durante 20 anos os meus atos não foram questionados. Mas aí veio essa resolução autoritária. Só a partir de 1994 houve uma regulamentação federal para as transferências, e as remoções foram proibidas. Mas, antes disso, o estado do Paraná fazia a remoção e a considerava legal. No Paraná, 98% dos tabeliães estão numa situação semelhante à minha. São duzentos e poucos.”

Sérgio Cupolilo, contra a PEC

“Assumi um cartório na cidade de Campo Largo (PR), no distrito de Bateas, que é um distrito rural, com 4 mil habitantes. Lá, antes de eu assumir, o cartório só funcionava às segundas, quartas e sextas-feiras. Eu assumi, como concursado, com o compromisso de reestruturar o cartório. Abro todos os dias e informatizei o cartório. Antes, muitas coisas eram feitas à máquina, à mão. Essa história de que o concursado não quer assumir cartório pequeno é uma mentira. A renda bruta chega a R$ 4 mil por mês. A renda líquida fica por volta de R$ 1,2 mil. Vale a pena pela experiência que tenho.”

Marcelino de Oliveira, a favor da PEC

“Eu sou substituto desde 1983. Em Mato Grosso do Sul, a legislação estadual permitia que o substituto com mais de 10 nos no cargo assumisse a titularidade. E, lá na frente, através do CNJ, falam que nada está valendo. Eles contestam essa efetivação. Venho de uma família de notários e registradores. O meu avô foi o primeiro tabelião da cidade de Dourados, quanto o cartório ficava apenas em um quartinho, e ele estava lá dentro, trabalhando. Depois, o meu pai foi titular.”

Priscila de Paula, contra a PEC

“Encontrei (em Campo Largo, no Paraná) um cartório cheio de aberrações jurídicas. O antigo oficial e a filha dele, que assumiu quando ele faleceu, formada em educação física, não permitiam que as testemunhas de um casamento fossem casadas entre si. Porque para eles, quando as pessoas se casavam, viravam uma só. Então, valia como só um testemunho. Outra aberração: diversas associações que mascaravam parcelamentos irregulares do solo, registrados em pessoa jurídica, contratos registrados sob a forma de minuta. Constava assim: associação, traço, com sede na rua, traço. Cada dia que eu abro um documento é uma surpresa. O intuito lá era ganhar dinheiro, era colocar selo. Hoje, as bombas estão estourando na minha mão.”

Correio Braziliense