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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Estudo vincula excesso de internet à depressão

Estudo vincula excesso de internet à depressão
03 de fevereiro de 2010

Quem passa muito tempo na internet tem mais propensão a apresentar sintomas de depressão, disseram cientistas britânicos na quarta-feira. Não está claro, no entanto, se a internet causa depressão ou se a rede atrai os deprimidos.

Psicólogos da Universidade de Leeds disseram ter notado uma "impressionante" evidência de que alguns internautas desenvolvem uma compulsão na qual substituem a interação da vida real por salas de bate-papo e sites de relacionamento social.

"Este estudo reforça a especulação pública de que o excesso de engajamento em sites que servem para substituir a função social normal poderia levar a transtornos psicológicos correlatos, como depressão e dependência", disse a principal autora do estudo, Catriona Morrison, em artigo na revista Psychopathology.

"Este tipo de "surfe adictivo" pode ter um sério impacto sobre a saúde mental." No primeiro grande estudo com jovens ocidentais sobre essa questão, os pesquisadores analisaram o uso da internet e os níveis de depressão entre 1.319 britânicos de 16 a 51 anos de idade. Concluíram que 1,2% deles eram viciados em internet.

De acordo com Morrison, esses dependentes passavam proporcionalmente mais tempo em sites com conteúdo sexual, de games ou de comunidades online. Tinham também uma incidência maior de depressão moderada ou severa do que a média dos usuários normais.

"O uso excessivo da internet está associado à depressão, mas o que não sabemos é o que vem primeiro - as pessoas deprimidas são atraídas para a internet, ou a internet causa depressão?", escreveu Morrison.

"O que está claro é que para um pequeno subconjunto de pessoas o uso excessivo da internet poderia ser um sinal de alerta para tendências depressivas."

Morrison notou que, embora o percentual de 1,2% de dependentes da internet seja "pequeno", representa o dobro da incidência dos viciados em jogo na Grã-Bretanha, que é de cerca de 0,6%.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4243280-EI238,00.html

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Aplicativo de Mussolini causa polêmica na Itália

Aplicativo de Mussolini causa polêmica na Itália

O "iMussolini" é uma aplicativo para iPhone que permite ouvir diversos discursos do polêmico ditador italiano Benito Mussolini. O segundo app mais baixado do país custa US$ 0,99 e vem com 100 discursos do ditador, além de vídeos de discursos da década de 1930 e sua biografia.

O site de Luigi Marino, criador do programa, foi alvo de diversas criticas, condenando o que chamam de apologia ao movimento fascista, que aconteceu antes da Segunda Guerra Mundial. Devido à polêmica, Marino apagou todos os comentários.

O criador do software colocou na descrição do aplicativo que desenvolveu a ferramenta estimulado apenas pelo interesse histórico.

http://www.pop.com.br/popnews/noticias/tecnologia/311970.html

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Diálogo entre trabalhadores da TAP no Facebook dá origem a processo-crime

Diálogo entre trabalhadores da TAP no Facebook dá origem a processo-crime
Por Redacção (PT)

A rede social Facebook está na origem de uma polémica interna na transportadora aérea nacional depois de um «diálogo privado» entre trabalhadores da empresa ter dado origem a um processo-crime. A administração da TAP já convocou os trabalhadores para um «curso de formação comportamental».

A polémica teve origem depois de um piloto da TAP se ter queixado no Facebook de ter efectuado uma viagem entre Maputo e Lisboa em classe económica quando, segundo as condições a que o pessoal da empresa tem direito, deveria ter viajado em classe executiva.

O desabafo motivou violentos comentários de pilotos, assistentes e chefes de cabine nos dias seguintes, acabando por levar um dos responsáveis visados nas críticas a apresentar uma queixa por difamação.

Entretanto, a TAP convocou todos os funcionários que comentaram o caso no Facebook para um curso de «formação comportamental».

Uma iniciativa que foi contestada pelo Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil que, segundo relata o i, em Dezembro enviou uma carta ao presidente da TAP exigindo o cancelamento do curso.

O caso já foi discutido numa assembleia-geral de pilotos, que terão esta quarta-feira um novo encontro extraordinário. Na agenda de trabalhos da convocatória está, segundo adianta o mesmo jornal, a discussão das «medidas a adoptar (...) incluindo o recurso à greve».

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=190960

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Colheita Feliz, a nova "peste" da web te ensina a roubar

Colheita Feliz, a nova "peste" da web

Publicado em 05/01/2010 pelo(a) wiki repórter Marrash Dilek, Rio de Janeiro-RJ


Um jogo para quem cultiva o ócio digital. - Foto: web
Uma nova febre começa a elevar os termômetros na internet. Trata-se de um jogo, chamado Colheita Feliz. Fica hospedado no Orkut e é uma espécie de fazendinha. Lá você planta, aduba, rega, colhe, cria animais, faz compras e reforma a propriedade etc. Todas estas ações lhe rendem um certo "dinheiro verde". Claro, pois uma vez sendo um jogo, não teria graça se não tivesse algum ganho, certo?

Bom, então você convida seus amigos da rede social para também montarem suas fazendas e iniciarem suas plantações e criações. E é aí que começa o jogo. Só uns parênteses, este que estou falando é uma versão do Farmaville, do Facebook, que é em inglês e, portanto, limita bem o nosso público brasileiro que, sabemos, mal fala o português. E, outra coisa, na versão do Facebook, é possível usar o cartão de crédito (isso mesmo!) para fazer toda a movimentação rural.

Como jogo é jogo, vale tudo. Desta forma, além de você ficar lá, cuidando da sua fazenda, o que seria até bacaninha para dar uma relaxada, você entra na fazenda dos seus amigos e pode roubar tudo o que ele plantou e criou. Sim, o jogo avisa, por exemplo, a que horas a galinha vai botar ovos ou quando a colheita estará pronta. Daí é só você invadir e passar a mão em tudo. E, com isso, vai acumulando pontos. Pior, pode destruir toda a plantação dos colegas jogando pragas e pestes. Não é lindo? Um jogo que ganha quem for mais perspicaz na arte do roubo. Isso mesmo amigos, nossos filhos estão sendo "treinados" para roubar e destruir o trabalho dos outros.

O conceito de Colheita Feliz é exatamente este, como desenvolver a "arte do roubo" para ter uma fazenda mais próspera, com mais animais e mais áreas plantadas. Claro que para isso é preciso horas e horas online. Depois, é só ficar contando vantagens aos amigos sobre o que conquistou com o trabalho dos outros e como se divertiu destruindo o que eles batalharam para ter. Ah, aí você vai me dizer, "mais é só um jogo"!!! Posso dizer que vi famílias - pai, mãe, tios e filho - jogando isso em pleno Natal e réveillon, com convidados esquecidos pela casa. E lamentei por todos eles.

Mais importante do que isso é considerarmos alguns aspectos. Por exemplo, a questão dos valores familiares. Ouvi coisas do tipo: "Filho, vai lá roubar os ovos da galinha do fulano para mim..." Nossa, é assustador, não? É um jogo, sim. Mas qual o conceito que, mais do que o jogo, o próprio pai está passando por trás disso? Que roubar é bacana é permitido e é divertido?

Outra coisa, a sociabilização, tão importante nesta faixa etária (ou em qualquer uma outra) de novo, está sendo colocada em segundo plano. E, por último, se os adolescentes já perdiam um tempo precioso no Orkut, MSN e, mais recentemente, Twitter, agora eles terão mais um motivo para não ler livros, para não estudar e, muito menos, se relacionar pessoalmente, pois a "Colheita Feliz" lhes toma o "pouco" tempo que resta. Afinal, cuidar do que não é seu dá trabalho dobrado. Ou estou errado?

Lamentável.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A Indústria Cultural no Brasil

A Indústria Cultural no Brasil

Sempre que ligo a TV, ou acesso a internet, só pra citar uns dos meios de comunicação que mais acesso, ao acessá-la recebo, em média, cerca de 300 propagandas de boa e má qualidade, ofertando produtos dos mais diversificados, desde roupa de cama, eletro doméstico, automóveis, alimentos, bebidas, cigarros, apetrechos de pesca. Falar em indústria cultural é ligar uma característica específica proveniente do mundo capitalista, criado por Theodor W. Adorno em meados do século XX.
O presidente lula, nessa semana, relatou de forma crítica, que há “ausência de conteúdos educativos nos meios de comunicação. "Qual é a quantidade de minutos educativos nos meios de comunicação? “É muito pouco porque o interesse é evidentemente comercial”, relatou o presidente.
Ele tem toda razão. Com exceção da TV Cultura e alguns poucos programas vinculados por alguns órgãos de comunicação, não há, por parte desses, um compromisso sério em relação ao programa educacional no Brasil. Alguns até desconhecem que existam tais programas. Nessa semana li um artigo que negava tal existência, equívoco perdoado pelo fato do escrito não ser da área. Então qual seria a explicação, sendo que os órgãos de comunicação funcionam mediante concessão do governo federal? Consequentemente precisam atender algumas exigências para que continuem ativos e possam renovar sua concessão?
Podemos conceituar a Indústria Cultural em empresas que têm por objetivo oferecer, propagar, divulgar produtos nos canais competentes como TV, jornais, rádios, revistas e internet atendendo os ditames do capitalismo que é o lucro. Esse conceito - Indústria Cultural – serviria para definir a inversão da cultura em mercadoria. O conceito nada tem a ver com os veículos ou meios de comunicação que citei, mas ao uso dessas tecnologias pelo capital. A ideologia cultural passa a ser guiada pela necessidade de consumo e de lucro capitalista guiados pelo mercado.
Segundo informações dos sites oficiais do governo federal (Ministérios das Comunicações) existem atualmente no Brasil, em torno de mil estações de rádio e mais de 75 de televisão, representando 37 milhões de aparelhos receptores de rádio o que nos leva a refletir em torno de uma audiência de 60 a 90 milhões de brasileiros.
Na imprensa escrita são aproximadamente 290 jornais diários, e outros que estão sendo liberados essa semana pelo governo podendo alcançar cerca de 5 milhões de leitores.
Portanto, a Indústria Cultural no Brasil escamoteou os interesses e/ou as expectativas de um projeto hegemônico para a educação do país em nome dos interesses do capital, inclusive com a participação de alguns setores ligados à própria educação, seja privada ou até mesmo pública.
Nas escolas, as propagandas tomaram conta dos corredores com a conivência daqueles que deveriam preservar pelo processo estão – de maneira consciente ou inconsciente – contribuindo cada vez mais pela banalização de tal sistema. Os muros das escolas estão sendo loteados, alugados em nome de melhorias estruturais que deveriam ser de responsabilidade dos governos estaduais, federal e municipal, com as mais diversificadas propagandas comerciais.
Podemos refletir que no Brasil a Indústria Cultural implementa um projeto de divulgação dos interesses capitalistas banalizando os valores sociais e culturais que deveriam ser preservados, não se importando com os resultados que possam surgir desse modelo. Não há regras claras que definem tais liberdades, e quando são propostas pelo governo federal são barradas pelo bloco de defesa no Congresso Nacional.
Os programas denominados de Reality Show é um dos exemplos desse processo, fazendo a população crê que participa quando o que está por traz de todo aquele teatro é a venda dos produtos e marcas patrocinadoras.
Para Adorno, “o homem, nessa Indústria Cultural, não passa de mero instrumento de trabalho e de consumo, ou seja, objeto. O homem é tão bem manipulado e ideologizado que até mesmo o seu lazer se torna uma extensão do trabalho”. (ADORNO, Theodor W. Textos Escolhidos. Trad. Luiz João Baraúna. São Paulo: Nova Cultural, 1999).

Pedro Antonio Agostinho é professor de história na rede pública em Mato Grosso do Sul, cidade de Três Lagoas

http://www.jptl.com.br/?pag=capa
Jornal do Povo de Três Lagoas

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Site de relacionamento só aceita pessoas bonitas

'Já recebemos ameaça de morte', diz diretor do BeautifulPeople



Polêmico por aceitar apenas a inclusão de perfis de pessoas consideradas bonitas, o site de relacionamentos BeautifulPeople tem sido alvo de críticas e, inclusive, de ameaças.

"Já recebemos ameaças de morte e acusações de fascismo", diz o diretor-gerente do site, Greg Hodge, em entrevista concedida por e-mail ao Diário OnLine. "Nós recebemos milhares de cartas de queixas, principalmente de pessoas que não acreditam que seus perfis foram rejeitados."

Como resposta às reclamações, Hodge explica que o BeautifulPeople é uma democracia, ou seja, ninguém é obrigado a aderir ao serviço. "Trata-se simplesmente de uma opção disponível no mundo dos relacionamentos, a fim de ajudar pessoas bonitas a encontrarem amigos bonitos ou parceiros em potencial. O objetivo é facilitar essa busca."

Nesta terça-feira, o BeautifulPeople divulgou que, apenas nas duas últimas semanas, aproximadamente 1,8 milhão de pessoas não atraentes de 190 países tiveram suas tentativas de ingressar no site frustradas. Do número total de esperançosos, foram aceitos somente 360 mil novos membros.

O site conta agora com um número de integrantes superior a 540 mil no mundo inteiro, e até 4 milhões de visitantes exclusivos entram no site diariamente. "Apesar da considerável reação contra nós, os números não mentem: estamos atendendo uma demanda muito clara. O BeautifulPeople pode ser moralmente feio para nossos críticos, mas nosso sucesso crescente é uma verdade muito bonita", afirmou, em nota, o criador do site, Robert Hintze.

Para ser aceita no BeautifulPeople, a pessoa interessada deve se inscrever com uma foto e um breve perfil. Por 48 horas, os membros existentes do sexo oposto votam se ela deve ou não ser aceita no grupo. As opções são "Sim, certamente", "Hmm, sim, tudo bem", "Hmm, não, não exatamente" e "Não, Absolutamente NÃO". Segundo o site, atualmente 400 esperançosos fazem suas solicitações de inscrição por minuto durante os horários de pico de tráfego.

Segundo o diretor-gerente do site de encontros da ''elite'', a rejeição simplesmente faz parte da vida de muitas pessoas. Hodge frisa que, no entanto, muitos dos membros do site só conseguiram ingressar nele em sua segunda tentativa. "Nossa dica para quem foi rejeitado pela primeira vez é cuidar da aparência e se exercitar. Essas atitudes podem funcionar bem", afirma. "Se uma pessoa é rejeitada, ela pode ficar brava e ‘sair andando'' ou pode decidir que quer melhorar sua aparência e tentar de novo. Talvez a rejeição seja o estímulo que ela precisa para melhorar."

Perguntado se considera-se uma pessoa bonita, Hodge afirma que sim, apesar de tentar manter a modéstia. "O BeautifulPeople tem sido a minha vida nos últimos cinco últimos anos, desde que eu me tornei diretor-gerente. Tenho certeza que envelheci neste período, mas faço o meu melhor para me manter em forma e saudável para continuar entre os nossos membros", diz. "Eu casei com a mulher dos meus sonhos no ano passado e, enquanto ela continuar achando que eu estou bem, estarei feliz!"

Boa notícia para nós - Apesar de toda a polêmica que o site traz consigo, para os brasileiros ele traz também uma notícia animadora. Nós aparecemos em segundo lugar na lista dos países que têm mais usuários aceitos no BeautifulPeople. Quarenta e cinco por cento das requisições brasileiras, tanto de homens quanto de mulheres, são aceitas.

"A Suécia e o Brasil estão provando ser as nações esteticamente mais abençoadas no mundo", diz Hodge. "Já os homens e mulheres alemães não estão indo muito bem. Eles estão colocando imagens carrancudas, precisam suavizar. Os russos também, embora seja verdade que muitos são extremamente feios."

Segundo Hodge, a Inglaterra também está "vacilando", porque seus habitantes não dedicam muito tempo ao cuidado com a aparência. "Ao lado das belezas brasileira e escandinava, o povo britânico não é tão espirituoso ou glamuroso", afirma o diretor-gerente.
DGabc

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

"Pior bar do sistema solar



Chamado de "pior bar do sistema solar", boteco ameaça processar blog

da Folha Online

O blog Resenha em Seis, que se propõe a avaliar "filmes, CDs, DVDs, livros, shows, botecos, restaurantes e programas de TV, sem enrolação e em seis linhas ou menos" recebeu uma notificação extrajudicial nesta terça-feira (29) por conta de uma crítica publicada sobre o Boteco São Bento (Vila Madalena, zona oeste de São Paulo).

"Caro, petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos", adjetiva o blogueiro e publicitário Raphael Quatrocci em seu texto. O site é organizado pelos jornalistas Bruno Garattoni, Juliano Barreto e Fernando Badô. Conta também com colaborações.

A notificação extrajudicial, enviada pelo advogado do bar, Carlos Augusto Pinto Dias, pode ser lida aqui. Nela, o estabelecimento pede que o texto sobre o boteco, o Twitter do Resenha em Seis, e os comentários postados sobre o bar sejam excluídos em 24 horas.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do local disse que os donos não querem dar entrevistas. "Estavam estudando [processar] semana passada, mas a gente não sabe direito como ficou isso."

Também enviou uma nota à redação, na qual informam que o boteco "lamenta a polêmica causada envolvendo sua imagem em torno do post publicado". "Os sócios da casa afirmam que nunca foram procurados oficialmente para dar respostas às críticas, tampouco postaram algum comentário no referido blog", diz a nota.

"O Boteco São Bento e seus fornecedores esclarecem ainda que defendem a liberdade de expressão, mas lastimam que seus esforços reconhecidos de qualidade, bom atendimento e atenção ao cliente sejam denegridos por meio de tal ação."

Após a notificação cair na internet, dezenas de críticas e xingamentos contra o bar foram postados no Twitter.

O jornalista Juliano Barreto ligou para o estabelecimento para tentar um acordo, mas ainda não obteve resposta. "Se até o Obama resolveu um problema chamando as partes envolvidas para tomar uma cerveja, por que os donos de um bar não fazem o mesmo?", questiona.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u630810.shtml

Bar chamado de "pior lugar do mundo" em blog pede que texto seja retirado do ar

Redação Portal IMPRENSA

Um bar localizado em uma das regiões mais frequentadas da noite paulistana foi criticado pelo blog "Resenha em Seis" e reagiu notificando os responsáveis pela página para que o texto da crítica seja retirado do ar.

No texto "Boteco São Bento (o pior bar do sistema solar)", o blogueiro Rafael Quatrocci classifica o estabelecimento localizado no bairro da Vila Madalena como o "pior lugar do mundo para você ir com seus amigos, depois da Faixa de Gaza e do Acre". "Caro, petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos", acrescenta. O site, segundo informações da Folha Online, é organizado pelos jornalistas Bruno Garratoni, Juliano Barreto e Fernando Badô e conta também com colaborações.

Enviada pelo advogado do Boteco São Bento, Carlos Augusto Pinto Dias, a notificação extrajudicial requisita que o texto sobre o boteco, assim como o post na rede Twitter e as dezenas de comentários sobre a crítica do blog sejam excluídos em 24 horas.
"O acesso a esse meio de postagem de comentários provocou inúmeros prejuízos à Dinamite Itaim Choperia Ltda (proprietária do bar), visto que ela foi alvo de injúria e difamação, além de falsidade ideológica, pois pessoas desconhecidas se identificaram como representantes legais do Boteco São Bento por meio das postagens, inclusive por meio da seguinte denominação: 'ADM. Boteco São Bento disse...'", explicou o comunicado.

Procurada pela reportagem da Folha Online, a assessoria de imprensa do estabelecimento declarou que os donos não querem comentar o caso. Em nota à redação, os responsáveis pelo bar disseram que lamentam a polêmica causada "envolvendo sua imagem em torno do post publicado". "Os sócios da casa afiram que nunca foram procurados oficialmente para dar respostas às críticas, tampouco postaram algum comentário no referido blog", salienta a nota.

"O Boteco São Bento e seus fornecedores esclarecem ainda que defendem a liberdade de expressão, mas lastimam que seus esforços reconhecidos de qualidade, bom atendimento e atenção ao cliente sejam denegridos por meio de tal ação".

O jornalista Juliano Barreto procurou o estabelecimento para tentar um acordo, mas ainda não obteve resposta. "Se até o Obama resolveu um problema chamando as partes envolvidas para tomar uma cerveja, por que os donos de um bar não fazem o mesmo?", questiona.
http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2009/09/29/imprensa31094.shtml


“O Pior Bar do Sistema Solar”
por Raquel Costa

E surge um novo case de como “não se deve fazer na internet” para a gente contar e recontar aos quatro cantos e a quem interessar.

Tudo começou com uma simples resenha de seis linhas. Sim, seis linhas. O redator e blogueiro Raphael Quatrocci (Fernando Badô) fez, como de costume, uma resenha do que achou de um bar na Vila Madalena. Com um linguajar coloquial, típico da moçada, registrou no dia 25 de setembro seus dissabores com o tal bar. Criticou o chopp, a insistência e a cara feia dos garçons, o péssimo atendimento do local.

Até aí tudo bem. Certo? Errado. O fato é que apareceu alguém lá no blog se dizendo funcionário do bar, fez crítica à resenha e ameaçou processar o blog.

Depois disso, uma enxurrada de comentários apareceu em defesa do blog, pico de acessos, posts no twitter, comentários de clientes (do bar) insatisfeitos, vídeo no youtube, matérias em portais de grande audiência e afins.

Resumo: o bar enviou uma notificação extrajudicial e o blog teve que retirar a crítica do ar.

“Pessoal,

Uma grande oportunidade de melhorar os serviços foi desperdiçada. É uma pena. Claro que certamente é mais fácil calar as críticas e fingir que tudo está bem do que melhorar.

Ainda que com a consciência de não ter feito absolutamente nada de errado, não temos nenhuma intenção de entrar numa batalha jurídica - que, dependendo do caso, deve ser mais fácil de levar do que investir na qualidade do serviço.”

Leia aqui a íntegra do comunicado do blog..

Pergunta: O que os donos do bar e seus advogados pretendiam com isso? Será que cessar a discussão? Bem provável, mas se enganaram! O que eles fizeram foi justamente o contrário, colocaram mais lenha na fogueira.

Agora, além dos clientes insatisfeitos, surge um batalhão de pessoas que não conhece o bar mas discorda da postura agressiva e autoritária de seus donos. E um post aparentemente simples, em um blog com baixa audiência, gerou um prejuízo incalculável.

O que as empresas precisam entender é que as mídias sociais possibilitam que pequenos grupos se manifestem e ganhem voz facilmente. E que no mundo digital, a reputação das empresas depende muito de como elas se relacionam, do que dizem, das percepções que criam e, principalmente, de suas atitudes. Neste caso, o bar deveria ter se colocado a disposição do blogueiro para entender o que aconteceu, aceitar e identificar os possíveis erros e, ainda, aproveitar a ocasião para melhorar seus serviços e transformar uma crítica em percepções positivas para a marca.

Uma pena, agora já é tarde!
http://updateordie.com/updates/geral/2009/09/o-pior-bar-do-sistema-solar/

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Internet via TV: Uma opinião que não vale nada.

Internet via TV: Uma opinião que não vale nada.

Glaucio Binder

Ninguém discute o crescimento da importância da Internet e as mudanças que ela gerou na nossa vida.

Isto é tão indiscutível que ninguém questiona a comunicação que dá destaque ao endereço eletrônico do anunciante, mesmo sabedores que somos da estranheza que ele deve gerar nas "velhinhas de Taubaté". (fico sempre imaginando o que determinadas camadas da população pensam quando ouvem ou vêem mensagens com dabliu, dabliu, dabliu, ponto, fulano de tal, arrouba, sicrano de tal, ponto com, ponto be erre).

Realmente este é um caminho sem volta. Atravessamos o rio, destruímos as pontes e agora sobrevive quem aprender a andar do outro lado.

Daí já somos tantos milhões de usuários da Rede. E poderemos ser muito mais ainda.

Mas, sabemos, que uma parcela significativa destes usuários, são usuários em ambiente de trabalho. Isto é, um grande número de internautas, só o consegue ser com o equipamento do escritório ou com o acesso que têm no escritório.

Isto é, o número de usuários de internet que acessam à noite deve ser menor do que o número de usuários do horário comercial. Talvez exista uma publicação que confirme este sentimento. Ou não, também não importa.

A questão indiscutível é, o número de internautas que vêem TV à noite e acessam à Internet ao mesmo tempo é bem menor do que qualquer outro número. E, sejamos sinceros, esta turma (a da TV e Internet ao mesmo tempo) deve ter um perfil bem específico, com características próprias (não deve ser exatamente um normal um cara que faz estas duas coisas ao mesmo tempo - ou pelo menos não é representativo do universo da população brasileira).

Partindo desta premissa, afirmo, pesquisas de opinião deflagradas pela TV, para serem respondidas pela Internet imediatamente, não representam nada.

Se assim fossem, o provável meio campo da seleção serio o do Grêmio, pois lembro bem de um jogo da eliminatória em que a Globo perguntou no ar - para responder via Internet - qual o meio campo ideal para a seleção e a resposta incluía o tal de Tinga e o restante do meio de campo do time gaúcho. Não por um acaso, o jogo era em Porto Alegre. Graças a Deus o Felipão não levou a sério (não que o Felipão seja o tipo de cara que preste atenção para opinião alheia).

Mas a população não sabe disto. E muito menos as "Velhinhas de Taubaté". E quando a voz da Globo (que é quase a voz de Deus, do Deus brasileiro, é claro) diz, X por cento dos internautas pensam isto, ou Y por cento preferem aquilo, o telespectador médio interpreta como a opinião da população, e isto acaba interferindo na sua própria opinião sobre as coisas que estão sendo questionadas.

Isto é uma forma muito leviana de fazer pesquisas. Primeiro porque internauta não é população e, indo mais fundo ainda, internauta que vê televisão e acessa computador ao mesmo tempo não é nem representativo do universo total dos internautas.

Para ser sincero, nem sei se o número absoluto de respostas é significativo, já que as respostas acabam sempre aparecendo em proporções, o que tira da Emissora o risco de pagar o mico de dizer que "10 pessoas acharam isto" ou "dois acharam aquilo outro". Não duvido muito que algumas perguntas, de interesse discutível, gerem um nível de respostas insignificante.

Isto sem falar que a Internet possibilita respostas tendenciosas, já que determinados grupos, interessados em determinadas respostas podem se mobilizar melhor.

É bem verdade que a Emissora não tem posto no ar questões muito sérias para serem respondidas desta forma. Mas, não deixa de ser um treinamento e, eventualmente, num descuido editorial, pode ir para o ar alguma questão mais séria, com um resultado distorcido, afetando significativamente a opinião da população.

Eu não sei qual o órgão, se os reguladores de comunicação, ou se a ABIPEME (Associação de Pesquisa de Mercado) deveria se pronunciar sobre isto. Mas alguma regra deveria ser estabelecida. A minha sugestão é de que sempre venham os números absolutos, pelo menos, e que a Emissora tenha o cuidado de esclarecer - para as "Velhinhas de Taubaté" - que estas respostas não representam a opinião da população.

Já vivemos uma época em que as opiniões respaldadas mudam constantemente. Na medicina, por exemplo, hora ouvimos que determinada substância faz mal, hora que faz bem e fica sempre difícil de saber qual o melhor caminho. Não precisamos de mais esta confusão de informação.

Se não vier qualquer regulamentação, Dona Rede Globo, pense nisto. A sua responsabilidade diante da população é muito grande.
Fonte:
http://www.umacoisaeoutra.com.br/marketing/internetv.htm

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Pai usa software espião para descobrir namoro secreto da filha

Pai usa software espião para descobrir namoro secreto da filha

Descoberta levou homem de 38 anos à prisão, na Inglaterra.
Acusado tinha assinado termo para ficar longe da garota de 15 anos.

Do G1, em São Paulo

Um britânico de 38 anos foi condenado a quatro anos e meio de prisão na Inglaterra, no final de agosto, por manter um relacionamento com uma garota de 15 anos. A relação entre os dois foi descoberta depois que o pai da adolescente tomou uma atitude considerada polêmica: instalou um software espião no computador usado pela jovem, para monitorar sua navegação e conversas no ambiente virtual.


Segundo o site “The Register”, Nicholas Lovell foi técnico de hóquei da adolescente em 2006. O relacionamento entre os dois causou preocupação entre os familiares e Lovell concordou em assinar um termo na policia, segundo o qual se comprometia em ficar longe da garota. O técnico mora em Guildford (Surrey, Inglaterra), e a jovem não teve seu nome divulgado por ser menor de idade.


Apesar do termo, os pais da adolescente continuaram preocupados quando a filha se afastou e começou a mentir, diz o “Register”. Foi então que decidiram instalar o software espião no computador usando em casa, que monitorou e-mails e conversas instantâneas entre a garota e Lovell. Essas informações foram usadas como evidência de que o treinador não estava cumprindo o acordo que determinava distância da jovem.


O homem foi acusado pelo tribunal de Reading Crown de manter relações sexuais com uma menor de idade, mas negou as acusações. Segundo um jornal local, que acompanhou o caso, o treinador tentou colocar a culpa de seus atos na adolescente.


Esse mesmo jornal, citado pelo “Register”, entrevistou o pai da garota, que também não teve seu nome divulgado. “Antes disso acontecer, ela me contava tudo. Mas então se afastou e começou a dizer que estaria em lugares onde na verdade não estava”, disse.

Parents plant spyware to snare sex predator



Court sin-bins ice hockey coach

A 38-year-old Briton has been jailed for an underage sexual relationship with a 15-year-old girl after her father uncovered evidence by planting monitoring software on her PC.

Nicholas Lovell, from Guildford, Surrey, coached the teenager while working as an ice hockey teacher in 2006. The relationship between the two raised earlier concerns and Lovell agreed to sign an agreement with police preventing him from contacting the girl, whose identity is being withheld.

The girl's parents remained concerned, especially when she became more withdrawn and started to lie about her movements, leading them into deciding to install a monitoring program called WebWatcher on her computer. The software recorded email and IM conversations between Lovell and the girl, providing enough evidence for police to arrest Lovell for breaking his agreement to stay away from the youngster.

Lovell stood trial on child abuse offences at Reading Crown Court. He denied the offences but a jury found him guilty on five counts of sexual activity with a child, leading to a four-and-a-half-year sentence, according to local reports. The girl has undergone counselling. After initial anger with her parents over their actions, she now accepts that they acted in her best interests. ®


Spyware on girl’s email snared her older man

By Lorna Catling

Nicholas Lovell
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A concerned dad has defended his decision to spy on his teenage daughter’s emails after his actions led to the conviction of the older man she was dating.

The man installed spy software on his daughter’s computer after his usually “open” daughter became secretive and withdrawn.

As a result, ice hockey coach Nicholas Lovell, 38, was convicted for five charges of sexual activity with a child.

Lovell was jailed for four-and-a-half-years for having under-aged sex with the 15-year-old who he met while working as an ice-hockey teacher in 2006.

The teenage girl’s dad, who cannot be named to protect the identity of his daughter, said: “Before it started she used to tell me everything.

“But then she started saying she would be in places when she wasn’t and became very withdrawn.

“It came to a head one day when she had said she was with a friend and then we bumped into that friend in town without my daughter.”

Police warned Lovell, from Guildford, Surrey, to stay away from the girl and he signed an agreement to that effect.

But, her concerned parents installed WebWatcher software on her computer anyway.

Emails and messaging between the girl and Lovell were recorded and passed on to police who then arrested Lovell.

The dad added: “I did worry about doing it and, immediately after it came out, she did go mad at me.

“But after counselling, she realised we were doing it to keep her safe and now I have it on all my children’s computers.

“I would recommend it to any other parent without a shadow of a doubt.

“Our relationship is even stronger than ever, it has improved the trust between us.”

After the sentencing at Reading Crown Court on Friday, August 29, Det Con Paul Kerr, of the child abuse investigation unit, said: “Lovell maintained a not-guilty plea throughout the trial and tried to place the blame on the victim.

“He should have known better but chose to make his victim go through a trial, with the trauma that it caused, rather than admit to his crimes.

“He is now beginning a lengthy period of incarceration for his crimes against a vulnerable young girl.

“He made choices about his behaviour and must now face up to the repercussions.”

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Para TST, é lícito empresa acessar e-mail de empregado

AGÊNCIA ESTADO - YAHOO

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) concluiu que "não há ilicitude no ato da empresa que acessa a caixa de correio eletrônico corporativo do empregado, pois se trata de equipamento e tecnologia fornecido pela empresa para utilização no trabalho". A posição foi definida pela Sétima Turma do TST, que manteve decisão do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) e rejeitou o recurso impetrado por um trabalhador que pretendia reverter sua demissão por justa causa por uso indevido de e-mail.

O trabalhador alegou utilização de prova ilícita na sua demissão, uma vez que sua empregadora não teria autorização para vasculhar seu e-mail. O funcionário pedia ainda indenização por danos morais, mencionando ter sido exposto a situação vexatória diante dos colegas, pois se tornou público que ele acessava páginas pornográficas.

Com o objetivo de comprovar que havia motivo para demitir o empregado por justa causa, a MBM Recuperação de Ativos Financeiros S/C Ltda. acessou a caixa de e-mail do trabalhador e juntou ao processo cópias de mensagens e fotos por ele recebidas. Segundo o relator do agravo, ministro Ives Gandra Martins Filho, o e-mail corporativo não se enquadra nas hipóteses previstas nos incisos X e XII do artigo 5º da Constituição Federal (que tratam, respectivamente, da inviolabilidade da intimidade e do sigilo de correspondência), pois é uma ferramenta de trabalho.

O ministro do TST também ressaltou que o empregado deve utilizar o correio eletrônico da empresa de forma adequada e respeitando os fins a que se destina. "Como assinante do provedor de acesso à Internet, a empresa é responsável pela sua utilização com observância da lei", argumentou. As informações são site do TST.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Um Nerd pode ter mais audiência que a novela das 8?

Publicado em 30/05/2008 pelo(a) wiki repórter Infobot.com.br , Curitiba-PR

Vídeo Nuna Nuna no YouTube - Foto: Claudio Torres

Pare e pense: um garoto gordo e feio cantando para uma WebCam, pode ter mais audiência do que a novela da oito da Rede Globo?

Se você acha que não, pare tudo que está fazendo e leia este artigo. Se tem dúvidas, leia agora; se acha que sim, mas não sabe como, é melhor ler assim mesmo.

Muitas empresas e agências encaram a publicidade na internet como o futuro.
Infelizmente, só vão perceber que ele é presente quando seu concorrente transformar seu negócio, sua propaganda e sua agência em passado.

Um dos fatores que "seguram" os clientes é que a internet é, por natureza, seletiva. A mensagem tem que ser direcionada a um público-alvo bem definido e a peça publicitária tem que ser inteligente, ter conteúdo e ser criativa.

No comercial de TV, se a agência fizer um péssimo comercial, a peça publicitária é apresentada mesmo assim e o cliente tem a sensação que fez propaganda para milhões de pessoas (todas entediadas com o que viram, mas viram). O cliente também não define o público-alvo, pois joga a propaganda ao vento para milhões de pessoas, gasta centenas de milhares de reais e fica feliz.

O fato é que conhecer o público-alvo, criar um a peça publicitária inteligente, com conteúdo e criatividade, é a idéia mais básica do marketing e da publicidade, mas como tudo na TV emburrece, também a publicidade segue este caminho.

Além disso, a completa falta de monitoramento dos resultados da publicidade no rádio, jornal e TV é confortável para muita gente. Se eu gasto dinheiro e estou acostumado que não sei o resultado, então está ótimo para todo mundo. Mas quando vou criar publicidade para 40 milhões de brasileiros na internet, eu tenho que conhecer meu cliente, ser inteligente, criativo, gerar conteúdo, e ainda assim vou saber exatamente o resultado disso tudo, contar cada pessoa que assistiu e se influenciou com minha propaganda? Ahhhh, isso não tem a menor graça. E se der errado? Como é que eu fico?

É por isso que o mercado publicitário ainda navega na internet como se ela fosse o futuro, e seu cliente também, afinal você ainda acredita que:
  • A MicroSoft é a maior empresa de software do mundo: não, o Google já é a maior empresa de software do planeta.
  • Não se constrói uma empresa bilionária em poucos anos: bem, o pessoal do YouTube fez isso.
  • A TV ainda é a maior audiência no Brasil: é, não já é a internet, você é que não conhece os números. O vídeo Evolution of Dance tem 40 vezes, e o Nuna Nuna, em português, sete vezes mais audiência que a novela das oito da Globo.
  • O rádio e a TV são as mídias de mais rápida resposta: parece que não, mais de 85% dos jornalistas tem a internet como fonte.
Se você não estiver ativo e presente na Internet (o que vai muito além de ter um site institucional bacana feito em flash), alguém, talvez um blogueiro de 20 anos, vai se posicionar no seu lugar. E quando você achar que o futuro chegou, vai ter que pagar muito caro por ele. Ou porquê seu negócio vai ser dominado por um blogueiro – e você vai pagar uma fortuna para anunciar no blog dele – ou porque seu concorrente já ocupou este espaço e você vai ter que gastar uma fortuna para competir pela audiência dele.

A publicidade na internet é o presente, está acontecendo agora, e se você acha que publicidade na internet é o futuro, talvez seus conceitos é que já sejam passado.

P.S. Se você ainda não está convencido assim, vá ao vídeo Nuna Nuna, no YouTube, onde um nerd canta para uma WebCam. Tem uma audiência, só no Brasil, de mais de 14 milhões de pessoas (em média, somente 3 milhões de pessoas assistem a um capítulo da novela da oito da Globo).
Cláudio Torreswww.infobot.com.br

Pornografia para resolver conflito do Médio Oriente

Pornografia para resolver conflito do Médio Oriente

A sugestão é de um site, que reúne filmes para adultos com homens e mulheres de etnias e religiões diferentes
O sexo é o caminho para a paz no Médio Oriente. Pelo menos para os criadores do site de entretenimento para adultos Parpar1. Lembrando o slogan «Make Love Not War» («Faça amor não guerra»), o site reúne filmes pornográficos com mulheres e homens judeus ou árabes israelitas, escreve o site brasileiro Globo.

Fundado por dois profissionais da área de tecnologia de informação de Tel Aviv, a página contém vídeos, a maioria dos quais com um elenco formado por amadores, com títulos curiosos como «A filha do rabi», «Orgia em Jerusalém» ou «Lésbicas kosher».

Em entrevista ao jornal Forward, Avi Levy, um dos criadores do site, afirma que o serviço foi criado tendo apenas em vista os lucros. «Eu não sou político. Estou aqui para ganhar dinheiro», diz Levy, «mas é claro que eu não acho que um árabe é um ser inferior a um judeu».

No entanto, a postura «politizada» é uma das grandes responsáveis pelo sucesso inicial do site. «Era um nicho ainda inexplorado na pornografia: sexo explícito entre árabes e judeus», explica Levy.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Orkut é responsável por 90% das denúncias sobre pedofilia

Orkut é responsável por 90% das denúncias sobre pedofilia



da Folha Online

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia aprovou nesta quarta-feira (9) a quebra do sigilo de 3.261 álbuns privados com suspeita de conter material pornográfico, publicados no site de relacionamentos Orkut, que pertence a empresa Google.

A repórter da Folha Simone Iglesias, da sucursal de Brasília, diz que o problema se agravou em novembro do ano passado, quando o site possibilitou aos usuários que trancassem suas páginas para que tivessem mais privacidade.

http://media.folha.uol.com.br/brasil/2008/04/10/simone_iglesias-cpi_da_pedofilia.mp3

"Com os álbuns de fotos trancados, a Polícia Federal e o Ministério Público, que invariavelmente monitoram perfis em busca de criminosos, passaram a ter o trabalho limitado", explica a jornalista.

Segundo Iglesias, a sugestão de quebra do sigilo foi feita pelo Ministério Público Federal, pela Polícia Federal e pela ONG SaferNet, que recebe denúncias de sites com conteúdos pedófilos, onde páginas do Orkut atingem cerca de 90% do total e outros 10%, de salas de bate-papo.

"A intenção da CPI não é transformar o Orkut no vilão da história, mas garantir o mínimo de controle do que é publicado diariamente, o que não vem sendo feito pela Google", diz a repórter.

De acordo com Simone Iglesias, apesar de ser considerada "eleitoreira e fora de contexto" para muitos críticos, a CPI da Pedofilia conseguiu dois importantes avanços: o compromisso do site em filtrar o conteúdo publicado e a notificação das autoridades sobre a divulgação de material pedófilo. Outra conquista foi a criação de uma legislação de combate aos crimes virtuais.


CPI da Pedofilia quebra sigilo de 3.261 páginas do Orkut


A CPI da Pedofilia do Senado aprovou hoje (9/4) a quebra do sigilo telemático de 3.261 páginas do site de relacionamentos Orkut, de propriedade da Google.

A quebra se restringe às páginas que supostamente abrigam fotos de pedofilia que foram alvo de denúncias e estão protegidas por uma ferramenta de bloqueio que permite que apenas pessoas autorizadas pelos donos tenham acesso ao conteúdo.

Com a medida, a Google está obrigada a repassar à CPI o conteúdo dos álbuns de fotografias contidos nas páginas.

"Nós vamos cumprir assim que recebermos essas ordens. Mas essa é uma questão técnica. Eu vou ter que avaliar para saber como nós vamos conseguir entregar essas informações em tempo hábil", disse o presidente da Google no Brasil, Alexandre Hohagen.

Ontem (8/4), o Ministério Público Federal em São Paulo divulgou que o Grupo de Combate a Crimes Cibernéticos dera 48 horas, contadas desde segunda-feira (7/8), para que a Google Brasil informasse quais dos 3.261 álbuns de fotografia do Orkut com conteúdo bloqueado por usuários denunciados pela ONG Safernet continham fotos de pornografia infantil.

Procurado pela reportagem de Última Instância, o advogado Ricardo Barreto, que representa a Google, afirmou por meio de sua secretária que "o caso será tratado no devido movimento".

A publicação, em qualquer mídia, de imagens de pornografia com crianças e adolescentes é crime previsto pelo artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente. A pena é de 2 a 6 anos de prisão. Entretanto, o novo recurso de privacidade criado pelo Orkut, da Google, impede o acesso do Ministério Público e da polícia a tais álbuns, impedindo a investigação do delito e, portanto, garantindo a impunidade dos autores.

A ONG Safernet Brasil, por meio do site http://www.denunciar.org.br (canal oficial de denúncias conveniado ao MPF) recebeu denúncias contra 3.261 diferentes álbuns de fotografias fechados do Orkut. Estes álbuns estão, na maioria das vezes, em perfis falsos feitos por pedófilos para divulgar álbuns de fotos com esse tipo de conteúdo.

Com os álbuns fechados, apenas pessoas autorizadas pelo criador da página acessam as fotos, criando um ambiente para troca dessas imagens entre pedófilos. Mas os usuários do Orkut percebem que tipo de conteúdo há nesses álbuns e os denunciam, já que a página principal desses perfis geralmente são ilustradas com fotos de crianças nuas.


Google apresenta quatro medidas contra crimes no Orkut

O Google Brasil apresentou nesta quarta-feira (09), na Comissão parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia do Senado, quatro medidas para coibir os crimes de internet no site de relacionamentos Orkut. A empresa norte-americana vai reforçar equipe e estrutura no Brasil e promover encontros entre os órgãos daqui e do exterior para troca de experiências na área. "A colaboração com as autoridades vai ficar mais rápida, pois teremos uma solução completa, com gente e tecnologia", disse o diretor de Comunicação da companhia, Félix Ximenes. Todas as medidas entram em prática até 1º de julho.

A empresa ainda comprometeu-se, diante dos parlamentares, a preservar dados de acesso, os chamados "logs", por no mínimo seis meses. Em caso de denúncia de crimes contra os direitos humanos, a página com os abusos deve ser tirada do ar, mas preservada no servidor do Google para servir de prova às investigações do Ministério Público (MP) e da Polícia Federal (PF). "É uma decisão que pode ser aplicada quase que imediatamente", disse. "E que ajudará muito a apuração dos crimes.

O Google trabalha ainda no desenvolvimento de uma ferramenta tecnológica para filtrar as imagens que são publicadas no site, antes que elas entrem no ar, impedindo a veiculação de conteúdo impróprio. "Isso requer uma sofisticação maior do que os filtros de texto, mas o trabalho está evoluindo", afirmou o diretor de Comunicação.

Segundo Ximenes, a empresa estudava essas propostas desde o ano passado. "Não foi uma decisão tomada de ontem para hoje", disse. O trabalho ganhou força quando a filial brasileira deixou de ser apenas um escritório comercial e ganhou uma equipe jurídica própria. "Isso nos permitiu uma atuação mais forte no Brasil, por isso temos colaborado mais com a Justiça.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Clipe do Cansei de Ser Sexy vira campeão do YouTube e gera suspeita

da Folha Online

Quem já entrou no YouTube alguma vez na vida provavelmente já assistiu ao vídeo "The Evolution of Dance"(video abaixo), no qual o norte-americano Judson Laipply dança em diversos ritmos por seis minutos. Ele foi durante meses o mais visto no site. Não é mais, graças a um clipe com a música "Music is My Hot Hot Sex" da banda paulistana Cansei de Ser Sexy feito por um fã da Itália.


Paulo Fehlauer/Divulgação



Cansei de Ser Sexy encabeça a lista de mais vistos do site YouTube, do Google

O link atingiu neste mês a "pole position" da corrida por audiência no portal (o ranking em questão é o internacional). Enquanto o vídeo da banda brasileira entrou no ar em abril de 2007, as imagens do dançarino nos EUA chegaram um ano antes. Para atingir a primeira colocação nos mais vistos da história da lista, o clipe precisou acumular algo em torno de 265 mil pageviews por dia.

O fato é tão surpreendente que levantou suspeitas na internet. Blogueiros e internautas que comentam no link do vídeo dizem que o "ibope" do YouTube está "maquiado" e tentam descobrir o que estaria por trás da arrancada do grupo.

O vídeo do CSS atingiu 89 milhões de acessos desde sua postagem. No entanto, não aparece entre os cem mais vistos deste mês e possui cerca de 4.700 comentários --muito pouco para o tanto de acessos que registra. Laipply e suas danças despontam com 77 milhões de cliques e 122 mil comentários.

Segundo a assessoria de imprensa do Google, responsável pelo portal de vídeos, a audiência é legítima. "Tanto o CSS quanto seus fãs são bastante ativos no site", afirma. No ano passado, a banda teve sua música vinculada em uma propaganda conjunta da Nike e da Apple nos Estados Unidos, o que poderia ter contribuído para o sucesso na internet.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da banda, que respondeu: "Essa semana eles entraram na etapa final de gravações do segundo CD e estão extremamente sem tempo para responder entrevistas."

Veja o Clip Cansei de Ser Sexy - Music is My Hot Hot Sex

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Paquistão bloqueia YouTube por vídeos contra o islamismo

Redação Portal IMPRENSA

As autoridades do Paquistão bloquearam na última sexta-feira, 22, o acesso ao YouTube, devido a uma suposta divulgação de vídeos antiislâmicos postados no site. Os 70 provedores de internet do país não não permitem o acesso ao site de compartilhamento de vídeos até nova orientação.

O governo não especificou qual foi a ofensa publicada, mas um representante da Pakistan Telecomunication Authority (PTA) afirmou que a medida ocorreu por conta de trechos de um filme do holandês Geert Wilders - ainda não lançado - , que mostrará a religião islâmica como sendo fascista e que incitaria a violência contra mulheres e homossexuais.

Um representante da PTA, que preferiu não ser identificado, afirmou que o órgão do governo também bloqueou sites com desenhos do profeta Maomé publicados originalmente em um jornal europeu em 2006 e republicados na semana passada.

Com infomações da Associated Press.

A imagem “http://atlasshrugs2000.typepad.com/atlas_shrugs/images/muhammedwesterga_1.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

'Folha' x Universal: outra polêmica envolvendo a imprensa

Por Carlos Castilho, no Observatório da Imprensa

Mais uma briga de cachorro grande na mídia brasileira. E mais uma vez o leitor fica ao sabor dos acontecimentos, porque o que está sendo publicado é apenas uma parte da questão. Tanto um lado como o outro têm estratégias bem definidas e objetivos claros.

Só que os objetivos não têm nada a ver com questões religiosas e nem preocupações com a informação do leitor. Tanto a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) como os jornais que publicaram reportagens sobre os negócios do bispo Edir Macedo estão preocupadas mesmo é com as conseqüências financeiras da polêmica.

A Iurd está preocupada com os efeitos que as denúncias da Folha, bem como dois outros jornais - um do Rio e outro da Bahia -, possam ter nas parcerias corporativas necessárias para a expansão do império econômico fundado pelo bispo Macedo.

Por seu lado, a Folha e os demais jornais temem que a onda de processos judiciais contra a jornalista Elvira Lobato e os repórteres Bruno Thys (jornal Extra, RJ) e Walmar Hupsel Filho (A Tarde, BA), autores de três reportagens diferentes, acabe saindo muito caro em indenizações e custos judiciais.

A estratégia de ambos os lados é esgrimir o conceito de liberdade: a religiosa e a de imprensa. São dois argumentos de peso em matéria de estratégia de marketing político, mas frágeis em termos de conteúdo. As reportagens não ameaçam a liberdade religiosa no país, no máximo os negócios do bispo Macedo, da mesma forma que as ações judiciais interpostas por fiéis da Iurd não ameaçam as liberdades da imprensa e de informação.

Enquanto isto, os leitores (pelo menos os do Observatório) fazem uma leitura diferente da questão. Não mostram simpatias com a Igreja Universal, mas também não poupam a imprensa. Muitos fazem uma ligação entre o episódio Iurd/Folha com a polêmica Nassif/Veja.

É impossível saber se os leitores que postam comentários na página do Observatório podem ser considerados representativos ou não da blogosfera brasileira. Não há pesquisas sobre isto. O que se pode ver é que também noutros sites, como o Comunique-se e o Blog do Noblat, uma boa parcela de leitores não está comprando, incondicionalmente, a versão dos jornais, e nem está apoiando o bispo Macedo.

Isto mostra que um segmento do público leitor brasileiro começa a dar sinais de maturidade para experimentar fórmulas colaborativas de produção de informações, uma das grandes inovações introduzidas pela Web.

Este caso da polêmica entre a Iurd e três jornais brasileiros pode servir de aprendizado inicial para quem desejar testar a nova modalidade de produção de noticias. Claro que cada leitor tem sua posição. O problema não é ter opinião, e sim oferecer novos fatos, dados e notícias sobre situações que conhecemos pouco, para que este material possa ser transformado em informação por meio da interação entre os protagonistas.

Os leitores já devem ter visto que a fase do bate-boca cansa rapidamente e geralmente cria mais dissidências do que comunidades. Por que então não experimentar deixar de lado a paixão e preocupar-se com a realidade, porque é o conhecimento dela que nos está faltando há muito tempo? A Web nos dá esta possibilidade de produzir informação.

A proibição dos games violentos

Responsável pelo “boom” das lan houses em todo o mundo, o Counter-Strike deixou de ser “mania” há um bom tempo, mas está de volta à ordem do dia após a proibição imposta em janeiro deste ano

A polêmica vem à tona sempre que uma decisão como a do juiz mineiro Carlos Alberto Simões de Tomaz proíbe a venda de determinados games no mercado brasileiro – jogos como Carmageddom e Duke Nukem 3D já enfrentaram processos semelhantes na justiça. Agora a bola da vez são os games Counter Strike e Everquest, “banidos” após uma resolução da 17º Vara Federal do Estado de Minas Gerais (válida em todo o território nacional) segundo a qual eles seriam “nocivos à saúde dos consumidores”.
Como era de se esperar, a proibição causou revolta entre os maiores adeptos desse tipo de entretenimento, os jovens.