Mostrando postagens com marcador Imprensa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Imprensa. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Quem é o dono de uma entrevista?

Quem é o dono de uma entrevista?

Em outubro do ano passado dei uma entrevista por email para um aluno de faculdade de jornalismo e, ao finalizar, perguntei se poderia reproduzir o texto aqui no Código. A resposta foi negativa, fiquei meio confuso mas só dois meses depois é que dei conta de todas as implicações da questão.

Por Carlos Castilho*
Agora em dezembro, o jornalista inglês Paul Bradshaw reproduziu uma experiência pessoal quase idêntica e que tem a ver com uma nova situação criada pela internet na controvertida questão do direito de autoria. Trata-se de uma polêmica que ainda vai dar muito pano para manga.

Tudo porque estão em jogo duas visões diferentes sobre um mesmo fato, ou situação. O entrevistado acha que é o dono de tudo porque afinal de conta as idéias, reflexões, experiências, percepções e opiniões são fruto de sua realidade pessoal. Já o jornalista está convencido de que a partir do momento em que ele colocou no papel ou transmitiu pela rádio e TV, ele passa a ser o proprietário dos direitos autorais do produto final, mesmo citando as fontes.

As duas partes esgrimem argumentos lógicos. O entrevistado por razões óbvias, já que ele só foi consultado porque acumulou um conhecimento fruto de seu trabalho pessoal. Se ele publicar tudo num livro, ele tem os direitos absolutos sobre a obra.

Já o repórter justifica sua negativa de reprodução alegando que ele o dono das perguntas, da idéia da entrevista e principalmente de sua edição, o que configuraria uma obra com características próprias e também pessoais.

Esta questão do direito de publicação pelo autor de entrevistas ou declarações dadas a terceiros está se tornando cada dia mais importante porque, além da autoria, também está em jogo o problema do contexto. O jornalista faz entrevistas que depois podem ser usadas em contextos informativos bem diferentes dos imaginados pelos entrevistados.

Assim, por exemplo, cresce a cada dia o número de órgãos governamentais que publicam em seus sites corporativos entrevistas e comunicados distribuídos à imprensa em geral. O caso do blog da Petrobras ainda está na memória de todos nós, em especial a reação dos grandes jornais brasileiros.

Grande parte da dimensão adquirida pela questão é uma conseqüência do desejo de ter o controle sobre conteúdos informativos, seja pelo entrevistado ou pelo entrevistador. Desejo este que pode ter motivações econômicas ou políticas.

No meu caso era o de disponibilizar para os leitores do Código uma reflexão que produzi para um estudante de jornalismo preparando o seu trabalho de conclusão de curso e que provavelmente seria lida apenas pela banca examinadora.

Enquanto a questão for vista pelo lado do controle e de seus interesses implícitos vai ser quase impossível chegar a um denominador comum. Há até a possibilidade de situações esdrúxulas como o repórter ter o direito sobre as perguntas e o entrevistado sobre as respostas. É algo kafkiano porque numa entrevista - seja ela escrita, em áudio ou em vídeo - é impossível separar as partes.

É por isto que cresce a cada dia a percepção de que, pelo menos no caso de uma entrevista, ninguém teria direito a nada. O entrevistado porque esta dando um esclarecimento ao público e não ao repórter. Este, por seu lado, assume na função jornalística, o papel de representante do leitor, ouvinte ou espectador.

Se tomarmos o público como referência, a polêmica deixa de existir porque tanto o entrevistado como o entrevistador estão prestando um serviço a terceiros. Mas como a maioria dos jornalistas assume que é dono daquilo que publica, as fontes de informação começam a reivindicar o mesmo direito na medida em que descobrem que também podem publicar o que querem na internet. Daí o impasse.

* Carlos Albano Volkmer de Castilho é jornalista com mais de 30 anos de experiência em rádio, jornais, revistas, televisão e agências de notícias, no Brasil e no exterior. Escreve para o Observatório da Imprensa.

Fonte: Observatório da Imprensa
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=6&id_noticia=122309

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A Indústria Cultural no Brasil

A Indústria Cultural no Brasil

Sempre que ligo a TV, ou acesso a internet, só pra citar uns dos meios de comunicação que mais acesso, ao acessá-la recebo, em média, cerca de 300 propagandas de boa e má qualidade, ofertando produtos dos mais diversificados, desde roupa de cama, eletro doméstico, automóveis, alimentos, bebidas, cigarros, apetrechos de pesca. Falar em indústria cultural é ligar uma característica específica proveniente do mundo capitalista, criado por Theodor W. Adorno em meados do século XX.
O presidente lula, nessa semana, relatou de forma crítica, que há “ausência de conteúdos educativos nos meios de comunicação. "Qual é a quantidade de minutos educativos nos meios de comunicação? “É muito pouco porque o interesse é evidentemente comercial”, relatou o presidente.
Ele tem toda razão. Com exceção da TV Cultura e alguns poucos programas vinculados por alguns órgãos de comunicação, não há, por parte desses, um compromisso sério em relação ao programa educacional no Brasil. Alguns até desconhecem que existam tais programas. Nessa semana li um artigo que negava tal existência, equívoco perdoado pelo fato do escrito não ser da área. Então qual seria a explicação, sendo que os órgãos de comunicação funcionam mediante concessão do governo federal? Consequentemente precisam atender algumas exigências para que continuem ativos e possam renovar sua concessão?
Podemos conceituar a Indústria Cultural em empresas que têm por objetivo oferecer, propagar, divulgar produtos nos canais competentes como TV, jornais, rádios, revistas e internet atendendo os ditames do capitalismo que é o lucro. Esse conceito - Indústria Cultural – serviria para definir a inversão da cultura em mercadoria. O conceito nada tem a ver com os veículos ou meios de comunicação que citei, mas ao uso dessas tecnologias pelo capital. A ideologia cultural passa a ser guiada pela necessidade de consumo e de lucro capitalista guiados pelo mercado.
Segundo informações dos sites oficiais do governo federal (Ministérios das Comunicações) existem atualmente no Brasil, em torno de mil estações de rádio e mais de 75 de televisão, representando 37 milhões de aparelhos receptores de rádio o que nos leva a refletir em torno de uma audiência de 60 a 90 milhões de brasileiros.
Na imprensa escrita são aproximadamente 290 jornais diários, e outros que estão sendo liberados essa semana pelo governo podendo alcançar cerca de 5 milhões de leitores.
Portanto, a Indústria Cultural no Brasil escamoteou os interesses e/ou as expectativas de um projeto hegemônico para a educação do país em nome dos interesses do capital, inclusive com a participação de alguns setores ligados à própria educação, seja privada ou até mesmo pública.
Nas escolas, as propagandas tomaram conta dos corredores com a conivência daqueles que deveriam preservar pelo processo estão – de maneira consciente ou inconsciente – contribuindo cada vez mais pela banalização de tal sistema. Os muros das escolas estão sendo loteados, alugados em nome de melhorias estruturais que deveriam ser de responsabilidade dos governos estaduais, federal e municipal, com as mais diversificadas propagandas comerciais.
Podemos refletir que no Brasil a Indústria Cultural implementa um projeto de divulgação dos interesses capitalistas banalizando os valores sociais e culturais que deveriam ser preservados, não se importando com os resultados que possam surgir desse modelo. Não há regras claras que definem tais liberdades, e quando são propostas pelo governo federal são barradas pelo bloco de defesa no Congresso Nacional.
Os programas denominados de Reality Show é um dos exemplos desse processo, fazendo a população crê que participa quando o que está por traz de todo aquele teatro é a venda dos produtos e marcas patrocinadoras.
Para Adorno, “o homem, nessa Indústria Cultural, não passa de mero instrumento de trabalho e de consumo, ou seja, objeto. O homem é tão bem manipulado e ideologizado que até mesmo o seu lazer se torna uma extensão do trabalho”. (ADORNO, Theodor W. Textos Escolhidos. Trad. Luiz João Baraúna. São Paulo: Nova Cultural, 1999).

Pedro Antonio Agostinho é professor de história na rede pública em Mato Grosso do Sul, cidade de Três Lagoas

http://www.jptl.com.br/?pag=capa
Jornal do Povo de Três Lagoas

Benjamin, que acusou Lula de “subjugar” sexualmente colega na prisão, tem nomeação contestada

Educativa irá “rever” a situação de César Benjamin

O “diretor-presidente” da emissora pode ser remanejado para outro cargo
Publicado em 02/12/2009 | Euclides Lucas Garcia
Benjamin acusa o presidente Lula de ter tentado “subjugar” sexualmente um colega de cela quando esteve preso em 1980
“O César deveria procurar tratamento, aquilo foi de uma agressividade descabida. Mas agora me pergunte: o que você acha da patifaria que a Folha fez publicando isso? Eu acho terrível.”
Depois da descoberta de que o cientista político e editor carioca César Benjamin é funcionário comissionado do governo do estado, a Rádio e Televisão Paraná Edu­­­cativa (RTVE) admitiu ontem a possibilidade de remanejá-lo nos quadros da emissora. Apesar de não mencionar uma possível demissão, membros do governo mostraram-se desconfortáveis com a publicação do artigo em que Benjamin acusa o presidente Lula de ter tentado “subjugar” sexualmente um colega de cela quando esteve preso em 1980.

De acordo com a lista dos servidores estaduais publicada no site da Secretaria Estadual da Administração, Benjamin ocupa o cargo de diretor-presidente da RTVE e recebe salário de aproximadamente R$ 5 mil, apesar de viver no Rio de Janeiro. Já Marcos Batista, que é quem responde formalmente pela direção da emissora, figura como secretário de Estado, por atuar como assessor especial do governador Roberto Requião (PMDB).
Polêmica

Batista disse ontem que a RTVE está “revendo a situação” de Benjamin. “Parece que caiu o mundo na cabeça dele. Ainda estamos tentando entrar em contato com ele”, declarou. Em relação à contratação de Benjamin para prestar “serviços profissionais especializados” ao governo estadual, Batista afirmou que o trabalho está sendo feito. De acordo com o Diário Oficial de 8 de dezembro de 2005, o cientista político e editor carioca foi contratado para a produção de dez documentários de “caráter histórico-cultural e educativo sobre o Brasil”. “Ele (Benjamin) está preparando os documentários. Serão sobre personagens tipicamente brasileiros e irão ao ar na TV (Educativa) quando forem concluídos”, garantiu Batista.

Em entrevistas à Gazeta do Povo na última segunda-feira, Batista e o governador alegaram que Benjamin é funcionário da RTVE e trabalha como comentarista de política, economia e história, além de atuar em projetos de programas especiais. Segundo Batista, ele foi alocado no cargo de diretor-presidente da emissora porque essa era a única vaga disponível, já que o próprio (Batista) exerce a presidência da emissora, mas está nomeado como secretário.

Ontem, pelo segundo dia consecutivo, a reportagem tentou localizar Benjamin, mas ele não retornou aos pedidos de entrevista.

Repetição

Essa não é a primeira vez em que contratações da RTVE são questionadas. Em setembro deste ano, a Justiça Estadual considerou nulo o Decreto Estadual 2.939 que permitiu a contratação, em 2004, de 172 funcionários para a emissora sem concurso público. De acordo com a decisão judicial, a atitude “fere a moralidade e a impessoalidade, sendo, pois, inconstitucional”. O governo do estado, que recorreu da decisão e aguarda posicionamento da Justiça sobre o pedido de efeito suspensivo, alegou, na época, que as contratações temporárias eram uma forma de “buscar soluções menos traumáticas para solução dos problemas da RTVE”.

Em outra decisão, o Tribunal de Contas do Paraná impugnou despesas da emissora referentes a 2004 e determinou a devolução de cerca de R$ 26 mil aos cofres públicos. O valor – parte dele gasto sem nota fiscal – se refere ao pagamento de viagens a pessoas que não tinham vínculo com a RTVE.

Repercussão

Requião nega demissão de cientista político

André Gonçalves, correspondente

Brasília - O governador Roberto Requião (PMDB) disse ontem que sabia que o cientista político César Benjamin mora no Rio de Janeiro, apesar de ser funcionário comissionado do governo do estado.

“Benjamin faz comentários, trabalha para a televisão.” Requião disse que ele não ocupa um espaço específico na programação e negou que ele ocupe a função de diretor-presidente. “Ele tem um cargo DAS-1 (símbolo de cargo comissionado) e você sabe bem disso.”

Benjamin teve destaque depois da publicação, na última sexta-feira, de um artigo no jornal Folha de S. Paulo em que afirmou que o presidente Lula tentou “subjugar” sexualmente um companheiro de cela quando foi preso, em 1980. Requião criticou o texto. “O César deveria procurar tratamento, aquilo foi de uma agressividade descabida. Mas agora me pergunte: o que você acha da patifaria que a Folha fez publicando isso? Eu acho terrível.” Ele disse que não pretende demitir o cientista político.

Governistas barram pedido de explicação sobre nomeação

Publicado em 02/12/2009 | Kátia Chagas

Os deputados de oposição tentaram aprovar ontem um requerimento cobrando explicações do governo sobre a nomeação de César Benjamin como diretor-presidente da Rádio e Televisão Educativa do Paraná (RTVE), mas a bancada governista derrubou o pedido de informações por 21 votos a 7.

Para a oposição, há muita controvérsia em torno da contratação. Os deputados querem saber se ele cumpre expediente no governo. Benjamin vive no Rio de Janeiro. “Afinal, onde reside o Benjamin e que tipo de serviço ele presta?”, questionou o líder da oposição, Elio Rusch (DEM).

Os deputados também pesquisaram o Sistema de Infor­­mações Organizacionais do Poder Executivo, no site da Casa Civil, onde consta que o diretor-presidente da RTVE é Marcos Antonio Batista. Mas, no site da Secretaria da Administração, Batista aparece como secretário de estado e Cesar Benjamin como diretor-presidente da emissora. “Queremos saber por que existem dois cargos de direção com simbologias diferentes e qual a função de cada um”, disse Rusch.

Decretos

O líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), en­­tregou para a oposição os decretos de nomeação dos dois, nos quais ambos aparecem como “diretor-presidente” da Edu­­cativa. O que muda é o salário e a simbologia dos cargos de cada um. Segundo o Decreto 2.597, César Benjamin foi nomeado no dia 8 de maio de 2008, no lugar de Algaci Tulio, para exercer um cargo DAS-1 na RTVE.

No caso de Marcos Batista, o Decreto 53 mostra que a nomeação do jornalista foi feita em 1.º de fevereiro de 2007 para exercer o cargo de diretor-presidente da RTVE, simbologia AE-1. O mesmo documento exonera Batista “do cargo de diretor-presidente – símbolo DAS-1”.

Segundo Romanelli, não há duplicidade de cargos, mas um erro no site oficial em relação à função dos dois. Marcos Batista não é secretário de Estado, é o diretor-presidente, e Cesar Benjamin entrou no lugar de Algaci Tulio no cargo DAS-1 que sobrou na estrutura da RTVE, disse o deputado.

O líder do governo declarou ainda que considerou “absurda” a declaração de Benjamin envolvendo o presidente Lula, mas que ele é um “intelectual de grande porte que presta consultoria ao governo”. Só não detalhou que tipo de serviço é prestado.

http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=950487&tit=Educativa-ira-rever-a-situacao-de--Cesar-Benjamin

Gazeta do Povo

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Globo não deu pesquisa com popularidade recorde de Lula

Globo não deu pesquisa com popularidade recorde de Lula

Leitores escrevem para confirmar: o Jornal Nacional de terça-feira, mais uma vez, divorciou-se da notícia. A Globo não deu a pesquisa CNT/Sensus, em que Lula — apesar da crise econômica — bate recorde de popularidade (84%).

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador

Isso é notícia em qualquer lugar do mundo. Menos na Globo.

Confirmei o fato, também, com algumas boas fontes que mantenho na Redação da TV Globo. Uma dessas pessoas disse-me que é escancarada a intenção de favorecer Serra, especialmente na cobertura dos telejornais locais em São Paulo.

Como escrevi há pouco, nada mais me espanta nas atitudes de Ratzinger (Ali Kamel) — o agente das sombras do jornalismo global.

Ele deve ter baixado uma espécie de bula papal, proibindo a divulgação da pesquisa nas Organizações(!) Globo. Aos editores, coube apenas curvar-se, em silêncio obsequioso.

O Jornal da Globo (aquele que vai ao ar no começo da madrugada) também não publicou nada. E o jornal O Globo trouxe uma pequena referência à pesquisa CNT/Sensus, na capa desta quarta-feira (04/02/2008), mas em vez de destacar a popularidade de Lula, preferiu manchetar: “Dilma sobe e Serra lidera”.

O fato é estranho, mesmo para os padrões jornalísticos de Ratzinger.

Talvez haja algo se movendo nos bastidores das comunicações do país.

Se a idéia fosse apenas esconder a notícia, o “normal” seria a TV Globo dar uma nota, discreta, sobre a pesquisa lá pelo meio do JN. Mas, ao ignorar a notícia solenemente, talvez tenha mandado um recado ao Palácio do Planalto.

Digo isso porque outro fato estranho ocorreu no último fim-de-semana. Vocês viram o anúncio publicado pelo SBT em jornais e revistas de todo o país? Parece um recado no sentido oposto: “Presidente, estamos com o senhor, não torcemos contra”. Sílvio Santos procura ocupar espaço, como a dizer: “não somos como a turma lá do Jardim Botânico”.


O SBT sabe que a animosidade da Globo contra o governo Lula cresceu? Há motivos políticos, ou há também uma luta pela distribuição das milionárias verbas publicitárias controladas pelo governo?

Ou o Sílvio Santos ficou sabendo antes da pesquisa, e quis pegar carona na popularidade de Lula?

Vejam: estou apenas testando hipóteses.

O que Lula e Dilma vão fazer diante disso? Provavelmente, nada.

Lula, como eu já disse num outro texto, às vezes lembra mais Jango do que Vargas.

Cabe a nós, ao menos, espalhar pela internet o que se passou nesse caso. Mais um episódio didático, a apontar como atua boa parte da “grande imprensa” no Brasil. É uma imprensa cada vez mais minúscula.

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=50656

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Globo prejudica capital mato-grossense para a copa 2014

Reportagem da ''Bobo'

Twitter.com

Reportagem da Rede globo televisão, carinhosamente chamada pelo Zé Carioca –personagem da Walt Disney - de rede bobo, mostrada ontem no fantástico, mostrando uma quadrilha de menores, que supostamente atuaria em Cuiabá, é uma ducha de água fria nas pretensões a capital mato-grossense a sub-sede da copa do mundo de 2014. Apesar de os menores mostrados na matéria já estarem em liberdade, a bobo preferiu não comentar o fato na sua totalidade. Detalhe: cópia da reportagem já estariam sendo distribuidas para representantes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e para os emissários da FIFA. Alias, seria articulação do grupo Zahran para levar a sub-sede da copa para Campo Grande.

Da Redação
http://www.olhardireto.com.br/colunas/coluna.asp?cod=18989

Mídia, demos e a tragédia da Renascer - TV Globo esconde a sujeira

Mídia, demos e a tragédia da Renascer
Twitter.com
Por Altamiro Borges - de São Paulo

O sempre atento Nivaldo Santana, vice-presidente da CTB e ex-deputado estadual, postou no seu blog uma notinha reveladora do caráter da mídia. “O Bispo Gê Tenuta, o responsável pela Igreja Renascer, já foi deputado estadual e hoje é suplente de deputado federal pelo DEM/SP. Parece, inclusive, que vai assumir o mandato. Não vi uma única linha que tocasse nesta condição política do religioso. A mídia não quer associar a tragédia, que resultou na morte de nove pessoas, com a prefeitura. Kassab e Bispo Gê são do mesmo partido. Tanto a prefeitura como os responsáveis da igreja descuidaram de itens essenciais à segurança dos fiéis”, registra o texto “empresário da fé”.

A manipulação da mídia, como alerta Nivaldo, é realmente impressionante. Se o tal bispo tivesse apoiado Marta Suplicy na eleição paulistana, com certeza o vínculo seria manchete dos jornalões e das revistas. O “colunista” Arnaldo Jabor, cuja esposa, Suzana Villas Boas, presta assessoria ao governador José Serra, teria feito suas gracinhas na TV Globo. Mas como o líder evangélico é do demo (ex-PFL), nem a sigla partidária aparece quando citam seu nome. As imagens de Kassab e Bispo Gê juntos em campanha sumiram do ar. Talvez nem as centenas de pessoas soterradas nos escombros do prédio inseguro da Igreja Renascer façam a devida ligação bispo-prefeito-demos.

TV Globo esconde a sujeira

A Renascer fez ativa campanha para Gilberto Kassab, apadrinhado do presidenciável José Serra. Engajado na campanha, o diretor-executivo de jornalismo da TV Globo, Ali Kamel, deu até uma trégua na guerra liderada pela emissora contra as igrejas evangélicas. Para livrar a cara do demo, ela deixou de alardear a prisão, nos EUA, dos fundadores da igreja, Sônia e Estevam Hernandes, acusados de desvio ilegal de dinheiro. Também abafou as investigações que apontaram Fernanda Hernandes, filha dos fundadores da Renascer, como “funcionária fantasma do deputado estadual Geraldo Tenuta, conhecido como Bispo Gê”, segundo relato do casal global no Jornal Nacional.

Para interferir na batalha eleitoral, a mídia deixou de lado a “imparcialidade” nas apurações das irregularidades da Igreja Renascer – inclusive as que denunciaram o uso indevido de entidades assistenciais para enriquecer a instituição “religiosa”. Faz o mesmo agora, diante dos escombros do prédio e dos nove mortos, omitindo as relações do Bispo Gê com o DEM e o prefeito reeleito da capital paulista. A cada dia que passa, a mídia hegemônica se transforma no principal partido da direita no Brasil. O que ela chama de cobertura jornalística é, de fato, manipulação política.

Aero-Yeda e o silencio midiático

Outro caso emblemático desta distorção é o tratamento dado pela mídia à compra de um jato para governadora do Rio Grande Sul, Yeda Crusius. A tucana, que chafurdou o governo em inúmeros casos de corrupção, anunciou a aquisição do avião executivo orçado em US$ 26 milhões. Diante das críticas, ela rebateu: “Podem chamá-lo de Aero-Yeda, de Queen Air, do que quiserem”, em mais uma prova de inabilidade e arrogância políticas. A mídia, porém, parece que inocentou a governadora. Na Folha de S.Paulo foram publicadas apenas três notinhas, não houve destaque no Jornal Nacional. Bem diferente do escarcéu promovido contra o chamado “Aero-Lula”.

Até o blogueiro Ricardo Noblat estranhou as reações diante desta nova aquisição. “Quatro anos depois de criticar duramente o governo do presidente Lula pela compra do Airbus presidencial, integrantes do comando do PSDB se esquivaram de comentar a decisão da governadora do Rio Grande do Sul, a tucana Yeda Crusius, de também adquirir um jato para vôos internacionais”. O blogueiro, que também é colunista do jornal O Globo, só não criticou o vergonhoso silêncio da mídia hegemônica – por motivos óbvios.

Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB - Partido Comunista do Brasil, autor do livro Sindicalismo, resistência e alternativas (Editora Anita Garibaldi)
http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=149337

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Globo ataca Lula e inventa desemprego em massa

Globo ataca Lula e inventa desemprego em massa

Serei curto e grosso. O programa Fantástico, da Rede Globo, veiculou, neste último domingo, pouco depois das 22 horas, um quadro sobre “como agir diante do desemprego”, no qual fez dois fortes ataques ao presidente Lula, ainda que dissimulados, e promoveu o maior alarmismo social que já assisti em minha vida numa televisão aberta, e num horário que permitiu àquele absurdo atingir dezenas de milhões de famílias brasileiras.

Por Eduardo Guimarães, no blog Cidadania.Com

O quadro começa com a apresentadora do programa dizendo que, “O que era para ser marolinha, virou tsunami”. Em seguida, um “especialista” diz que, “ao contrário do que dizem as autoridades, a crise é nossa, também”, insinuando que haveria culpa do governo Lula pela crise. Além disso, a reportagem mostrou cenas tristes de pessoas demitidas, cenas que mesmo nos momentos de maior euforia econômica de um país, sempre serão tristes.

A reportagem apresentou uma redução na criação de vagas em novembro e o aumento de demissões em dezembro como provas da crise de desemprego em massa que teria se abatido sobre o país. Escondeu que o número de 40 mil vagas em novembro não foi perda, mas diminuição na CRIAÇÃO de vagas, e que as 600 mil vagas que mencionou em dezembro não são a diferença entre admissão e demissão de empregados, mas o número total dos que perderam emprego. O saldo de demissões e admissões seria uma fração desse número.

Bem, não há muito mais o que dizer. À esta altura, dezenas de milhões de famílias estão achando que há uma terrível crise de desemprego em massa no Brasil. O mercado de carros novos será o mais afetado. O Fantástico recomendou que esse tipo de compra seja postergada e, como se sabe, o que poderia suspender as demissões na indústria automobilística seria o aumento do consumo que começou a ocorrer depois de medidas do governo como suspensão do IPI dos carros novos.

O Fantástico não deu voz a nenhuma das “autoridades” que criticou e ainda escondeu os relatórios animadores de organismos multilaterais como o FMI, o Banco Mundial ou a OCDE que colocam o Brasil como a economia mais preparada do mundo para enfrentar a crise. Enfim, o objetivo foi sonegar informações ao público, gerar desmoralização do governo Lula e pânico entre a população. Tudo pela menor crise de desemprego da história, que inclusive ocorre no momento em que o nível de emprego no Brasil está em seu patamar mais alto.

Nós mesmos, pouco podemos fazer. Estamos falando de um programa da Globo que é campeão de audiência há quase 40 anos. Nessa noite desse programa nefasto, dezenas de milhões de brasileiros terão ido dormir ansiosos, preocupados e até desesperados, e por muito pouco.

Só há uma pessoa neste país que pode dar uma resposta a esse verdadeiro ato de terrorismo: Luiz Inácio Lula da Silva.

Se Lula, agora, não tomar uma atitude dura, se não mostrar que pretende enfrentar tentativas, não de sabotagem política, mas de literal sabotagem da economia de todo um país, será cúmplice de todos os danos que esse terrorismo de punhos de renda causar. O presidente Lula tem o dever de falar à nação em rede nacional de rádio e tevê e dizer claramente tudo que eu disse aqui, no mínimo. Se não fizer isso, este país estará frito.

Veja o que saiu no site do Fantastico

http://www.g1.com.br/fantastico

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL961476-15605,00-O+QUE+FAZER+NA+HORA+DO+APERTO+NO+TRABALHO.html



Que era apenas uma marolinha, virou tsunami.
A crise financeira que começou nos Estados Unidos já está tirando há muito tempo o sono dos brasileiros.

Em novembro do ano passado, o país perdeu 40 mil postos de trabalho. Em dezembro, o número de pedidos de seguro-desemprego aumentou mais de 50% no estado de São Paulo. O que fazer nessa hora de aperto?

“Foi de manhã. Eu estava na minha sala, trabalhando”, lembra o funcionário de mineradora Luiz Citty, que está desempregado.

“De repente chegou o nosso chefe com uma folha”, conta a metalúrgica
Silvânia Barbosa, desempregada.

“E falou que eu estaria dispensado”, diz Djoaquim Gomes Neto, outro funcionário de mineradora, também desempregado.

“A gente fica meio, meio sem...”, acrescenta Luiz Citty, funcionário de mineradora desempregado.

“Aí eu perguntei por que, e ele falou assim: ‘Não, isso é por causa da crise. A crise te pegou’", diz Joaquim Gomes Neto, funcionário de mineradora, desempregado.

“Já passamos da fase em que nossas autoridades insinuaram que a crise era dos outros. Todos nós já estamos convencidos de que a crise é nossa também”, lembra o consultor de carreiras Max Gehringer.

“Os números são muito, muito preocupantes”, alerta o economista da USP
Hélio Zylberstajn.

Mais pessoas estão pedindo seguro-desemprego e atrasando as dívidas.

“E de repente está batendo a insônia. Meia-noite, uma hora, pensando: ‘O que eu vou fazer? E a minha casa? E o meu quarto, que eu tanto sonhei?’", conta a metalúrgica Silvânia Barbosa.

Em novembro de 2008, o país perdeu 40 mil empregos formais.

“E agora dezembro a gente deve estar perdendo, segundo o governo, 600 mil vagas”, diz Hélio Zylberstajn.

Portanto, se você está preocupado com o seu trabalho, atenção para as dicas:

A primeira: não mude de emprego agora. Mesmo que você tenha bons motivos para mudar, seja paciente e aguarde a tormenta passar. Quando ocorrem demissões, os empregados mais recentes são os primeiros na fila dos demitidos, porque o custo da demissão é mais baixo.

A segunda: concentre suas energias em suas tarefas. A pior coisa que pode acontecer em um momento de crise é criar uma situação interna ruim, através de boatos e diz-que-diz.

E a terceira: não seja pessimista, mas não exagere no otimismo. Não é preciso deixar de comer ou de se divertir com a família, mas é prudente evitar fazer dívidas pesadas e de longo prazo.

Para Luiz, o corte no orçamento foi radical.

“Eu cancelei plano de saúde da minha mãe. Minha mãe tem 76 anos”, lembra Luiz Citty.

Luiz tinha 25 anos de serviço em uma grande mineradora em Itabira, Minas Gerais, empresa que demitiu 1,3 mil funcionários em todo o mundo.

“Eu sinto uma tristeza profunda. Acordo de manhã, não tenho nada o que fazer. Fico olhando para o tempo. É como se a gente fosse um material de desgaste. Desgastou, joga fora. É assim que estou me sentindo nesse momento”, Luiz Citty.

“Com essa crise agora, quem vai dar emprego a uma pessoa igual a mim? No meu caso tenho 49 anos”, questiona Joaquim Gomes Neto.

Joaquim trabalhava havia 30 anos na mesma mineradora de Luiz. Ele se sente frustrado por não poder bancar a festa de 15 anos da filha.

“Eu quero uma festa, só que eu não sei se vai poder fazer. Por causa agora que ele não trabalha mais”, conta Patrícia Adriely Gomes, filha de Joaquim.

O importante nesse momento é não se culpar.

“É um problema econômico, não se deprima, não desanime. Mantenha a esperança, a auto-estima, o bom humor e vamos à luta”, aconselha Hélio Zylberstajn.

E agora, uma dica para quem perdeu o emprego: depois de solicitar o seguro-desemprego, não fique parado. Surgir a possibilidade de um serviço temporário ou como autônomo, aceite, mesmo que seja em outro ramo de atividade.

Na hora de voltar a contratar, e essa hora chegará, as empresas vão dar preferência a quem não se deixou abater pela crise.

Mesmo obrigada a interromper a reforma da casa que divide com o filho, a nora e a neta de 3 anos na comunidade de Heliópolis, São Paulo, Silvânia não desanima.

“Não vou chorar. Se é uma crise, então a gente vai enfrentar a crise. Todo mundo vai enfrentar”, comenta Silvânia Barbosa.

A situação pode melhorar ainda este ano.

“A gente precisa ficar olhando o que vai acontecer com o pacote que o presidente Obama vai anunciar e pôr em prática. Se esse pacote der certo, eu acredito que no segundo semestre, mais para o final de 2009, nós vamos ter os primeiros sinais de alguma recuperação”, explica Hélio Zylberstajn.

Enquanto isso, a estratégia de entidades como a Fiesp, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, é negociar com sindicatos a redução de jornada de trabalho e salários em 25%. Uma proposta dentro da lei, mas polêmica, porque não tem qualquer garantia de estabilidade.

“Nós não estamos falando de garantia de emprego, porque isso não está na lei do país”, lembra o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

O melhor caminho em uma situação de crise seria a negociação de horários e salários mais flexíveis por um período determinado, vamos dizer seis meses. Seria bom para as empresas, que não teriam custos de demissão, e para os empregados, que manteriam o emprego.

Brasil gera mais de 1,45 milhão de empregos formais em 2008
Pagina principal / Negócios
20.01.2009
http://port.pravda.ru/busines/20-01-2009/25883-brasilempregos-0

Foram gerados 1.452.204 empregos formais no ano de 2008, o que representou um crescimento de 5,01% no estoque de assalariados celetista em relação a dezembro de 2007. Mais pessoas desfrutando de benefícios como 13º salário, férias remuneradas, FGTS e acesso ao seguro-desemprego. Em termos absolutos, este foi o terceiro melhor resultado da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado esta segunda-feira (19) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

Os recordes anteriores foram em 2007 (1.617.392 postos) e 2004 (1.523.276 postos). O desempenho mais modesto em 2008 reflete os efeitos negativos da crise financeira internacional sobre o mercado de trabalho, vislumbrados em outubro e confirmados nos meses de novembro e dezembro. No último mês do ano, foram fechados 654.946 postos. O Brasil possui hoje em estoque 30.418.394 trabalhadores formais, sendo que 7.720.972 postos só entre 2003 e 2008.

“Um momento de crise não é momento de retirar direitos dos trabalhadores. Precisamos chegar a um acordo que não prejudique os trabalhadores. O Brasil, que pertence ao contexto globalizado, sofreu em dezembro com a crise. Já conversei com o presidente Lula sobre novas medidas que poderão ser adotadas para defender os trabalhadores, que têm como foco a geração de emprego”, destacou o ministro Lupi.

Setores – Todos os setores apresentaram crescimento no nível de emprego em 2008. Em termos absolutos, Serviços, com o aumento recorde de 648.259 postos de trabalho (+5,67%), liderou a geração de postos com carteira assinada no período. Em seguida vêm os setores do Comércio (+382.218 postos; +5,91%); da Construção Civil (+197.868 postos; +12,93%) - resultado recorde da série do período e a maior taxa de crescimento dentre todos os setores -; e da Indústria de Transformação (+178.675 postos ou +2,55%).

A agricultura, ao responder pela elevação de 1,22% ou acréscimo de 18.232 empregos, apresentou um comportamento mais modesto, mas sinaliza a manutenção da trajetória de recuperação verificada em 2006 (+6.574 postos ou +0,45%), quando comparado ao mesmo período de 2005 (-12.878 postos ou -0,87%) e confirmada em 2007 (+21.093 postos ou +1,43%).

Regiões - Em termos geográficos, os dados mostram expansão generalizada do emprego. Nas grandes regiões verificou-se o seguinte comportamento: Sudeste (+840.299 postos ou + 5,21%), o segundo melhor resultado, superado pelo ocorrido em 2007 (+949.797 postos ou +6,25%); Sul (+275.363 postos ou + 5,12%); Nordeste (+203.617 postos ou +4,82%), a segunda maior geração de empregos, muito próxima do recorde registrado em 2007 (+204.310 postos ou +5,08%); Centro-Oeste (+106.351 postos ou +5,26%), o segundo maior saldo do período, menor apenas que o verificado em 2004 (+111.302 postos ou +6,48%) e Norte (+26.574 postos ou +2,20%).

Dezembro de 2008 - No mês de dezembro verificou-se redução de 654.946 postos de trabalho, queda de 2,11%, tomando como referência o estoque do mês anterior. Tradicionalmente, os dados do Caged evidenciam uma marcada sazonalidade negativa (entressafra agrícola, término do ciclo escolar, esgotamento da bolha de consumo no final do ano, fatores climáticos) no mês de dezembro, que permeia quase todos os subsetores de atividade econômica e estados.

Além dos fatores sazonais, o comportamento do emprego no mês de dezembro também é alimentado por fatores conjunturais que amenizam ou acentuam a sazonalidade negativa presente no mês. Em dezembro do ano passado, todos os subsetores e Unidades da Federação apresentaram declínios acentuados no nível de empregos. Em termos setoriais, a Indústria de Transformação (-273.240 postos ou -3,67%); a Agricultura (-134.487 ou -8,14%); os Serviços (-117.128 postos ou -0,96%) e a Construção Civil (-82.432 postos ou 4,55%) foram os principais setores responsáveis pelo declínio do emprego no mês. Quanto aos estados, os que mostraram as maiores quedas foram: São Paulo (-285.532 postos ou -2,74%), Minas Gerais (-88.062 postos ou -2,64%), Paraná (-49.822 postos ou -2,36%), Santa Catarina (-27.843 postos ou -1,78%) e Rio Grande do Sul (-27.678 postos ou -1,33%).

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
http://port.pravda.ru/busines/20-01-2009/25883-brasilempregos-0

Combate à crise
BB e Caixa vão exigir contrapartida de emprego em novos financiamentos públicos

Publicada em 20/01/2009 às 23h57m
O Globo
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/01/20/bb-caixa-vao-exigir-contrapartida-de-emprego-em-novos-financiamentos-publicos-754066532.asp

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinará, na quinta-feira, aos dirigentes do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal, que passem a exigir contrapartidas de geração e manutenção de emprego nos novos financiamentos públicos, mostra reportagem de Geralda Doca, na edição desta quarta-feira, do Globo. A contrapartida valeria mesmo para os recursos do Tesouro Nacional, com taxas de juros mais baixas que as cobradas pelo mercado, informou fonte do primeiro escalão do governo.

Em encontro de cerca de três horas com dirigentes das centrais sindicais , na segunda-feira, Lula, que está determinado a agir para evitar que o desemprego suba ainda mais, prometeu que as novas desonerações de tributos em estudo pelo governo terão como contrapartida a manutenção dos empregos. Ou seja, as empresas só poderão se beneficiar da redução de impostos e contribuições se garantirem que não demitirão pessoal. Lula avaliou como positiva a reunião com seis centrais sindicais.

Nos empréstimos com recursos do Fundo Amparo ao Trabalhador (FAT) e do FGTS, já existe uma orientação nesse sentido do Ministério do Trabalho. Porém, somente o BNDES estaria cumprindo a exigência. Agora, BB e Caixa também terão de seguir o exemplo. Além disso, deverá ser publicada nesta quarta-feira, no Diário Oficial da União, uma portaria com nomes do grupo de acompanhamento que vai fiscalizar a aplicação dos recursos dos dois fundos do trabalhador, juntamente com o compromisso dos tomadores com a geração de emprego.

Segundo interlocutores do Palácio, o presidente Lula teria ficado irritado com o ministro Guido Mantega porque a Fazenda não exigiu contrapartida de manutenção de empregos das montadoras ao conceder redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis .

terça-feira, 4 de novembro de 2008

CBN para de veicular spot do Sindicato dos Bancários de São Paulo

CBN para de veicular spot do Sindicato dos Bancários de São Paulo

A Rádio CBN (FM 90,5 e AM 780 kHz - São Paulo/SP) interrompeu a veiculação de um spot do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco (SP) e Região e de outras entidades ligadas a federações estaduais e ao Santander Banespa, na tarde desta sexta-feira (31/10).

No comunicado, o sindicato acusa o presidente mundial do Banco Santander, Emílio Botín, de promover demissões, devido à compra do Banco Real pelo Santander, que mantém o controle acionário do Banespa.

Segundo o diretor-geral do Sistema Globo de Rádio, Rubens Campos, a transmissão do comunicado, por cinco vezes, na manhã da sexta-feira (31/10), ocorreu por uma falha na área comercial.

"O informe da AFUBESP - Associação dos Funcionários do Grupo Santander, Banespa, Banesprev e Cabesp - foi ao ar na manhã de sexta-feira, 31/10/08, apesar de seu conteúdo estar em desacordo com as normas da área de operação comercial da Empresa", disse Campos.

O diretor acrescentou que a agência do sindicato poderia rever o texto.

Ernesto Izumi, secretário de imprensa do sindicato, afirma que a entidade não pretende mudar o comunicado. Acusa ainda o Banco Santander de interferir para que Campos tomasse a decisão de retirar o spot do ar.

O Banco Santander respondeu que "não fez e nem faria nenhuma pressão e não nos cabe essa liberalidade".

Fontes: Comunique-se
/AdNews

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Vídeo: Globo censura Sindicato dos Bancários de PE

Vídeo: Globo censura Sindicato dos Bancários de PE

Em nota divulgada nesta quarta-feira (8), o Sindicato dos Bancários de Pernambuco denuncia a censura da Rede Globo ao plano de mídia para a Campanha Nacional 2008. A emissora da Globo local, apesar de já ter recebido pelo espaço na grade para a veiculação do vídeo sobre a greve dos bancários, foi a única a se negar a veiculá-lo.

Leia e veja abaixo a íntegra da nota:

A Rede Globo censurou um plano de mídia para a Campanha Nacional 2008 produzido pelo Sindicato dos Bancários de Pernambuco (Seeb PE). A campanha de mídia esteve no ar de 5 a 7 de outubro.

O vídeo censurado tem 45 segundos e recupera o lema ''Banco Mata'', critica à ganância dos bancos, além de explicar porque os bancários estão em greve por tempo indeterminado. O material foi veiculado nas principais emissoras, menos na Globo, que tratou de encontrar um motivo para censurar o material.

- Veja o vídeo ao final da matéria.

A desculpa usada para barrar a veiculação não se sustenta, para não dizer que é ridícula e estapafúrdia. Segundo o contato comercial da Globo Nordeste, o nome do sindicato teria que ser inserido em caracteres no VT; ou seja, por escrito e por extenso. Ou o Sindicato acrescentava o detalhe, ou o VT não iria ao ar. Isso, a menos de 30 minutos do horário-limite de entregar o material nas quatro emissoras onde se havia contratado o espaço.

Esgotadas as tentativas de diálogo, a Assessoria de Comunicação, com apoio da Presidência e da Secretaria de Comunicação, pediu que a Globo mandasse a condição por escrito, via correio eletrônico, já que o Sindicato não modificaria o VT e o pagamento das inserções já havia sido feito. O contato disse que não faria isso, e que o cheque seria devolvido. Fez mais, tentou inverter o ônus do problema, acusando o Sindicato de tentar ''esconder o nome''. Que se diga: a assinatura está no áudio, em alto e bom tom. E está na logomarca da entidade, bastante conhecida - e onde se lê ''Bancários de Pernambuco'', que fecha o VT.

''Quero saber se eles exigem do Shopping Recife, ou do Bradesco, que escrevam seus nomes por extenso, junto com as marcas'', questiona a secretária de Comunicação do Sindicato, Emerenciana Rêgo - Mereh.

A exigência, que não se encontra em nenhuma lei ou regulamento de veiculação de audiovisual - tanto que as demais emissoras o estão veiculando, sem problema -, na verdade, esconde o verdadeiro motivo da censura: o VT expõe as mazelas e, portanto, a imagem da banca nacional. Não à-toa, o referido contato avisou, durante as diversas conversações para contratar o espaço, que o VT não seria aprovado caso tivesse imagem de fachada de bancos. E é óbvio que teria, e isso foi dito. O texto já havia sido enviado antes da contratação, para todas as emissoras, como é praxe. Mas a Globo - e só a Globo - exige conter o VT antes de fechar o contrato, mesmo o pagamento sendo feito antecipado, a preços de tabela cheia - ''as outras vendem desconto, nós vendemos audiência'', retumbou Adeládio, o contato local.

O material foi mandado para São Paulo, direto da produtora, via correio eletrônico, para um certo Dido Júnior. Ao que parece, ele é o encarregado de exercer o papel de censor de plantão. Naturalmente que quem dá a notícia ao ''cliente'' é o contato local.

Foi o que fez Adeládio, que veste a camisa global, com gosto. Ele reiterou que ''gostaria muito de atender ao Sindicato, mas só posso fazê-lo se vocês corrigirem o VT''. Diante da negativa em atender a exigência absurda da Globo, o contato disse que o Sindicato não enviasse a fita, porque o espaço não havia sido reservado e, portanto, ela não seria veiculada.

Detalhe: na manhã da segunda-feira, 06, o financeiro do Sindicato constatou que o cheque que pagaria as duas veiculações, no jornal local NE 1, edição do mesmo dia, havia sido compensado. A Assessoria de Comunicação do Sindicato voltou a fazer contato com Adeládio. Eis o diálogo:

Assessora - Acabo de saber do financeiro do Sindicato, que a Globo depositou o cheque, e ele foi compensado.

Adeládio - Não era para depositar?

Assessora - Mas você disse, na sexta, que o cheque seria devolvido pois a Globo não iria veicular o VT... Quer dizer que eu posso mandar entregar a fita para veiculação?

Adeládio - Se vocês corrigirem o VT, a gente veicula.

Assessora - Não há nada de errado com o VT. Como é que ficamos, então!?

Adeládio - Vou ligar para o meu financeiro e pedir para restituir o dinheiro.

É assim: a liderança na audiência - e na captação de recursos publicitários, inclusive governamentais - concede a Globo a arrogância de se atribuir poderes de ''Imperatriz do Brasil''.

Mas não tem que ser assim: ''O Sindicato vai tomar as devidas providências junto ao Procon, o Ministério Público e a Justiça. A Globo vai ter que responder no âmbito do Código de Defesa do Consumidor e por cerceamento de atividade sindical, sem contar que é uma concessão pública e deve respeito ao contribuinte'', observa Marlos Guedes, presidente do Sindicato. Ele lembra que ''cabe processo por danos materiais, uma vez que a Globo tentou impedir que o Sindicato cumprisse seu dever de avisar a população sobre a greve por tempo indeterminado. Felizmente não ficamos nas mãos dela, já havíamos contratado outras emissoras''. Cabe, também, denúncia junto ao Conar, conselho nacional regulador de propaganda, como lembra Mereh.

Não é a primeira vez que isso ocorre, embora seja a primeira que o Vídeo produzido pela entidade não vai ao ar na plim-plim. Em 2005, por exemplo, a emissora usou a falta de registro da produtora do material na antiga Ancine, hoje Ancinav - Agência Nacional de Cinema e Audiovisual para colocar obstáculos à veiculação. Todo material produzido deve recolher uma taxa para ser veiculado. O Sindicato, que já tinha efetuado o depósito na conta da Globo, ameaçou seus direitos de consumidor e a emissora acabou encontrando uma produtora que assumiu o vídeo, que acabou indo ao ar.

Na TVClube/Bandeirantes, TV Tribuna/Record e TV Jornal/SBT, o anúncio foi veiculado no domingo, segunda e terça - 05, 06 e 07, respectivamente.

Aviso de greve também no rádio: a exemplo do que vez para a convocação da assembléia para a greve 24 horas, no último dia 30, o Sindicato vale-se, também, do rádio para comunicar a população do movimento por tempo indeterminado e suas razões. No sábado, 04 a Rádio Jornal veiculou nove inserções, cinco no período da manhã - programas de maior audiência - e quatro ao longo da programação do dia.

Veja o vídeo abaixo:


Fonte: Sulamita Esteliam - Seeb PE


terça-feira, 26 de agosto de 2008

O jornalismo de encomenda contra o governo

Gilson Caroni: o jornalismo de encomenda contra o governo

Que ganha bem um editor de primeira página de O Globo ninguém duvida. "O valor do sal" é calculado de acordo com a "esperteza" dos bem selecionados peixinhos do aquário. A manchete de domingo, 24 de agosto, "Cada medalha custou R$ 53 milhões à União", é um primor em matéria de distorção e ocultamento da verdade.

Por Gilson Caroni Filho, na Carta Maior

A reportagem, alusiva aos investimentos públicos feitos, em quatro anos, através da lei Piva e de recursos de estatais a diversas modalidades olímpicas, mostra que o jornalismo de encomenda não poupa esforços quando o alvo é o governo federal.

Talvez a melhor análise já tenha sido feita pelo leitor Álvaro Marins em comentário a um artigo que versava sobre outro assunto. O que o jornal tentou ocultar foi "que as empresas brasileiras públicas estão fazendo um investimento médio de R$ 8.000,00 por mês, por atleta, para que ele tenha treinamento e equipamentos adequados para participar com brilho de competições internacionais (que a Globo não transmite), entre elas, os Jogos Olímpicos (cujas competições a Globo só transmite se elas não alterarem a sua grade de programação). Enfim, hoje o leitor de manchetes de O Globo ficou sabendo que o governo Lula investe no esporte (como todo governo responsável) e que as Organizações Globo ficam muito aborrecidas com isso". Na mosca, Marins, na mosca.

Há dois anos, mais precisamente em 7 de maio de 2006, publiquei no Observatório da Imprensa, um artigo intitulado "O velho serviço de encomenda". Peço licença ao leitor para reproduzi-lo aqui. É interessante a cadeia alimentar do campo jornalístico. Da labuta dos peixes de mercado, os ornados e pomposos extraem os nutrientes para os interesses dos peixões associados em empreendimentos políticos e econômicos.

Qualquer advertência crítica à perfeição desse "ecossistema" soará como grito paranóico. Mas a leitura atenta não pode ceder aos reclamos do senso comum das redações. Nesse caso, a repetição mostra a que ponto chega um jornalismo que se considera como a única oposição confiável. Vale a pena ler de novo.

"O velho serviço de encomenda"

"Poucas vezes um jornal produziu uma edição tão explícita em intenções como o Globo de domingo (7/5). A entrevista com o ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira, é um primor de golpismo travestido de trabalho jornalístico.

Prestidigitação e tentativas de projeção inserem-se de forma aguda nas páginas internas. O inédito exercício de futurologia trai os objetivos políticos da publicação. É o velho serviço de encomenda que não deveria surpreender a mais ninguém. A lamentar, sua previsível recorrência, apesar das loas tecidas ao exercício da democracia.

Ocupando a dobra superior inteira da primeira página, o diário alardeia como novidade bombástica a afirmação do ex-dirigente partidário, manchete da página 4: "Quem mandava no PT eram Lula, Genoino, Mercadante e Dirceu". Se notícia é divulgação, sob formato jornalístico, de algo socialmente relevante que merece publicação, fica difícil definir o que norteou o jornal carioca. Se, tal como definem os manuais, a novidade é um dos fatores de qualidade da informação, os editores parecem não ter noção de regras elementares. Ora, quem, entre os leitores da grande imprensa, não conhecia a importância hierárquica dos três políticos citados?

Definitivamente, mais uma vez, contrariando um dos slogans das Organizações, "o que pintou de novo não pintou na manchete do Globo". O que podemos ver, no entanto, é uma entrevista esburacada, sem sustentação interna e que nada acrescenta ao que já foi escrito sobre a crise política.

Todos sabemos que é a edição que confere sentido às informações contidas em uma matéria. Longe de ser mero procedimento técnico, o ordenamento do conteúdo é pautado por determinações ideológicas do veículo. No caso da entrevista, isso salta aos olhos. Basta que, tal como faz o jornal, pincemos alguns trechos do depoimento de Silvio Pereira. Escolhamos outros, diferentes dos selecionados pelo Globo, para elucidar a dinâmica:

1. "Não me conformo de o PT pagar todo o pato. Se investigassem a fundo realmente veriam isso. E o governo nada fez de errado";

2. "Só não mexi com os fundos de pensão. Os maiores ficaram com Gushiken. Mas não houve nada de errado com os fundos";

3. "Foi uma grande mística [a distribuição dos cargos]. De 7.900 pessoas que se inscreveram no sistema que eu montei, para toda a base aliada, com cargos e perfis técnicos, ficaram mais de 90% de fora. Foi um sistema legítimo".

Organizando o movimento

Ora, com base nas afirmações acima, a manchete poderia ser "Ex-dirigente do PT revela: o governo nada fez de errado". Haveria alguma distorção quanto às declarações do entrevistado? Será, enfim, o jornalismo uma atividade que comporte práticas discursivas efetivamente isentas? Creio que a resposta a estas questões já foi dada em marcos históricos bem distintos. As evidências empíricas há muito tempo desmontaram o mito da objetividade. Mas voltemos ao assunto que move nosso pequeno artigo.

Deixemos, então que o jornal fale de suas reais motivações. Segundo Soraya Aggege, jornalista que entrevistou Pereira, o que levou o Globo a procurá-lo" foi mostrar como vive o ex-secretário um ano após a crise do ‘mensalão’". Uma espécie de "onde anda você", muito comum nas editorias de esporte e seções dedicadas ao mundo artístico, mas raro, senão inédito, no campo político.

Mas por que logo ele? Havia tantos outros atores... Alguns, com predicados de barítono, como o ex-deputado Roberto Jefferson, certamente não se furtariam a atender à imprensa. Para os propósitos do jornal, porém, tinha que ser um ex-dirigente do partido. Alguém com conhecimento da máquina que pudesse, rompendo o silêncio, reiterar o que era por todos sabido como se novidade fosse. Uma legítima farsa, modalidade teatral que, desligada de princípios éticos, às vezes ganha conteúdo de denúncia à revelia do autor. Foi a isso que o Globo dedicou seis páginas na sua roupa de domingo.

Publicada na véspera da reunião do Conselho Federal da OAB, que decidiria se a entidade encaminha ou não o pedido de impeachment de Lula, a entrevista é emblemática. Mostra, sem qualquer disfarce, seu real objetivo. O que se lê na página 9 não deixa qualquer margem de dúvida. "As declarações de Sílvio Pereira – que repercutiram ontem mesmo porque a edição de O Globo começa a ser vendida nas bancas do Rio a partir das 15h – deram novo fôlego à crise".

O que impressiona é a capacidade premonitória do jornal. O que é publicado sábado permite adivinhar o que aconteceria na segunda-feira. E não estamos na seção de horóscopo. Mais uma vez a família Marinho vem a público anunciar que organiza o movimento. Orienta o carnaval e, na medida do possível, inaugura um monumento no Planalto Central do país”.

E assim será até 2010, não duvidem.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Beijo gay sai do ar no Reino Unido

Beijo gay sai do ar no Reino Unido

Meio & Mensagem

A Heinz tirou do ar um comercial do molho Deli Mayo, que mostrava o beijo entre dois homens. Parte da audiência considerou a peça 'ofensiva' e 'inapropriada'

A Heinz tirou do ar um comercial do produto Deli Mayo que mostrava o beijo de dois homens, após inúmeras reclamações. A companhia diz que a decisão ocorre porque 'está ouvindo os consumidores'. A peça foi criada pela Abbott Mead Vickers BBDO e estava em exibição na TV britânica há quatro semanas. Veja o filme abaixo.

A peça mostra uma cena típica, na qual uma família está na cozinha, a mãe faz lanches para os filhos levarem para a escola e o marido a beija antes do trabalho. A diferença é que, para ressaltar a originalidade do produto, um molho de maionese para salada e lanches de origem nova-iorquina, um chef com sotaque americano substitui a mãe nas cenas.

A cena do beijo fez a a Heinz pedir desculpas a qualquer um que tenha se sentido ofendido. As pessoas que reclamaram disseram que a peça era 'ofensiva' e 'inapropriada', e algumas estavam muito irritadas porque tiveram que explicar às crianças porque dois homens estavam se beijando. 'A propaganda é parte de uma campanha de tiro rápido, que pretendia ser bem-humorada. Pedimos desculpas aos que se sentiram ofendidos', disse um porta-voz da empresa.

Com informações do Brand Republic.


terça-feira, 10 de junho de 2008

Quebra de contrato - Multa cabe em obrigações de fazer e de não fazer

Quebra de contrato

Multa cabe em obrigações de fazer e de não fazer

CONSULTOR JURIDICO

A humorista Maria Gorete da Silva Araújo, conhecida como Gorete Milagres, terá de pagar multa à TV Globo por quebra de contrato de prestação de serviço com cláusula de exclusividade. A decisão é da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. A Turma acolheu o recurso da emissora sob o entendimento de que é perfeitamente legal a cobrança de multa cominatória em caso de inadimplemento de contrato com obrigações de fazer e de não fazer.

O contrato, ratificado em acordo homologado judicialmente entre a Globo e a comediante, previa obrigações de fazer (prestação de serviço) e de não fazer (atuar em outros programas por dois anos). Como a humorista descumpriu algumas cláusulas, a emissora entrou com ação judicial contra ela.

A primeira instância reconheceu a infração e aplicou multa diária valor de R$ 300. O contrato afastava a previsão de pagamento de indenização. A humorista protestou. Foi afastada aplicação da pena pecuniária em hipótese de descumprimento das obrigações. No entanto, o juízo abriu a possibilidade de a empresa converter a execução em ação de perdas e danos. As duas partes apelaram. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeitou as apelações de ambas.

“Tratando-se de obrigação infungível, que não comporta execução específica, o seu não-cumprimento transforma-se em perdas e danos. Descabe a cumulação da indenização com multa cominatória, pois que não se pode obrigar que alguém cumpra obrigação intuitu personae (personalíssima)”, afirmou o TJ do Rio de Janeiro.

A Globo recorreu, então, ao STJ. Alegou que os artigos 287 e 461, parágrafo 2º, do Código de Processo Civil, prevêem a possibilidade da multa cominatória em caso de descumprimento de obrigação de fazer e de não fazer.

A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, votou pelo provimento parcial do recurso. Para ela, a multa é possível em relação à obrigação de não fazer, mas é inviável quando se trata de obrigação de fazer. “A natureza preventiva da multa cominatória alcança seu real objetivo nessa situação, porquanto impede a prática de ato que lhe é proibido, ou ainda, a continuidade da prática em obrigações que se protraem(prolongam) no tempo”, explicou.

O ministro Castro Filho, hoje aposentado, divergiu. Segundo ele, a multa é possível em ambos os casos. O presidente do STJ, ministro Humberto Gomes de Barros, presente à Turma para este julgamento, já que era integrante quando ele teve início, destacou que os artigos 287 e 461 do Código de Processo Civil não distinguem as obrigações fungíveis das infungíveis: ambos se referem às obrigações de fazer ou de não fazer.

“A intenção do legislador foi outorgar ao credor de ambos os tipos de obrigação meios capazes de convencer o devedor a adimplir o que pactuara. Esse convencimento deve ser tanto mais duro quanto seja a possibilidade de resistência do devedor”, afirmou.

Para o ministro Gomes de Barros, diferentemente de um pintor de parede que não cumpre o combinado e pode ser substituído, nas obrigações personalíssimas, o cumprimento por outros meios é impossível. “Só interessa ao credor a obrigação in natura, a ser cumprida exclusivamente por quem se obrigou. Neste processo, à rede de televisão recorrente não interessa uma outra humorista; ou a obrigação seria cumprida pela comediante, Gorete, ou, simplesmente, não seria cumprida. O devedor resistente deverá pagar, então, a multa, somadas as perdas e danos”, acrescentou. O ministro Sidnei Beneti, que havia pedido vista do caso, concordou com a divergência.

REsp 482.094

Tv Rondonia volta a transmitir futebol ao Vivo

DEPOIS DE PRESSÕES E DECISÃO JUDICIAL, TV RONDÔNIA ANUNCIA QUE VAI TRANSMITIR JOGOS AO VIVO NA TV

Rondônia anunciou na noite desta segunda feira que reviu sua grade de programação e vai transmitir os jogos ao vivo nas quartas feiras em todo o país. Como forma de pressionar o Governo Federal, as emissoras afiliadas a Rede Globo na Região Norte passaram a realizar uma espécie de boicote em razão de determinações referentes a proibições de cenas fortes e de sexo antes das 21 horas. Com isso, as emissoras alteraram a grade, cancelando o futebol e privilegiando as novelas. A idéia era fazer com que a opinião pública se pronunciasse contra as medidas tomadas pelo Governo. Mas não deu certo. A sociedade aplaudiu as normas do Ministério das Comunicações e em alguns estados, como no Mato Grosso, a Justiça mandou a Globo acabar com a estratégia e transmitir as partidas ao vivo sob pena de pagar pesadas multas.

Fonte: RONDONIAGORA.COM
Autor: RONDONIAGORA.COM

TV RONDONIA AO VIVO - AQUÍ



TV RONDÔNIA PRESSIONA POLÍTICOS E SINDICATOS PARA TENTAR ACABAR COM FUSO HORÁRIO LOCAL
A afiliada local da Rede Globo, está pressionando autoridades e entidades sindicais do Estado para tentar reverter um grande prejuízo financeiro que teve nos últimos dias, por conta do estabelecimento de maiores regras para a televisão aberta, que somente pode mostrar cenas de sexo após às 21 horas. A decisão, do Governo Federal em nome da família brasileira vai de encontro aos interesses comerciais da TV Rondônia. As demais emissoras da região não reclamam, mas assim mesmo o Sindicato das Emissoras de Radio e Televisão no Estado de Rondônia (SERTERO) diz ter a legitimidade para requerer o fim do fuso horário de uma hora com Brasília nos mesmos moldes do que já ocorreu com o Acre, com a edição da Lei 11.662/2008. No âmbito político estadual, o deputado Tiziu Jidalias (PMDB-Ariquemes) já encampou a idéia, exigindo que a Assembléia Legislativa enviasse ofícios a bancada federal para “adequação do horário oficial de Rondônia ao horário oficial de Brasília”. O SERTERO, comandado pelo diretor da TV Rondônia, Antônio Campanari, já enviou pedidos a Câmara e Senado Federal e agora tenta mobilizar sindicatos, como o de jornalistas, que ainda não se pronunciou.

Transmite quando quer

Pelas regras definidas pelo Ministério das Comunicações, não há proibições de transmissões de jogos, mas mesmo assim e para caracterizar a iniciativa negativamente, a TV Rondônia não mais transmite partidas de futebol ao vivo durante a semana, preferindo colocar no ar a grade de novelas. Segundo o Governo Federal, conteúdos de violência e nudez levaram o Ministério das Comunicações a autorizar a exibição somente após determinado horário, o que não inclui o futebol. No Mato Grosso a Justiça já agiu. O juiz Gonçalo Antunes de Barros Neto, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá, determinou em liminar que a Televisão Centro América, afiliada da Rede Globo, exiba ao vivo, nas noites de quarta-feira, os jogos de futebol que são transmitidos em rede nacional. E estabeleceu multa de R$ 100 mil para cada jogo não transmitido. Em Rondônia não há ação semelhante.
Fonte: RONDONIAGORA.COM
target="_BLANK"

Autor: RONDONIAGORA.COM

TV RONDONIA AO VIVO - AQUÍ

sábado, 31 de maio de 2008

Wagner Moura: A idiotização da televisão

Wagner Moura: A idiotização da televisão

Quando estava saindo da cerimônia de entrega do prêmio APCA, há duas semanas em São Paulo, fui abordado por um rapaz meio abobalhado. Ele disse que me amava, chegou a me dar um beijo no rosto e pediu uma entrevista para seu programa de TV no interior. Mesmo estando com o táxi de porta aberta me esperando, achei que seria rude sair andando e negar a entrevista, que de alguma forma poderia ajudar o cara, sei lá, eu sou da época da gentileza, do muito obrigado e do por favor, acredito no ser humano e ainda sou canceriano e baiano, ou seja, um babaca total.


Por Wagner Moura*

Ele me perguntou uma ou duas bobagens, e eu respondi, quando, de repente, apareceu outro apresentador do programa com a mão melecada de gel, passou na minha cabeça e ficou olhando para a câmera rindo. Foi tão surreal que no começo eu não acreditei, depois fui percebendo que estava fazendo parte de um programa de TV, desses que sacaneiam as pessoas. Na hora eu pensei, como qualquer homem que sofre uma agressão, em enfiar a porrada no garoto, mas imediatamente entendi que era isso mesmo que ele queria, e aí bateu uma profunda tristeza com a condição humana, e tudo que consegui foi suspirar algo tipo ‘que coisa horrível’ (o horror, o horror), virar as costas e entrar no carro. Mesmo assim fui perseguido por eles. Não satisfeito, o rapaz abriu a porta do táxi depois que eu entrei, eu tentei fechar de novo, e ele colocou a perna, uma coisa horrorosa, violenta mesmo. Tive vontade de dizer: cara, cê tá louco, me respeita, eu sou um pai de família! Mas fiquei quieto, tipo assalto, em que reagir é pior.


O táxi foi embora. No caminho, eu pensava no fundo do poço em que chegamos. Meu Deus, será que alguém realmente acha que jogar meleca nos outros é engraçado? Qual será o próximo passo? Tacar cocô nas pessoas? Atingir os incautos com pedaços de pau para o deleite sorridente do telespectador? Compartilho minha indignação porque sei que ela diz respeito a muitos; pessoas públicas ou anônimas, que não compactuam com esse circo de horrores que faz, por exemplo, com que uma emissora de TV passe o dia INTEIRO mostrando imagens da menina Isabella. Estamos nos bestializando, nos idiotizando. O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice. Amigos, a mediocridade é amiga da barbárie! E a coisa tá feia.


Digo isso com a consciência de quem nunca jogou o jogo bobo da celebridade. Não sou celebridade de nada, sou ator. Entendo que apareço na TV das pessoas e gosto quando alguém vem dizer que curte meu trabalho, assim como deve gostar o jornalista, o médico ou o carpinteiro que ouve um elogio. Gosto de ser conhecido pelo que faço, mas não suporto falta de educação. O preço da fama? Não engulo essa. Tive pai e mãe. Tinham pais esses paparazzi que mataram a princesa Diana? É jornalismo isso? Aliás, dá para ter respeito por um sujeito que fica escondido atrás de uma árvore para fotografar uma criança no parquinho? Dois deles perseguiram uma amiga atriz, grávida de oito meses, por dois quarteirões. Ela passou mal, e os caras continuaram fotografando. Perseguir uma grávida? Ah, mas tá reclamando de quê? Não é famoso? Então agüenta! O que que é isso, gente? Du Moscovis e Lázaro (Ramos) também já escreveram sobre o assunto, e eu acho que tem, sim, que haver alguma reação por parte dos que não estão a fim de alimentar essa palhaçada. Existe, sim, gente inteligente que não dá a mínima para as fofocas das revistas e as baixarias dos programas de TV. Existe, sim, gente que tem outros valores, como meus amigos do MHuD (Movimento Humanos Direitos), que estão preocupados é em combater o trabalho escravo, a prostituição infantil, a violência agrária, os grandes latifúndios, o aquecimento global e a corrupção. Fazer algo de útil com essa vida efêmera, sem nunca abrir mão do bom humor. Há, sim, gente que pensa diferente. E exigimos, no mínimo, não sermos melecados.


No dia seguinte, o rapaz do programa mandou um e-mail para o escritório que me agencia se desculpando por, segundo suas palavras, a “cagada” que havia feito. Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência. E contra a audiência não há argumentos. Será?


* Wagner Moura é ator.


Publicado originalmente em "O Globo"

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Patricia Penteado demitida da Record após ensaio sensual

Record demite apresentadora após ensaio sensual
Folha Online
Uma filial da Record demitiu uma apresentadora após ela posar para um ensaio sensual de uma revista. A Record Ribeirão Preto e Franca (interior de São Paulo) dispensou, na última sexta-feira (16), a editora-chefe e apresentadora do "Tudo a Ver Interior", Patrícia Penteado, informou hoje o boletim "Jornalistas & Cia".

Patrícia havia posado para a capa da revista "Mix - Prazer em Viver", sendo descrita como "uma cortesã do passado, no melhor estilo Dona Beija", cita o boletim.
Ela estava na emissora desde 2001. Segundo o "Jornalistas & Cia", o canal teria alegado que a demissão foi apenas "reformulação no jornalismo local".
O caso teria causado estresse nos bastidores da

emissora porque Patrícia não pediu autorização da empresa.

Até um texto escrito pelo diretor da TV na região, Paulo Droppa, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, foi publicado pela revista ao lado das fotos sensuais.

A Folha Online tenta ouvir as partes para obter mais detalhes.
Clique na foto para vê-la ampliada

Fotos acima no blog da fotógrafa Lidia Muradás



quarta-feira, 21 de maio de 2008

Sites copiam Globo News e noticiam falsa queda de avião

Sites copiam Globo News e noticiam falsa queda de avião

Redação Portal IMPRENSA

Um incêndio na Zona Sul de São Paulo colocou a imprensa da capital em uma situação delicada. Na tarde desta terça-feira (20), por volta das 17h20, sites como Terra, UOL, Folha Online, Estadão e iG noticiaram a queda de um avião da Pantanal Linhas Aéreas em cima de um prédio no bairro do Campo Belo.

Reprodução
Vídeo da Globonews em que a legenda noticia queda de avião

Todos os portais publicaram manchetes sobre o possível acidente, alguns, inclusive, com a confirmação da Infraero, empresa responsável pelo sistema aeroviário do Brasil.

No UOL, às 17h19, a manchete com o título "Avião da Pantanal cai na zona sul de São Paulo" informava que um avião da empresa Pantanal havia se chocado contra um prédio residencial.

Reprodução
Manchete da homepage do UOL noticiando a queda

De acordo com o portal, as informações eram da Globo News. "Segundo a TV, o acidente aconteceu no bairro de Campo Belo. O avião teria caído em um prédio residencial e provocado um incêndio. A Infraero ainda não confirma a informação", dizia a nota do UOL, que saiu do ar instantes depois para dar lugar à manchete "Líderes governistas selam acordo para volta da CPMF".

Reprodução
Homepage do Terra noticiando suposta queda do avião

Na verdade, o incêndio atingiu uma loja de colchões, sem a presença do suposto avião. Dez carros do Corpo de Bombeiros foram ao local para tentar controlar o fogo e, segundo a Polícia Militar, não há notícias sobre mortos ou feridos.

Já o Terra noticiava "Avião cai em prédio na região sul de São Paulo" e "Infraero não confirma queda de avião", ambas pautadas também pelas informações da Globo News.

Reprodução
Terra continua a repercutir suposta queda de avião

Procurada pelo Portal IMPRENSA, a assessoria da Infraero afirmou que "em nenhum momento, confirmou a queda de um avião". "Não tínhamos nenhuma informação sobre problemas com aeronaves, de maneira nenhuma".

A assessoria declara ainda que a Pantanal também não havia confirmado a queda do avião e, portanto, "nada disso saiu da gente", finaliza.

Reprodução
Matéria do IG noticiando a queda do avião da Pantanal

Segundo a Central Globo de Comunicação informou ao Portal IMPRENSA, as imagens foram mostradas assim que captadas e, ao mesmo tempo, a informação era apurada. "A Globo News, como um canal de noticias 24 horas, pôs no ar imagens do fogo assim que as captou. Como é normal em canais de notícias, apurou as informações simultaneamente à transmissão das imagens. A primeira informação sobre a causa do incêndio recebida pela Globo News foi a de que um avião teria se chocado com um prédio na região do Campo Belo, Zona Sul de São Paulo. Naquele momento bombeiros e Infraero ainda não tinham informação sobre o ocorrido", diz em nota.

Ainda de acordo com o comunicado, a própria equipe de Jornalismo da emissora apurou não se tratar da queda de um avião, mas de um incêndio. "As equipes da própria Globo News constataram que não havia ocorrido queda de avião e desde então esclareceu que se tratava de um incêndio em um prédio comercial. Poucos minutos depois, o Corpo de Bombeiros confirmou tratar-se de um incêndio em uma loja de colchões".

A Central Globo de Comunicação esclarece que, ainda, que embora a Globo News tenha publicado esta primeira informação, a TV Globo não fez qualquer menção ao possível acidente aéreo. "A TV Globo, nenhum momento, referiu-se a acidente de avião", finaliza a nota.

O engano ainda permanecia em vídeo no site do canal por assinatura, ainda que a informação já estivesse desmentida. Minutos depois, o ele foi retirado.

Independentemente da justificativa da emissora, fato é que os veículos de internet, na busca pelo furo - tal qual a Globonews - não tiveram o cuidado de checar a informação antes de levá-la a público. É a mídia que pauta a mídia, rendida ao erro.

(Apuração de Ana Luiza Moulatlet, Karina Padial, Marina Dias e Thaís Naldoni)

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Guia de viagem nega falsificação por autor

O guia de viagens Lonely Planet declarou que suas publicações são confiáveis após relatos de que um ex-autor teria inventado trechos incluídos nos guias.
http://www.thelass.co.uk/images/Lonelyplanet.gif

O escritor, Thomas Kohnstamm, disse que aceitou cortesia de empresas - como pernoites em hotéis e refeições gratuitas -, desrespeitando normas da companhia.

Ele disse também que nunca sequer visitou um dos países sobre o qual escreveu - a Colômbia.

A Lonely Planet anunciou que fez uma revisão dos livros para os quais Kohnstamm contribuiu - entre eles, um guia sobre o Brasil - mas até o momento não encontrou erros.

O guia também negou que os métodos do autor sejam comuns entre autores de guias de viagem.

"Não é comum, porque não temos evidência de que as coisas que ele diz ter feito quando trabalhou no guia Brazil 5 (...) se aplicariam a outros livros", disse Stephen Palmer, diretor do Lonely Planet, à BBC.

Kohnstamm está divulgando seu novo livro, Do Travel Writers Go To Hell? Nele, ele conta como viajou pela América do Sul, vendendo drogas para complementar sua renda e praticando sexo casual, algumas vezes nos estabelecimentos sobre os quais escreveu.


Kohnstamm disse, por exemplo, que após ter relações sexuais com uma garçonete no Brasil, escreveu uma crítica sobre o restaurante em que ela trabalhava, qualificando o atendimento como "amistoso".

Ele também disse que nunca visitou a Colômbia, apesar de ter sido contratado para escrever sobre o país.

"Eles não me pagaram o suficiente para ir para a Colômbia. Eu escrevi o livro em San Francisco. Obtive as informações de uma garota com quem estava saindo - uma estagiária no consulado da Colômbia", disse o escritor em entrevista ao jornal australiano Daily Telegraph.

Os editores do Lonely Planet disseram à agência de notícias Associated Press que as declarações de Kohnstamm são falsas, porque ele foi contratado para escrever sobre a história da Colômbia - e não para avaliar o setor de serviços do país.

Outros autores de guias de viagem, embora sem aprovar os métodos de Kohnstamm, disseram que o escritor falou de problemas reais da indústria - que os autores são mal pagos, têm de cobrir seus próprios custos e têm de checar uma vasta quantidade de detalhes.

Stephen Palmer defendeu o sistema de pagamentos do Lonely Planet, dizendo estar confiante de que os salários pagos pela publicação estão entre os mais altos do setor. A BBC Worldwide, braço comercial da BBC, é dona de 75% do guia Lonely Planet.

Autor do guia 'Lonely Planet' diz ter feito crítica positiva por sexo no Brasil

A imagem “http://g1.globo.com/Portal/G1V2/img/logo_g1.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

Thomas Kohnstamm publicou livro em que afirma ter falsificado informações.
Ele também relata ter vendido drogas para aumentar o orçamento da viagem.

A imagem “http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/foto/0,,14435799,00.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

Um escritor que admitiu ter inventado informações do guia de viagem "Lonely planet" afirmou ter feito uma crítica positiva em troca de sexo no Brasil e que vendeu drogas no país para ajudar a financiar sua viagem.

O norte-americano Thomas Kohnstamm, de 32 anos, publicou recentemente o livro "Do travel writers go to hell?" (algo como "Será que escritores de guias de viagem vão para o inferno?", em português) em que narra os bastidores de suas viagens em um período de três anos na América Latina, a serviço do "Lonely planet".

Ele admitiu não ter sequer visitado um dos países sobre o qual escreveu, a Colômbia e conseguido as informações colocadas no guia a partir de relatos de uma estagiária do consulado colombiano - com quem diz ter tido um caso.

Em "Do travel writers go to hell?", Kohnstamm dedica algumas passagens sobre o Brasil. "A garçonete sugere que eu volte depois que ela feche o restaurante, por volta da meia-noite", escreve, segundo o jornal inglês "The Daily Telegraph". "Nós acabamos fazendo sexo em uma cadeira e depois em uma mesa."

"Essa performance rendeu uma menção no guia descrevendo o restaurante como uma 'surpresa agradável' onde 'o serviço de mesa é amistoso'". Ele também diz que dividiu um apartamento com uma prostituta chamada Inara e que vendeu ecstasy para pagar suas despesas de viagem.

Kohnstamm diz que os adiantamentos do "Lonely planet" "mal cobriam a passagem aérea". Segundo o "Daily Telegraph", outros contratados do guia escreveram em apoio ao norte-americano. Segundo uma viajante, Jeanne Oliver, em um dos fóruns do próprio "Lonely planet" na internet, "[a empresa] pede aos autores [...] para ajudar a financiar o livro do próprio bolso".

Judy Slatyer, presidente da "Lonely planet", disse que a empresa está "urgentemente revisando todos os livros em circulação que Thomas contribuiu, usando autores em solo e outros meios. Se nós descobrirmos que algum conteúdo foi comprometido, nós tomaremos medidas urgentes para corrigi-las". A série Lonely Planet vende mais de 6 milhões de cópias por ano.