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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

"Pior bar do sistema solar



Chamado de "pior bar do sistema solar", boteco ameaça processar blog

da Folha Online

O blog Resenha em Seis, que se propõe a avaliar "filmes, CDs, DVDs, livros, shows, botecos, restaurantes e programas de TV, sem enrolação e em seis linhas ou menos" recebeu uma notificação extrajudicial nesta terça-feira (29) por conta de uma crítica publicada sobre o Boteco São Bento (Vila Madalena, zona oeste de São Paulo).

"Caro, petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos", adjetiva o blogueiro e publicitário Raphael Quatrocci em seu texto. O site é organizado pelos jornalistas Bruno Garattoni, Juliano Barreto e Fernando Badô. Conta também com colaborações.

A notificação extrajudicial, enviada pelo advogado do bar, Carlos Augusto Pinto Dias, pode ser lida aqui. Nela, o estabelecimento pede que o texto sobre o boteco, o Twitter do Resenha em Seis, e os comentários postados sobre o bar sejam excluídos em 24 horas.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do local disse que os donos não querem dar entrevistas. "Estavam estudando [processar] semana passada, mas a gente não sabe direito como ficou isso."

Também enviou uma nota à redação, na qual informam que o boteco "lamenta a polêmica causada envolvendo sua imagem em torno do post publicado". "Os sócios da casa afirmam que nunca foram procurados oficialmente para dar respostas às críticas, tampouco postaram algum comentário no referido blog", diz a nota.

"O Boteco São Bento e seus fornecedores esclarecem ainda que defendem a liberdade de expressão, mas lastimam que seus esforços reconhecidos de qualidade, bom atendimento e atenção ao cliente sejam denegridos por meio de tal ação."

Após a notificação cair na internet, dezenas de críticas e xingamentos contra o bar foram postados no Twitter.

O jornalista Juliano Barreto ligou para o estabelecimento para tentar um acordo, mas ainda não obteve resposta. "Se até o Obama resolveu um problema chamando as partes envolvidas para tomar uma cerveja, por que os donos de um bar não fazem o mesmo?", questiona.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u630810.shtml

Bar chamado de "pior lugar do mundo" em blog pede que texto seja retirado do ar

Redação Portal IMPRENSA

Um bar localizado em uma das regiões mais frequentadas da noite paulistana foi criticado pelo blog "Resenha em Seis" e reagiu notificando os responsáveis pela página para que o texto da crítica seja retirado do ar.

No texto "Boteco São Bento (o pior bar do sistema solar)", o blogueiro Rafael Quatrocci classifica o estabelecimento localizado no bairro da Vila Madalena como o "pior lugar do mundo para você ir com seus amigos, depois da Faixa de Gaza e do Acre". "Caro, petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos", acrescenta. O site, segundo informações da Folha Online, é organizado pelos jornalistas Bruno Garratoni, Juliano Barreto e Fernando Badô e conta também com colaborações.

Enviada pelo advogado do Boteco São Bento, Carlos Augusto Pinto Dias, a notificação extrajudicial requisita que o texto sobre o boteco, assim como o post na rede Twitter e as dezenas de comentários sobre a crítica do blog sejam excluídos em 24 horas.
"O acesso a esse meio de postagem de comentários provocou inúmeros prejuízos à Dinamite Itaim Choperia Ltda (proprietária do bar), visto que ela foi alvo de injúria e difamação, além de falsidade ideológica, pois pessoas desconhecidas se identificaram como representantes legais do Boteco São Bento por meio das postagens, inclusive por meio da seguinte denominação: 'ADM. Boteco São Bento disse...'", explicou o comunicado.

Procurada pela reportagem da Folha Online, a assessoria de imprensa do estabelecimento declarou que os donos não querem comentar o caso. Em nota à redação, os responsáveis pelo bar disseram que lamentam a polêmica causada "envolvendo sua imagem em torno do post publicado". "Os sócios da casa afiram que nunca foram procurados oficialmente para dar respostas às críticas, tampouco postaram algum comentário no referido blog", salienta a nota.

"O Boteco São Bento e seus fornecedores esclarecem ainda que defendem a liberdade de expressão, mas lastimam que seus esforços reconhecidos de qualidade, bom atendimento e atenção ao cliente sejam denegridos por meio de tal ação".

O jornalista Juliano Barreto procurou o estabelecimento para tentar um acordo, mas ainda não obteve resposta. "Se até o Obama resolveu um problema chamando as partes envolvidas para tomar uma cerveja, por que os donos de um bar não fazem o mesmo?", questiona.
http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2009/09/29/imprensa31094.shtml


“O Pior Bar do Sistema Solar”
por Raquel Costa

E surge um novo case de como “não se deve fazer na internet” para a gente contar e recontar aos quatro cantos e a quem interessar.

Tudo começou com uma simples resenha de seis linhas. Sim, seis linhas. O redator e blogueiro Raphael Quatrocci (Fernando Badô) fez, como de costume, uma resenha do que achou de um bar na Vila Madalena. Com um linguajar coloquial, típico da moçada, registrou no dia 25 de setembro seus dissabores com o tal bar. Criticou o chopp, a insistência e a cara feia dos garçons, o péssimo atendimento do local.

Até aí tudo bem. Certo? Errado. O fato é que apareceu alguém lá no blog se dizendo funcionário do bar, fez crítica à resenha e ameaçou processar o blog.

Depois disso, uma enxurrada de comentários apareceu em defesa do blog, pico de acessos, posts no twitter, comentários de clientes (do bar) insatisfeitos, vídeo no youtube, matérias em portais de grande audiência e afins.

Resumo: o bar enviou uma notificação extrajudicial e o blog teve que retirar a crítica do ar.

“Pessoal,

Uma grande oportunidade de melhorar os serviços foi desperdiçada. É uma pena. Claro que certamente é mais fácil calar as críticas e fingir que tudo está bem do que melhorar.

Ainda que com a consciência de não ter feito absolutamente nada de errado, não temos nenhuma intenção de entrar numa batalha jurídica - que, dependendo do caso, deve ser mais fácil de levar do que investir na qualidade do serviço.”

Leia aqui a íntegra do comunicado do blog..

Pergunta: O que os donos do bar e seus advogados pretendiam com isso? Será que cessar a discussão? Bem provável, mas se enganaram! O que eles fizeram foi justamente o contrário, colocaram mais lenha na fogueira.

Agora, além dos clientes insatisfeitos, surge um batalhão de pessoas que não conhece o bar mas discorda da postura agressiva e autoritária de seus donos. E um post aparentemente simples, em um blog com baixa audiência, gerou um prejuízo incalculável.

O que as empresas precisam entender é que as mídias sociais possibilitam que pequenos grupos se manifestem e ganhem voz facilmente. E que no mundo digital, a reputação das empresas depende muito de como elas se relacionam, do que dizem, das percepções que criam e, principalmente, de suas atitudes. Neste caso, o bar deveria ter se colocado a disposição do blogueiro para entender o que aconteceu, aceitar e identificar os possíveis erros e, ainda, aproveitar a ocasião para melhorar seus serviços e transformar uma crítica em percepções positivas para a marca.

Uma pena, agora já é tarde!
http://updateordie.com/updates/geral/2009/09/o-pior-bar-do-sistema-solar/

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sindicatos pedem rapidez na votação da redução de trabalho

Sindicatos pedem rapidez na votação da redução de trabalho

Representantes de centrais sindicais se reuniram na manhã de hoje (6) com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). No encontro, os sindicalistas pediram agilidade na votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas. A proposta aguarda votação em plenário.

Segundo o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, Temer sugeriu que o texto seja discutido em comissão geral antes de ser apreciado. A expectativa dos sindicalistas é de que a PEC seja votada na primeira semana de setembro.

Fonte: Agência Brasil/IM

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Aquecimento global já é irreversível

Aquecimento global já é irreversível

SÃO PAULO – Uma pesquisa do NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) concluiu que a mudança climática causada pelas emissões de dióxido de carbono não tem volta.

O estudo foi conduzido por uma das mais renomadas profissionais da área climática, a cientista americana Susan Salomon, que divulgou resultados catastróficos: a temperatura da superfície, o nível do mar e índice de chuvas sofrerão alterações irreversíveis por mais de 1000 anos, depois que as emissões de dióxido de carbono (CO2) cessem completamente.

No método de pesquisa, foram construídos cenários que tiveram examinadas as conseqüências de diferentes níveis de CO2 e, em seguida, as emissões foram cessadas completamente. Os impactos foram mais severos em níveis máximos, mas, segundo o estudo, a alteração climática ocorreu em todas as condições.

A constatação é que todas as regiões serão afetadas, em graus diferentes. A chuva diminuirá por séculos e a África, por exemplo, teria sua estação agrícola afetada de maneira drástica. Os outros continentes também sofreriam com abastecimento de água, incêndios, alteração de ecossistemas e expansão dos desertos.

Um dos fatores mais preocupantes, de acordo com a cientista, é a subida do nível do mar. Considerando o aquecimento das águas do oceano e derretimento das geleiras, a média de elevação mundial, no ano 3000 seria de 40 centímetros até 1 metro – com picos de concentração de CO2 em 600 partes por milhão.

Para se ter uma idéia, o valor das emissões de hoje é de 387 partes por milhão.

As iniciativas que planejam retirar o dióxido de carbono para fora da Terra não foram consideradas no estudo, pois, segundo os pesquisadores, “no momento são apenas especulações”.


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Globo ataca Lula e inventa desemprego em massa

Globo ataca Lula e inventa desemprego em massa

Serei curto e grosso. O programa Fantástico, da Rede Globo, veiculou, neste último domingo, pouco depois das 22 horas, um quadro sobre “como agir diante do desemprego”, no qual fez dois fortes ataques ao presidente Lula, ainda que dissimulados, e promoveu o maior alarmismo social que já assisti em minha vida numa televisão aberta, e num horário que permitiu àquele absurdo atingir dezenas de milhões de famílias brasileiras.

Por Eduardo Guimarães, no blog Cidadania.Com

O quadro começa com a apresentadora do programa dizendo que, “O que era para ser marolinha, virou tsunami”. Em seguida, um “especialista” diz que, “ao contrário do que dizem as autoridades, a crise é nossa, também”, insinuando que haveria culpa do governo Lula pela crise. Além disso, a reportagem mostrou cenas tristes de pessoas demitidas, cenas que mesmo nos momentos de maior euforia econômica de um país, sempre serão tristes.

A reportagem apresentou uma redução na criação de vagas em novembro e o aumento de demissões em dezembro como provas da crise de desemprego em massa que teria se abatido sobre o país. Escondeu que o número de 40 mil vagas em novembro não foi perda, mas diminuição na CRIAÇÃO de vagas, e que as 600 mil vagas que mencionou em dezembro não são a diferença entre admissão e demissão de empregados, mas o número total dos que perderam emprego. O saldo de demissões e admissões seria uma fração desse número.

Bem, não há muito mais o que dizer. À esta altura, dezenas de milhões de famílias estão achando que há uma terrível crise de desemprego em massa no Brasil. O mercado de carros novos será o mais afetado. O Fantástico recomendou que esse tipo de compra seja postergada e, como se sabe, o que poderia suspender as demissões na indústria automobilística seria o aumento do consumo que começou a ocorrer depois de medidas do governo como suspensão do IPI dos carros novos.

O Fantástico não deu voz a nenhuma das “autoridades” que criticou e ainda escondeu os relatórios animadores de organismos multilaterais como o FMI, o Banco Mundial ou a OCDE que colocam o Brasil como a economia mais preparada do mundo para enfrentar a crise. Enfim, o objetivo foi sonegar informações ao público, gerar desmoralização do governo Lula e pânico entre a população. Tudo pela menor crise de desemprego da história, que inclusive ocorre no momento em que o nível de emprego no Brasil está em seu patamar mais alto.

Nós mesmos, pouco podemos fazer. Estamos falando de um programa da Globo que é campeão de audiência há quase 40 anos. Nessa noite desse programa nefasto, dezenas de milhões de brasileiros terão ido dormir ansiosos, preocupados e até desesperados, e por muito pouco.

Só há uma pessoa neste país que pode dar uma resposta a esse verdadeiro ato de terrorismo: Luiz Inácio Lula da Silva.

Se Lula, agora, não tomar uma atitude dura, se não mostrar que pretende enfrentar tentativas, não de sabotagem política, mas de literal sabotagem da economia de todo um país, será cúmplice de todos os danos que esse terrorismo de punhos de renda causar. O presidente Lula tem o dever de falar à nação em rede nacional de rádio e tevê e dizer claramente tudo que eu disse aqui, no mínimo. Se não fizer isso, este país estará frito.

Veja o que saiu no site do Fantastico

http://www.g1.com.br/fantastico

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL961476-15605,00-O+QUE+FAZER+NA+HORA+DO+APERTO+NO+TRABALHO.html



Que era apenas uma marolinha, virou tsunami.
A crise financeira que começou nos Estados Unidos já está tirando há muito tempo o sono dos brasileiros.

Em novembro do ano passado, o país perdeu 40 mil postos de trabalho. Em dezembro, o número de pedidos de seguro-desemprego aumentou mais de 50% no estado de São Paulo. O que fazer nessa hora de aperto?

“Foi de manhã. Eu estava na minha sala, trabalhando”, lembra o funcionário de mineradora Luiz Citty, que está desempregado.

“De repente chegou o nosso chefe com uma folha”, conta a metalúrgica
Silvânia Barbosa, desempregada.

“E falou que eu estaria dispensado”, diz Djoaquim Gomes Neto, outro funcionário de mineradora, também desempregado.

“A gente fica meio, meio sem...”, acrescenta Luiz Citty, funcionário de mineradora desempregado.

“Aí eu perguntei por que, e ele falou assim: ‘Não, isso é por causa da crise. A crise te pegou’", diz Joaquim Gomes Neto, funcionário de mineradora, desempregado.

“Já passamos da fase em que nossas autoridades insinuaram que a crise era dos outros. Todos nós já estamos convencidos de que a crise é nossa também”, lembra o consultor de carreiras Max Gehringer.

“Os números são muito, muito preocupantes”, alerta o economista da USP
Hélio Zylberstajn.

Mais pessoas estão pedindo seguro-desemprego e atrasando as dívidas.

“E de repente está batendo a insônia. Meia-noite, uma hora, pensando: ‘O que eu vou fazer? E a minha casa? E o meu quarto, que eu tanto sonhei?’", conta a metalúrgica Silvânia Barbosa.

Em novembro de 2008, o país perdeu 40 mil empregos formais.

“E agora dezembro a gente deve estar perdendo, segundo o governo, 600 mil vagas”, diz Hélio Zylberstajn.

Portanto, se você está preocupado com o seu trabalho, atenção para as dicas:

A primeira: não mude de emprego agora. Mesmo que você tenha bons motivos para mudar, seja paciente e aguarde a tormenta passar. Quando ocorrem demissões, os empregados mais recentes são os primeiros na fila dos demitidos, porque o custo da demissão é mais baixo.

A segunda: concentre suas energias em suas tarefas. A pior coisa que pode acontecer em um momento de crise é criar uma situação interna ruim, através de boatos e diz-que-diz.

E a terceira: não seja pessimista, mas não exagere no otimismo. Não é preciso deixar de comer ou de se divertir com a família, mas é prudente evitar fazer dívidas pesadas e de longo prazo.

Para Luiz, o corte no orçamento foi radical.

“Eu cancelei plano de saúde da minha mãe. Minha mãe tem 76 anos”, lembra Luiz Citty.

Luiz tinha 25 anos de serviço em uma grande mineradora em Itabira, Minas Gerais, empresa que demitiu 1,3 mil funcionários em todo o mundo.

“Eu sinto uma tristeza profunda. Acordo de manhã, não tenho nada o que fazer. Fico olhando para o tempo. É como se a gente fosse um material de desgaste. Desgastou, joga fora. É assim que estou me sentindo nesse momento”, Luiz Citty.

“Com essa crise agora, quem vai dar emprego a uma pessoa igual a mim? No meu caso tenho 49 anos”, questiona Joaquim Gomes Neto.

Joaquim trabalhava havia 30 anos na mesma mineradora de Luiz. Ele se sente frustrado por não poder bancar a festa de 15 anos da filha.

“Eu quero uma festa, só que eu não sei se vai poder fazer. Por causa agora que ele não trabalha mais”, conta Patrícia Adriely Gomes, filha de Joaquim.

O importante nesse momento é não se culpar.

“É um problema econômico, não se deprima, não desanime. Mantenha a esperança, a auto-estima, o bom humor e vamos à luta”, aconselha Hélio Zylberstajn.

E agora, uma dica para quem perdeu o emprego: depois de solicitar o seguro-desemprego, não fique parado. Surgir a possibilidade de um serviço temporário ou como autônomo, aceite, mesmo que seja em outro ramo de atividade.

Na hora de voltar a contratar, e essa hora chegará, as empresas vão dar preferência a quem não se deixou abater pela crise.

Mesmo obrigada a interromper a reforma da casa que divide com o filho, a nora e a neta de 3 anos na comunidade de Heliópolis, São Paulo, Silvânia não desanima.

“Não vou chorar. Se é uma crise, então a gente vai enfrentar a crise. Todo mundo vai enfrentar”, comenta Silvânia Barbosa.

A situação pode melhorar ainda este ano.

“A gente precisa ficar olhando o que vai acontecer com o pacote que o presidente Obama vai anunciar e pôr em prática. Se esse pacote der certo, eu acredito que no segundo semestre, mais para o final de 2009, nós vamos ter os primeiros sinais de alguma recuperação”, explica Hélio Zylberstajn.

Enquanto isso, a estratégia de entidades como a Fiesp, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, é negociar com sindicatos a redução de jornada de trabalho e salários em 25%. Uma proposta dentro da lei, mas polêmica, porque não tem qualquer garantia de estabilidade.

“Nós não estamos falando de garantia de emprego, porque isso não está na lei do país”, lembra o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

O melhor caminho em uma situação de crise seria a negociação de horários e salários mais flexíveis por um período determinado, vamos dizer seis meses. Seria bom para as empresas, que não teriam custos de demissão, e para os empregados, que manteriam o emprego.

Brasil gera mais de 1,45 milhão de empregos formais em 2008
Pagina principal / Negócios
20.01.2009
http://port.pravda.ru/busines/20-01-2009/25883-brasilempregos-0

Foram gerados 1.452.204 empregos formais no ano de 2008, o que representou um crescimento de 5,01% no estoque de assalariados celetista em relação a dezembro de 2007. Mais pessoas desfrutando de benefícios como 13º salário, férias remuneradas, FGTS e acesso ao seguro-desemprego. Em termos absolutos, este foi o terceiro melhor resultado da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado esta segunda-feira (19) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

Os recordes anteriores foram em 2007 (1.617.392 postos) e 2004 (1.523.276 postos). O desempenho mais modesto em 2008 reflete os efeitos negativos da crise financeira internacional sobre o mercado de trabalho, vislumbrados em outubro e confirmados nos meses de novembro e dezembro. No último mês do ano, foram fechados 654.946 postos. O Brasil possui hoje em estoque 30.418.394 trabalhadores formais, sendo que 7.720.972 postos só entre 2003 e 2008.

“Um momento de crise não é momento de retirar direitos dos trabalhadores. Precisamos chegar a um acordo que não prejudique os trabalhadores. O Brasil, que pertence ao contexto globalizado, sofreu em dezembro com a crise. Já conversei com o presidente Lula sobre novas medidas que poderão ser adotadas para defender os trabalhadores, que têm como foco a geração de emprego”, destacou o ministro Lupi.

Setores – Todos os setores apresentaram crescimento no nível de emprego em 2008. Em termos absolutos, Serviços, com o aumento recorde de 648.259 postos de trabalho (+5,67%), liderou a geração de postos com carteira assinada no período. Em seguida vêm os setores do Comércio (+382.218 postos; +5,91%); da Construção Civil (+197.868 postos; +12,93%) - resultado recorde da série do período e a maior taxa de crescimento dentre todos os setores -; e da Indústria de Transformação (+178.675 postos ou +2,55%).

A agricultura, ao responder pela elevação de 1,22% ou acréscimo de 18.232 empregos, apresentou um comportamento mais modesto, mas sinaliza a manutenção da trajetória de recuperação verificada em 2006 (+6.574 postos ou +0,45%), quando comparado ao mesmo período de 2005 (-12.878 postos ou -0,87%) e confirmada em 2007 (+21.093 postos ou +1,43%).

Regiões - Em termos geográficos, os dados mostram expansão generalizada do emprego. Nas grandes regiões verificou-se o seguinte comportamento: Sudeste (+840.299 postos ou + 5,21%), o segundo melhor resultado, superado pelo ocorrido em 2007 (+949.797 postos ou +6,25%); Sul (+275.363 postos ou + 5,12%); Nordeste (+203.617 postos ou +4,82%), a segunda maior geração de empregos, muito próxima do recorde registrado em 2007 (+204.310 postos ou +5,08%); Centro-Oeste (+106.351 postos ou +5,26%), o segundo maior saldo do período, menor apenas que o verificado em 2004 (+111.302 postos ou +6,48%) e Norte (+26.574 postos ou +2,20%).

Dezembro de 2008 - No mês de dezembro verificou-se redução de 654.946 postos de trabalho, queda de 2,11%, tomando como referência o estoque do mês anterior. Tradicionalmente, os dados do Caged evidenciam uma marcada sazonalidade negativa (entressafra agrícola, término do ciclo escolar, esgotamento da bolha de consumo no final do ano, fatores climáticos) no mês de dezembro, que permeia quase todos os subsetores de atividade econômica e estados.

Além dos fatores sazonais, o comportamento do emprego no mês de dezembro também é alimentado por fatores conjunturais que amenizam ou acentuam a sazonalidade negativa presente no mês. Em dezembro do ano passado, todos os subsetores e Unidades da Federação apresentaram declínios acentuados no nível de empregos. Em termos setoriais, a Indústria de Transformação (-273.240 postos ou -3,67%); a Agricultura (-134.487 ou -8,14%); os Serviços (-117.128 postos ou -0,96%) e a Construção Civil (-82.432 postos ou 4,55%) foram os principais setores responsáveis pelo declínio do emprego no mês. Quanto aos estados, os que mostraram as maiores quedas foram: São Paulo (-285.532 postos ou -2,74%), Minas Gerais (-88.062 postos ou -2,64%), Paraná (-49.822 postos ou -2,36%), Santa Catarina (-27.843 postos ou -1,78%) e Rio Grande do Sul (-27.678 postos ou -1,33%).

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
http://port.pravda.ru/busines/20-01-2009/25883-brasilempregos-0

Combate à crise
BB e Caixa vão exigir contrapartida de emprego em novos financiamentos públicos

Publicada em 20/01/2009 às 23h57m
O Globo
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/01/20/bb-caixa-vao-exigir-contrapartida-de-emprego-em-novos-financiamentos-publicos-754066532.asp

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinará, na quinta-feira, aos dirigentes do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal, que passem a exigir contrapartidas de geração e manutenção de emprego nos novos financiamentos públicos, mostra reportagem de Geralda Doca, na edição desta quarta-feira, do Globo. A contrapartida valeria mesmo para os recursos do Tesouro Nacional, com taxas de juros mais baixas que as cobradas pelo mercado, informou fonte do primeiro escalão do governo.

Em encontro de cerca de três horas com dirigentes das centrais sindicais , na segunda-feira, Lula, que está determinado a agir para evitar que o desemprego suba ainda mais, prometeu que as novas desonerações de tributos em estudo pelo governo terão como contrapartida a manutenção dos empregos. Ou seja, as empresas só poderão se beneficiar da redução de impostos e contribuições se garantirem que não demitirão pessoal. Lula avaliou como positiva a reunião com seis centrais sindicais.

Nos empréstimos com recursos do Fundo Amparo ao Trabalhador (FAT) e do FGTS, já existe uma orientação nesse sentido do Ministério do Trabalho. Porém, somente o BNDES estaria cumprindo a exigência. Agora, BB e Caixa também terão de seguir o exemplo. Além disso, deverá ser publicada nesta quarta-feira, no Diário Oficial da União, uma portaria com nomes do grupo de acompanhamento que vai fiscalizar a aplicação dos recursos dos dois fundos do trabalhador, juntamente com o compromisso dos tomadores com a geração de emprego.

Segundo interlocutores do Palácio, o presidente Lula teria ficado irritado com o ministro Guido Mantega porque a Fazenda não exigiu contrapartida de manutenção de empregos das montadoras ao conceder redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis .

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Empresa fiel, cliente idem.

Empresa fiel, cliente idem.
Site Popular

Não será novidade nenhuma falar aqui sobre a forma como as empresas maltratam os consumidores; assim não fosse, não existiriam os Procons nem as associações de defesa do consumidor.

As prestadoras de serviços impõem os chamados contratos de adesão, nos quais o cliente não tem opção de mudar uma cláusula que o desagrade. Escolas, cursos livres, telefônicas, provedores de TV a cabo, enfim, uma gama razoável de fornecedores procuram sempre se garantir penalizando o cliente que resolver desistir do contrato, seja qual for o motivo.

As multas para quem desiste de alguns serviços são pesadas, penalidades injustas, que procuram “fidelizar” o cliente da maneira errada. As companhias de celular alegam que a multa contratual se deve ao fato de os aparelhos serem subsidiados. Ocorre que clientes satisfeitos não costumam trocar o prestador de serviço, sendo os preços equivalentes. Quem deve ser fiel nessa história de relacionamentos conturbados entre fornecedores e usuários são as empresas, proporcionando serviço adequado. Mas as companhias em geral mantêm uma distância asséptica dos consumidores; geralmente é impossível falar com qualquer pessoa que tenha poder de decisão. Os que obtêm algum sucesso em suas queixas contra a maioria das empresas recorrem às seções de reclamações dos jornais.

A Telefônica divulgou um folheto com ofertas para a contratação de um conjunto de serviços, o Trio, composto por conexão de alta velocidade Speedy de 1 mega, pacote de TV a cabo Família HBO e a linha telefônica “Fale à vontade” (na verdade, limitada a 2 mil minutos mensais), por uma mensalidade de R$ 148,60. A propaganda, no entanto, omite a exigência de contratar um provedor para acessar o Speedy ou pagar a “taxa de conexão” de R$ 8,70, proibida por decisão liminar da Justiça de Bauru (SP). Consultada a respeito, a assessoria de imprensa da Telefônica nem se dignou a responder se a liminar permanece em vigor.

Quem contratar o pacote Trio da Telefônica fica sem saber que estará sujeito a pesadas multas em caso de desistência antes de 18 meses: Para a TV a cabo, R$ 350; para o Speedy, R$ 300,00. Se o serviço for ruim e o cliente, coitado, tiver sido “fidelizado” pelo leonino contrato de adesão, terá de arcar com as multas. A empresa, por sua vez, se prestar serviços de má qualidade (e aí se inclui o atendimento telefônico dos tais “call centers”, não sofrerá nenhuma sanção).

A NET não fica atrás no quesito omissão de informações e propaganda enganosa. Começa por não divulgar sua linha gratuita (0800 7010358) – questionada por que a NET não divulga o número 0800, a atendente informa, candidamente, que se o cliente ligar na central de relacionamento, ele o obterá

O NET fone é oferecido no pacote com a TV a cabo e banda larga “sem mensalidade” durante os seis primeiros meses; o cliente pagará só o que falar. Passado este período, cobra-se uma franquia pela linha, que dá direito a determinados minutos de ligações. Ora, dá na mesma.

A questão das multas contratuais deve ser revista, porque é um abuso. Um cliente só deixa de usar os serviços de uma empresa se forem de má qualidade, se mudar de cidade e não houver cobertura, ou se ficar desempregado e não puder mais arcar com a mensalidade. Não é necessário, impor multas para “fidelizar” clientes.

Primeiro, porque a empresa é que tem de ser fiel (e correta, ética, honesta) a eles; segundo porque quem é bem servido não muda de fornecedor, e raramente se deixa cooptar por ofertas de preços inferiores.

É preciso mudar a cultura empresarial que toma os consumidores por tolos, com a prestação de informações falsas ou incompletas, o uso de termos até mesmo bobos, como “seminovos”, os preços disfarçados, terminados sempre em “99”.

Luiz Leitão luizmleitao@gmail.com

Sitepopular /Luiz Leitão/Colaborador

Luiz Leitão - Colunista e colaborador do Sitepopular

luizleitao@ebb.com.br

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Um Nerd pode ter mais audiência que a novela das 8?

Publicado em 30/05/2008 pelo(a) wiki repórter Infobot.com.br , Curitiba-PR

Vídeo Nuna Nuna no YouTube - Foto: Claudio Torres

Pare e pense: um garoto gordo e feio cantando para uma WebCam, pode ter mais audiência do que a novela da oito da Rede Globo?

Se você acha que não, pare tudo que está fazendo e leia este artigo. Se tem dúvidas, leia agora; se acha que sim, mas não sabe como, é melhor ler assim mesmo.

Muitas empresas e agências encaram a publicidade na internet como o futuro.
Infelizmente, só vão perceber que ele é presente quando seu concorrente transformar seu negócio, sua propaganda e sua agência em passado.

Um dos fatores que "seguram" os clientes é que a internet é, por natureza, seletiva. A mensagem tem que ser direcionada a um público-alvo bem definido e a peça publicitária tem que ser inteligente, ter conteúdo e ser criativa.

No comercial de TV, se a agência fizer um péssimo comercial, a peça publicitária é apresentada mesmo assim e o cliente tem a sensação que fez propaganda para milhões de pessoas (todas entediadas com o que viram, mas viram). O cliente também não define o público-alvo, pois joga a propaganda ao vento para milhões de pessoas, gasta centenas de milhares de reais e fica feliz.

O fato é que conhecer o público-alvo, criar um a peça publicitária inteligente, com conteúdo e criatividade, é a idéia mais básica do marketing e da publicidade, mas como tudo na TV emburrece, também a publicidade segue este caminho.

Além disso, a completa falta de monitoramento dos resultados da publicidade no rádio, jornal e TV é confortável para muita gente. Se eu gasto dinheiro e estou acostumado que não sei o resultado, então está ótimo para todo mundo. Mas quando vou criar publicidade para 40 milhões de brasileiros na internet, eu tenho que conhecer meu cliente, ser inteligente, criativo, gerar conteúdo, e ainda assim vou saber exatamente o resultado disso tudo, contar cada pessoa que assistiu e se influenciou com minha propaganda? Ahhhh, isso não tem a menor graça. E se der errado? Como é que eu fico?

É por isso que o mercado publicitário ainda navega na internet como se ela fosse o futuro, e seu cliente também, afinal você ainda acredita que:
  • A MicroSoft é a maior empresa de software do mundo: não, o Google já é a maior empresa de software do planeta.
  • Não se constrói uma empresa bilionária em poucos anos: bem, o pessoal do YouTube fez isso.
  • A TV ainda é a maior audiência no Brasil: é, não já é a internet, você é que não conhece os números. O vídeo Evolution of Dance tem 40 vezes, e o Nuna Nuna, em português, sete vezes mais audiência que a novela das oito da Globo.
  • O rádio e a TV são as mídias de mais rápida resposta: parece que não, mais de 85% dos jornalistas tem a internet como fonte.
Se você não estiver ativo e presente na Internet (o que vai muito além de ter um site institucional bacana feito em flash), alguém, talvez um blogueiro de 20 anos, vai se posicionar no seu lugar. E quando você achar que o futuro chegou, vai ter que pagar muito caro por ele. Ou porquê seu negócio vai ser dominado por um blogueiro – e você vai pagar uma fortuna para anunciar no blog dele – ou porque seu concorrente já ocupou este espaço e você vai ter que gastar uma fortuna para competir pela audiência dele.

A publicidade na internet é o presente, está acontecendo agora, e se você acha que publicidade na internet é o futuro, talvez seus conceitos é que já sejam passado.

P.S. Se você ainda não está convencido assim, vá ao vídeo Nuna Nuna, no YouTube, onde um nerd canta para uma WebCam. Tem uma audiência, só no Brasil, de mais de 14 milhões de pessoas (em média, somente 3 milhões de pessoas assistem a um capítulo da novela da oito da Globo).
Cláudio Torreswww.infobot.com.br