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domingo, 2 de maio de 2021

MC Mirella seria vítima em caso sobre quadrilha de prostituição

MC Mirella seria vítima em caso sobre quadrilha de prostituição

A morena seria vítima de Rodrigo Otávio Cotait, que de acordo com a Polícia Federal, lidera um complexo esquema de exploração sexual

A funkeira MC Mirella e a modelo Nubia Oliiver estão sendo ouvidas em um caso envolvendo uma rede de prostituição internacional. 

Ainda de acordo com a Polícia Federal, a modelo Nubia Cassia de Oliveira, conhecida como Nubia Oliiver, era uma dessas pessoas que facilitavam o contato para a cabeça da quadrilha. 

Ela enviava fotos sensuais de outras mulheres ao agenciador e combinava um programa sexual com uma delas em troca de uma comissão de mil reais.

A cantora Mirella Fernandez, a MC Mirella, foi inicialmente acusada de aliciar uma adolescente de 17 anos. 

Ela teria oferecido R$ 5 mil para que a garota se encontrasse com Wissam segundo informação publicada inicialmente pela Quem. 

Porém segundo esclarecido por sua advogada, Mirella também acabou sendo vítima do empresário. 

Saiba mais https://observatoriodemusica.uol.com.br/noticia/polemica-mc-mirella-seria-vitima-em-caso-sobre-quadrilha-de-prostituicao

“NOTA DE ESCLARECIMENTO

Nos últimos dias alguns veículos de imprensa noticiaram acerca de uma operação da polícia federal de Sorocaba denominada como ‘operação harém’, e vincularam o nome da Mirella.

Prezando sempre em trazer a verdade sem qualquer sensacionalismo ou fake news, queremos esclarecer a todos os fãs da Mirella que apesar do nome dela constar no processo (ação cautelar sob o número 5005318-56.2020.4.03.6110 e Inquérito 5003525-82.2020.4.03.6110) a mesma foi ouvida da condição de VÍTIMA e TESTEMUNHA, ou seja a Mirella não figura como investigada e nem está sendo acusada de qualquer crime, qualquer dúvida podem verificar o processo e o inquérito.

Inclusive, queremos aproveitar esse espaço para fazer um alerta a várias jovens que sonham com a carreira artística, pois como sabem, desde muito cedo a nossa Mirella sonhava se tornar uma estrela e aos 16 anos foi procurada por um empresário o qual lhe propôs um contrato para viajar e divulgar shoppings e marcas de maquiagens, graças ao bom Deus e a família atenta da Mirella, maiores danos não ocorreram, mas hoje sabemos que muitas garotas foram vítimas de crimes, esperamos que a justiça localize e responsabilize cada pessoa responsável por esses crimes.

Jovens, e principalmente pais e mães, fiquem atentos(as), acompanhem de perto da carreira dos seus filhos(as) para evitar a aproximação de pessoas mal intencionadas.

Sem mais, agradecemos o respeito e carinho de sempre com a nossa estrela.

Equipe Mirella Sierra Fernandez”.

Siga a advogada no instagram: https://www.instagram.com/dra.adeliasoares/ 

Fantástico revela que ex-BBB é advogada de MC Mirella e surpreende internautas



MC Mirella e Dynho Alves estão confirmados no Power Couple Brasil 5, da Record TV! 

Além de Mirella e Dynho, outros sete casais já foram confirmados: Mirela Janis e Yugnir Ângelo, Renata Domínguez e Leandro Gléria, Thiago Bertoldo e Geórgia Fröhlich, Jonathan Costa e Carolina Santos, Li Martins e JP Mantovani, Mari e Matheus, Fernanda Medrado e Claytão DJ.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Juiz chama cachorro para depor como testemunha em caso de assassinato

Juiz chama cachorro para depor como testemunha em caso de assassinato

'Scooby' teria latido ao ser confrontado com suspeito em tribunal.
Segundo juiz, é a 1ª vez na história que cão 'depõe' como testemunha.

Do G1, em São Paulo


Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A vida imita a arte: Scooby é chamado para 'resolver' crime na França. (Foto: Divulgação)

A Justiça francesa convocou um cachorro para depor como testemunha na investigação da morte de um morador de Paris. Batizado de 'Scooby', o cão será chamado ao tribunal e confrontado com os suspeitos de terem matado seu dono, encontrado morto em um apartamento no centro da capital francesa.

Inicialmente, a polícia acreditava que a morte do homem de 59 anos se tratava de um suicídio. Mas, após a insistência da família em investigar as causas da morte, o caso foi levado à Justiça. De acordo com reportagem do jornal britânico 'Daily Telegraph', o cão teria 'latido ferozmente' durante uma audiência preliminar ao ser colocado em frente a um dos suspeitos do crime.

O juiz Thomas Cassuto deve decidir em breve se há evidências suficientes para levar o suspeito a julgamento. Ele, no entanto, elogiou a ajuda dada por 'Scooby' às investigações. "Ele tem um comportamento exemplar", afirmou. Segundo Cassuto, é a primeira vez na história que um cão participa de um processo judicial como testemunha.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Família de garota presa com homens em Abaetetuba (PA) reclama de negligência

Família de garota presa com homens em Abaetetuba (PA) reclama de negligência
Folha Cotidiano
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
da Agência Folha, em Belém
KÁTIA BRASIL
da Agência Folha, em Manaus

Mais de sete meses após uma adolescente de 15 anos ter ficado presa com cerca de 20 homens por quase um mês em uma cela de Abaetetuba (137 km de Belém), cinco de seus parentes, protegidos por um programa de proteção a testemunhas, afirmam estar abandonados pelo governo paraense.

Morando fora do Pará, em local sigiloso, eles dizem que estão desempregados, em uma casa sem camas e ganhando R$ 200 por mês para alimentação, remédios e vestuário --o que daria, em média, R$ 40 para cada um.

O caso da jovem foi revelado em novembro do ano passado. Ela havia sido presa em flagrante por furto, e depois foi estuprada e espancada várias vezes pelos homens da cela.

Seus parentes foram inseridos no programa de proteção, o Provita, pois houve rumores de ameaças após a exposição do caso, de repercussão nacional.

Os benefícios para quem participa do programa, uma parceria entre governos estaduais e federal, são estabelecidos caso a caso. No Pará, quem faz o repasse do dinheiro público é uma ONG.

O tio da jovem, que procurou a reportagem para relatar a situação, disse que um dos familiares pediu a ele ajuda financeira, devido às dificuldades. "No início eles [governo] estavam dando uns R$ 400, mas agora baixou para R$ 200."

Os parentes disseram ao tio que, quando foram visitados pela governadora Ana Júlia Carepa (PT), ela prometera emprego e condições dignas de sobrevivência.

Outro lado

A Secretaria da Justiça do Pará negou as afirmações. Luiz Romano, diretor de Cidadania e Direitos Humanos da pasta, citou relatórios que indicam gastos médios de R$ 1.050 por mês com os cinco. No início do programa, afirmou, o governo chegou a dar mais de R$ 5.000 para o grupo.

Para ele, as reclamações têm que ser analisadas à luz da "dinâmica conflitiva" da família e da "grande expectativa" gerada pela tutela estatal.

"No início, eles estavam em uma casa de veraneio, com piscina, faziam churrasco, tomavam cerveja. Agora, estão em um local mais simples, mas que atende perfeitamente a necessidade deles", afirmou.

A moradia atual, afirmou Romano, tem cozinha, sala e dois quartos com camas, além de duas televisões.

Para o diretor, que é psicólogo, a transformação na vida das pessoas que estão protegidas leva a perdas afetivas, que podem gerar insatisfação e uma vontade de reparação.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Procon autua hotéis de luxo do Rio por produtos vencidos

Procon autua hotéis de luxo do Rio por produtos vencidos

Os hotéis de luxo Copacabana Palace e Glória, na zona sul do Rio, foram autuados hoje por uma equipe do Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon) por manterem produtos como pães, queijos e sucos com a validade vencida. A fiscalização de hotéis e motéis no Grande Rio faz parte da Operação Dia dos Namorados e vai até sexta-feira. Segundo a assessoria do Procon, os dois hotéis têm prazo de até dez dias para se adequar às normas.

Caso contrário, poderão pagar multa que varia de 200 a 3 milhões de Unidades Fiscais de Referência (Ufirs) - a Ufir vale hoje pouco mais de 1,06 real. O Procon não informou a quantidade de produtos fora da validade, nem quão velhos eram os alimentos. Os dois hotéis são conhecidos pela luxuosidade e hóspedes famosos, como os cantores Mick Jagger e Madonna (Copacabana Palace) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Glória).

O Copacabana Palace, por meio da assessoria, pediu "desculpas" aos consumidores "pela falha apontada". O hotel afirmou que adota "procedimentos internos rigorosos para evitar que eventos desta natureza ocorram", mas que, "infelizmente, houve uma falha neste processo", que resultou na autuação do Procon. "Reafirmamos que nosso objetivo maior é oferecer um produto de qualidade e que todas as medidas cabíveis e corretivas estão sendo adotadas para evitar que este acontecimento se repita", afirmou a nota. Até a noite de hoje, o Hotel Glória não havia respondido aos telefonemas da reportagem.

Isabella: associação de peritos processará Sanguinetti

Isabella: associação de peritos processará Sanguinetti

A presidente da Associação dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo (Apcesp), Maria do Rosário Mathias Serafim, decidiu hoje que ingressará na sexta-feira com um processo pedindo a interpelação judicial do médico-legista George Sanguinetti e da ex-perita Delma Gama. Sanguinetti e Delma classificaram ontem o laudo da Polícia Científica do Estado de "medíocre, dúbio e imaginativo".

A ação pedirá que eles sejam chamados para prestar esclarecimentos a um juiz, na presença de representantes da Apcesp. Além disso, os quatro peritos do Instituto de Criminalística (IC) paulista que assinam o parecer estão dispostos a entrar com uma queixa-crime contra Sanguinetti e Delma. Os peritos Rosângela Monteiro, Marcia Iracema Casagrande, Sérgio Vieira Ferreira e Mônica Miranda Catarino pretendem pedir indenização por calúnia e difamação.

"Conversei com eles, que estão muito magoados e indignados", afirma Maria do Rosário. "Eles entendem que não houve nada de positivo nas críticas. Foram comentários indevidos, feitos sem o menor respeito." Segundo ela, a argumentação do médico-legista e da ex-perita é "vaga" e "facilmente rebatível". Sanguinetti sustentou que Isabella não foi esganada, como indicou a perícia, pois não havia marcas no pescoço dela. "A esganadura pode não deixar marcas de unha, se for feita com a polpa dos dedos", afirma Maria do Rosário. "Os peritos de São Paulo encontraram, sim, marcas no pescoço que indicam asfixia mecânica."

Já Delma contrariou a afirmação dos peritos paulistas de que Isabella foi jogada de pé da janela. Segundo a ex-perita, Isabella foi lançada de cabeça para baixo, pois as marcas na parede externa do edifício indicariam uma das pernas da menina, e não uma mão, como afirmou a perícia oficial. "Não faz sentido inverter a posição da menina", rebate a presidente da Apcesp. "Aquela marca não pode ser de um joelho, pois ficaram marcados os cinco dedos da mão."

Família

O médico-legista e Delma foram contratados pela família Nardoni para analisar os laudos oficiais. Sanguinetti e a ex-perita apresentaram as conclusões ontem. Isabella foi morta aos 5 anos, em 29 de março, no prédio onde moram o consultor jurídico Alexandre Nardoni e a mulher dele Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina, na zona norte da capital paulista. Segundo a polícia, Isabella foi asfixiada e jogada do 6º andar. Alexandre Nardoni e Anna Carolina são acusados pela morte da menina e serão interrogados amanhã à tarde pelo juiz Maurício Fossen, no Fórum de Santana, também na zona norte da capital.

Apesar da fama, perito pouco influenciou em caso PC Farias

DA SUCURSAL DO RIO

28/05/2008

Há um abismo entre a projeção midiática do médico George Sanguinetti no caso PC Farias e a sua importância no inquérito policial e na denúncia do Ministério Público que sustentaram que Paulo César Farias e Suzana Marcolino foram mortos por um terceiro.
As mortes ocorreram em 1996. De imediato, a polícia de Alagoas apontou para a versão que Suzana matara o ex-tesoureiro de campanha de Fernando Collor de Mello e, em seguida, suicidara-se.
Com base em fotografias dos cadáveres, o então professor universitário de medicina legal Sanguinetti contestou a linha oficial e se tornou conhecido. Embora não fosse perito do caso, seu parecer foi anexado ao processo. Suas impressões, contudo, não foram consideradas oficialmente.
Em 1996, um primeiro laudo fundamentou a versão original -questionada por uma segunda equipe, que teve suas conclusões reforçadas por uma terceira. Com base nos últimos laudos, polícia e Ministério Público reavaliaram o caso e, em 1999, concluíram ter havido duplo homicídio -sem considerar a opinião de Sanguinetti.
Com a fama no caso PC Farias, Sanguinetti elegeu-se vereador em Maceió (hoje, é filiado ao PV) e assinou como perito particular pareceres de crimes fora de AL. Além de médico-legista, é psiquiatra e coronel-médico (fora da ativa) da Polícia Militar de Alagoas.
Em decisões, a Justiça estadual ignorou Sanguinetti, criticou o primeiro laudo e elogiou os seguintes. Chamado de "legista do caso PC", Sanguinetti é uma figura irrelevante no processo que investiga a morte de Paulo César Farias.


segunda-feira, 26 de maio de 2008

Decisão do TJ-SP define que porte de droga não é crime

Decisão do TJ-SP define que porte de droga não é crime

Três magistrados da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) absolveram, em 31 de março, Ronaldo Lopes, preso com 7,7 gramas de cocaína. Eles entenderam que portar droga para consumo próprio não é crime. Foi justamente da Corte mais conservadora do País que surgiu a decisão sobre a descriminação do uso de drogas. Ainda pode haver recurso para a decisão, tomada em segunda instância.

A maioria dos especialistas ouvidos pela reportagem concorda com o entendimento do TJ. Segundo eles, trata-se da primeira decisão de segunda instância que descrimina o uso de drogas no Brasil, após a promulgação da Lei 11.343, em 2006, que mudou as penas e os crimes relativos a entorpecentes. A decisão vale para o caso de Lopes, mas abre precedente para que todos peçam o mesmo tratamento.

O relator do caso, juiz José Henrique Rodrigues Torres, da Vara do Júri de Campinas, convocado para atuar como desembargador em alguns casos, entendeu que classificar como crime o porte de drogas para consumo próprio é inconstitucional porque viola os princípios da ofensividade (não ofende a terceiros), da intimidade (trata-se de opção pessoal) e da igualdade (uma vez que portar bebida alcoólica não é crime).

Lopes foi flagrado pela polícia com três papelotes de cocaína em 17 de fevereiro de 2007. Admitiu a posse da droga e argumentou que era para consumo próprio. Torres argumentou que apenas a quantidade de droga não é determinante para saber se alguém é traficante. No caso de Lopes, como a denúncia que o acusava de tráfico era anônima, o juiz entendeu que ela não tinha valor.

O porte de drogas para consumo próprio está previsto como crime no artigo 28 da Lei 11.343, de 2006, com pena de prestação de serviços à comunidade. Na opinião do juiz, porém, esse artigo é inconstitucional. Para Torres, ao estabelecer que a droga é para "consumo próprio", já não se pode falar em lesão a terceiros, mas em autolesão. "Não se pode admitir qualquer intervenção estatal, principalmente repressiva e de caráter penal, no âmbito das opções pessoais, máxime (principalmente) quando se pretende impor pauta de comportamento na esfera da moralidade", afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Filho de empresário mata seqüestrador a machadadas e foge de cativeiro

Fabiana Buzzo / Agência Anhangüera

O empresário de Carapicuíba, na Grande São Paulo, Pedro Ivo Torres de Souza, 21 anos, seqüestrado na última sexta-feira, conseguiu fugir do cativeiro em que era mantido, na Rua Olivindo Fonseca, 142, na Vila Margarida, em Americana, após matar um dos bandidos e render outras duas pessoas. Souza se aproveitou do momento em que o chapa Robson da Silva Barbosa, 37 anos, dormiu para pegar um machado que havia escondido embaixo do colchão e atacar o seqüestrador que foi atingido por três golpes no pescoço e na cabeça. Pedro então pegou a arma que estava com Barbosa, um revólver calibre 38, e rendeu o dono da casa, Gamaliel Carlos Moraes, 41 anos, e a recepcionista Kaline Cantalli Boer, 21 anos, que estavam no cômodo ao lado consumindo crack. Outros dois acusados, um primo de Pedro, Nilson de Matos e o sobrinho dele, Alexandre de Matos, de 28 anos, apontados como os "cabeças" do grupo estão foragidos. A polícia prendeu ainda a mulher de Alexandre, a auxiliar de retorsão Rosivania Maria Sacarante, de 29 anos, acusada de participação no crime.

O empresário obrigou o casal a levá-lo até a delegacia. No caminho, o grupo cruzou com uma viatura da Guarda Municipal de Americana (Gama). "Os guardas avistaram no interior do veículo um indivíduo que estava gritando "estou seqüestrado" e efetuou a abordagem. Os três ocupantes do veículo desceram e a vítima disse que estava armado e contou sobre o seqüestro", disse o sub-inspetor da Gama, Charles. Os patrulheiros seguiram até a casa indicada, uma construção antiga de alvenaria e encontraram Barbosa morto em cima de um colchão. Segundo apurou a polícia, Barbosa prestava serviços esporádicos como chapa na transportadora do pai de Pedro, o também empresário Antônio Alves de Souza, 46 anos. O casal indicou a casa de Rosivania no bairro Campo Limpo. Os guardas foram até o local e encontraram em frente a residência uma mochila azul contendo uma espingarda calibre 24, de origem espanhola, desmontada. Pedro reconheceu a arma como aquela que foi usada para rendê-lo. Rosilvania confessou que esteve no cativeiro por duas vezes para entregar lanches que seriam servidos ao empresário.

Pedro foi seqüestrado por volta das 20h30 de sexta-feira na porta da transportadora. O empresário relatou à polícia que foi rendido por Nilson que estava armado e o colocou em um Gol cor chumbo, tapou os seus olhos e anunciou o seqüestro.

Nesse momento o pai de Pedro ligou em seu celular e o filho contou sobre o seqüestro e que o primo queria R$ 200 mil pelo resgate. O empresário foi levado para um canavial, em Santa Barbara d´Oeste onde passou a noite. No sábado pela manhã ele foi levado para a casa que serviria de cativeiro.

A família contou que os seqüestradores fizeram três ligações para negociar o valor do resgate. Na primeira, feita do celular de Pedro, a quadrilha informou apenas sobre o seqüestro. Pedro fez ainda uma outra ligação pedindo que o pai ficasse ao lado de sua mulher. No sábado, a quadrilha retornou a ligação e exigiu R$ 200 mil para libertação. "Eles disseram que queriam R$ 200 mil, mas que deixariam por R$ 100 mil. Procuramos a polícia e fomos orientados na negociação. No mesmo dia recebemos outra ligação e eles reduziram o valor do resgate para R$ 50 mil", contou o pai de Pedro. O resgate não chegou a ser pago. Ainda no sábado Pedro chegou a ligar para o pai para pedir que ficasse ao lado da mulher.

Moraes, Kaline e Rosivania foram presos em flagrante por extorsão mediante a seqüestro. A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Americana investiga o paradeiro dos outros dois acusados em um trabalho conjunto com a Setor Anti-Seqüestro de Carapicuíba. Segundo o delegado Claudiney Albino Xavier, ainda não é possível afirmar se a quadrilha esteve envolvida em outros seqüestros. "Só saberemos quando forem detidos os demais", disse.

Judiciário vai analisar caso

A conduta do empresário Pedro Ivo Torres de Souza, 21 anos, será submetida à análise do Poder judiciário. O empresário que foi seqüestrado na última sexta-feira matou um dos homens que o mantinha em cativeiro, rendeu outros dois e fugiu. O delegado seccional de Americana, Paulo Roberto Rodrigues Jodas, explicou que em tese Pedro não deve responder a processo porque teria agido em legítima defesa, mas o caso deve ser encaminhado para análise do Poder Judiciário.

"Na verdade ele cometeu uma conduta ilícita que não é punível. Em tese ele pode ter uma excludente de criminalidade. Mas todos os fatos delituosos são encaminhados judiciário e caberá ao juiz ou ao promotor analisar o fato", explicou.

O pai do empresário, Antônio Alves de Souza, contou que os seqüestradores reclamaram ao filho da demora para o pagamento do resgate e disseram que "com dinheiro ou sem dinheiro não daria para libertá-lo". Para o pai ação de Pedro que resultou na morte do chapa foi um ato de desespero. "Ele já estava sabendo que iria morrer. O rapaz deu uma vacilada e ele fez, mas não como todo mundo que isso pode dar certo", ponderou. (FB)

Família já desconfiava do primo, diz pai

"Foi a pior besteira que fiz na vida". Foi com essa frase que Antônio Alves de Souza, pai do empresário Pedro Ivo Torres de Souza, 21 anos, seqüestrado na última sexta-feira, resumiu o contato feito com o primo, Nilson de Matos, acusado de ser um dos "cabeças" do crime. Antônio disse que a família já desconfiava do primo que havia sido vistos por guardas da transportadora na noite de sexta-feira próximo ao muro da empresa.

Antônio contou que o primo cumpria pena em regime fechado na Penitenciária de Marília e que na saída do indulto de Natal foi visitá-lo e pediu emprego. "Ele falou que assim poderia ser transferido para Franco da Rocha e ficar no semi-aberto", contou. Ele contratou o primo para trabalhar com serviços de pintura e faxina de uma escola de futebol que é de propriedade do filho.

"Passado alguns dias estranhei que ele chegou muito cedo no trabalho, entrei em contato com o despachante que disse que ele não estava dormindo no presídio. Falei com ele e ele sumiu. Só apareceu há uns 20 dias com um carro", contou. De acordo com o empresário, Matos foi embora e retornou na semana passada. "Na sexta ele apareceu de novo. A gente já desconfiava que era ele. Temos câmeras de vídeo na empresa. O guarda viu que Nilson estava com outra pessoa encostado no muro", explicou.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Hebe: jóias roubadas da mansão

Hebe: jóias roubadas da mansão
por Marina Forte,



O que você faria se após oferecer uma grande festa, notasse que jóias e objetos de valor foram furtados de sua casa? Pior que isso. Sem testemunhas do ocorrido, de quem desconfiaria: de seus funcionários ou de algum convidado? Essa questão delicadíssima vem sendo enfrentada por Hebe Camargo.

No último dia 25, durante a inauguração da nova ala de sua mansão no Morumbi (SP), a apresentadora teve alguns pertences roubados. Discreta, ela procurou manter sigilo sobre o assunto. Ontem, porém, tive acesso à história. Uma pessoa próxima da artista garante que ela está muito abalada com a situação e quer preservar os amigos queridos. A assessoria de Hebe, porém, nega que o roubo tenha ocorrido durante o evento. "Não sabemos se o furto foi cometido por algum funcionário ou alguém que conhece a casa. Isso é o mais preocupante. Mas o caso vem sendo investigado", despistou o assessor Edgard Ribeiro.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Austríaco que prendeu a filha diz que era "viciado" em incesto

Austríaco que prendeu a filha diz que era "viciado" em incesto

VINA, Áustria - O aposentado Josef Fritzl disse nesta quinta-feira à revista "News", que ficou viciado na prática de incesto com sua filha Elisabeth, que manteve presa em um porão por 24 anos e teve sete filhos com ela. Ele disse também que aprisionou a filha, então com 18 anos, para salvá-la do mundo exterior.

Segundo ele, o desejo de manter relações sexuais com a filha foi ficando cada vez mais forte com o passar do tempo e, mesmo sabendo que estava machucando Elisabeth e que ela não gostava daquela situação, aquilo teria virado um vício.

Elisabeth, de 42 anos, viveu 24 anos presa dentro do porão sem janelas. No local, ela teve sete filhos. Três crianças ficaram com ela e nunca viram a luz do dia. As outras três, foram criadas pelos avós e um morreu três dias após nascer.

Fritzl, que também teve sete filhos com sua mulher, disse que prendeu Elisabeth depois que ela começou a desobedecer regras. A menina consumia bebidas alcoólicas, fumava e teria fugido de casa algumas vezes.

Josef acredita que tentou salvar a vida de sua filha impondo a ela um treinamento a fim de que se tornasse garçonete. Segundo ele, algumas precauções precisavam ser tomadas para manter a adolescente "rebelde" longe do mundo exterior, mesmo que para isso precisasse usar formas violentas.

Ainda de acordo com a publicação, Fritzl disse ter se visto preso em um ciclo inescapável quando trancou Elisabeth no porão. Ele diz que sabia que o que estava fazendo não era certo, mas que a vida paralela no porão foi se tornando cada vez mais natural.

O advogado de Fritzl afirmou que seu cliente precisa ser submetido a exames psicológicos a fim de avaliar se está em condições de ser julgado. O aposentado, de 73 anos, se descreve como um homem que valoriza a decência e as boas maneiras e que acredita, que o fato de ter sido criado nos modos disciplinares da época nazista, pode ter tido alguma influência sobre seu comportamento.

Ele finalizou a entrevista dizendo que quando ia ao porão levava flores e livros para Elisabeth e brinquedos para as crianças.

(FP)

Com Reuters

quarta-feira, 7 de maio de 2008

"Não sou um monstro", diz austríaco que aprisionou filha

"Não sou um monstro", diz austríaco que aprisionou filha

O austríaco Josef Fritzl, 73, preso por ter mantido sua filha Elisabeth em cativeiro por 24 anos e abusado sexualmente dela, disse que não é um "monstro",
pois teve a possibilidade de matar suas vítimas sem ser descoberto e não o fez.

Segundo o jornal "Österreich", esta declaração é parte do que Fritzl falou para seu advogado, Rudolf Mayer. "
Poderia ter matado todos e não aconteceria nada. Ninguém me descobriria", afirmou Fritzl.

O jornal diz que Fritzl criticou a imprensa por falar de forma arbitrária e parcial sobre ele. "Não sou um monstro", disse. Segundo o "Österreich", Fritzl lembrou que em 19 de abril ele mesmo decidiu tirar do porão sua filha Kerstin e a levar ao hospital por causa de grave estado de saúde.

Kerstin nasceu no porão da casa de Fritzl, em Amstetten, na Áustria. A menina, hoje com 19 anos, passou a vida inteira sem ver a luz natural. Foi o aparecimento de Kerstin no hospital que levou as autoridades a descobrirem o crime, um dos maiores da história da Áustria.

Caso Fritzl - No último dia 29, testes de DNA confirmaram que Fritzl é o pai dos seis filhos ainda vivos que Elisabeth teve no período em que ficou aprisionada em um porão sem janelas. Ele abusava sexualmente da filha desde que ela tinha 11 anos. Em uma das vezes que Elisabeth engravidou, ela deu à luz gêmeos, dos quais um morreu três dias após nascer.

De acordo com o chefe da Promotoria local, Peter Ficenc, citado pela Reuters, o austríaco está sendo investigado por homicídio por omissão de socorro. Ele confessou ter queimado a criança logo após ela ter morrido. Ficenc disse também que as investigações estão acontecendo por estupro, incesto e coerção.

O caso veio à tona no último dia 27, depois de a polícia ter prendido o suspeito e encontrado o porão onde ele mantinha a filha presa. A investigação começou quando uma das supostas filhas dos dois, de 19 anos, ficou seriamente doente e foi levada ao hospital. Os médicos resolveram, então, apelar para que a mãe da menina aparecesse para fornecer mais detalhes sobre seu histórico clínico.

Elisabeth teria sido aprisionada pelo pai no dia 28 de agosto de 1984, quando tinha, então, 18 anos. Em depoimento à polícia, ela disse que seu pai, Josef Fritzl, atraiu-a ao porão do local em que viviam. Antes de aprisioná-la, ele a teria sedado e a algemado.

A polícia disse que uma carta escrita por Elisabeth aparentemente apareceu um mês depois de seu desaparecimento. Ela pedia aos pais que não procurassem por ela.

Libertação - Em determinado momento, Fritzl teria libertado Elisabeth e dois dos filhos que viviam com ela no porão, dizendo à sua mulher que a filha desaparecida desde 1984 havia decidido voltar para casa.

Após ter recebido uma pista, a polícia encontrou Elisabeth e Josef perto do hospital onde a filha de 19 anos estava sendo tratada. No dia seguinte, a polícia disse que os investigadores encontraram o local onde Elisabeth ficou aprisionada.

Elisabeth concordou em fazer um relato à polícia após receber garantias de que não teria outros contatos com o pai, que teria abusado dela desde os 11 anos.

Três de seus filhos, com 5, 18 e 19 anos, ficaram trancados no porão desde que nasceram e nunca viram a luz do sol. Os dois mais novos eram meninos e a mais velha, menina. As outras três crianças --duas meninas e um menino-- foram criadas por Josef e sua mulher.


por Folha Online

terça-feira, 6 de maio de 2008

As vítimas de Fritzl

Tio Sam News

Vítimas de Fritzl tentam levar vida normal, mas médicos temem seqüelas

VIENA (AFP) — As vítimas do caso do seqüestro do "monstro de Amstetten" progridem na sua adaptação à vida normal, mas os médicos responsáveis há 10 dias pela austríaca Elisabeth Fritzl e seus filhos apontaram nesta terça-feira o medo de que as seqüelas sejam irreversíveis.

"O ar fresco, a luz do dia e uma dieta equilibrada os estão ajudando", assinalou Berthold Kepplinger, chefe da equipe de 15 psicólogos que tratam de Elisabeth, de 42 anos, seus cincos filhos entre 5 e 18 anos e sua mãe, Rosemarie, de 69 anos.

Em 27 de abril, Elisabeth abandonou pela primeira vez, em 24 anos, o porão de 60 metros quadrados e 1,70 metro de altura, sem janelas, onde viveu presa desde os 18 anos, sofrendo sistemáticos estupros do pai, Josef Fritzl, de quem teve sete filhos.

A hospitalização da filha mais velha em abril, de 19 anos e em estado crítico, serviu para revelar o assombroso crime.

Tanto ela, que ainda se encontra no hospital, como dois de seus irmãos, de 18 e 5 anos, viviam presos com a mãe e nunca haviam visto a luz do sol.

As outras três crianças - duas meninas e um menino de 12, 15 e 16 anos, respectivamente - foram retiradas do porão quando tinham poucos meses pelo próprio Fritzl, que os adotou oficialmente junto a sua esposa.

O suspeito enganou a todos, afirmando que sua filha havia fugido de casa para ingressar em uma seita e que havia deixado os filhos na porta da casa.

O estado de saúde da filha mais velha, que continua em coma induzido, evolui muito lentamente e os médicos ainda não conseguiram identificar sua doença.

Em contrapartida, os outros membros da família "estão bastante bem, dadas as circunstâncias", assinalou Kepplinger.

"O mais novo é o mais encantador, simpático, e sociável", acrescentou.

A mãe e a avó preparam o café da manhã e o jantar para a família no local onde se encontram, isolados do mundo e da imprensa.

Fisicamente, eles ainda estão se adaptando progressivamente à luz natural e estão aprendendo a se movimentar em um espaço normal.

"Contudo, sua situação é muito difícil e extrema", acrescentou Kepplinger em referência a terapia.

O médico não sabe informar se as crianças maiores sabem ler e escrever porque no porão só havia uma televisão. Os outros três filhos adotados pelo "pai-avô" freqüentavam o colégio normalmente.

Para Elisabeth, "seu filhos fruto do incesto eram essenciais para sobreviver", afirmou por sua vez o doutor Paulus Hochgaterrer, coordenador do tratamento das vítimas de Amstetten.

A psiquiatra Brigitte Lueger-Schuster, especialista em situações pós-conflito, considera que a família vive agora "uma espécie de lua-de-mel" por ter voltado a se reunir, mas que só tomará consciência da sua situação "pouco a pouco".

De todas as formas, superar o passado será tão difícil para a mãe e os filhos presos como para os outros três adotados por Fritzl, para quem "o avô tinha o papel de protetor até 10 dias atrás, quando a polícia o prendeu", concluiu o doutor Hochgatterer.


Austríaco pode ter violentado a neta

O austríaco Josef Fritzl, um engenheiro elétrico de 73 anos que violentou a filha Elisabeth durante os 24 anos que a manteve presa no porão, pode ter abusado também da sua neta Kerstin, segundo informações do jornal britânico Daily Mail. A jovem de 19 anos e mais dois de seus irmãos nasceram em cativeiro e são fruto da violência sexual de Josef. A neta de Josef, no entanto, ainda não tem condições de confirmar a hipótese, pois continua internada em estado grave.

Segundo o médico Albert Reiter, que está cuidando do caso de Kerstin, o quadro da jovem está mais estável, mas acha ela deverá ser mantida sedada e respirando por meio de aparelhos. Os outros filhos de Elisabeth que estavam em cativeiro, Stefan, 18 anos, e Felix, 5 anos, também estão passando por cuidados médicos em uma clínica nos arredores de Amstetten.


Amanhã (7) o austríaco deve comparecer a uma audiência com o promotor responsável pelo caso. Na oportunidade, o magistrado deve se pronunciar sobre a prorrogação ou não da prisão preventiva do acusado, que termina na próxima segunda-feira. Segundo o Daily Mail, Fritzl não quer nem sair da cela porque sofre ameaças dos outros presos.


Com informações do site Terra


Austríaco queria recriar família com sua própria filha

Segundo o chefe da investigação do caso do austríaco que por 24 anos escondeu a filha em um sótão secreto, Franz Polzer, declarou que o pai Josef Fritzl queria recriar uma família igual a que tinha com sua mulher.

Fritzl teve 7 filhos tanto com sua mulher Rosemarie como com sua filha Elisabeth, sendo que o quarto e o quinto, respectivamente, são gêmeos. Após o nascimento de um dos gêmeos que teve com sua filha, em 1996, Fritzl confessou que queimou o cadáver em sua própria casa.

Da redação do clicabrasilia.com.br, com agências


Fritzl planejava construir cativeiro desde 1978

VIENA, Áustria - A polícia austríaca informou nesta segunda-feira que Josef Fritlz, o aposentado que manteve a filha presa em um porão por 24 anos e que teve sete filhos com ela, planejava contruir o cativeiro desde 1978, quando Elisabeth tinha apenas 12 anos.

Em entrevista coletiva, um chefe de polícia disse que Fritzl iniciou a construção do calabouço subterrâneo em 1978 e terminou em 1993, quando teve que aumentar o porão de 35m² para 55m², devido ao nascimento de seu quarto filho de sua relação incestuosa com Elisabeth.

Ainda de acordo com o policial, Fritlz previu instalar uma pequena cela no porão. Atualmente para entrar na prisão, é preciso abrir oito portas, cinco delas com chave e as outras três só abrem com conhecimentos específicos em eletrônica.

Pílulas
Segundo o médico responsável pelo tratamento da família, Fritzl dava pílulas de vitamina D para seus reféns, que dispunham de uma lâmpada ultravioleta, o que explica seu aceitável estado físico apesar da falta de luz.

O estado de saúde de Elisabeth e de dois de seus filhos é melhor que o esperado. No entanto, não se pode dizer o mesmo da filha mais velha, de 19 anos, que continua em estado grave e os médicos a mantêm em coma artificial com respiração assistida.

Elisabeth, de 42 anos, sua mãe de 69, e os cinco filhos restantes recebem atendimento médico em um hospital psiquiátrico. Elas compartilham uma área de 80m² e já começaram a manter um ritmo de vida familiar.

Na próxima quarta-feira, a juíza responsável pelo caso se encontrará com Fritzl pela primeira vez. O advogado do acusado informou que seu cliente deve ir para uma instituição psiquiátrica.

(FP)

Com agências internacionais

sexta-feira, 2 de maio de 2008

O austriaco Josef Fritzl "O monstro de Amstetten"



Austríaco mantém filha presa em porão por mais de 20 anos




Porão onde austríaco manteve filha por mais de 20 anos




Porão onde austríaco manteve filha por mais de 20 anos

Ronald Zak/AP



Imprensa em frente à casa do austríaco que manteve filha presa em porão por mais de 20 anos




Vista aérea da casa casa onde homem manteve filha presa em porão por mais de 20 anos




Responsável pelo caso exibe foto de homem que manteve filha presa em porão por mais de 20 anos


Policiais austríacos fazem vigia em frente à casa onde homem mantve filha presa em porão por mais de 20 anos

Polícia isola austríaco preso devido a ameaça de linchamento

VIENA, Áustria - O austríaco Josef Fritzl, acusado de prender sua filha em um porão por 24 anos e manter relações sexuais com ela, foi isolado no centro penitenciário em que está preso, diante do risco de ser linchado por outros presos.

De acordo com o diretor da penitenciária, da mesma forma que acontece em muitos países, na Áustria, há entre os presos códigos que estabelecem hierarquias para delinquentes e crimes. Desta forma, assassinos e estupradores são vistos como o pior tipo de presos e, por isso, correm o risco de serem linchados.

Segundo um homem de 63 anos que passou três anos preso em uma penitenciária por roubo a banco, nem mesmo o isolamento consegue proteger os pedófilos, pois sempre há um caminho para chegar até eles, seja durante um passeio no pátio ou durante a refeição, que é feita pelos próprios presos.

Fritzl pode ser condenado à
prisão perpétua por homicídio, pela morte de um dos bebês nascidos em cativeiro como fruto das relações sexuais que teve com a filha, mas para isso, os investigadores precisam encontrar provas suficentes que o incriminem. Caso isso não ocorra, o aposentado pegará no máximo 15 anos de prisão por ter trancado e abusado de sua filha por 24 anos, podendo ser solto após sete anos e meio.

Com Agência Efe

Cativeiro subterrâneo da casa de Fritzl centra investigações da Polícia

Viena, 2 mai (EFE).- O porão onde Josef Fritzl trancou a filha Elisabeth durante 24 anos centrou hoje as investigações da Polícia austríaca, enquanto surgiu um relatório policial que indica que o acusado já tinha cometido vários crimes sexuais no passado.

O chefe da investigação, Franz Polzer, disse hoje que o acesso ao cativeiro subterrâneo tinha duas portas de aço, que tinham um mecanismo eletrônico para sua abertura e fechamento à distância, através de um código que apenas Fritzl conhecia.

Segundo Polzer, o trabalho dos policiais se complica por causa da falta de espaço e de oxigênio no porão, o que obriga os peritos a interromperem seu trabalho com freqüência para tomar ar.

Para evitar que os agentes deixem DNA no lugar, eles trabalham sempre com máscaras, explicou Polzer à imprensa. O perito acrescentou que as investigações no local durarão várias semanas.

Elisabeth, de 42 anos, ficou trancada no porão da casa de Fritzl e foi violentada sistematicamente por seu pai, com quem teve sete filhos, nascidos no local em condições subumanas.

A Polícia tenta entender como funcionava toda a infra-estrutura subterrânea instalada por Fritzl durante todos esses anos.

"No porão, há muitos canos que desaparecem nas paredes. Tudo está bem isolado com espuma industrial", disse Polzer.

Por outro lado, o chefe da investigação afirmou que seus agentes completaram "a impressão da família", que revela que o acusado "não é apenas uma pessoa autoritária, mas um verdadeiro tirano, que não permite questionamentos".

Para a família, "era um tabu saber por onde ele andava. E o porão da casa era um tabu especial", explicou Polzer.

Enquanto isso, um dos grandes mistérios do caso parece ter sido esclarecido, com a descoberta de um relatório policial que revelaria que Fritzl teria sido detido em 1967 por violentar uma mulher.

O jornal local "OÖN", que encontrou o documento no Relatório Anual da Polícia de Linz, capital do estado da Alta Áustria, diz que a detenção aconteceu quando Fritzl já havia sido fichado por outra tentativa de estupro e um crime de exibicionismo.

As autoridades do estado da Baixa Áustria, onde está Amstetten, afirmaram não saber nada sobre possíveis crimes de Fritzl no passado.

O delito prescreveu e foi apagado automaticamente dos arquivos, como é previsto pela lei, mas o relatório se encontrava no Arquivo Regional da Alta Áustria.

Ali normalmente são guardados os documentos do Tribunal Regional, que ficam abertos ao público por um prazo de 50 anos.

Um porta-voz da Promotoria da Baixa Áustria, onde Fritzl está preso, disse que esse relatório será considerado na acusação que está sendo preparada contra Fritzl.

Günter Mörwald, diretor da prisão onde Fritzl está recluso, disse hoje ao jornal gratuito "Heute" que o acusado está isolado em uma cela para evitar que seja linchado pelos outros presos.

Segundo a legislação austríaca, Fritzl pode ser condenado a no máximo 15 anos de prisão pelos abusos contra a filha e à prisão perpétua se for provada sua responsabilidade na morte de um dos bebês nascidos em cativeiro.

Apesar de todas as autoridades locais terem afirmado que fizeram tudo "de acordo com a lei", comentaristas do país e estrangeiros não param de expressar suas dúvidas sobre a adoção de três dos filhos de Fritzl por ele e sua mulher, Rosemarie, sobretudo agora com seus antecedentes criminais que reaparecem agora.

Três dos filhos de Elisabeth foram levados para a casa de Fritzl para serem criados como netos, e um deles chegou a ser adotado, enquanto os outros dois foram colocados sob sua tutela.

Os outros três filhos passaram a vida inteira no porão, sem ver a luz do dia.

Kerstin, a filha mais velha de Elisabeth, continua internada em estado grave no hospital de Amstetten, possivelmente por causa de uma infecção originada no cativeiro.
EFE jk/wr/db

Ex-inquilino de austríaco diz que pagou contas de luz do cativeiro

da Efe, em Viena
da Folha Online

Um ex-inquilino de Josef Fritzl, 73, o homem que manteve a filha Elisabeth, 42, aprisionada em um porão durante 24 anos, diz ter certeza de que enquanto viveu na mesma casa pagou, sem saber, a eletricidade consumida pelos habitantes do porão.

Segundo reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal de Viena "Die Presse", Sepp Leitner é um garçom que, no início dos anos 1990, alugou por quatro anos um apartamento de 30 metros quadrados no andar de baixo da casa de Fritzl, na cidade de Amstetten.

Em entrevista ao jornal, Leitner afirma que nunca ouviu qualquer barulho suspeito, mas que chamou sua atenção as exorbitantes contas de luz, pelas quais teve uma briga com Fritzl. Apesar disso, o garçom acabou tendo de pagá-las.

Reprodução Tio Sam News

Hoje, ele diz se arrepender profundamente de não ter perguntado mais, pois está convencido de que se o tivesse feito, o segredo mantido pelo dono do imóvel teria sido descoberto bem antes. Segundo Leitner, sua conta de luz correspondente a um trimestre era de 5.000 xelins austríacos (350 euros).

Na época, ele conversou com outros inquilinos e, ao comparar as faturas, deduziu que a sua não deveria passar de poucas centenas de xelins, e não só por seu imóvel ser pequeno. O garçom explica que quase não tinha eletrodomésticos, nem sequer uma máquina de lavar roupa --levava sua roupa suja para a casa da mãe-- e porque ficava dias fora de casa.

Ele percebeu que, mesmo desligando todas as fontes de consumo elétrico, o medidor de luz continuava marcando. Leitner afirmou que tentou investigar as causas da conta ser alta com um técnico eletricista, mas não obteve sucesso. "Se tivesse continuado escavando até revelar o segredo das contas de eletricidade, talvez há muito tempo teria encontrado o esconderijo".

Proibições

O garçom lembra de ter visto com freqüência Fritzl "entre 22h e 23h entrando no jardim, sempre com sacolas de compras". De acordo com ele, os inquilinos eram proibidos de usar o grande jardim do imóvel, entrar no porão ou utilizar o terraço, e também de ter animais domésticos.

Mas, apesar disso, Leitner comprou um cachorro com a esperança de que Fritzl não descobrisse, mas o cão chamou a atenção, gerando um novo motivo para discutir com o locatário que, finalmente, o levou a deixar o apartamento. O garçom lembra que o cachorro costumava "assustar-se muito" à noite. Ele pensa agora que foi porque o animal sentia os habitantes de baixo.

Além disso, Leitner diz saber agora a razão de outro mistério: muitas vezes sumia comida de sua geladeira, e o mesmo acontecia com outros inquilinos. Eles sabiam que o dono da casa tinha uma chave que abria todos os quartos, mas não podiam imaginar que tivesse necessidade de roubar comida.

Hoje, Leitner diz ter certeza de que os alimentos desaparecidos eram levados a Elisabeth e aos três filhos que viviam com ela.

DNA

Na última terça-feira (29), testes de DNA confirmaram que Fritzl é o pai dos seis filhos ainda vivos que Elisabeth teve no período em que ficou aprisionada em um porão sem janelas, informou a polícia. Ele abusava sexualmente da filha desde que ela tinha 11 anos. Em uma das vezes que Elisabeth engravidou, ela deu à luz gêmeos, dos quais um morreu três dias após nascer.

De acordo com o chefe da Promotoria local, Peter Ficenc, citado pela Reuters, o austríaco está sendo investigado por homicídio por omissão de socorro. Ele confessou ter queimado a criança logo após ela ter morrido. Ficenc disse também que as investigações estão acontecendo por estupro, incesto e coerção.

O caso veio à tona no último domingo (27), depois de a polícia ter prendido o suspeito e encontrado o porão onde ele mantinha a filha presa.

A investigação começou quando uma das supostas filhas dos dois, de 19 anos, ficou seriamente doente e foi levada ao hospital. Os médicos resolveram, então, apelar para que a mãe da menina aparecesse para fornecer mais detalhes sobre seu histórico clínico.

Elisabeth teria sido aprisionada pelo pai no dia 28 de agosto de 1984, quando tinha, então, 18 anos. Em depoimento à polícia neste domingo, ela disse que seu pai, Josef Fritzl, atraiu-a ao porão do local em que viviam. Antes de aprisioná-la, ele a teria sedado e a algemado.

A polícia disse que uma carta escrita por Elisabeth aparentemente apareceu um mês depois de seu desaparecimento. Ela pedia aos pais que não procurassem por ela.

Filhos

Efe
Tio Sam News Fotografia mostra o local onde filha e três crianças viviam em cativeiro

Três de seus filhos, com 5, 18 e 19 anos, ficaram trancados no porão desde que nasceram e nunca viram a luz do sol. Os dois mais novos eram meninos e a mais velha, menina. As outras três crianças --duas meninas e um menino-- foram criadas por Josef e sua mulher.

Segundo a polícia, Fritzl também admitiu ter queimado o corpo de uma das crianças, após ela ter morrido logo depois de nascer. Segundo a rede de TV CNN, a criança que morreu era gêmea de outra que sobreviveu.

Fritzl escondeu a entrada do cativeiro e somente ele sabia o código secreto para a porta de concreto reforçada, disseram oficiais. Algumas partes do local não tinham mais de 1,70 metro de altura.

As fotografias divulgadas na segunda-feira (28) mostram uma estreita passagem ligando os ambientes que incluiam uma espécie de cozinha, um local para dormir e um pequeno banheiro com um chuveiro. Um cano fornecia a ventilação. Havia também portas à prova de som.

Com agências internacionais

Elisabeth escondeu bilhete na roupa da filha doente; leia a carta encontrada pelo hospital

O Globo Online

Tio Sam News

AMSTETTEN - A polícia austríaca informou que o maníaco Josef Fritzl, que prendeu e estuprou sua filha Elisabeth durante 24 anos no porão de sua casa em Amstetten tendo sete filhos com ela, estava cansado de cuidar da filha e de seus três filhos/netos. Por este motivo, segundo a polícia, ele planejava o retorno das vítimas em um ano. O jornal britânico "Daily Mail" divulgou na edição desta sexta-feira detalhes do dia em que Kerstin, a filha mais velha de Elisabeth, foi internada.

Segundo o jornal, citando fontes da polícia, Kerstin ficou doente e Elisabeth a medicou com remédios comprados por Fritzl. Dias se passaram e o estado da menina piorou, até que ela entrou em coma no próprio porão. A mãe então implorou a Fritzl que as levassem a um hospital.

No dia 19 de abril, o engenheiro aposentado concordou em levar a filha/neta a um médico com Elisabeth. Mas o pai não sabia que a mãe das crianças - que temia contar aos médicos o que enfrentava nos últimos 24 anos - havia escondido um bilhete na roupa da filha doente.

O estado grave e misterioso de Kerstin, além da atitude da mãe, chamaram a atenção dos funcionários do hospital. A suspeita de que havia algo errado aumentou quando Fritzl entrou em pânico, sem qualquer motivo aparente, e pediu para os funcionários não ligarem para a polícia, abandonando Kerstin e levando com ele Elisabeth.

" Eu não podia acreditar que uma mãe que escreveu um bilhete daqueles poderia deixar a filha sozinha no hospital naquela condição "

Em seguida, segundo o tablóide, o bilhete foi encontrado:

"Quarta-feira eu dei uma aspirina e xarope para ela. Quinta-feira a tosse piorou. Sexta, o estado piorou ainda mais. Ela tem mordido os lábios, assim como a língua. Por favor, por favor ajudem-na! Kerstin tem medo de outras pessoas e nunca esteve em um hospital. Se tiver algum problema, por favor peça ajuda ao meu pai. Ele é a única pessoa que ela conhece. Kerstin, por favor fique forte até nos encontrarmos novamente! Nós voltaremos para vê-la em breve!"

O médico de plantão, Albert Reiter, suspeitou da situação:

- Eu não podia acreditar que uma mãe que escreveu um bilhete daqueles poderia deixar a filha sozinha no hospital naquela condição. Então, liguei para a polícia e fizemos um apelo na TV para entrar em contato com os parentes da menina - disse ele.

De volta ao porão, Elisabeth assistiu ao apelo pela televisão e exigiu que Fritzl a levasse de volta ao hospital.

No sábado, quando os dois retornaram à clínica, a polícia já aguardava. Os dois foram ouvidos separadamente pelas autoridades e o mistério foi desvendado.

"The Sun" levanta a hipótese de que esposa era realmente cúmplice

Segundo o jornal britânico "The Sun", a mulher de Josef, Rosemarie Fritzl, de 67 anos, levou comida ao porão e pode ter recebido encomendas no nome de Elisabeth.

Embora Fritzl tenha negado para a polícia a participação de sua mulher no caso , uma fonte do tablóide informou que as suspeitas sobre Rosemarie estão aumentando. Os investigadores, segundo a fonte, não entendem como ela pode ter recebido encomendas no nome da filha "desaparecida" e não ter suspeitado de que havia algo de errado.

Registros mostram que Elisabeth recebia catálogos de roupas, embora não tenha sido confirmada nenhuma compra em seu nome.

Na quinta-feira, um ex-inquilino de Fritzl disse que viu um dos filhos do seu locatário descer ao local . Alfred Dubanowsky afirma que alugou entre 1995 e 2007 um apartamento térreo na casa de Fritzl. O inquilino era proibido de se aproximar do porão, mas ouvia ruídos vindo do local.

Segundo Dubanowsky, era comum o austríaco entrar no porão à noite. Quando o inquilino pediu permissão para falar com o rapaz, Fritzl respondeu que seu filho estava trabalhando e "não devia ser distraído", informou a CNN. Não se sabe, entretanto, se Dubanowsky entrou no porão ou se teve acesso apenas ao local secreto onde ficava a porta de 300 quilos que isolava o local.

Josef Fritzl "governava a casa como um ditador"

(Portugal)
SUSANA SALVADORTio Sam News
"As perguntas sobre o que ele fazia lá em baixo tinham sido banidas há muito tempo", contou a um jornal austríaco a cunhada de Josef Fritzl, o homem que manteve a filha sequestrada durante 24 anos numa cave e com quem teve sete filhos. Em casa "era um tirano e um déspota", revelou Christine, de 56 anos, acrescentando que a mulher, Rosemarie, e os filhos viviam com muito medo dele. Fritzl "governava a casa como um ditador", explicou ao Österreich.

"Sepp [a alcunha de Fritzl] tinha uma rotina diária. Ia para a cave às 9.00 e passava muito tempo lá em baixo, várias vezes toda a noite. Dizia que estava a fazer os esquemas das máquinas que vendia. A Rosie nem sequer estava autorizada a levar uma chávena de café", afirmou. "Quando entrava numa divisão todos tinham que estar em silêncio e tratava as crianças como um instrutor. Era como se estivessem no exército", contou a cunhada do septuagenário.

Esta era a vida que Christine conhecia, mas a verdade é que nos últimos 24 anos ele levou uma verdadeira vida dupla. Enquanto em casa "humilhava Rosie e chamava-a gorda dizendo que era por isso que não tinha sexo com ela", alegadamente há 20 anos, mantinha uma relação incestuosa na cave com a filha. Elisabeth, hoje com 42 anos, pensava que seria gaseada caso tentasse fugir.

A polícia investigava ontem a veracidade desta ameaça, divulgada por Fritzl no primeiro interrogatório. Desde então manteve o silêncio. "Estamos a verificar se era possível encher a cave com gás caso lhe tivesse acontecido algo", afirmou ontem à AFP o porta-voz da polícia, Helmut Greiner. As autoridades acreditam também que estava estabelecido um mecanismo para que a porta de 300 quilos se abrisse em caso de ausência prolongada de Fritzl.

Um dos cerca de cem inquilinos da "casa dos horrores" que a polícia quer entrevistar, revelou ontem à BBC que viu um segundo homem entrar dentro da cave em que estava presa Elisabeth e os filhos. Alfred Dubanovsky, que alugou um quarto durante 12 anos na casa da família e estava proibido de se aproximar da cave sob ameaça de ser expulso, disse que o homem foi-lhe apresentado como um canalizador.

Este inquilino disse também que ouvia barulho "lá em baixo", mas que o senhorio dizia que era o ruído normal do sistema de aquecimento. Dubanovsky pensava que o local era usado como armazém, porque um vizinho lhe dizia que Fritzl costumava levar comida para lá.

Chocado com o caso, como todos os austríacos e o resto do mundo, o primeiro-ministro Alfred Gusen-bauer disse ontem que a Áustria "não será refém de um único criminoso bárbaro". O Governo promete defender a imagem do país.|Com agências

Áustria: Passaram a vida fechadas na cave

Vítimas nem sequer aprenderam a falar

(Portugal)
Heinz-Peter Bader / Reuters Tio Sam News
Centenas de habitantes de Amstetten participaram numa vigília de solidariedade para com as vítimas

As vítimas do ‘monstro de Amstetten’, como já é conhecido Josef Fritzl, comunicam entre si por grunhidos, têm a pele pálida de nunca terem visto a luz do sol, o sistema imunitário debilitado e estão subnutridas. Após toda uma vida passada numa masmorra apertada, o mundo exterior é para elas uma novidade absoluta e por vezes assustadora: tanto se sentem exultantes com uma viagem de carro como aterrorizadas por andar de elevador.

Enquanto a polícia austríaca continua a tentar descobrir como foi possível que Fritzl aprisionasse a própria filha, Elisabeth, numa cave, durante 24 anos, violando-a repetidamente e fazendo-lhe sete filhos (um dos quais morreu) sem que ninguém desse por nada, as atenções viram-se agora para as outras vítimas. Três das crianças, que foram adoptadas por Josef e pela mulher, levaram uma vida normal, mas as outras três passaram os seus dias fechadas numa masmorra, juntamente com a mãe. Segundo apolícia, tanto as crianças como Elisabeth estão muito debilitadas física e psicologicamente: sofrem de anemia, extrema sensibilidade à exposição solar, problemas de visão e orientação espacial e têm graves deficiências vitamínicas e imunitárias. Stefan, de 18 anos, anda permanentemente curvado devido à baixa altura do tecto da masmorra. Kerstin, que está internada devido a problemas renais, já perdeu a maior parte dos dentes apesar de só ter 19 anos. Felix, de cinco anos, prefere gatinhar a caminhar.

Apesar de conseguirem falar, comunicam entre si por grunhidos. O seu vocabulário é limitado e o conhecimento sobre o mundo exterior é nulo. Quando pela primeira vez viu a lua, Felix perguntou à mãe "se era Deus". A criança mais nova tanto guincha de prazer ao andar de carro ou ao ver os polícias falar ao telemóvel como se agarra às pernas da mãe, aterrorizada, ante cada barulho desconhecido.

Quando pela primeira vez viu a lua, Felix perguntou à mãe "se era Deus".

SUSPEITO DE HOMICÍDIO

A polícia austríaca está a investigar a possível ligação de Josef Fritzl ao homicídio de uma adolescente, há 22 anos. Martina Posch, que, segundo a polícia, tem uma "extraordinária semelhança" com Elisabeth, desapareceu de sua casa em Novembro de 1986. O corpo da jovem, de 17 anos, foi encontrado nas margens do lago Mondsee, onde Fritzl se deslocava frequentemente e chegou a ter um restaurante. A polícia está igualmente a interrogar mais de cem pessoas, entre familiares, amigos e vizinhos de Fritzl, para tentar reconstituir todos os seus passos ao longo dos últimos 24 anos. Acima de tudo, as autoridades querem saber se ele teve algum cúmplice, já que ninguém acredita que ele tenha agido sozinho. Entretanto, um jornal alemão noticiou que Fritzl estaria a planear libertar Elizabeth este Verão, uma vez que tinha obrigado a filha a escrever uma carta à mãe, prometendo regressar a casa nessa altura.

SOLTAS

PEDIU DINHEIRO

Fritzl começou a escavar a masmorra nos anos 70, aproveitando fundos concedidos pelo governo para a construção de abrigos nucleares. Tem várias casas em seu nome, no valor de 2,2 milhões de euros.

HÓSPEDE

Um homem que alugou um quarto na casa de Fritzl disse ter ouvido barulhos vindos do subsolo e ter visto Fritzl a transportar comida para a cave, mas não deu o alarme.

CAMPANHA

O chanceler austríaco Alfred Gusenbauer vai lançar uma campanha para defender a imagem do país no estrangeiro.

Ricardo Ramos com agências

Caso de incesto marca Dia do Trabalho na Áustria

Curiosos foram até a cidade para ver de perto a 'casa dos horrores'.
Data foi usada para lembrar do caso do pai que prendeu e violentou a filha por 24 anos.
Do G1, com agências

O terrível caso de abuso e incesto cometido por Josef Fritzl na localidade de Amstetten marcaram as celebrações do Dia do Trabalho na Áustria

Foto: John MacDougall/AFP
Mulher tira foto da casa de Josef Fritzl na cidade de Amstetten, na Áustria. Local atrai moradores e curiosos, além de dezenas de jornalistas (Foto: John MacDougall/AFP)
Foto: John MacDougall/AFP
Criança dorme no carrinho perto da residência dos Fritzl com o jornal que dá destaque à história que paralisou a Áustria (Foto: John MacDougall/AFP)

Segundo fontes do governante Partido Social-Democrata (SPÖ), 100 mil pessoas responderam à convocação da legenda e se manifestaram pacificamente diante da praça da Prefeitura de Viena.

Em seu discurso perante os manifestantes, o chanceler federal e líder do SPÖ, Alfred Gusenbauer, se referiu à horrenda história de Fritzl, que desde o último domingo deixa a população consternada, não apenas no país.


"É um crime inconcebível de um delinqüente que agiu por conta própria" e de "uma crueldade que consterna além da imaginação humana".


Mas o chefe do Governo também afirmou que "devemos defender o prestígio da Áustria" e que "faremos todo o possível para esclarecer este crime e ajudar suas vítimas".


Josef Fritzl, que se encontra desde a última segunda-feira em prisão preventiva em um centro penitenciário de Sankt Pölten, cidade próxima a Amstetten, manteve refém em um cativeiro de sua casa durante 24 anos e violentou sistematicamente sua filha Elisabeth, com a qual teve sete filhos, dos quais seis continuam vivos.


Por outro lado, Gusenbauer disse ser favorável a uma reforma tributária que favoreça a classe média do país.

Ameaças

A polícia austríaca revelou nesta quinta-feira (1º de Maio) que Josef Fritzl pode ter ameaçado matar com gás sua filha Elisabeth e os filhos que teve com ela caso a garota tentasse se rebelar contra ele.

Helmut Greiner, porta-voz da polícia local, disse à imprensa que o técnico eletricista aposentado Fritzl, de 73 anos, advertiu Elisabeth, seqüestrada e violentada por quase 24 anos, que, se "ocorresse algo" com ele, o porão se encheria de gás.

Este é apenas o detalhe macabro mais recente deste caso, que comoveu o mundo inteiro e é considerado o crime mais grave da história da Áustria.

A polícia austríaca também revelou hoje que Fritzl imitou a voz da jovem em um telefonema feito para sua mulher em 1994.

Na época, Elisabeth Fritzl estava presa há 10 anos na cela sem janelas, sem que sua mãe soubesse. Imitando a voz da filha, Fritzl ligou para a mulher e pediu a ela que cuidasse do bebê de Elisabeth que havia sido deixado na porta da casa.

Austríaco viajou duas vezes à Tailândia enquanto manteve filha no porão

Durante os 24 anos em que manteve sua filha Elisabeth trancafiada no porão de sua casa, o austríaco Josef Fritzl viajou pelo menos duas vezes à Tailândia de férias e a deixou sozinha durante semanas no cativeiro com seu três filhos.

Segundo o jornal "Bild Zeitung", um alemão que conhece Fritzl desde 1973 disse que foi com ele duas vezes à Tailândia.

O aposentado Paul H. afirma que já esteve na casa do austríaco, na pequena cidade de Amstetten, 130 quilômetros a oeste de Viena, três vezes, a última delas em 2005, quando ambos se sentaram na varanda e ele notou que os outros três filhos que Fritzl teve com Elisabeth e que viviam na casa junto a ele não podiam ir ao porão.

Fritzl manteve em cativeiro até o último sábado e desde 1984 sua filha Elisabeth, com quem teve sete filhos. Um deles, um bebê, morreu pouco depois de nascer.

O amigo alemão lembra que viajou com Fritzl a Bangcoc e depois à praia de Pattaya, mas este foi sozinho, pois sua esposa, como contou, tinha que cuidas das crianças.

Segundo o jornal austríaco "Heute", os investigadores do mais chocante caso de abuso e incesto conhecido na Áustria, apuram uma viagem, realizada entre 6 de janeiro e 3 de fevereiro de 1998, do austríaco a Pattaya, uma praia conhecida pela grande oferta de turismo sexual.

As autoridades austríacas acreditam que no período dessa viagem, Elisabeth, que hoje tem 42 anos, estava presa no porão da casa dos Fritzl em Amstetten com três dos sete filhos que teve com o pai.

Polícia descarta que austríaco tenha abusado de outros filhos

A polícia austríaca descartou nesta quarta-feira que Josef Fritzl tivesse abusado sexualmente dos sete filhos frutos da relação incestuosa que manteve, durante 24 anos, com sua filha Elisabeth, que ficava presa em um porão de sua própria casa.

"No caso de Kerstin (a mais velha dos filhos), podemos descartar (tal possibilidade) com toda segurança, e assumimos que o mesmo vale para os outros filhos", disse o chefe da investigação policial, Franz Polzer, em uma grande entrevista coletiva em Zeillern, perto de Amstetten.

Três dias após este macabro caso se tornar conhecido, Polzer disse que este crime tem "claramente um motivo sexual" e que "os resultados da investigação demonstram com clareza que o acusado agiu sozinho. Não há indícios nem técnicos nem biológicos de que exista um cúmplice, embora não se possa descartar nada".

As investigações levarão meses, já que a polícia pretende interrogar pelo menos cem pessoas que passaram pela casa dos Fritzl nos últimos 25 anos.

Polzer disse à agência Efe que a polícia recebeu na semana passada uma "informação anônima" que indicou que Fritzl, técnico eletricista, 73, e sua filha Elisabeth, de 42, iam, sábado passado, ao hospital de Amstetten para visitar Kerstin, a filha mais velha, internada em estado grave.

Segundo o chefe da investigação, eles decidiram então esperar na clínica, onde ambos foram detidos.

Nos interrogatórios, a polícia foi informada por Elisabeth sobre o calvário vivido durante esses anos no calabouço de Amstetten, onde foi sistematicamente abusada por seu pai e deu à luz sete filhos, um dos quais morreu logo depois de nascer.

Porão

Quanto aos detalhes da investigação sobre o ocorrido nesta nova "casa dos horrores", Polzer disse que se descobriu que a porta de acesso ao cativeiro subterrâneo (dividido em cinco quartos) tinha sido reforçada com concreto para aumentar seu peso em até 300 quilos.

Através dessa porta, de um metro de altura por 60 centímetros de largura, o acusado conseguiu introduzir eletrodomésticos como uma máquina de lavar roupa, um fogão, uma geladeira e um freezer.

"Assim era possível sobreviver ali", disse o chefe da Polícia da Baixa Áustria, que lembrou que a porta tinha um mecanismo que permitia, após certo tempo, abri-la por dentro "com a ajuda de uma ferramenta".

A prioridade agora é analisar minuciosamente os últimos 24 anos. "Os anos anteriores são secundários e serão investigados mais à frente", disse Polzer sobre as notícias de supostas condenações de Fritzl pelo estupro de uma mulher em 1967.

Também foi recebida com cautela sua suposta relação com um assassinato nunca esclarecido de uma jovem de 17 anos, ocorrido em 1986 na localidade de Mondsee, onde trabalhava então em uma pensão. A polícia austríaca anunciou hoje que iniciou "de forma rotineira" uma revisão desse caso, jamais esclarecido.

Filhos

Por outro lado, Berthold Kepplinger, chefe do centro para pacientes especiais de Amstetten, disse que os sete familiares diretos de Fritzl, incluindo sua filha Elisabeth e sua esposa, estão internados em um setor privado da clínica.

Três filhos fruto dos repetidos estupros viviam com os avós, para quem a mãe da criança as teria enviado, enquanto outros três permaneciam sob a terra com ela.

"Os que estiveram trancados devem se acostumar com a luz do dia e equilibrar suas deficiências de orientação", explicou Kepplinger em entrevista coletiva.

O médico acrescentou que os três filhos que viviam com a família estão "muito felizes" de estar finalmente juntos à mãe, enquanto ela "não pára de falar" com sua própria mãe, Rosemarie.

Alexander, o filho de 12 anos, recebeu na terça-feira uma festa de aniversário-surpresa com um bolo, relatou Kepplinger.

Todas as autoridades locais envolvidas no esclarecimento deste caso e no cuidado das vítimas pediram hoje que se respeite a intimidade delas, cujo advogado, Christoph Herbst, disse que não serão concedidas entrevistas.

Mulher austríaca afirma ter sido estuprada por Josef Fritzl em 1967

Uma mulher austríaca afirmou hoje ter sido estuprada em 1967 por Josef Fritzl, que ficou conhecido ao manter sua filha em cativeiro por 24 anos e de ter abusado sexualmente tela, relações incestuosa que levou ao nascimento de sete crianças.

A denunciante, que permanece no anonimato, afirma em declarações publicadas hoje no jornal "Oberösterreichische Nachrichten", de Linz, que reconheceu Fritzl como o homem que a estuprou há 41 anos.

"Quando vi as imagens de Fritzl na televisão sabia que era ele. Reconheci por seus olhos", afirmou a mulher.

Segundo a agência de notícias austríaca "APA", o advogado de Fritzl disse que se trata de um crime que prescreveu, ou seja, que já foi eliminado dos arquivos penais, o que não permite que seja usado contra seu cliente.

A mulher afirma que Fritzl a estuprou em outubro de 1967 em sua própria casa, em Linz, enquanto seu marido estava no trabalho.

Desde a última terça circulam pela imprensa local e internacional rumores sobre uma suposta condenação anterior de Fritzl por estupro, por causa da qual teria passado três anos na prisão.

A "APA" afirma hoje que a Polícia austríaca reabriu as investigações sobre o assassinato nunca esclarecido de uma jovem em 1986 perto da localidade de Mondsee. No entanto, por enquanto as autoridades não confirmaram a existência de uma relação entre Fritzl e este episódio.

Naquela época, a mulher de Fritzl tinha um restaurante nesta localidade, situada às margens do lago Mondsee, não muito longe de Amstetten. O corpo de uma jovem de 17 anos foi encontrado no lago, envolvido em plástico, e o assassino nunca foi encontrado.

Um porta-voz da procuradoria da Baixa Áustria, onde Fritzl está detido, disse hoje que não sabe nada sobre uma possível relação entre o acusado e este assassinato.

Fritzl foi detido no último sábado após ser descoberto que manteve sua filha Elisabeth, de 42 anos, em cativeiro durante 24 anos, no porão de sua casa.

O acusado abusou sexualmente da filha reiteradas vezes, o que fez com que ela desse à luz a sete filhos, um dos quais morreu com poucos dias de vida.

Este caso de incesto causou comoção em todo o mundo e acontece apenas dois anos após a libertação de Natascha Kampusch, outra menina austríaca, que atualmente tem 20 anos, e que foi mantida presa em um porão próximo de Viena durante oito anos.

Austríaco diz que prendeu filha para livrá-la das drogas

VIENA, Áustria - O austríaco Josef F., que admitiu ter abusado sexualmente da filha durante 24 anos disse, nesta terça-feira, que prendeu a própria filha no porão de casa para que ela se livrasse das drogas.
No segundo dia de depoimento à polícia, o agente imobiliário deu detalhes sobre suas atitudes e sobre os motivos que o levaram a cometer os crimes. Ele disse aos policiais que o destino dos três dos sete filhos que teve com a filha, foi traçado logo após o parto, uma vez que as crianças choravam demais. Assim, elas foram levadas para a casa da mulher de Josef - avó das crianças.

Segundo a polícia, Josef contou que levava roupas e comida às quatro pessoas que moravam no porão durante à noite.

A filha de Josef, hoje com 42 anos, está se tratando em uma clínica psiquiátrica, juntamente com seus cinco filhos e sua mãe. Eles são mantidos juntos em uma ala isolada do hospital. Segundo um médico, todos estão passando relativamente bem, mas estão abalados com o que aconteceu.

Ainda segundo ele, colocar toda a família em um mesmo local foi o melhor caminho para que mãe, filha e netos possam se conhecer melhor.

De acordo com as investigações, a mulher de Josef e as três crianças que viviam com ela não sabiam de nada que acontecia no porão.

A filha mais velha do austríaco continua internada no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Regional de Amstetten. Seu estado de saúde, após viver 19 anos trancafiada em um porão, ainda é considerado crítico pelos médicos.

(FP)

Com BBC Brasil

Natascha Kampusch vê paralelo entre seu caso e o de mulher presa pelo pai

da BBC Brasil

A jovem austríaca Natascha Kampusch, que passou mais de oito anos em cativeiro, disse se identificar com o caso de Elisabeth Fritzl, a mulher que foi mantida presa por 24 anos no porão de sua casa e abusada sexualmente por seu pai.

"Pouco a pouco eu percebi que havia semelhanças com a minha própria história. Então, toda essa história me afetou mais ainda" disse a jovem austríaca em uma entrevista exclusiva ao programa Newsnight, transmitido pelo canal de televisão BBC 2.

Na entrevista, a primeira de Kampusch à televisão britânica, ela disse que Elisabeth e sua família vão precisar de "tempo e sossego" para se recuperar.

"Eles precisam de muito sossego e... o tempo cura todas as feridas", afirmou.

Seqüestro

Kampusch foi seqüestrada aos 10 anos de idade, em 1998, e permaneceu mais de oito anos em um pequeno porão, sem janelas, sob a garagem da casa de seu captor, Wolfgang Priklopil, no subúrbio de Viena.

Ela conseguiu escapar em agosto de 2006.

O caso de Kampusch foi lembrado diante da revelação do novo escândalo de seqüestro e abuso sexual na Áustria, no último domingo, quando a polícia austríaca prendeu Josef Fritzl na cidade de Amstetten.

Fritzl admitiu ter mantido Elisabeth, hoje com 42 anos, presa no porão de sua casa por 24 anos, ter abusado sexualmente da filha e ter tido sete filhos com ela.

Doação

Kampusch disse que deseja à família de Elisabeth Fritzl "boa sorte" e espera que eles superem (o drama). "Eu acho que pelo menos os (filhos) mais jovens vão conseguir", afirmou.

Ela já havia anunciado à imprensa austríaca a doação de 25 mil euros (cerca de R$ 65 mil) a Elisabeth Fritzl e seus filhos.

Em um comunicado, Kampusch pediu a realização de uma campanha de doações para a família e disse que um apoio de longo prazo Elisabeth e seus filhos é "vital".

Kampusch disse que está em contato com o advogado da família e as autoridades locais e está à disposição para ajudar.