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segunda-feira, 31 de maio de 2021

Conmebol anuncia Brasil como sede da Copa América

Conmebol anuncia Brasil como sede da Copa América; governo diz que ainda está em tratativas 

Diante do agravamento da pandemia e de pesquisas de opinião mostrando que 70% dos argentinos eram contra, o país vizinho recusou sediar a Copa América Bandeira da Argentina

País enfrenta o pior período da pandemia de covid-19 e decidiu que não sediará disputa. 

Imprensa chilena já fala que jogadores da seleção por lá não querem vir ao Brasil para a Copa América. 

A competição, que começa em 13 de junho, inicialmente seria realizada em conjunto entre Colômbia e Argentina. 

O primeiro país, por conta de protestos recorrentes nas ruas e conflitos entre autoridades e população, se retirou como sede. 

Jogadores da Argentina ficam transtornados com troca de sede e tentam até boicote

A irritação dos atletas argentinos tem ao menos duas motivações principais: a chance de quebrar o longo jejum sem título, o último foi o da Copa América de 1993, e o fazê-lo com Messi, que segue sem ganhar uma taça com a equipe principal do país. 

E conseguir tais feitos em casa era uma das ambições dos atletas.

Na manhã de segunda-feira, a Conmebol anunciou que o Brasil, através do presidente da república, Jair Bolsonaro, e da Confederação Brasileira de Futebol, foram nomeados a nova sede do torneio.

PT recorreu ao STF contra Copa América aqui.  CBF é entidade privada. Conmebol tbem.

O Partido Socialista Brasileiro e o Deputado Federal Júlio César Delgado (PSB-MG) entraram nesta segunda-feira com uma ação no Superior Tribunal Federal (STF) pedindo o impedimento da realização da Copa América deste ano no Brasil.

O Art.196 da Constituição diz q cabe ao governo atuar p/ reduzir riscos de saúde à população. Com uma previsão de aumento STF pode proibir a realização do evento. Lewandowski é o relator.


"É paradoxal que o governo tenha deixado de responder 41 e-mails da Pfizer durante nove meses e em meia hora hoje tenha respondido a Conmenbol sobre a realização da Copa América", comenta 

@randolfeap  no #RodaViva

Randolfe Rodrigues apresentou requerimento para convocação do presidente da CBF para depor na CPIdaCovid sobre a realização da Copa América no Brasil em meio à pandemia.

Flávio Gomes: Bolsonaro aceitou sediar Copa América porque SBT detém direitos de transmissão.

"É uma emissora que se alinha 24 horas por dia com o pensamento bolsonarista, com as atrocidades que esse governo tem cometido. 

E o cara das comunicações do governo [Fábio Faria] é genro do Silvio...

"É mais um grande absurdo desse governo", declarou o senador Humberto Costa (PT-PE). 

“O que era um evento esportivo parece que virou um evento político. E o que está em risco é nossa saúde. 

Sinceramente, peço a Deus pra que alguém tenha uma crise de bom senso e que essa loucura de Copa América no Brasil não aconteça.”

Galvão Bueno, no “Bem, Amigos!”

“Eu acho um escândalo. O seu Jair Bolsonaro não age para receber vacinas, mas age para sediar Copa América. 

O presidente deveria proteger o país, e não deixar o seu povo à mercê do vírus. Como cidadão brasileiro, eu estou assustado.”

Casagrande, no “Bem, Amigos!”

Análise: Mauricio Stycer - SBT esconde pandemia de covid ao falar da Copa América no Brasil

"Um tapa na cara"

Revoltado, o narrador Luís Roberto fez duras críticas à realização da Copa América no Brasil.

"É inaceitável. A sociedade brasileira, a coletividade do futebol e do esporte, nós não podemos aceitar essa decisão", disse o jornalista, no Seleção SporTV.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Wanessa se pronuncia sobre piada de Rafinha Bastos


Wanessa se pronuncia sobre piada de Rafinha Bastos

Depois de mais de um mês de muita polêmica, Wanessa finalmente se pronunciou sobre o caso envolvendo Rafinha Bastos.

No "CQC" do dia 19 de setembro, após a exibição de uma matéria, Marcelo Tas comentou: "Que bonitinha que está a Wanessa Camargo grávida". Logo em seguida, Rafinha rebateu: “Eu comeria ela e o bebê”.

Após o afastamento de Rafinha do programa, seu pedido de demissão, piadas e um processo por danos morais, Wanessa abordou o assunto em seu site, com o título "A minha verdade".

A cantora contou como ficou sabendo do comentário, a sua reação e falou os motivos que a fizeram entrar com um processo contra o comediante.

Confira o comunicado, na íntegra:

Diante de um silêncio engasgado e em risco de sufoco, me coloco, aqui e agora, fora dessa condição.

Quero falar, não porque estão me cobrando essa palavra, não para dividir lados e opiniões e nem para ganhar defensores. Apenas quero tornar pública a minha verdade, já que se trata da minha vida e da vida do meu filho, que nascerá em poucas semanas, e também para defender a mim e a minha família de falsas acusações.

Mesmo sendo de conhecimento geral o começo de toda essa história, gostaria de voltar à ela.

Em uma segunda-feira, voltando de um trabalho para casa, alguém próximo me informou o que tinha acontecido. Chegando em casa, entrei na internet e vi o vídeo que mostrava o humorista Rafael Bastos falando sobre mim e, infelizmente, também do meu filho. Confesso que tive de rever umas três vezes para ter certeza do que estava vendo e ouvindo.

Não tive reação, só pensava em uma coisa: “calma, ele vai ´consertar´ a frase, dizer que se enganou, falou errado e pedir desculpas”. Mas isso, como todos sabem, não ocorreu dentro do programa naquela noite e nem mesmo naquela semana, seja na imprensa ou nas redes sociais.

No dia seguinte, toda mídia comentava o acontecido. Nos próximos dias, não havia uma pessoa que me encontrasse que não comentasse o assunto.

Confesso que o que era insuportável ficou pior ainda, pois, como se diz na linguagem comum: “vi e ouvi o nome do meu filho na roda” e a única pessoa capaz de estancar essa história, não o fez!

A cada dia que se somava de silêncio do outro lado, mais indignada e machucada me sentia. O assunto também indignou o público e eu não tenho nenhuma culpa disso. Já que a escolha de dizer o que queria em um programa ao vivo e em rede nacional, assistido por muitos, não foi minha.

Essa história foi tomando proporções maiores com cada atitude que o próprio humorista tinha. Aqui do meu lado, nada se ouviu sobre o assunto pois, inocentemente, ainda acreditava em alguma atitude de arrependimento.

A gota d’água, para mim, foi assistir a um vídeo produzido e postado pelo humorista onde ele, em uma churrascaria, ironiza toda essa história.

Em quase 11 anos como cantora já me senti e fui ofendida, já me julgaram de diversas maneiras, mas foi uma escolha minha quando resolvi seguir essa carreira e dar “a cara a bater”, porém, desta vez foi diferente. Rafael Bastos ofendeu, agrediu verbalmente, ironizou e polemizou com o meu filho.

E qual mãe no mundo não defenderia, até com sua própria vida, o seu filho?

Estou apenas desempenhando o maior papel que a vida me deu: ser mãe. Para defendê-lo, vi na Justiça de nosso democrático país, o melhor caminho. Por isso, entrei com um processo criminal de injúria que, segundo nossa Constituição e Código Penal, artigo 140 se aplica perfeitamente ao ocorrido, já que o crime de injúria consiste em ofender verbalmente a dignidade ou o decoro de alguém, ofendendo a moral, abatendo o ânimo da vítima.

Quando a notícia desse processo chegou ao conhecimento público, todos se apegaram a parte mais sensacionalista do caso, já que no artigo 140 a pena descrita para esse crime é de detenção de 1 a 6 meses. Esqueceram de dizer que a pena também se aplica com multa que pode ter um valor simbólico com doação de cestas básicas ou chegar a qualquer valor estipulado por um Juiz. E qual será o valor estipulado a ele se tivermos ganho de causa, não cabe a mim ou minha família decidirmos, isso cabe a Justiça.

Sinceramente, não estou interessada em dinheiro nenhum, muito menos que ele seja encarcerado em prisão alguma. Apenas desejo que esse processo faça o humorista repensar sua forma ofensiva de falar, disfarçada erroneamente em liberdade de expressão. Desejo a ele o arrependimento e que compreenda o ferimento que causou.

Gostaria de esclarecer, também, que eu e minha família não temos relação alguma com qualquer afastamento ou retorno envolvendo o humorista. Seria até pretensioso pensar que temos esse poder, já que a Band é uma empresa privada com seus donos, dirigentes e empregados e essa, sendo assim, se torna a única responsável por suas decisões. Qualquer notícia envolvendo esse poder fictício e covarde é falsa e mentirosa.

Muitas pessoas enviaram mensagens me pedindo para perdoar, mas só se perdoa quem pede desculpas e está arrependido. Eu não tive essa opção.

Essa é minha verdade e também a primeira e última vez que falarei publicamente sobre esse assunto. Tudo o que tinha para dizer eu disse aqui. Não sei se todos compreenderam minhas razões lendo este texto, mas peço, encarecidamente, pelo respeito ao meu silêncio de agora em diante.

Estou em um momento muito especial e sensível da minha vida e preciso de um pouco de paz, para receber meu filho com toda serenidade possível.

Obrigado pela atenção e espaço.

Wanessa Godoi Camargo Buaiz
-_-
Advogado que acusa Rafinha Bastos defende uma nova lei de imprensa

Luiz Gustavo Pacete 

O processo que o advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira redigiu contra o humorista Rafinha Bastos gerou polêmica já em sua concepção. Ferreira aponta que Rafinha ofendeu seus clientes: o empresário Marcus Buaiz, a cantora Wanessa Camargo e o futuro bebê. "O Código Civil diz que o nascituro, que é o caso desse futuro bebê, tem seus direitos garantidos desde a concepção. A partir daí, essa criança pode demandar pelas ofensas de sofrer", disse em entrevista à revista Veja.

STF

Ferreira pede que Rafinha seja condenado por injúria e pague uma ação moral avaliada em R$ 100 mil. O renomado advogado possui um histórico relevante na defesa de causas relacionadas à imprensa. Em maio deste ano, Ferreira afirmou, em um debate, ser saudoso em relação à lei de imprensa. "Caso ousassem, o jornal O Estado de S. Paulo não estaria há dois anos sujeito a uma censura judicialmente imposta", disse, em referência à censura que vive o jornal, seu cliente na época. De acordo com ele, a falta de regulamentação dá margem para censura prévia de reportagens com base no principio da privacidade.

No caso da censura do Estadão, Ferreira defende que a proibição de publicar matéria sobre a Operação Boi Barrica da Polícia Federal "ofende um valor constitucional maior que é o da liberdade de imprensa". Em sua coluna da última sexta-feira (21), na Folha de S.Paulo, a jornalista Barbara Gancia criticou Ferreira. Apesar de não concordar com a piada de Rafinha, ela destaca que não sabe se o advogado "foi movido por exibicionismo ou com o desafio de mostrar-se capaz de criar um fato novo". "Mas o doutor Manuel resolveu sair ao encalço do tal comediante em nome de uma idiossincrasia que só faz sentido aos olhos do Código Penal de 1940", escreveu.

Barbara concluiu, apontando que a atitude do advogado é "desnecessária". "Tenho pouca intimidade com a arte de Rafinha Bastos, custo a me identificar com seu humor fácil e não consigo ver nele o mesmo futuro que percebo em um Marcelo Adnet, numa Tatá Werneck ou em um Danilo Gentili. Mesmo assim, eu não saio por ai querendo colocar o Rafinha atrás das grades por causa de uma causa boboca."

O Portal IMPRENSA entrou em contato com o advogado por meio de seu escritório, em São Paulo, e aguarda uma resposta para entrevista.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A Indústria Cultural no Brasil

A Indústria Cultural no Brasil

Sempre que ligo a TV, ou acesso a internet, só pra citar uns dos meios de comunicação que mais acesso, ao acessá-la recebo, em média, cerca de 300 propagandas de boa e má qualidade, ofertando produtos dos mais diversificados, desde roupa de cama, eletro doméstico, automóveis, alimentos, bebidas, cigarros, apetrechos de pesca. Falar em indústria cultural é ligar uma característica específica proveniente do mundo capitalista, criado por Theodor W. Adorno em meados do século XX.
O presidente lula, nessa semana, relatou de forma crítica, que há “ausência de conteúdos educativos nos meios de comunicação. "Qual é a quantidade de minutos educativos nos meios de comunicação? “É muito pouco porque o interesse é evidentemente comercial”, relatou o presidente.
Ele tem toda razão. Com exceção da TV Cultura e alguns poucos programas vinculados por alguns órgãos de comunicação, não há, por parte desses, um compromisso sério em relação ao programa educacional no Brasil. Alguns até desconhecem que existam tais programas. Nessa semana li um artigo que negava tal existência, equívoco perdoado pelo fato do escrito não ser da área. Então qual seria a explicação, sendo que os órgãos de comunicação funcionam mediante concessão do governo federal? Consequentemente precisam atender algumas exigências para que continuem ativos e possam renovar sua concessão?
Podemos conceituar a Indústria Cultural em empresas que têm por objetivo oferecer, propagar, divulgar produtos nos canais competentes como TV, jornais, rádios, revistas e internet atendendo os ditames do capitalismo que é o lucro. Esse conceito - Indústria Cultural – serviria para definir a inversão da cultura em mercadoria. O conceito nada tem a ver com os veículos ou meios de comunicação que citei, mas ao uso dessas tecnologias pelo capital. A ideologia cultural passa a ser guiada pela necessidade de consumo e de lucro capitalista guiados pelo mercado.
Segundo informações dos sites oficiais do governo federal (Ministérios das Comunicações) existem atualmente no Brasil, em torno de mil estações de rádio e mais de 75 de televisão, representando 37 milhões de aparelhos receptores de rádio o que nos leva a refletir em torno de uma audiência de 60 a 90 milhões de brasileiros.
Na imprensa escrita são aproximadamente 290 jornais diários, e outros que estão sendo liberados essa semana pelo governo podendo alcançar cerca de 5 milhões de leitores.
Portanto, a Indústria Cultural no Brasil escamoteou os interesses e/ou as expectativas de um projeto hegemônico para a educação do país em nome dos interesses do capital, inclusive com a participação de alguns setores ligados à própria educação, seja privada ou até mesmo pública.
Nas escolas, as propagandas tomaram conta dos corredores com a conivência daqueles que deveriam preservar pelo processo estão – de maneira consciente ou inconsciente – contribuindo cada vez mais pela banalização de tal sistema. Os muros das escolas estão sendo loteados, alugados em nome de melhorias estruturais que deveriam ser de responsabilidade dos governos estaduais, federal e municipal, com as mais diversificadas propagandas comerciais.
Podemos refletir que no Brasil a Indústria Cultural implementa um projeto de divulgação dos interesses capitalistas banalizando os valores sociais e culturais que deveriam ser preservados, não se importando com os resultados que possam surgir desse modelo. Não há regras claras que definem tais liberdades, e quando são propostas pelo governo federal são barradas pelo bloco de defesa no Congresso Nacional.
Os programas denominados de Reality Show é um dos exemplos desse processo, fazendo a população crê que participa quando o que está por traz de todo aquele teatro é a venda dos produtos e marcas patrocinadoras.
Para Adorno, “o homem, nessa Indústria Cultural, não passa de mero instrumento de trabalho e de consumo, ou seja, objeto. O homem é tão bem manipulado e ideologizado que até mesmo o seu lazer se torna uma extensão do trabalho”. (ADORNO, Theodor W. Textos Escolhidos. Trad. Luiz João Baraúna. São Paulo: Nova Cultural, 1999).

Pedro Antonio Agostinho é professor de história na rede pública em Mato Grosso do Sul, cidade de Três Lagoas

http://www.jptl.com.br/?pag=capa
Jornal do Povo de Três Lagoas

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

TV deixa de ser o item mais importante entre os jovens

TV deixa de ser o item mais importante entre os jovens Apesar de ser o aparelho com maior penetração no Brasil, a TV perdeu o reinado entre os jovens. Pesquisa realizada pelo Ibope mostra que o meio deixou de ser o mais importante para a população jovem, considerada até 34 anos. O estudo considera os hábitos de consumo de meios de comunicação. De acordo coma coluna Outro Canal, do jornal Folha de S.Paulo, o estudo apontou que, entre a faixa etária de 10 a 17 anos, o computador com internet é o item mais relevante, com 82% no ranking de prioridade. Em seguida estão a TV (65%) e o celular (60%). Para a população de 18 a 24 anos, quem lidera o ranking é o celular com 78%, seguido por: computador ligado à rede (72%) e TV (69%). O grupo de 25 a 34 anos tem o celular como item mais importante (81%), depois aparecem: TV (73%) e computador (65%). A TV lidera a pesquisa com 77% de preferência, na média geral. Segundo Dora Câmara, diretora comercial do Ibope, a pesquisa mostra que existe um processo de convergência, principalmente entre a população mais jovem, que possui mais capacidade para acomodar os meios de comunicação simultaneamente. "Metade dos jovens de 12 a 19 anos costuma acessar a internet enquanto veem TV ou ouvem rádio". Mesmo assim, 82% dos 800 entrevistados afirmou que prefere utilizar um meio de cada vez.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Globo não deu pesquisa com popularidade recorde de Lula

Globo não deu pesquisa com popularidade recorde de Lula

Leitores escrevem para confirmar: o Jornal Nacional de terça-feira, mais uma vez, divorciou-se da notícia. A Globo não deu a pesquisa CNT/Sensus, em que Lula — apesar da crise econômica — bate recorde de popularidade (84%).

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador

Isso é notícia em qualquer lugar do mundo. Menos na Globo.

Confirmei o fato, também, com algumas boas fontes que mantenho na Redação da TV Globo. Uma dessas pessoas disse-me que é escancarada a intenção de favorecer Serra, especialmente na cobertura dos telejornais locais em São Paulo.

Como escrevi há pouco, nada mais me espanta nas atitudes de Ratzinger (Ali Kamel) — o agente das sombras do jornalismo global.

Ele deve ter baixado uma espécie de bula papal, proibindo a divulgação da pesquisa nas Organizações(!) Globo. Aos editores, coube apenas curvar-se, em silêncio obsequioso.

O Jornal da Globo (aquele que vai ao ar no começo da madrugada) também não publicou nada. E o jornal O Globo trouxe uma pequena referência à pesquisa CNT/Sensus, na capa desta quarta-feira (04/02/2008), mas em vez de destacar a popularidade de Lula, preferiu manchetar: “Dilma sobe e Serra lidera”.

O fato é estranho, mesmo para os padrões jornalísticos de Ratzinger.

Talvez haja algo se movendo nos bastidores das comunicações do país.

Se a idéia fosse apenas esconder a notícia, o “normal” seria a TV Globo dar uma nota, discreta, sobre a pesquisa lá pelo meio do JN. Mas, ao ignorar a notícia solenemente, talvez tenha mandado um recado ao Palácio do Planalto.

Digo isso porque outro fato estranho ocorreu no último fim-de-semana. Vocês viram o anúncio publicado pelo SBT em jornais e revistas de todo o país? Parece um recado no sentido oposto: “Presidente, estamos com o senhor, não torcemos contra”. Sílvio Santos procura ocupar espaço, como a dizer: “não somos como a turma lá do Jardim Botânico”.


O SBT sabe que a animosidade da Globo contra o governo Lula cresceu? Há motivos políticos, ou há também uma luta pela distribuição das milionárias verbas publicitárias controladas pelo governo?

Ou o Sílvio Santos ficou sabendo antes da pesquisa, e quis pegar carona na popularidade de Lula?

Vejam: estou apenas testando hipóteses.

O que Lula e Dilma vão fazer diante disso? Provavelmente, nada.

Lula, como eu já disse num outro texto, às vezes lembra mais Jango do que Vargas.

Cabe a nós, ao menos, espalhar pela internet o que se passou nesse caso. Mais um episódio didático, a apontar como atua boa parte da “grande imprensa” no Brasil. É uma imprensa cada vez mais minúscula.

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=50656

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Internet via TV: Uma opinião que não vale nada.

Internet via TV: Uma opinião que não vale nada.

Glaucio Binder

Ninguém discute o crescimento da importância da Internet e as mudanças que ela gerou na nossa vida.

Isto é tão indiscutível que ninguém questiona a comunicação que dá destaque ao endereço eletrônico do anunciante, mesmo sabedores que somos da estranheza que ele deve gerar nas "velhinhas de Taubaté". (fico sempre imaginando o que determinadas camadas da população pensam quando ouvem ou vêem mensagens com dabliu, dabliu, dabliu, ponto, fulano de tal, arrouba, sicrano de tal, ponto com, ponto be erre).

Realmente este é um caminho sem volta. Atravessamos o rio, destruímos as pontes e agora sobrevive quem aprender a andar do outro lado.

Daí já somos tantos milhões de usuários da Rede. E poderemos ser muito mais ainda.

Mas, sabemos, que uma parcela significativa destes usuários, são usuários em ambiente de trabalho. Isto é, um grande número de internautas, só o consegue ser com o equipamento do escritório ou com o acesso que têm no escritório.

Isto é, o número de usuários de internet que acessam à noite deve ser menor do que o número de usuários do horário comercial. Talvez exista uma publicação que confirme este sentimento. Ou não, também não importa.

A questão indiscutível é, o número de internautas que vêem TV à noite e acessam à Internet ao mesmo tempo é bem menor do que qualquer outro número. E, sejamos sinceros, esta turma (a da TV e Internet ao mesmo tempo) deve ter um perfil bem específico, com características próprias (não deve ser exatamente um normal um cara que faz estas duas coisas ao mesmo tempo - ou pelo menos não é representativo do universo da população brasileira).

Partindo desta premissa, afirmo, pesquisas de opinião deflagradas pela TV, para serem respondidas pela Internet imediatamente, não representam nada.

Se assim fossem, o provável meio campo da seleção serio o do Grêmio, pois lembro bem de um jogo da eliminatória em que a Globo perguntou no ar - para responder via Internet - qual o meio campo ideal para a seleção e a resposta incluía o tal de Tinga e o restante do meio de campo do time gaúcho. Não por um acaso, o jogo era em Porto Alegre. Graças a Deus o Felipão não levou a sério (não que o Felipão seja o tipo de cara que preste atenção para opinião alheia).

Mas a população não sabe disto. E muito menos as "Velhinhas de Taubaté". E quando a voz da Globo (que é quase a voz de Deus, do Deus brasileiro, é claro) diz, X por cento dos internautas pensam isto, ou Y por cento preferem aquilo, o telespectador médio interpreta como a opinião da população, e isto acaba interferindo na sua própria opinião sobre as coisas que estão sendo questionadas.

Isto é uma forma muito leviana de fazer pesquisas. Primeiro porque internauta não é população e, indo mais fundo ainda, internauta que vê televisão e acessa computador ao mesmo tempo não é nem representativo do universo total dos internautas.

Para ser sincero, nem sei se o número absoluto de respostas é significativo, já que as respostas acabam sempre aparecendo em proporções, o que tira da Emissora o risco de pagar o mico de dizer que "10 pessoas acharam isto" ou "dois acharam aquilo outro". Não duvido muito que algumas perguntas, de interesse discutível, gerem um nível de respostas insignificante.

Isto sem falar que a Internet possibilita respostas tendenciosas, já que determinados grupos, interessados em determinadas respostas podem se mobilizar melhor.

É bem verdade que a Emissora não tem posto no ar questões muito sérias para serem respondidas desta forma. Mas, não deixa de ser um treinamento e, eventualmente, num descuido editorial, pode ir para o ar alguma questão mais séria, com um resultado distorcido, afetando significativamente a opinião da população.

Eu não sei qual o órgão, se os reguladores de comunicação, ou se a ABIPEME (Associação de Pesquisa de Mercado) deveria se pronunciar sobre isto. Mas alguma regra deveria ser estabelecida. A minha sugestão é de que sempre venham os números absolutos, pelo menos, e que a Emissora tenha o cuidado de esclarecer - para as "Velhinhas de Taubaté" - que estas respostas não representam a opinião da população.

Já vivemos uma época em que as opiniões respaldadas mudam constantemente. Na medicina, por exemplo, hora ouvimos que determinada substância faz mal, hora que faz bem e fica sempre difícil de saber qual o melhor caminho. Não precisamos de mais esta confusão de informação.

Se não vier qualquer regulamentação, Dona Rede Globo, pense nisto. A sua responsabilidade diante da população é muito grande.
Fonte:
http://www.umacoisaeoutra.com.br/marketing/internetv.htm

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Globo ataca Lula e inventa desemprego em massa

Globo ataca Lula e inventa desemprego em massa

Serei curto e grosso. O programa Fantástico, da Rede Globo, veiculou, neste último domingo, pouco depois das 22 horas, um quadro sobre “como agir diante do desemprego”, no qual fez dois fortes ataques ao presidente Lula, ainda que dissimulados, e promoveu o maior alarmismo social que já assisti em minha vida numa televisão aberta, e num horário que permitiu àquele absurdo atingir dezenas de milhões de famílias brasileiras.

Por Eduardo Guimarães, no blog Cidadania.Com

O quadro começa com a apresentadora do programa dizendo que, “O que era para ser marolinha, virou tsunami”. Em seguida, um “especialista” diz que, “ao contrário do que dizem as autoridades, a crise é nossa, também”, insinuando que haveria culpa do governo Lula pela crise. Além disso, a reportagem mostrou cenas tristes de pessoas demitidas, cenas que mesmo nos momentos de maior euforia econômica de um país, sempre serão tristes.

A reportagem apresentou uma redução na criação de vagas em novembro e o aumento de demissões em dezembro como provas da crise de desemprego em massa que teria se abatido sobre o país. Escondeu que o número de 40 mil vagas em novembro não foi perda, mas diminuição na CRIAÇÃO de vagas, e que as 600 mil vagas que mencionou em dezembro não são a diferença entre admissão e demissão de empregados, mas o número total dos que perderam emprego. O saldo de demissões e admissões seria uma fração desse número.

Bem, não há muito mais o que dizer. À esta altura, dezenas de milhões de famílias estão achando que há uma terrível crise de desemprego em massa no Brasil. O mercado de carros novos será o mais afetado. O Fantástico recomendou que esse tipo de compra seja postergada e, como se sabe, o que poderia suspender as demissões na indústria automobilística seria o aumento do consumo que começou a ocorrer depois de medidas do governo como suspensão do IPI dos carros novos.

O Fantástico não deu voz a nenhuma das “autoridades” que criticou e ainda escondeu os relatórios animadores de organismos multilaterais como o FMI, o Banco Mundial ou a OCDE que colocam o Brasil como a economia mais preparada do mundo para enfrentar a crise. Enfim, o objetivo foi sonegar informações ao público, gerar desmoralização do governo Lula e pânico entre a população. Tudo pela menor crise de desemprego da história, que inclusive ocorre no momento em que o nível de emprego no Brasil está em seu patamar mais alto.

Nós mesmos, pouco podemos fazer. Estamos falando de um programa da Globo que é campeão de audiência há quase 40 anos. Nessa noite desse programa nefasto, dezenas de milhões de brasileiros terão ido dormir ansiosos, preocupados e até desesperados, e por muito pouco.

Só há uma pessoa neste país que pode dar uma resposta a esse verdadeiro ato de terrorismo: Luiz Inácio Lula da Silva.

Se Lula, agora, não tomar uma atitude dura, se não mostrar que pretende enfrentar tentativas, não de sabotagem política, mas de literal sabotagem da economia de todo um país, será cúmplice de todos os danos que esse terrorismo de punhos de renda causar. O presidente Lula tem o dever de falar à nação em rede nacional de rádio e tevê e dizer claramente tudo que eu disse aqui, no mínimo. Se não fizer isso, este país estará frito.

Veja o que saiu no site do Fantastico

http://www.g1.com.br/fantastico

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL961476-15605,00-O+QUE+FAZER+NA+HORA+DO+APERTO+NO+TRABALHO.html



Que era apenas uma marolinha, virou tsunami.
A crise financeira que começou nos Estados Unidos já está tirando há muito tempo o sono dos brasileiros.

Em novembro do ano passado, o país perdeu 40 mil postos de trabalho. Em dezembro, o número de pedidos de seguro-desemprego aumentou mais de 50% no estado de São Paulo. O que fazer nessa hora de aperto?

“Foi de manhã. Eu estava na minha sala, trabalhando”, lembra o funcionário de mineradora Luiz Citty, que está desempregado.

“De repente chegou o nosso chefe com uma folha”, conta a metalúrgica
Silvânia Barbosa, desempregada.

“E falou que eu estaria dispensado”, diz Djoaquim Gomes Neto, outro funcionário de mineradora, também desempregado.

“A gente fica meio, meio sem...”, acrescenta Luiz Citty, funcionário de mineradora desempregado.

“Aí eu perguntei por que, e ele falou assim: ‘Não, isso é por causa da crise. A crise te pegou’", diz Joaquim Gomes Neto, funcionário de mineradora, desempregado.

“Já passamos da fase em que nossas autoridades insinuaram que a crise era dos outros. Todos nós já estamos convencidos de que a crise é nossa também”, lembra o consultor de carreiras Max Gehringer.

“Os números são muito, muito preocupantes”, alerta o economista da USP
Hélio Zylberstajn.

Mais pessoas estão pedindo seguro-desemprego e atrasando as dívidas.

“E de repente está batendo a insônia. Meia-noite, uma hora, pensando: ‘O que eu vou fazer? E a minha casa? E o meu quarto, que eu tanto sonhei?’", conta a metalúrgica Silvânia Barbosa.

Em novembro de 2008, o país perdeu 40 mil empregos formais.

“E agora dezembro a gente deve estar perdendo, segundo o governo, 600 mil vagas”, diz Hélio Zylberstajn.

Portanto, se você está preocupado com o seu trabalho, atenção para as dicas:

A primeira: não mude de emprego agora. Mesmo que você tenha bons motivos para mudar, seja paciente e aguarde a tormenta passar. Quando ocorrem demissões, os empregados mais recentes são os primeiros na fila dos demitidos, porque o custo da demissão é mais baixo.

A segunda: concentre suas energias em suas tarefas. A pior coisa que pode acontecer em um momento de crise é criar uma situação interna ruim, através de boatos e diz-que-diz.

E a terceira: não seja pessimista, mas não exagere no otimismo. Não é preciso deixar de comer ou de se divertir com a família, mas é prudente evitar fazer dívidas pesadas e de longo prazo.

Para Luiz, o corte no orçamento foi radical.

“Eu cancelei plano de saúde da minha mãe. Minha mãe tem 76 anos”, lembra Luiz Citty.

Luiz tinha 25 anos de serviço em uma grande mineradora em Itabira, Minas Gerais, empresa que demitiu 1,3 mil funcionários em todo o mundo.

“Eu sinto uma tristeza profunda. Acordo de manhã, não tenho nada o que fazer. Fico olhando para o tempo. É como se a gente fosse um material de desgaste. Desgastou, joga fora. É assim que estou me sentindo nesse momento”, Luiz Citty.

“Com essa crise agora, quem vai dar emprego a uma pessoa igual a mim? No meu caso tenho 49 anos”, questiona Joaquim Gomes Neto.

Joaquim trabalhava havia 30 anos na mesma mineradora de Luiz. Ele se sente frustrado por não poder bancar a festa de 15 anos da filha.

“Eu quero uma festa, só que eu não sei se vai poder fazer. Por causa agora que ele não trabalha mais”, conta Patrícia Adriely Gomes, filha de Joaquim.

O importante nesse momento é não se culpar.

“É um problema econômico, não se deprima, não desanime. Mantenha a esperança, a auto-estima, o bom humor e vamos à luta”, aconselha Hélio Zylberstajn.

E agora, uma dica para quem perdeu o emprego: depois de solicitar o seguro-desemprego, não fique parado. Surgir a possibilidade de um serviço temporário ou como autônomo, aceite, mesmo que seja em outro ramo de atividade.

Na hora de voltar a contratar, e essa hora chegará, as empresas vão dar preferência a quem não se deixou abater pela crise.

Mesmo obrigada a interromper a reforma da casa que divide com o filho, a nora e a neta de 3 anos na comunidade de Heliópolis, São Paulo, Silvânia não desanima.

“Não vou chorar. Se é uma crise, então a gente vai enfrentar a crise. Todo mundo vai enfrentar”, comenta Silvânia Barbosa.

A situação pode melhorar ainda este ano.

“A gente precisa ficar olhando o que vai acontecer com o pacote que o presidente Obama vai anunciar e pôr em prática. Se esse pacote der certo, eu acredito que no segundo semestre, mais para o final de 2009, nós vamos ter os primeiros sinais de alguma recuperação”, explica Hélio Zylberstajn.

Enquanto isso, a estratégia de entidades como a Fiesp, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, é negociar com sindicatos a redução de jornada de trabalho e salários em 25%. Uma proposta dentro da lei, mas polêmica, porque não tem qualquer garantia de estabilidade.

“Nós não estamos falando de garantia de emprego, porque isso não está na lei do país”, lembra o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

O melhor caminho em uma situação de crise seria a negociação de horários e salários mais flexíveis por um período determinado, vamos dizer seis meses. Seria bom para as empresas, que não teriam custos de demissão, e para os empregados, que manteriam o emprego.

Brasil gera mais de 1,45 milhão de empregos formais em 2008
Pagina principal / Negócios
20.01.2009
http://port.pravda.ru/busines/20-01-2009/25883-brasilempregos-0

Foram gerados 1.452.204 empregos formais no ano de 2008, o que representou um crescimento de 5,01% no estoque de assalariados celetista em relação a dezembro de 2007. Mais pessoas desfrutando de benefícios como 13º salário, férias remuneradas, FGTS e acesso ao seguro-desemprego. Em termos absolutos, este foi o terceiro melhor resultado da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado esta segunda-feira (19) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

Os recordes anteriores foram em 2007 (1.617.392 postos) e 2004 (1.523.276 postos). O desempenho mais modesto em 2008 reflete os efeitos negativos da crise financeira internacional sobre o mercado de trabalho, vislumbrados em outubro e confirmados nos meses de novembro e dezembro. No último mês do ano, foram fechados 654.946 postos. O Brasil possui hoje em estoque 30.418.394 trabalhadores formais, sendo que 7.720.972 postos só entre 2003 e 2008.

“Um momento de crise não é momento de retirar direitos dos trabalhadores. Precisamos chegar a um acordo que não prejudique os trabalhadores. O Brasil, que pertence ao contexto globalizado, sofreu em dezembro com a crise. Já conversei com o presidente Lula sobre novas medidas que poderão ser adotadas para defender os trabalhadores, que têm como foco a geração de emprego”, destacou o ministro Lupi.

Setores – Todos os setores apresentaram crescimento no nível de emprego em 2008. Em termos absolutos, Serviços, com o aumento recorde de 648.259 postos de trabalho (+5,67%), liderou a geração de postos com carteira assinada no período. Em seguida vêm os setores do Comércio (+382.218 postos; +5,91%); da Construção Civil (+197.868 postos; +12,93%) - resultado recorde da série do período e a maior taxa de crescimento dentre todos os setores -; e da Indústria de Transformação (+178.675 postos ou +2,55%).

A agricultura, ao responder pela elevação de 1,22% ou acréscimo de 18.232 empregos, apresentou um comportamento mais modesto, mas sinaliza a manutenção da trajetória de recuperação verificada em 2006 (+6.574 postos ou +0,45%), quando comparado ao mesmo período de 2005 (-12.878 postos ou -0,87%) e confirmada em 2007 (+21.093 postos ou +1,43%).

Regiões - Em termos geográficos, os dados mostram expansão generalizada do emprego. Nas grandes regiões verificou-se o seguinte comportamento: Sudeste (+840.299 postos ou + 5,21%), o segundo melhor resultado, superado pelo ocorrido em 2007 (+949.797 postos ou +6,25%); Sul (+275.363 postos ou + 5,12%); Nordeste (+203.617 postos ou +4,82%), a segunda maior geração de empregos, muito próxima do recorde registrado em 2007 (+204.310 postos ou +5,08%); Centro-Oeste (+106.351 postos ou +5,26%), o segundo maior saldo do período, menor apenas que o verificado em 2004 (+111.302 postos ou +6,48%) e Norte (+26.574 postos ou +2,20%).

Dezembro de 2008 - No mês de dezembro verificou-se redução de 654.946 postos de trabalho, queda de 2,11%, tomando como referência o estoque do mês anterior. Tradicionalmente, os dados do Caged evidenciam uma marcada sazonalidade negativa (entressafra agrícola, término do ciclo escolar, esgotamento da bolha de consumo no final do ano, fatores climáticos) no mês de dezembro, que permeia quase todos os subsetores de atividade econômica e estados.

Além dos fatores sazonais, o comportamento do emprego no mês de dezembro também é alimentado por fatores conjunturais que amenizam ou acentuam a sazonalidade negativa presente no mês. Em dezembro do ano passado, todos os subsetores e Unidades da Federação apresentaram declínios acentuados no nível de empregos. Em termos setoriais, a Indústria de Transformação (-273.240 postos ou -3,67%); a Agricultura (-134.487 ou -8,14%); os Serviços (-117.128 postos ou -0,96%) e a Construção Civil (-82.432 postos ou 4,55%) foram os principais setores responsáveis pelo declínio do emprego no mês. Quanto aos estados, os que mostraram as maiores quedas foram: São Paulo (-285.532 postos ou -2,74%), Minas Gerais (-88.062 postos ou -2,64%), Paraná (-49.822 postos ou -2,36%), Santa Catarina (-27.843 postos ou -1,78%) e Rio Grande do Sul (-27.678 postos ou -1,33%).

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
http://port.pravda.ru/busines/20-01-2009/25883-brasilempregos-0

Combate à crise
BB e Caixa vão exigir contrapartida de emprego em novos financiamentos públicos

Publicada em 20/01/2009 às 23h57m
O Globo
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/01/20/bb-caixa-vao-exigir-contrapartida-de-emprego-em-novos-financiamentos-publicos-754066532.asp

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinará, na quinta-feira, aos dirigentes do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal, que passem a exigir contrapartidas de geração e manutenção de emprego nos novos financiamentos públicos, mostra reportagem de Geralda Doca, na edição desta quarta-feira, do Globo. A contrapartida valeria mesmo para os recursos do Tesouro Nacional, com taxas de juros mais baixas que as cobradas pelo mercado, informou fonte do primeiro escalão do governo.

Em encontro de cerca de três horas com dirigentes das centrais sindicais , na segunda-feira, Lula, que está determinado a agir para evitar que o desemprego suba ainda mais, prometeu que as novas desonerações de tributos em estudo pelo governo terão como contrapartida a manutenção dos empregos. Ou seja, as empresas só poderão se beneficiar da redução de impostos e contribuições se garantirem que não demitirão pessoal. Lula avaliou como positiva a reunião com seis centrais sindicais.

Nos empréstimos com recursos do Fundo Amparo ao Trabalhador (FAT) e do FGTS, já existe uma orientação nesse sentido do Ministério do Trabalho. Porém, somente o BNDES estaria cumprindo a exigência. Agora, BB e Caixa também terão de seguir o exemplo. Além disso, deverá ser publicada nesta quarta-feira, no Diário Oficial da União, uma portaria com nomes do grupo de acompanhamento que vai fiscalizar a aplicação dos recursos dos dois fundos do trabalhador, juntamente com o compromisso dos tomadores com a geração de emprego.

Segundo interlocutores do Palácio, o presidente Lula teria ficado irritado com o ministro Guido Mantega porque a Fazenda não exigiu contrapartida de manutenção de empregos das montadoras ao conceder redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis .

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Juiz é punido por dizer que futebol é coisa de macho


O Tribunal de Justiça de São Paulo aplicou pena de censura ao juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho, da 9ª Vara Criminal Central de São Paulo. Em uma sentença, o juiz fez alusão a possível homossexualidade do jogador Richarlyson Barbosa Felisbino, volante do São Paulo. A posição defendida na sentença judicial causou polêmica.

A maioria dos desembargadores do Órgão Especial decidiu seguir o voto do relator, Walter Swensson. Votaram contra a aplicação da pena o presidente do TJ paulista, Vallim Bellocchi e o desembargador Marco César. O julgamento aconteceu na quarta-feira (10/12). O resultado foi divulgado nos blogs do desembargador Ivan Sartori e do jornalista Frederico Vasconcelos.

A defesa sustentou que emitir opinião contrária ao homossexualismo não pode ser considerado discriminação. A tese não sensibilizou o colegiado. Para a maioria, o magistrado agiu com impropriedade absoluta de linguagem na sentença dada em julho do ano passado. Na época, a alusão à virilidade do jogador de futebol foi manifestada em uma ação penal privada proposta por Richarlyson contra um dirigente do Palmeiras.

O juiz mandou arquivar a queixa-crime. O dirigente havia insinuado em um programa que o jogador seria homossexual. Na sentença, o juiz afirmou que futebol era coisa de "macho", esporte "viril, varonil, não homossexual".

Por conta da sentença, o Tribunal de Justiça abriu investigação disciplinar contra o juiz. Em outubro do ano passado, o Órgão Especial rejeitou, por maioria de votos, a defesa prévia do magistrado e decidiu pela continuidade do processo administrativo disciplinar. Na época, ficaram vencidos os desembargadores Marco César e Pedro Gagliardi, que votaram pelo arquivamento.

Na defesa prévia, o advogado do juiz sustentou que o que se pune e deve se reprimir é a discriminação à pessoa, que se caracteriza por atitude pessoal, nominal, não genérica. Segundo a defesa de Junqueira Filho, ninguém pode obrigar alguém a ser católico, evangélico, corintiano, palmeirense ou são-paulino.

"Podemos não gostar do catolicismo, do evangelismo, do Corinthians ou do São Paulo, mas não podemos atacar quem tem fé nessas religiões ou torce por esses clubes. Da mesma forma, não se pode atacar o homossexual, mas ninguém pode obrigar ninguém a gostar do homossexualismo", sustentou a defesa.

O advogado alegou ainda cerceamento de defesa, nulidade do acórdão de acusação, impedimento de todos os desembargadores que subscreveram o documento e, no mérito, ausência de falta grave cometida no episódio e inexistência de preconceito no texto da sentença.

Em agosto do ano passado, o TJ-SP havia aceito pedido de abertura de procedimento para investigar o juiz, com base no artigo 35 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). No entendimento do colegiado, havia indícios de que, no episódio, o juiz agiu com conduta incompatível com os deveres do cargo de magistrado.

No mérito, a defesa sustentou que seu cliente não feriu a Constituição Federal, não invadiu a vida privada, nem a honra, nem a imagem no jogador Richarlyson. Refutou as acusações de que a sentença seria pérola jurídica, cômica, ofensiva e esdrúxula, como foi apontada. "O magistrado pode ter suas opiniões pessoais, mas não agiu com descompostura e imparcialidade. Apenas recusou uma queixa-crime onde não se provara a acusação e onde não havia acusação formal a quem quer que seja", disse o advogado.

Outras investigações

O juiz já respondeu a outros processos, tanto administrativos como judiciais. O magistrado teve sua conduta questionada em pelo menos uma dezena de representações. Em duas delas, chegou a ser condenado às penas de censura e advertência, mas conseguiu reverter os castigos. Nos dois casos, a penalidade foi aplicada pelo Conselho Superior da Magistratura e reformada no Órgão Especial do TJ paulista.

Em outra, recorreu e perdeu. Neste caso, o TJ paulista reprovou a conduta do magistrado. Afirmou que ele deu péssimo exemplo aos princípios de hierarquia e disciplina judiciária. Ele foi acusado de criticar decisão de segunda instância, que mandava soltar réu, fazendo comentários impróprios sobre o acórdão na presença de advogados, promotores, juízes e servidores do Judiciário que atuavam na 9ª Vara Criminal da Capital.

"Exarar despacho em termos de audiência pública, com a presença de funcionários, advogados, os próprios réus, oficiais de justiça, lançando pesadas críticas à conduta de juiz de segundo grau, além de provocar exaltação de ânimos revela, sem dúvida, menoscabo aos deveres da função", afirmou o desembargador Maurício Ferreira Leite no julgamento do caso.

Caso Richarlyson

O juiz pediu licença do cargo, anulou a sentença da ação penal privada de Richarlyson e foi afastado. Em outubro do ano passado, voltou ao cargo. Manoel Maximiniano Junqueira Filho não era o juiz natural do caso e despachou no processo por conta da ausência da juíza auxiliar, que estava de licença-saúde. A defesa do jogador entrou com representação no Conselho Nacional de Justiça acusando o juiz de homofobia.

A polêmica sobre a sexualidade de Richarlyson começou quando o jornal Agora São Paulo noticiou que um jogador de futebol estava negociando com o Fantástico, programa da TV Globo, uma entrevista na qual assumiria ser gay. Em junho, durante o programa Debate Bola, da TV Record, José Cyrillo Júnior foi questionado se o tal jogador homossexual era do Palmeiras. Cyrillo se saiu com essa: "O Richarlyson quase foi do Palmeiras".

Richarlyson alegou que se sentiu ofendido e foi à Justiça. Na sentença, o juiz ressaltou toda a masculinidade do futebol e mostrou ao jogador são-paulino que a Justiça, nesse caso, não é a melhor alternativa. "Quem é ou foi boleiro sabe muito bem que estas infelizes colocações exigem réplica imediata, instantânea, mas diretamente entre o ofensor e o ofendido, num ‘tête-à-tête'."

O juiz sugeriu o que o jogador poderia fazer. Se não fosse homossexual, o melhor seria ir ao mesmo programa de televisão dizer que era heterossexual. "Se fosse homossexual, poderia admiti-lo, ou até omiti-lo, ou silenciar a respeito. Nesta hipótese, porém, melhor seria que abandonasse os gramados."

Para o juiz, gramado não é lugar de homossexual. "Futebol é jogo viril, varonil, não homossexual." Não há ídolos de futebol que são gays, disse ele. E mais. Demonstrou a virilidade do esporte com o hino do Internacional de Porto Alegre: "Olhos onde surge o amanhã, radioso de luz, varonil, segue sua senda de vitórias".

Anastácio Noticias
Juiz é punido por dizer que futebol é coisa de macho

terça-feira, 4 de novembro de 2008

CBN para de veicular spot do Sindicato dos Bancários de São Paulo

CBN para de veicular spot do Sindicato dos Bancários de São Paulo

A Rádio CBN (FM 90,5 e AM 780 kHz - São Paulo/SP) interrompeu a veiculação de um spot do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco (SP) e Região e de outras entidades ligadas a federações estaduais e ao Santander Banespa, na tarde desta sexta-feira (31/10).

No comunicado, o sindicato acusa o presidente mundial do Banco Santander, Emílio Botín, de promover demissões, devido à compra do Banco Real pelo Santander, que mantém o controle acionário do Banespa.

Segundo o diretor-geral do Sistema Globo de Rádio, Rubens Campos, a transmissão do comunicado, por cinco vezes, na manhã da sexta-feira (31/10), ocorreu por uma falha na área comercial.

"O informe da AFUBESP - Associação dos Funcionários do Grupo Santander, Banespa, Banesprev e Cabesp - foi ao ar na manhã de sexta-feira, 31/10/08, apesar de seu conteúdo estar em desacordo com as normas da área de operação comercial da Empresa", disse Campos.

O diretor acrescentou que a agência do sindicato poderia rever o texto.

Ernesto Izumi, secretário de imprensa do sindicato, afirma que a entidade não pretende mudar o comunicado. Acusa ainda o Banco Santander de interferir para que Campos tomasse a decisão de retirar o spot do ar.

O Banco Santander respondeu que "não fez e nem faria nenhuma pressão e não nos cabe essa liberalidade".

Fontes: Comunique-se
/AdNews

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Vídeo: Globo censura Sindicato dos Bancários de PE

Vídeo: Globo censura Sindicato dos Bancários de PE

Em nota divulgada nesta quarta-feira (8), o Sindicato dos Bancários de Pernambuco denuncia a censura da Rede Globo ao plano de mídia para a Campanha Nacional 2008. A emissora da Globo local, apesar de já ter recebido pelo espaço na grade para a veiculação do vídeo sobre a greve dos bancários, foi a única a se negar a veiculá-lo.

Leia e veja abaixo a íntegra da nota:

A Rede Globo censurou um plano de mídia para a Campanha Nacional 2008 produzido pelo Sindicato dos Bancários de Pernambuco (Seeb PE). A campanha de mídia esteve no ar de 5 a 7 de outubro.

O vídeo censurado tem 45 segundos e recupera o lema ''Banco Mata'', critica à ganância dos bancos, além de explicar porque os bancários estão em greve por tempo indeterminado. O material foi veiculado nas principais emissoras, menos na Globo, que tratou de encontrar um motivo para censurar o material.

- Veja o vídeo ao final da matéria.

A desculpa usada para barrar a veiculação não se sustenta, para não dizer que é ridícula e estapafúrdia. Segundo o contato comercial da Globo Nordeste, o nome do sindicato teria que ser inserido em caracteres no VT; ou seja, por escrito e por extenso. Ou o Sindicato acrescentava o detalhe, ou o VT não iria ao ar. Isso, a menos de 30 minutos do horário-limite de entregar o material nas quatro emissoras onde se havia contratado o espaço.

Esgotadas as tentativas de diálogo, a Assessoria de Comunicação, com apoio da Presidência e da Secretaria de Comunicação, pediu que a Globo mandasse a condição por escrito, via correio eletrônico, já que o Sindicato não modificaria o VT e o pagamento das inserções já havia sido feito. O contato disse que não faria isso, e que o cheque seria devolvido. Fez mais, tentou inverter o ônus do problema, acusando o Sindicato de tentar ''esconder o nome''. Que se diga: a assinatura está no áudio, em alto e bom tom. E está na logomarca da entidade, bastante conhecida - e onde se lê ''Bancários de Pernambuco'', que fecha o VT.

''Quero saber se eles exigem do Shopping Recife, ou do Bradesco, que escrevam seus nomes por extenso, junto com as marcas'', questiona a secretária de Comunicação do Sindicato, Emerenciana Rêgo - Mereh.

A exigência, que não se encontra em nenhuma lei ou regulamento de veiculação de audiovisual - tanto que as demais emissoras o estão veiculando, sem problema -, na verdade, esconde o verdadeiro motivo da censura: o VT expõe as mazelas e, portanto, a imagem da banca nacional. Não à-toa, o referido contato avisou, durante as diversas conversações para contratar o espaço, que o VT não seria aprovado caso tivesse imagem de fachada de bancos. E é óbvio que teria, e isso foi dito. O texto já havia sido enviado antes da contratação, para todas as emissoras, como é praxe. Mas a Globo - e só a Globo - exige conter o VT antes de fechar o contrato, mesmo o pagamento sendo feito antecipado, a preços de tabela cheia - ''as outras vendem desconto, nós vendemos audiência'', retumbou Adeládio, o contato local.

O material foi mandado para São Paulo, direto da produtora, via correio eletrônico, para um certo Dido Júnior. Ao que parece, ele é o encarregado de exercer o papel de censor de plantão. Naturalmente que quem dá a notícia ao ''cliente'' é o contato local.

Foi o que fez Adeládio, que veste a camisa global, com gosto. Ele reiterou que ''gostaria muito de atender ao Sindicato, mas só posso fazê-lo se vocês corrigirem o VT''. Diante da negativa em atender a exigência absurda da Globo, o contato disse que o Sindicato não enviasse a fita, porque o espaço não havia sido reservado e, portanto, ela não seria veiculada.

Detalhe: na manhã da segunda-feira, 06, o financeiro do Sindicato constatou que o cheque que pagaria as duas veiculações, no jornal local NE 1, edição do mesmo dia, havia sido compensado. A Assessoria de Comunicação do Sindicato voltou a fazer contato com Adeládio. Eis o diálogo:

Assessora - Acabo de saber do financeiro do Sindicato, que a Globo depositou o cheque, e ele foi compensado.

Adeládio - Não era para depositar?

Assessora - Mas você disse, na sexta, que o cheque seria devolvido pois a Globo não iria veicular o VT... Quer dizer que eu posso mandar entregar a fita para veiculação?

Adeládio - Se vocês corrigirem o VT, a gente veicula.

Assessora - Não há nada de errado com o VT. Como é que ficamos, então!?

Adeládio - Vou ligar para o meu financeiro e pedir para restituir o dinheiro.

É assim: a liderança na audiência - e na captação de recursos publicitários, inclusive governamentais - concede a Globo a arrogância de se atribuir poderes de ''Imperatriz do Brasil''.

Mas não tem que ser assim: ''O Sindicato vai tomar as devidas providências junto ao Procon, o Ministério Público e a Justiça. A Globo vai ter que responder no âmbito do Código de Defesa do Consumidor e por cerceamento de atividade sindical, sem contar que é uma concessão pública e deve respeito ao contribuinte'', observa Marlos Guedes, presidente do Sindicato. Ele lembra que ''cabe processo por danos materiais, uma vez que a Globo tentou impedir que o Sindicato cumprisse seu dever de avisar a população sobre a greve por tempo indeterminado. Felizmente não ficamos nas mãos dela, já havíamos contratado outras emissoras''. Cabe, também, denúncia junto ao Conar, conselho nacional regulador de propaganda, como lembra Mereh.

Não é a primeira vez que isso ocorre, embora seja a primeira que o Vídeo produzido pela entidade não vai ao ar na plim-plim. Em 2005, por exemplo, a emissora usou a falta de registro da produtora do material na antiga Ancine, hoje Ancinav - Agência Nacional de Cinema e Audiovisual para colocar obstáculos à veiculação. Todo material produzido deve recolher uma taxa para ser veiculado. O Sindicato, que já tinha efetuado o depósito na conta da Globo, ameaçou seus direitos de consumidor e a emissora acabou encontrando uma produtora que assumiu o vídeo, que acabou indo ao ar.

Na TVClube/Bandeirantes, TV Tribuna/Record e TV Jornal/SBT, o anúncio foi veiculado no domingo, segunda e terça - 05, 06 e 07, respectivamente.

Aviso de greve também no rádio: a exemplo do que vez para a convocação da assembléia para a greve 24 horas, no último dia 30, o Sindicato vale-se, também, do rádio para comunicar a população do movimento por tempo indeterminado e suas razões. No sábado, 04 a Rádio Jornal veiculou nove inserções, cinco no período da manhã - programas de maior audiência - e quatro ao longo da programação do dia.

Veja o vídeo abaixo:


Fonte: Sulamita Esteliam - Seeb PE


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Bomba na China: mais de 180 milhões de pessoas feridas

Bomba na China

A bomba já explodiu na China e fez uma nação de mais de 180 milhões de pessoas feridas. De nada adiantou o rígido esquema de segurança, caras feias e o dialeto do ‘não pode’. O estrago não foi, está sendo grande. O ‘time Brasil’, como é chamada pelo Comitê Olímpico Brasileiro a delegação nacional, contabiliza erros, se deixa afetar pelo desequilíbrio emocional e fica feliz em comemorar terceiros, quartos...sétimos lugares. A atleta do salto com vara, Fabiana Mauren, perdeu a possibilidade de disputar medalhas por falta grave de comissão chinesa e aceita com passividade a sumiço da vara, da maior vara que ela tinha selecionado para seu salto. Brigar agora vai resolver alguma coisa?

Na ginástica olímpica nem preciso comentar, né? Bem, se os atletas que me fizeram deixar o sono de lado para prestigiar a competição se satisfazem com os resultados, eu só lamento, pois os três finalistas individuais são atletas medalhistas mundiais e na hora ‘H’ cometem erros primários. Treinam todos os dias as mesmas coisas.

Enquanto Daiane dos Santos passou anos ensaiando ginga ao som de Brasileiro, russas, norte-americanas, romenas, japonesas e chinesas, se dedicaram ao básico e o fizeram bem feito. Era só isso, fazer com segurança os exercícios exigidos e que realmente contam pontos.

Nosso cavalo paraguaio – aquele que só tem arranque – vai perdendo fôlego. Com algumas exceções pontuais, vôlei de quadra e de praia e o futebol feminino e masculino, o time Brasil faz bonito quando ainda é permitido errar e erra quando não se pode mais. Temos a cultura ainda de que mais vale competir e trazer a ‘medalha de latão’, do que competir até o fim por um lugar no podium. Não se pode contentar com bronze, depois de uma vida dedicada ao esporte. Nem nosso atletismo apareceu até agora. Só o judô trouxe três medalhas de bronze, mas o que valeu foi o desabafo do judoca Eduardo Santos, que disse “não tive competência”. Bem ao contrário do ginasta que ainda hoje diz “não saber o que aconteceu”. Já o ouro de Cesar Cielo Filho tem gosto de diamante. Entre gigantes da natação conseguiu, com sua determinação, trazer até então nossa única medalha. Enquanto a mídia (leia-se rede Globo) só falava em Thiago Perreira, Cielo foi lá e faz nosso hino tocar. Aliás, a Globo nunca investiu tanto numa cobertura olímpica, sem ter muita notícia boa dos nossos atletas, resta falar das curiosidades chinesas, voar de balão........

O Brasil pelo visto deve se contentar com um único recorde: Levou a Pequim a maior delegação da história da participação brasileira em Jogos Olímpicos: 469 integrantes, sendo 277 atletas em 32 modalidades. Em Atenas 2004, o Brasil competiu com 247 atletas em 28 modalidades. Ou seja, revezando as trigésimas e quadragésimas posições, certamente esta também deve ser o do maior fiasco da nossa história.



MARIANNA PERES é editora de Economia do Diário

terça-feira, 10 de junho de 2008

Tv Rondonia volta a transmitir futebol ao Vivo

DEPOIS DE PRESSÕES E DECISÃO JUDICIAL, TV RONDÔNIA ANUNCIA QUE VAI TRANSMITIR JOGOS AO VIVO NA TV

Rondônia anunciou na noite desta segunda feira que reviu sua grade de programação e vai transmitir os jogos ao vivo nas quartas feiras em todo o país. Como forma de pressionar o Governo Federal, as emissoras afiliadas a Rede Globo na Região Norte passaram a realizar uma espécie de boicote em razão de determinações referentes a proibições de cenas fortes e de sexo antes das 21 horas. Com isso, as emissoras alteraram a grade, cancelando o futebol e privilegiando as novelas. A idéia era fazer com que a opinião pública se pronunciasse contra as medidas tomadas pelo Governo. Mas não deu certo. A sociedade aplaudiu as normas do Ministério das Comunicações e em alguns estados, como no Mato Grosso, a Justiça mandou a Globo acabar com a estratégia e transmitir as partidas ao vivo sob pena de pagar pesadas multas.

Fonte: RONDONIAGORA.COM
Autor: RONDONIAGORA.COM

TV RONDONIA AO VIVO - AQUÍ



TV RONDÔNIA PRESSIONA POLÍTICOS E SINDICATOS PARA TENTAR ACABAR COM FUSO HORÁRIO LOCAL
A afiliada local da Rede Globo, está pressionando autoridades e entidades sindicais do Estado para tentar reverter um grande prejuízo financeiro que teve nos últimos dias, por conta do estabelecimento de maiores regras para a televisão aberta, que somente pode mostrar cenas de sexo após às 21 horas. A decisão, do Governo Federal em nome da família brasileira vai de encontro aos interesses comerciais da TV Rondônia. As demais emissoras da região não reclamam, mas assim mesmo o Sindicato das Emissoras de Radio e Televisão no Estado de Rondônia (SERTERO) diz ter a legitimidade para requerer o fim do fuso horário de uma hora com Brasília nos mesmos moldes do que já ocorreu com o Acre, com a edição da Lei 11.662/2008. No âmbito político estadual, o deputado Tiziu Jidalias (PMDB-Ariquemes) já encampou a idéia, exigindo que a Assembléia Legislativa enviasse ofícios a bancada federal para “adequação do horário oficial de Rondônia ao horário oficial de Brasília”. O SERTERO, comandado pelo diretor da TV Rondônia, Antônio Campanari, já enviou pedidos a Câmara e Senado Federal e agora tenta mobilizar sindicatos, como o de jornalistas, que ainda não se pronunciou.

Transmite quando quer

Pelas regras definidas pelo Ministério das Comunicações, não há proibições de transmissões de jogos, mas mesmo assim e para caracterizar a iniciativa negativamente, a TV Rondônia não mais transmite partidas de futebol ao vivo durante a semana, preferindo colocar no ar a grade de novelas. Segundo o Governo Federal, conteúdos de violência e nudez levaram o Ministério das Comunicações a autorizar a exibição somente após determinado horário, o que não inclui o futebol. No Mato Grosso a Justiça já agiu. O juiz Gonçalo Antunes de Barros Neto, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá, determinou em liminar que a Televisão Centro América, afiliada da Rede Globo, exiba ao vivo, nas noites de quarta-feira, os jogos de futebol que são transmitidos em rede nacional. E estabeleceu multa de R$ 100 mil para cada jogo não transmitido. Em Rondônia não há ação semelhante.
Fonte: RONDONIAGORA.COM
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Autor: RONDONIAGORA.COM

TV RONDONIA AO VIVO - AQUÍ

sábado, 31 de maio de 2008

Wagner Moura: A idiotização da televisão

Wagner Moura: A idiotização da televisão

Quando estava saindo da cerimônia de entrega do prêmio APCA, há duas semanas em São Paulo, fui abordado por um rapaz meio abobalhado. Ele disse que me amava, chegou a me dar um beijo no rosto e pediu uma entrevista para seu programa de TV no interior. Mesmo estando com o táxi de porta aberta me esperando, achei que seria rude sair andando e negar a entrevista, que de alguma forma poderia ajudar o cara, sei lá, eu sou da época da gentileza, do muito obrigado e do por favor, acredito no ser humano e ainda sou canceriano e baiano, ou seja, um babaca total.


Por Wagner Moura*

Ele me perguntou uma ou duas bobagens, e eu respondi, quando, de repente, apareceu outro apresentador do programa com a mão melecada de gel, passou na minha cabeça e ficou olhando para a câmera rindo. Foi tão surreal que no começo eu não acreditei, depois fui percebendo que estava fazendo parte de um programa de TV, desses que sacaneiam as pessoas. Na hora eu pensei, como qualquer homem que sofre uma agressão, em enfiar a porrada no garoto, mas imediatamente entendi que era isso mesmo que ele queria, e aí bateu uma profunda tristeza com a condição humana, e tudo que consegui foi suspirar algo tipo ‘que coisa horrível’ (o horror, o horror), virar as costas e entrar no carro. Mesmo assim fui perseguido por eles. Não satisfeito, o rapaz abriu a porta do táxi depois que eu entrei, eu tentei fechar de novo, e ele colocou a perna, uma coisa horrorosa, violenta mesmo. Tive vontade de dizer: cara, cê tá louco, me respeita, eu sou um pai de família! Mas fiquei quieto, tipo assalto, em que reagir é pior.


O táxi foi embora. No caminho, eu pensava no fundo do poço em que chegamos. Meu Deus, será que alguém realmente acha que jogar meleca nos outros é engraçado? Qual será o próximo passo? Tacar cocô nas pessoas? Atingir os incautos com pedaços de pau para o deleite sorridente do telespectador? Compartilho minha indignação porque sei que ela diz respeito a muitos; pessoas públicas ou anônimas, que não compactuam com esse circo de horrores que faz, por exemplo, com que uma emissora de TV passe o dia INTEIRO mostrando imagens da menina Isabella. Estamos nos bestializando, nos idiotizando. O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice. Amigos, a mediocridade é amiga da barbárie! E a coisa tá feia.


Digo isso com a consciência de quem nunca jogou o jogo bobo da celebridade. Não sou celebridade de nada, sou ator. Entendo que apareço na TV das pessoas e gosto quando alguém vem dizer que curte meu trabalho, assim como deve gostar o jornalista, o médico ou o carpinteiro que ouve um elogio. Gosto de ser conhecido pelo que faço, mas não suporto falta de educação. O preço da fama? Não engulo essa. Tive pai e mãe. Tinham pais esses paparazzi que mataram a princesa Diana? É jornalismo isso? Aliás, dá para ter respeito por um sujeito que fica escondido atrás de uma árvore para fotografar uma criança no parquinho? Dois deles perseguiram uma amiga atriz, grávida de oito meses, por dois quarteirões. Ela passou mal, e os caras continuaram fotografando. Perseguir uma grávida? Ah, mas tá reclamando de quê? Não é famoso? Então agüenta! O que que é isso, gente? Du Moscovis e Lázaro (Ramos) também já escreveram sobre o assunto, e eu acho que tem, sim, que haver alguma reação por parte dos que não estão a fim de alimentar essa palhaçada. Existe, sim, gente inteligente que não dá a mínima para as fofocas das revistas e as baixarias dos programas de TV. Existe, sim, gente que tem outros valores, como meus amigos do MHuD (Movimento Humanos Direitos), que estão preocupados é em combater o trabalho escravo, a prostituição infantil, a violência agrária, os grandes latifúndios, o aquecimento global e a corrupção. Fazer algo de útil com essa vida efêmera, sem nunca abrir mão do bom humor. Há, sim, gente que pensa diferente. E exigimos, no mínimo, não sermos melecados.


No dia seguinte, o rapaz do programa mandou um e-mail para o escritório que me agencia se desculpando por, segundo suas palavras, a “cagada” que havia feito. Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência. E contra a audiência não há argumentos. Será?


* Wagner Moura é ator.


Publicado originalmente em "O Globo"

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Patricia Penteado demitida da Record após ensaio sensual

Record demite apresentadora após ensaio sensual
Folha Online
Uma filial da Record demitiu uma apresentadora após ela posar para um ensaio sensual de uma revista. A Record Ribeirão Preto e Franca (interior de São Paulo) dispensou, na última sexta-feira (16), a editora-chefe e apresentadora do "Tudo a Ver Interior", Patrícia Penteado, informou hoje o boletim "Jornalistas & Cia".

Patrícia havia posado para a capa da revista "Mix - Prazer em Viver", sendo descrita como "uma cortesã do passado, no melhor estilo Dona Beija", cita o boletim.
Ela estava na emissora desde 2001. Segundo o "Jornalistas & Cia", o canal teria alegado que a demissão foi apenas "reformulação no jornalismo local".
O caso teria causado estresse nos bastidores da

emissora porque Patrícia não pediu autorização da empresa.

Até um texto escrito pelo diretor da TV na região, Paulo Droppa, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, foi publicado pela revista ao lado das fotos sensuais.

A Folha Online tenta ouvir as partes para obter mais detalhes.
Clique na foto para vê-la ampliada

Fotos acima no blog da fotógrafa Lidia Muradás



segunda-feira, 14 de abril de 2008

Ex-deputado argentino quer impedir exibição de episódio de "Os Simpsons"

Buenos Aires, 14 abr (EFE) - Um ex-deputado do governante Partido Justicialista (peronista) pediu que se impeça na Argentina a exibição de um episódio da série de televisão "Os Simpsons" na qual
se qualifica de "ditador" o três vezes eleito presidente do país Juan Domingo Perón, informa hoje a imprensa local.

Ao pedir ao estatal Comitê Federal de Radiodifusão (Comfer) que evite a exibição do episódio, Lorenzo Pepe também explicou que, no mesmo capítulo, são atribuídos ao Governo de Perón "desaparecimentos" de pessoas que, na verdade, ocorreram na última ditadura militar (1976-1983).

"Foram muitos anos sofrendo no exílio. Por favor, peço publicamente ao titular do Comfer que arbitre as medidas para evitar que se continue envenenando esta sociedade", afirmou Pepe, atual secretário-geral do Instituto Juan Domingo Perón.

Ao difundir a notícia, a imprensa de Buenos Aires lembrou que o Governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, obrigou à retirada de "Os Simpsons" da grade de programação de um canal privado da Venezuela por considerar que a série é "uma má influência" para as crianças e adolescentes.

Juan Domingo Perón (1895-1974) foi eleito presidente da Argentina em três ocasiões (1946, 1951 e 1973) e fundou o Partido Justicialista (peronista), atualmente no poder e que foi protagonista da vida política do país nos últimos 50 anos.
O pedido do ex-deputado Pepe se refere ao 10º episódio da 19ª temporada da série de TV americana, que ainda não foi exibido na Argentina, e os protagonistas da piada são Carl Carlson e Lenny Lennard, colegas de trabalho de Homer Simpson.

"Eu realmente gostaria de uma ditadura militar como a de Juan Perón. Quando ele sumia com você, você continuava desaparecido", afirma Carl em um diálogo com Lenny, que responde: "Além disso, sua esposa era a Madonna", cantora americana que interpretou a segunda mulher do político argentino, Eva Duarte, no filme "Evita".

Lorenzo Pepe negou hoje ter "pedido que seja aplicada a censura" em "Os Simpsons" e disse que o que solicitou ao Comfer "é que se sirva das ferramentas legais que estiverem a seu alcance para evitar que este golpe à cultura e à história argentina cause um dano à sociedade".

"Não posso rir dos mortos nem do sangue derramado", acrescentou.

"Os Estados Unidos têm um total desconhecimento da história latino-americana. E se foi uma ironia, deveriam perceber que há coisas com as quais não se fazem piadas. Os desaparecidos são uma cicatriz que ainda permanece aberta".

segunda-feira, 31 de março de 2008

TV digital: melhores imagens e só

Ela primeiro chegou a São Paulo. Oficialmente no dia 2 de dezembro de 2007, com direito à festa no arraial paulistano e a presença do presidente Lula. Daqui a três semanas, será a vez do Rio de Janeiro; provavelmente no dia 20 de abril, por desejo da Rede Globo, que pretende aproveitar seu aniversário para estender os recursos da TV digital de alta definição, vulgo HDTV, aos 17 municípios da Região Metropolitana do Rio. Em São Paulo, as redes inauguraram o sistema juntas. No Rio, a Globo sairá na frente, sem que se saiba em que datas a Bandeirantes, o SBT, a Record e a Rede TV! darão tchau ao analógico.

Mas parece certo que, ainda neste semestre, será possível apreciar com maior nitidez e melhor sonoridade a brejeirice de Márcia Goldschmidt e Sonia Abraão, a breguice de Hebe, Gugu, Otavio Mesquita e Raul Gil, os ademanes de Gasparetto e os púlpitos e pátios dos milagres de todos os bispos e pastores da Rede TV! e da Record. Pérolas aos porcos.

Para quê imagens com maior definição se o que elas em geral exibem não merece mais do que um jurássico televisor em preto & branco? Para nos emburrecermos letalmente diante de um televisor ("amusing ourselves to death", na feliz expressão de Neil Postman sobre a vampirização da humanidade pelo vídeo), a transmissão analógica basta. Se o olhar do observador altera o objeto observado, o foco perfeito não melhora a qualidade intrínseca do objeto focalizado.

A questão fundamental, portanto, não diz respeito a monitores de plasma ou cristal líquido, com 1.080 linhas, miríades de pixels e conversores integrados ou periféricos, mas a formas & conteúdos tão ou mais ultrapassados que um tubo de raios catódicos.

Com raríssimas e escasseantes exceções, a televisão brasileira anda muito ruim, quase italiana, só um pouco acima da mexicana. Tecnicamente, avançamos bastante; chegamos até a impor um padrão internacional de teledramaturgia, mas até nessa seara estacionamos; ou melhor, regredimos, caindo num esquematismo, numa mesmice de dar dó. E que até os comerciais já contaminou, sobretudo os de automóveis, cervejas e produtos de beleza, a maioria deplorável.

Suposta salvação da lavoura, a TV a cabo e por satélite, no Brasil, revelou-se uma decepção. Pouco importa que, devido ao número insatisfatório de usuários, nossa TV paga não possa ter cumprido suas promessas ("Programas exclusivos!", "Sem intervalos comerciais!", "Somente filmes legendados!" etc.) nem baixado os preços da assinatura a níveis mais compatíveis com o bolso do brasileiro médio. A Sky fala muito em interação com o telespectador, mas não lhe possibilita montar um pacote razoavelmente ajustado às suas preferências.

Mesmo o cliente que, persuadido a contratar um pacote de 98 canais, optou por outro de, digamos, 78, para evitar uns 20 sem o menor interesse para ele, teve de engolir um chorrilho de inutilidades. Ou levamos o filé de 200 gramas de carne e 30 quilos de osso, ou nada feito.

Experimente abrir mão dos sete ou oito canais de programação infantil, perfeitamente dispensáveis para quem não tem filhos. Se conseguir livrar-se de todos eles, na certa perderá outros de seu particular interesse, compulsoriamente atrelados aos puericanais recusados.

Zapeando pela grade da Net ou da Sky Net+Directv, um assinante não vidiota se detém, no máximo, em dez canais. O que não quer dizer que na maioria deles permaneça mais de alguns segundos, tempo suficiente para uma estimativa do tédio ou do insulto à inteligência que o aguarda. Sei de gente (com uma quantidade razoável de neurônios e afeita a diversificadas formas de lazer & cultura) que salta direto da Globo para os dois canais Sportv, desprezando cerca de 34 (trinta e quatro!) emissoras intermediárias, invariavelmente enxundiadas por cultos religiosos, camelôs eletrônicos, videoclipes de rock, fofoquinhas de celebridades, desenhos desanimados e leilões de gado, jóias e ouropéis.

Ok, o canal de golfe é bônus. O Speed também. Bônus, do latim "bônus" (bom), é sinônimo de prêmio e vantagem. Para quem despreza golfe e veículos em alta velocidade, tais bonificações não são um prêmio, mas uma usurpação de espaço. Nestes e noutros, ocupados por canais como Managementv, Canção Nova, Terra Viva, LBV etc., poderiam estar, franqueados ou com desconto, um ou dois HBOs, um Cinemax, um Maxprime (que, aliás, está exibindo a melhor telessérie dos últimos tempos, A Escuta).

Até por dever profissional, sou freguês assíduo da Globo News (e com maior entusiasmo quando Ana Paula Couto comanda o Em Cima da Hora), visitante bissexto do GNT (ele é de Vênus, eu sou de Marte, certo?), freqüentador constante do Universal (por conta de House, Law & Order S.V.U. e Monk), e, eventualmente da CNN. Ando cada vez mais alheio às sessões dos Telecines, pois até o melhor deles, ex-Classics, adotou nome mais elástico (Cult) para justificar os abacaxis que praticamente passaram a monopolizar suas sessões.

Abandonei o Sony desde que de sua programação desapareceu o C.S.I. Las Vegas, banido para o AXN. Assinei, esperançoso, o TCM, que já se acomodou ao que Graciliano Ramos chamava de "gosto rombudo das massas", atravancando seu horário nobre com as nostálgicas baboseiras (Chaparral etc.) antes confinadas ao nicho vespertino. O Eurochannel costuma ser um tédio à altura das cinematografias que representa. O Hallmark Channel é uma tapeação, com a agravante de que não ensinaram ao locutor que promove seus filmes a pronúncia correta de Hallmark: é "Rolmarque", e não "Carimaqui", como ele persiste em dizer, como se estivesse nos oferecendo uma nova variedade de sushi.

Como cobram R$ 200,00 de mensalidade por 93 canais, cada um custa em torno de R$ 2,15 por mês, uma pechincha para quem usufrui de todos eles. Para quem não tem o hábito de assistir a mais de 10 canais desse pacote, a conta, no fim do mês, chega a R$ 20,00 por canal. Seria um preço razoável se os 10 canais nos enchessem as medidas ― e, acima de tudo, se ganhássemos em dólar, que, embora até aqui deliqüescente, ainda vale quase o dobro do real.

Minto: nem assim. A Digital Cable de Nova York cobra US$ 61.50 por mês por um pacote de 225 canais. Por cada canal, o assinante desembolsa cerca de 27 centavos de dólar (mais ou menos 50 centavos de real).

Há muito virou pó a esperança de que, quanto mais assinantes a TV paga amealhasse, maior qualidade poderia oferecer. Num país como o nosso, apinhado de ignorantes, tal lógica não funciona. Aqui, quanto mais o consumo de algo se horizontaliza, mais se amplificam a mediocridade e o desleixo. A programação da Globosat maiamizou-se inteiramente, inclusive por ser, em grande parte, comandada de Miami. Esto tiene un precio. Até com chamadas em portunhol somos, ocasionalmente, agredidos, quando não surpreendidos por chamadas e documentários com legendas em espanhol, como o que o TNT exibiu há tempos sobre o ator Roger Moore.

As inopinadas alterações na localização de canais na grade, que a inúmeros assinantes tanto irrita, são de somenos. Mais graves são as insistentes reprises e os erros ditados pela incompetência dos tradutores de narrações e legendas: erros crassos de português e identificação (o cineasta Irving Rapper já virou "Ralph Rhaper"; o ator James Garner ganhou um Gardner de sobrenome; a famosa delicatessen nova-iorquina Balducci virou "Valduchi"; e acho que não preciso esclarecer quem, num documentário sobre Shirley Temple, apareceu, nas legendas, como "Adolphe Mangiou" e "Darry F. Sanik"). Por anos a fio, em todo filme ou seriado policial aparecia um personagem chamado Coroner. Coincidência ou falta de imaginação dos roteiristas americanos? Não, ignorância dos nossos tradutores. Coroner não é nome de gente, mas profissão: médico legista, figura onipresente em qualquer intriga policial.

Volta e meia somos agredidos, nos rodapés da Sky, com batismos apócrifos impostos a filmes antigos, cuja identificação exige uma certa perícia da parte do telespectador, e também por qualificações absurdas, como enquadrar uma comédia musical da Metro na categoria "drama de tribunal" (sim, era "Les Girls", de George Cukor). Nem os mais ridículos títulos aqui dados a filmes estrangeiros deveriam ser mudados pelo capricho ou pela ignorância de nossos programadores. Nem mesmo East of Sumatra, lançado no Brasil em 1954, com o inexplicável título de Ao Sul de Sumatra, deveria ser corrigido pela Net.

Crescentemente nivelada por baixo, repetindo filmes ad nauseam (Quatro Casamentos e Um Funeral, O Reverso da Fortuna, Legalmente Loura, Risco Duplo, Homicídios Ocultos), a TV paga acabou se rendendo até ao filme dublado, essa invenção fascista cujo incentivo deveria ser expressamente proibido pelo Ministério da Educação. O antigo Telecine Comédia foi rebaixado a Pipoca justamente para fomentar, com sua programação dublada, o nosso contingente de analfabetos.

Legendas erradas, o ouvido experiente corrige. Mas as asneiras da dublagem passam impunes. Só os muito espertos sacaram que a "mamãe assobiadora", por quem um dos protagonistas da versão dublada de Uma Loura Por Um Milhão (Fortune Cookie, de Billy Wilder) jura como quem jura pela mãe mortinha, era ninguém menos que a veneranda Anna Whistler, mãe do pintor James Whistler, celebrizada no famoso quadro "Whistler's Mother", pintado por seu filho em 1871. Se tivessem traduzido "Whistler's Mother" por "mãe do assobiador", em vez de "mamãe assobiadora", apenas uma mancada teria sido cometida. Desgraçadamente, em matéria de defeitos, nossa TV paga não se contenta com menos.

Nota do Editor
Texto gentilmente cedido pelo autor. Originalmente publicado n'O Estado de São Paulo, no dia 15 de março de 2008.