sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Soluções "extremas" para o difusor duplo podem gerar nova polêmica em 2010

Soluções "extremas" para o difusor duplo podem gerar nova polêmica em 2010

Do UOL Esporte
Em São Paulo


A McLaren assumiu que o projeto do novo carro, o MP4-25, foi baseado no conceito do difusor duplo

Apesar de já estarem previamente banidos a partir de 2011, os difusores duplos podem ser motivo de polêmica novamente nesta temporada. Com os times buscando soluções “extremas” para este componente aerodinâmico, que foi liberado para os carros de 2010, já apareceram as primeiras ameaças de protestos sobre as possíveis interpretações do regulamento técnico da Fórmula 1.

No início de 2009, os difusores duplos foram motivo de protesto de algumas equipes, que o consideravam ilegal. A FIA acabou liberando o componente, que teve de ser adaptado por vários times. Agora, as equipes buscaram explorar ao máximo o conceito dos difusores, o que pode gerar nova polêmica nas próximas semanas.

Ferrari e McLaren, as primeiras a lançarem os carros deste ano, assumiram que o novo projeto foi norteado pelo conceito do difusor duplo. “Nós produzimos uma encarnação extrema do conceito, e não estaremos sozinhos nisso. Também veremos soluções bastante extremas nos carros de nossos adversários”, disse o diretor de engenharia da McLaren, Paddy Lowe, no lançamento do novo carro da equipe, o MP4-25, nesta sexta.

Porém, Aldo Costa, diretor técnico da equipe italiana, uma das que considerou ilegal a utilização dos difusores em 2009, revelou preocupação com a maneira que as adversárias podem ter encontrado para desenvolver seus carros.

“Ainda estamos convencidos de que o conceito do difusor duplo é ilegal”, disse Costa em entrevista ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport. “Achamos que o regulamento deixa uma porta aberta para inúmeras interpretações. A FIA é quem supervisiona, mas estamos preocupados”, falou o diretor técnico da Ferrari.

Filho de Enzo Ferrari, o lendário fundador da montadora italiana, Piero Ferrari foi além. “Espero ver a Ferrari em condições de lutar pelo título, a não ser que alguém interprete as regras de maneira diferente”, falou o atual vice-presidente da empresa.

Paddy Lowe, no entanto, acredita que as regras estão suficientemente claras, e não acha que será necessária a intervenção da FIA. “Achamos que a interpretação está bem clara. Em alguns aspectos, fomos orientados claramente pela FIA, e isso também esteve disponível para todos os times”, disse o engenheiro da McLaren.

“Esperamos um começo de ano muito mais claro do que o do ano passado. Os times têm de entender coletivamente as bases da competição”, acrescentou Lowe.

http://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2010/01/29/solucoes-extremas-para-o-difusor-duplo-podem-gerar-nova-polemica-em-2010.jhtm

Colômbia levará à OEA provas de invasão de helicóptero venezuelano

Colômbia levará à OEA provas de invasão de helicóptero venezuelano

Da EFE

(Acrescenta declarações do ministro da Defesa colombiano).

Bogotá, 29 jan (EFE).- O Governo da Colômbia apresentará à Organização dos Estados Americanos (OEA) as provas que tem sobre o suposto sobrevoo de um helicóptero militar venezuelano sobre a cidade colombiana de Arauca (nordeste), informaram hoje fontes oficiais.

O ministro das Relações Exteriores colombiano, Jaime Bermúdez, ressaltou que há provas suficientes que demonstram a entrada da aeronave venezuelana em território de seu país. Por isso, as autoridades da Colômbia já enviaram uma nota de protesto ao Governo da Venezuela.

"A resposta é muito clara. Nós recorremos aos canais diplomáticos com as informações que temos, enviamos uma nota de protesto à Venezuela e cogitamos levar o caso à OEA", afirmou Bermúdez.

O chanceler colombiano indicou à "Caracol Radio" que seu país terá "toda a prudência nas declarações, mas muita firmeza na posição". A declaração foi feita de Davos (Suíça), onde o chanceler participou do Fórum Econômico Mundial.

Bermúdez acrescentou que o Ministério da Defesa colombiano tem provas suficientes para apresentar o caso perante a OEA.

"A decisão da Colômbia é muito clara. Frente a uma evidência desses fatos, recorremos aos canais diplomáticos e não fizemos um debate público para esse tipo de manifestações", disse.

Além disso, lembrou que enviou ao Governo da Venezuela uma nota de protesto e espera com "prontidão" uma resposta sobre esse tema pelos canais estabelecidos, "não pelos microfones".

"Quando alguém tem dificuldades, o que tem que fazer é utilizar os canais previstos, não evitar as diferenças, mas explicitá-las, e pelos canais estabelecidos", afirmou Bermúdez. Acrescentou, além disso, que espera essa resposta para avaliar que procedimento seguir.

Segundo o chanceler, o Governo da Colômbia observa com atenção e preocupação a situação que passa com a Venezuela nos últimos meses.

Já o ministro da Defesa colombiano, Gabriel Silva, declarou a jornalistas que a Colômbia não entrará em uma polêmica com a Venezuela porque conta com as provas da incursão do helicóptero em território colombiano.

"Temos testemunhos, temos o relatório oficial do comandante da brigada, de sua equipe, temos fotografias e todos os elementos", disse o ministro.

Silva acrescentou que toda violação ao território "é delicada" e não se pode permitir "provocações que gerem tensão e situações impossíveis de manejar".

"As Forças Militares mantêm uma vigilância permanente, mas ao mesmo tempo têm instruções muito precisas de evitar incidentes que possam produzir consequências inaceitáveis", explicou. EFE

fer/sa-bba
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1468669-5602,00-COLOMBIA+LEVARA+A+OEA+PROVAS+DE+INVASAO+DE+HELICOPTERO+VENEZUELANO.html

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Foi um padre brasileiro quem inventou o rádio! você sabia?

Foi um padre brasileiro quem inventou o rádio! você sabia?
26 de Janeiro de 2010


VOCÊ SABE QUEM INVENTOU O RÁDIO? FOI ELE! ESTE ESQUECIDO INVENTOR BRASILEIRO.

A HORA É A VEZ DO RECONHECIMENTO DE LANDELL DE MOURA

Há séculos que nossas escolas e nossos mestres ensinam nossas crianças, em todo o território brasileiro, que foi o italiano Marconi quem inventou o rádio.

Essa é uma das maiores aberrações culturais e históricas de nosso País, que relegou ao esquecimento completo, em termos oficiais, um de seus mais ilustres filhos, Roberto Landell de Moura, gênio da Física e que foi o primeiro homem a conseguir a façanha de transmitir o som por meio de ondas eletromagnéticas.

E o fez antes de Marconi, do croata naturalizado norteamericano Nikola Tesla e do canadense Reginald Aubrey Fessenden, todos, aliás, seus contemporâneos e aos quais também se atribui esse mérito.

Do mesmo modo que Santos Dumont é o pai da aviação, Landell de Moura é, de fato e de direito, o pai das telecomunicações.

A diferença é que o primeiro foi reconhecido pela Pátria e o outro, relegado ao mais obscuro ostracismo.

Gaúcho de nascimento, Padre Landell, como era conhecido, patenteou seu invento no Brasil em março de 1901, poucos meses após uma demonstração pública, realizada na cidade de São Paulo, entre a mais tradicional de suas avenidas, a Paulista, e o Morro de Santana, no dia 3 de junho de 1900.

O fato foi publicado, como era comum naquele tempo, uma semana depois pelo Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro, no dia 10 de junho de 1900.

Ele, porém, já havia feito pelo menos outra transmissão documentada antes dessa, no mesmo local, em 16 de julho de 1899. O fato, um “furo” de reportagem, foi divulgado pelo jornal O Estado de S.Paulo, que, no entanto, embora tenha revelado a data da realização da experiência não cobriu o evento, como também era comum na época. É desse dia, portanto, 16 de julho de 1899, nascida da genialidade e criatividade de nosso padre-cientista, a primeira transmissão pública da voz humana por ondas eletromagnéticas de que se tem conhecimento no mundo.

Isso foi antes do feito atribuído a Marconi, que inventou o telégrafo sem fio em 1895, mas só conseguiu transmitir a voz humana em 1914. E antes também da experiência do canadense Fessenden, datada de 23 de dezembro também de 1900.

Até mesmo a mídia estrangeira o reconheceu, caso do diário americano New York Herald, que, em sua edição de 12 de outubro de 1902, publicou ampla reportagem sobre as experiências com transmissão de voz, citando Landell de Moura e suas várias demonstrações públicas da tecnologia em território brasileiro, entre 1900 e 1901.

Injustiçado no Brasil, mesmo após ter demonstrado seu invento e o patenteado, Landell de Moura partiu para os Estados Unidos. Ali, onde morou por três anos, obteve, em 1904, três outras patentes para seus aparelhos wave transmitter (transmissor de ondas), wireless telephone (telefone sem fio) e wireless telegraph (telégrafo sem fio).

Mas nem isso o ajudou quando do seu regresso ao País. Incompreendido, foi taxado de maluco e de ter pacto com o demônio. Historicamente, o Brasil entrou na era do rádio com importação de tecnologia.

Na verdade, o padre-cientista não foi apenas o inventor do rádio, mas sim um pioneiro das telecomunicações. Ele também projetou a tevê, o teletipo e o controle remoto por rádio e anteviu que as ondas curtas poderiam aumentar a distância das transmissões. Tudo isso antes de outros cientistas. A tevê, por exemplo, ele projetou em 1904, época em que não existia nem o rádio.

A invenção oficial da tevê pelo escocês John Baird é de 1926. Além disso, ele se utilizou também da luz para transmitir mensagens, o que é o princípio das fibras ópticas.

No desenvolvimento das comunicações, passou-se da era com fio para a sem fio. Samuel Morse inventou o telégrafo com fio (1837) e Graham Bell o telefone com fio (1876). Depois, chegou a vez das comunicações sem fio: Marconi inventou o telégrafo sem fio (1894), mas não foi o primeiro a transmitir a voz humana sem fio (radiotelefonia). Mesmo tendo Landell e Fessenden transmitido a voz humana sem fio antes de Marconi, este levou a fama de "inventor do rádio". Por quê isso? Não há explicações conhecidas.

Nós do Jornal Gazeta das Praias, Gazeta das Praias News e do Jornal Orientes, decidimos nos engajar de corpo e alma ao MLM – Movimento Landell de Moura (www.mlm.landelldemoura.qsl.br) pelo reconhecimento público e oficial, no Brasil, de Roberto Landell de Moura como inventor do rádio.

O objetivo é atingir, nesses próximos 12 meses que antecedem o sesquicentenário de seu nascimento (a ser comemorado em 21/1/2011), 1 milhão de assinaturas e, desse modo, induzir as autoridades e a sociedade brasileiras a corrigir um erro histórico inconcebível.

Conclamamos, assim, todos os veículos de comunicação do País, todas as instituições públicas e privadas, sobretudo do âmbito da comunicação, e todas as pessoas que amam o Brasil e sua história a se engajarem nesse movimento, que, mais do que cívico, é por justiça para com um de seus filhos mais ilustres.

Uma nação que luta para elevar sua autoestima e que vive um momento especialmente virtuoso nos campos econômico, social e internacional não pode se negar a abraçar uma causa que há de trazer para a história e para os bancos escolares a grandeza e a genialidade de Roberto Landell de Moura.

Começam as celebrações pelo sesquicentenário de nascimento de Roberto Landell de Moura. Em 21 de janeiro de 2011 completam-se 150 anos do nascimento do padre-cientista, verdadeiro inventor do rádio

Nesta 5ª.feira, 21 de janeiro de 2010, completam-se 149 do nascimento, em Porto Alegre, de Roberto Landell de Moura.

O objetivo desse projeto é levar informações relevantes e farta documentação sobre a saga do padre-cientista e, desse modo, estimular ações conjuntas que contribuam para o resgate de sua memória em nosso País.

Quatro livros sobre o personagem:

O outro lado das telecomunicações – A saga do Padre Landell (Editora Sulina, 1983);

Landell de Moura (Editora Tchê/RBS, 1984);

Pater und Wissenschaftler (Debras Verlag, Alemanha, 2004);

Padre Landell de Moura: um herói sem glória. O brasileiro que inventou o rádio, a TV, o teletipo... (Editora Record, 2006).

O abaixo-assinado

Os Interessados em aderir ao MLM e ao abaixo-assinado que o integra podem fazê-lo acessando a página www.mlm.landelldemoura.qsl.br.

O documento pleiteia que as autoridades do governo brasileiro reconheçam Roberto Landell de Moura como Pai das Telecomunicações e que as suas invenções sejam incluídas no currículo escolar obrigatório.


Gazeta das Praias
http://www.adjorisc.com.br/jornais/obarrigaverde/noticias/index.phtml?id_conteudo=243520

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Diálogo entre trabalhadores da TAP no Facebook dá origem a processo-crime

Diálogo entre trabalhadores da TAP no Facebook dá origem a processo-crime
Por Redacção (PT)

A rede social Facebook está na origem de uma polémica interna na transportadora aérea nacional depois de um «diálogo privado» entre trabalhadores da empresa ter dado origem a um processo-crime. A administração da TAP já convocou os trabalhadores para um «curso de formação comportamental».

A polémica teve origem depois de um piloto da TAP se ter queixado no Facebook de ter efectuado uma viagem entre Maputo e Lisboa em classe económica quando, segundo as condições a que o pessoal da empresa tem direito, deveria ter viajado em classe executiva.

O desabafo motivou violentos comentários de pilotos, assistentes e chefes de cabine nos dias seguintes, acabando por levar um dos responsáveis visados nas críticas a apresentar uma queixa por difamação.

Entretanto, a TAP convocou todos os funcionários que comentaram o caso no Facebook para um curso de «formação comportamental».

Uma iniciativa que foi contestada pelo Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil que, segundo relata o i, em Dezembro enviou uma carta ao presidente da TAP exigindo o cancelamento do curso.

O caso já foi discutido numa assembleia-geral de pilotos, que terão esta quarta-feira um novo encontro extraordinário. Na agenda de trabalhos da convocatória está, segundo adianta o mesmo jornal, a discussão das «medidas a adoptar (...) incluindo o recurso à greve».

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=190960

Oscip contratada por Ager não tem "expertise" no setor

Oscip contratada por Ager não tem "expertise" no setor

Da Redação - Alline Marques e Marcos Coutinho

A Oscip Brasil Essencial, contratada pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos de Mato Grosso (Ager-MT) por R$ 1,7 milhão, não tem experiência para atuar no redimensionamento da empresa e sequer no setor.

De acordo com fontes do Olhar Direto, além do valor ser excessivamente alto, a empresa não tem know how para fazer realizar os serviços contratados, referentes à resolutibilidade, readequação da estrutura organizacional e regimento interno e padronização de processos e procedimentos.

Alguns questionamentos foram feitos pelas empresas que participaram da concorrência, inclusive uma delas já presta serviço para o governo do Estado em outras secretarias e considerou absurda a forma de contrato realizado entre Ager e a Oscip, realizado por análise de empresas.

A polêmica referente ao contrato iniciou na semana passada após a publicação do contato no Diário Oficial. Fontes da Casa Civil informaram que o governo pode rever a contratação da Oscip e realizar um novo termo de parceria. A Ager também pode ser alvo de uma CPI na Assembleia Legislativa, de autoria do deputado Dilceu Dal Bosco (DEM).

http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Oscip_contratada_por_Ager_nao_tem_iexpertise_i_no_setor&edt=33&id=79102

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O pós-Lula

O pós-Lula

Hoje não se pode falar nada sobre o presidente Lula.

Há poucos dias escrevi um artigo sobre a mentira, usada como instrumento de política governamental e, pela reação indignada manifestada por parte de algumas pessoas do meu relacionamento, constatei, como já desconfiava, que hoje não se pode falar nada sobre o presidente Lula. No alto de sua grande popularidade, virou um ícone. A qualquer crítica, mesmo que fundada, já se recebe a pecha de direitista, de estar contra o governo popular, e outros insultos impublicáveis.

Criticar o governo Lula, hoje, é o mesmo que vender a alma ao diabo: já se está condenado.
O Brasil perdeu o gosto pela crítica construtiva, pelo debate racional, pela polêmica não ideológica. O brasileiro é movido pela paixão: ou se é a favor, ou se é contra. Não tem meio termo. Tudo é ideologia. Quando alguém critica é para destruir. O que não foi a minha intenção.

Da eleição passada restou claro, por um lado, a enorme identidade do Lula, "o filho do Brasil", com o povão e, por outro, o medo dos políticos de se posicionarem contra a corrente popular. Foi uma campanha sem oposição. Todos queriam ser Lula. Até mesmo os candidatos de oposição, que subiam nos palanques quase que pedindo desculpas por estarem do outro lado. Ninguém ousou mostrar que nem tudo são flores; que embora existam acertos, também existem erros. Que cabe sim a discussão de um projeto alternativo de governo.

Nas próximas eleições, parece que vai ser a mesma coisa. Nenhum candidato se apresenta como oposição. Criou-se um neologismo: "pós-Lula" . Com medo de perder votos, ninguém ousa criticar o governo. Todos aprovam a priori o governo e tentam convencer o eleitor com um programa para o pós-governo, de continuidade. É uma situação, no mínimo, singular. Tanto os partidos de oposição quanto os de situação estão querendo ser a continuidade do governo que aí está. Aquela frase tão falada em tempos atrás, "sou contra tudo que está aí", virou, "sou a favor de tudo o que está aí".

A covardia da oposição pode levar a população ao seguinte raciocínio: se é para mudar para continuar tudo como está, porque não continuar com Lula, e votar na Dilma? E aí teremos mais do mesmo: um governo voltado para as próximas eleições (Dilma trabalhando para reeleger Lula em 2014).

Este modelo de política de curto prazo tende a um esgotamento. Por falta de uma visão de longo prazo, corremos o risco de perder o ônibus da história. O Brasil, ao contrário da propaganda oficial, não está preparado para crescer. Falta investimento em infra-estrutura: nossos portos, aeroportos, rodovias e a disponibilidade de energia elétrica estão no limite.

Segundo informações do próprio governo, apenas 32,9% das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), principal peça de investimento e propaganda do governo, foram executadas até o momento, contando com os investimentos do setor privado.

Levantamento feito pela Ong Contas Abertas, em relatórios do governo, demonstra uma realidade ainda pior. Mostra que, das 12.520 obras e ações previstas no programa, apenas 1.229, ou 9,8% do total, estão concluídas. Mostra também que 7.715 projetos, ou 61,6% do total, sequer saíram do papel (nos relatórios do governo aparecem como: em "contratação", em "ação preparatória" estão em estudo ou em fase de licenciamento- ou em "licitação" etapa que inclui da preparação do edital de licitação até a contratação da obra). Constam ainda, 3.576 obras (26,8% do total) como "em andamento".

Jogos de palavras à parte, o fato é que se o governo quiser alcançar 50% do que foi programado, deverá executar em 2010 muito mais do que fez em três anos. Pelo andar da carruagem, resultado impossível de ser alcançado pela falta competência gerencial demonstrada até agora.

A ONG Contas Abertas alerta que o problema é ainda mais grave: o atual governo não está pagando a totalidade das obras executadas. Desde o início do programa o governo pagou pouco mais de R$ 36,6 bilhões e, no entanto estão empenhados e não pagos, outros R$ 24,3 bilhões, o que está gerando um enorme "restos a pagar", que deverá ficar como herança para o próximo governo.

Esperemos, pois pelo "pós-Lula". Esperemos por um governo que tenha mais gestão e menos propaganda. Mais ações e menos discursos. Que tenha uma visão de longo prazo, para além das próximas eleições. Que esteja disposto a tomar as medidas necessárias, ainda que impopulares. Que governe pensando nas próximas gerações, como os verdadeiros estadistas.

WALDIR SERAFIM é economista e professor universitário em Cuiabá.

http://www.midianews.com.br/?pg=opiniao&idopiniao=863

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Quem é o dono de uma entrevista?

Quem é o dono de uma entrevista?

Em outubro do ano passado dei uma entrevista por email para um aluno de faculdade de jornalismo e, ao finalizar, perguntei se poderia reproduzir o texto aqui no Código. A resposta foi negativa, fiquei meio confuso mas só dois meses depois é que dei conta de todas as implicações da questão.

Por Carlos Castilho*
Agora em dezembro, o jornalista inglês Paul Bradshaw reproduziu uma experiência pessoal quase idêntica e que tem a ver com uma nova situação criada pela internet na controvertida questão do direito de autoria. Trata-se de uma polêmica que ainda vai dar muito pano para manga.

Tudo porque estão em jogo duas visões diferentes sobre um mesmo fato, ou situação. O entrevistado acha que é o dono de tudo porque afinal de conta as idéias, reflexões, experiências, percepções e opiniões são fruto de sua realidade pessoal. Já o jornalista está convencido de que a partir do momento em que ele colocou no papel ou transmitiu pela rádio e TV, ele passa a ser o proprietário dos direitos autorais do produto final, mesmo citando as fontes.

As duas partes esgrimem argumentos lógicos. O entrevistado por razões óbvias, já que ele só foi consultado porque acumulou um conhecimento fruto de seu trabalho pessoal. Se ele publicar tudo num livro, ele tem os direitos absolutos sobre a obra.

Já o repórter justifica sua negativa de reprodução alegando que ele o dono das perguntas, da idéia da entrevista e principalmente de sua edição, o que configuraria uma obra com características próprias e também pessoais.

Esta questão do direito de publicação pelo autor de entrevistas ou declarações dadas a terceiros está se tornando cada dia mais importante porque, além da autoria, também está em jogo o problema do contexto. O jornalista faz entrevistas que depois podem ser usadas em contextos informativos bem diferentes dos imaginados pelos entrevistados.

Assim, por exemplo, cresce a cada dia o número de órgãos governamentais que publicam em seus sites corporativos entrevistas e comunicados distribuídos à imprensa em geral. O caso do blog da Petrobras ainda está na memória de todos nós, em especial a reação dos grandes jornais brasileiros.

Grande parte da dimensão adquirida pela questão é uma conseqüência do desejo de ter o controle sobre conteúdos informativos, seja pelo entrevistado ou pelo entrevistador. Desejo este que pode ter motivações econômicas ou políticas.

No meu caso era o de disponibilizar para os leitores do Código uma reflexão que produzi para um estudante de jornalismo preparando o seu trabalho de conclusão de curso e que provavelmente seria lida apenas pela banca examinadora.

Enquanto a questão for vista pelo lado do controle e de seus interesses implícitos vai ser quase impossível chegar a um denominador comum. Há até a possibilidade de situações esdrúxulas como o repórter ter o direito sobre as perguntas e o entrevistado sobre as respostas. É algo kafkiano porque numa entrevista - seja ela escrita, em áudio ou em vídeo - é impossível separar as partes.

É por isto que cresce a cada dia a percepção de que, pelo menos no caso de uma entrevista, ninguém teria direito a nada. O entrevistado porque esta dando um esclarecimento ao público e não ao repórter. Este, por seu lado, assume na função jornalística, o papel de representante do leitor, ouvinte ou espectador.

Se tomarmos o público como referência, a polêmica deixa de existir porque tanto o entrevistado como o entrevistador estão prestando um serviço a terceiros. Mas como a maioria dos jornalistas assume que é dono daquilo que publica, as fontes de informação começam a reivindicar o mesmo direito na medida em que descobrem que também podem publicar o que querem na internet. Daí o impasse.

* Carlos Albano Volkmer de Castilho é jornalista com mais de 30 anos de experiência em rádio, jornais, revistas, televisão e agências de notícias, no Brasil e no exterior. Escreve para o Observatório da Imprensa.

Fonte: Observatório da Imprensa
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=6&id_noticia=122309

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Colheita Feliz, a nova "peste" da web te ensina a roubar

Colheita Feliz, a nova "peste" da web

Publicado em 05/01/2010 pelo(a) wiki repórter Marrash Dilek, Rio de Janeiro-RJ


Um jogo para quem cultiva o ócio digital. - Foto: web
Uma nova febre começa a elevar os termômetros na internet. Trata-se de um jogo, chamado Colheita Feliz. Fica hospedado no Orkut e é uma espécie de fazendinha. Lá você planta, aduba, rega, colhe, cria animais, faz compras e reforma a propriedade etc. Todas estas ações lhe rendem um certo "dinheiro verde". Claro, pois uma vez sendo um jogo, não teria graça se não tivesse algum ganho, certo?

Bom, então você convida seus amigos da rede social para também montarem suas fazendas e iniciarem suas plantações e criações. E é aí que começa o jogo. Só uns parênteses, este que estou falando é uma versão do Farmaville, do Facebook, que é em inglês e, portanto, limita bem o nosso público brasileiro que, sabemos, mal fala o português. E, outra coisa, na versão do Facebook, é possível usar o cartão de crédito (isso mesmo!) para fazer toda a movimentação rural.

Como jogo é jogo, vale tudo. Desta forma, além de você ficar lá, cuidando da sua fazenda, o que seria até bacaninha para dar uma relaxada, você entra na fazenda dos seus amigos e pode roubar tudo o que ele plantou e criou. Sim, o jogo avisa, por exemplo, a que horas a galinha vai botar ovos ou quando a colheita estará pronta. Daí é só você invadir e passar a mão em tudo. E, com isso, vai acumulando pontos. Pior, pode destruir toda a plantação dos colegas jogando pragas e pestes. Não é lindo? Um jogo que ganha quem for mais perspicaz na arte do roubo. Isso mesmo amigos, nossos filhos estão sendo "treinados" para roubar e destruir o trabalho dos outros.

O conceito de Colheita Feliz é exatamente este, como desenvolver a "arte do roubo" para ter uma fazenda mais próspera, com mais animais e mais áreas plantadas. Claro que para isso é preciso horas e horas online. Depois, é só ficar contando vantagens aos amigos sobre o que conquistou com o trabalho dos outros e como se divertiu destruindo o que eles batalharam para ter. Ah, aí você vai me dizer, "mais é só um jogo"!!! Posso dizer que vi famílias - pai, mãe, tios e filho - jogando isso em pleno Natal e réveillon, com convidados esquecidos pela casa. E lamentei por todos eles.

Mais importante do que isso é considerarmos alguns aspectos. Por exemplo, a questão dos valores familiares. Ouvi coisas do tipo: "Filho, vai lá roubar os ovos da galinha do fulano para mim..." Nossa, é assustador, não? É um jogo, sim. Mas qual o conceito que, mais do que o jogo, o próprio pai está passando por trás disso? Que roubar é bacana é permitido e é divertido?

Outra coisa, a sociabilização, tão importante nesta faixa etária (ou em qualquer uma outra) de novo, está sendo colocada em segundo plano. E, por último, se os adolescentes já perdiam um tempo precioso no Orkut, MSN e, mais recentemente, Twitter, agora eles terão mais um motivo para não ler livros, para não estudar e, muito menos, se relacionar pessoalmente, pois a "Colheita Feliz" lhes toma o "pouco" tempo que resta. Afinal, cuidar do que não é seu dá trabalho dobrado. Ou estou errado?

Lamentável.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

'Presépio alternativo' com Maria e José na cama provoca polêmica na Nova Zelândia

'Presépio alternativo' com Maria e José na cama provoca polêmica na Nova Zelândia

Painel foi colocado em frente a igreja anglicana e irou conservadores.
Ele mostra Maria, aparentemente nua, e José na cama.

Foto: AFP
Imagem divulgada nesta quinta-feira (17) pela Igreja Anglicana de St Matthew-in-the-City, na Nova Zelândia, mostra painel de um 'presépio alternativo' que mostra a Virgem Maria e seu marido, José, juntos na cama. A imagem, que está em um painel do lado de fora do templo, gerou polêmica entre os cristãos neo-zelandeses por mostrar Maria aparentemente nua. O letreiro, em uma tradução livre, diz: 'Pobre José. Deve ser difícil ser comparado com Deus'. (Foto: AFP)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A Indústria Cultural no Brasil

A Indústria Cultural no Brasil

Sempre que ligo a TV, ou acesso a internet, só pra citar uns dos meios de comunicação que mais acesso, ao acessá-la recebo, em média, cerca de 300 propagandas de boa e má qualidade, ofertando produtos dos mais diversificados, desde roupa de cama, eletro doméstico, automóveis, alimentos, bebidas, cigarros, apetrechos de pesca. Falar em indústria cultural é ligar uma característica específica proveniente do mundo capitalista, criado por Theodor W. Adorno em meados do século XX.
O presidente lula, nessa semana, relatou de forma crítica, que há “ausência de conteúdos educativos nos meios de comunicação. "Qual é a quantidade de minutos educativos nos meios de comunicação? “É muito pouco porque o interesse é evidentemente comercial”, relatou o presidente.
Ele tem toda razão. Com exceção da TV Cultura e alguns poucos programas vinculados por alguns órgãos de comunicação, não há, por parte desses, um compromisso sério em relação ao programa educacional no Brasil. Alguns até desconhecem que existam tais programas. Nessa semana li um artigo que negava tal existência, equívoco perdoado pelo fato do escrito não ser da área. Então qual seria a explicação, sendo que os órgãos de comunicação funcionam mediante concessão do governo federal? Consequentemente precisam atender algumas exigências para que continuem ativos e possam renovar sua concessão?
Podemos conceituar a Indústria Cultural em empresas que têm por objetivo oferecer, propagar, divulgar produtos nos canais competentes como TV, jornais, rádios, revistas e internet atendendo os ditames do capitalismo que é o lucro. Esse conceito - Indústria Cultural – serviria para definir a inversão da cultura em mercadoria. O conceito nada tem a ver com os veículos ou meios de comunicação que citei, mas ao uso dessas tecnologias pelo capital. A ideologia cultural passa a ser guiada pela necessidade de consumo e de lucro capitalista guiados pelo mercado.
Segundo informações dos sites oficiais do governo federal (Ministérios das Comunicações) existem atualmente no Brasil, em torno de mil estações de rádio e mais de 75 de televisão, representando 37 milhões de aparelhos receptores de rádio o que nos leva a refletir em torno de uma audiência de 60 a 90 milhões de brasileiros.
Na imprensa escrita são aproximadamente 290 jornais diários, e outros que estão sendo liberados essa semana pelo governo podendo alcançar cerca de 5 milhões de leitores.
Portanto, a Indústria Cultural no Brasil escamoteou os interesses e/ou as expectativas de um projeto hegemônico para a educação do país em nome dos interesses do capital, inclusive com a participação de alguns setores ligados à própria educação, seja privada ou até mesmo pública.
Nas escolas, as propagandas tomaram conta dos corredores com a conivência daqueles que deveriam preservar pelo processo estão – de maneira consciente ou inconsciente – contribuindo cada vez mais pela banalização de tal sistema. Os muros das escolas estão sendo loteados, alugados em nome de melhorias estruturais que deveriam ser de responsabilidade dos governos estaduais, federal e municipal, com as mais diversificadas propagandas comerciais.
Podemos refletir que no Brasil a Indústria Cultural implementa um projeto de divulgação dos interesses capitalistas banalizando os valores sociais e culturais que deveriam ser preservados, não se importando com os resultados que possam surgir desse modelo. Não há regras claras que definem tais liberdades, e quando são propostas pelo governo federal são barradas pelo bloco de defesa no Congresso Nacional.
Os programas denominados de Reality Show é um dos exemplos desse processo, fazendo a população crê que participa quando o que está por traz de todo aquele teatro é a venda dos produtos e marcas patrocinadoras.
Para Adorno, “o homem, nessa Indústria Cultural, não passa de mero instrumento de trabalho e de consumo, ou seja, objeto. O homem é tão bem manipulado e ideologizado que até mesmo o seu lazer se torna uma extensão do trabalho”. (ADORNO, Theodor W. Textos Escolhidos. Trad. Luiz João Baraúna. São Paulo: Nova Cultural, 1999).

Pedro Antonio Agostinho é professor de história na rede pública em Mato Grosso do Sul, cidade de Três Lagoas

http://www.jptl.com.br/?pag=capa
Jornal do Povo de Três Lagoas

Benjamin, que acusou Lula de “subjugar” sexualmente colega na prisão, tem nomeação contestada

Educativa irá “rever” a situação de César Benjamin

O “diretor-presidente” da emissora pode ser remanejado para outro cargo
Publicado em 02/12/2009 | Euclides Lucas Garcia
Benjamin acusa o presidente Lula de ter tentado “subjugar” sexualmente um colega de cela quando esteve preso em 1980
O César deveria procurar tratamento, aquilo foi de uma agressividade descabida. Mas agora me pergunte: o que você acha da patifaria que a Folha fez publicando isso? Eu acho terrível.”
Depois da descoberta de que o cientista político e editor carioca César Benjamin é funcionário comissionado do governo do estado, a Rádio e Televisão Paraná Edu­­­cativa (RTVE) admitiu ontem a possibilidade de remanejá-lo nos quadros da emissora. Apesar de não mencionar uma possível demissão, membros do governo mostraram-se desconfortáveis com a publicação do artigo em que Benjamin acusa o presidente Lula de ter tentado “subjugar” sexualmente um colega de cela quando esteve preso em 1980.

De acordo com a lista dos servidores estaduais publicada no site da Secretaria Estadual da Administração, Benjamin ocupa o cargo de diretor-presidente da RTVE e recebe salário de aproximadamente R$ 5 mil, apesar de viver no Rio de Janeiro. Já Marcos Batista, que é quem responde formalmente pela direção da emissora, figura como secretário de Estado, por atuar como assessor especial do governador Roberto Requião (PMDB).
Polêmica

Batista disse ontem que a RTVE está “revendo a situação” de Benjamin. “Parece que caiu o mundo na cabeça dele. Ainda estamos tentando entrar em contato com ele”, declarou. Em relação à contratação de Benjamin para prestar “serviços profissionais especializados” ao governo estadual, Batista afirmou que o trabalho está sendo feito. De acordo com o Diário Oficial de 8 de dezembro de 2005, o cientista político e editor carioca foi contratado para a produção de dez documentários de “caráter histórico-cultural e educativo sobre o Brasil”. “Ele (Benjamin) está preparando os documentários. Serão sobre personagens tipicamente brasileiros e irão ao ar na TV (Educativa) quando forem concluídos”, garantiu Batista.

Em entrevistas à Gazeta do Povo na última segunda-feira, Batista e o governador alegaram que Benjamin é funcionário da RTVE e trabalha como comentarista de política, economia e história, além de atuar em projetos de programas especiais. Segundo Batista, ele foi alocado no cargo de diretor-presidente da emissora porque essa era a única vaga disponível, já que o próprio (Batista) exerce a presidência da emissora, mas está nomeado como secretário.

Ontem, pelo segundo dia consecutivo, a reportagem tentou localizar Benjamin, mas ele não retornou aos pedidos de entrevista.

Repetição

Essa não é a primeira vez em que contratações da RTVE são questionadas. Em setembro deste ano, a Justiça Estadual considerou nulo o Decreto Estadual 2.939 que permitiu a contratação, em 2004, de 172 funcionários para a emissora sem concurso público. De acordo com a decisão judicial, a atitude “fere a moralidade e a impessoalidade, sendo, pois, inconstitucional”. O governo do estado, que recorreu da decisão e aguarda posicionamento da Justiça sobre o pedido de efeito suspensivo, alegou, na época, que as contratações temporárias eram uma forma de “buscar soluções menos traumáticas para solução dos problemas da RTVE”.

Em outra decisão, o Tribunal de Contas do Paraná impugnou despesas da emissora referentes a 2004 e determinou a devolução de cerca de R$ 26 mil aos cofres públicos. O valor – parte dele gasto sem nota fiscal – se refere ao pagamento de viagens a pessoas que não tinham vínculo com a RTVE.

Repercussão

Requião nega demissão de cientista político

André Gonçalves, correspondente

Brasília - O governador Roberto Requião (PMDB) disse ontem que sabia que o cientista político César Benjamin mora no Rio de Janeiro, apesar de ser funcionário comissionado do governo do estado.

“Benjamin faz comentários, trabalha para a televisão.” Requião disse que ele não ocupa um espaço específico na programação e negou que ele ocupe a função de diretor-presidente. “Ele tem um cargo DAS-1 (símbolo de cargo comissionado) e você sabe bem disso.”

Benjamin teve destaque depois da publicação, na última sexta-feira, de um artigo no jornal Folha de S. Paulo em que afirmou que o presidente Lula tentou “subjugar” sexualmente um companheiro de cela quando foi preso, em 1980. Requião criticou o texto. “O César deveria procurar tratamento, aquilo foi de uma agressividade descabida. Mas agora me pergunte: o que você acha da patifaria que a Folha fez publicando isso? Eu acho terrível.” Ele disse que não pretende demitir o cientista político.

Governistas barram pedido de explicação sobre nomeação

Publicado em 02/12/2009 | Kátia Chagas

Os deputados de oposição tentaram aprovar ontem um requerimento cobrando explicações do governo sobre a nomeação de César Benjamin como diretor-presidente da Rádio e Televisão Educativa do Paraná (RTVE), mas a bancada governista derrubou o pedido de informações por 21 votos a 7.

Para a oposição, há muita controvérsia em torno da contratação. Os deputados querem saber se ele cumpre expediente no governo. Benjamin vive no Rio de Janeiro. “Afinal, onde reside o Benjamin e que tipo de serviço ele presta?”, questionou o líder da oposição, Elio Rusch (DEM).

Os deputados também pesquisaram o Sistema de Infor­­mações Organizacionais do Poder Executivo, no site da Casa Civil, onde consta que o diretor-presidente da RTVE é Marcos Antonio Batista. Mas, no site da Secretaria da Administração, Batista aparece como secretário de estado e Cesar Benjamin como diretor-presidente da emissora. “Queremos saber por que existem dois cargos de direção com simbologias diferentes e qual a função de cada um”, disse Rusch.

Decretos

O líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), en­­tregou para a oposição os decretos de nomeação dos dois, nos quais ambos aparecem como “diretor-presidente” da Edu­­cativa. O que muda é o salário e a simbologia dos cargos de cada um. Segundo o Decreto 2.597, César Benjamin foi nomeado no dia 8 de maio de 2008, no lugar de Algaci Tulio, para exercer um cargo DAS-1 na RTVE.

No caso de Marcos Batista, o Decreto 53 mostra que a nomeação do jornalista foi feita em 1.º de fevereiro de 2007 para exercer o cargo de diretor-presidente da RTVE, simbologia AE-1. O mesmo documento exonera Batista “do cargo de diretor-presidente – símbolo DAS-1”.

Segundo Romanelli, não há duplicidade de cargos, mas um erro no site oficial em relação à função dos dois. Marcos Batista não é secretário de Estado, é o diretor-presidente, e Cesar Benjamin entrou no lugar de Algaci Tulio no cargo DAS-1 que sobrou na estrutura da RTVE, disse o deputado.

O líder do governo declarou ainda que considerou “absurda” a declaração de Benjamin envolvendo o presidente Lula, mas que ele é um “intelectual de grande porte que presta consultoria ao governo”. Só não detalhou que tipo de serviço é prestado.

http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=950487&tit=Educativa-ira-rever-a-situacao-de--Cesar-Benjamin

Gazeta do Povo

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O Watergate do tecnobrega

O Watergate do tecnobrega

DJ Leo, DJ David, a cidade de Belém e o estado do Pará contra a Banda Djavu. Conheça a verdadeira história por trás do maior estouro do tecnobrega no sul do país

Banda Ravelly

Rubi é uma pedra preciosa vermelha, uma variedade do mineral corindon (óxido de alumínio) cuja cor é causada principalmente pela presença de crômio. Rubi é uma das principais aparelhagens de Belém, criada nos anos 50 pelo Dj Orlando Santos e que hoje anima as festas de tecnobrega. Rubi, ou Extremeçe Rubi, como era originalmente chamada, é a música de trabalho do disco de estréia da Banda Ravelly. No decorrer deste ano, esta música causou intensos debates sobre o que é cover e o que é roubo, além de ser a responsável pela popularização do tecnobrega no sudeste.

Tudo começou em 2007, quando DJ Gilmar da Aparelhagem Rubi pediu que os DJs Leo e David compusem uma música nova para ser executada em suas festas. A cantora oficial da dupla era Viviane Batidão, mas como sua prima Vanda estava em dificuldades, separada do marido e com filho pra criar, pediu que a chamassem para a tarefa. Assim nasceu Rubi, no barraco da dupla de DJs, na periferia de Santa Isabel, interior do Pará, ao custo de R$ 200,00.
No intuiuto de ajudar a moça em dificuldades, mais e mais músicas foram sendo gravadas, como Meteoro, Maciota Light e Atração Pittbull e outras, que quando começaram a acontecer Belém, motivaram a criação da Banda Ravelly, nome inspirado no pseudônimo que Vanda usava desde o tempo em que era vocalista da banda de forró Caicó, em Fortaleza, com os DJs Leo e David mandando ver nas bases.

Com a banda emplacando e fazendo shows, a grana começou a entrar, Vanda reatou com seu marido Max Sandro que se encontrava exilado no Recife e contrataram Flávio para empresariá-los. Como em diversos casos já ocorridos no meio artístico em que o sucesso comercial atiça a ambição, começaram a ocorrer discussões com relação ao percentual de participação dos lucros entre as partes envolvidas e Max Sandro, devido ao fato de já ter aprendido a fazer as bases, achou por bem e conveniente dar um pé na bunda de Leo e David, justamente a dupla de compositores.

Paralelamente, a mais de dois mil quilômetros de distância, sem relação nenhuma com o fato e absolutamente do nada, as músicas começaram a fazer sucesso nos camelódromos do norte da Bahia. Dois empresários de Capim Grosso, Geanderson e Paulo Palcos, resolveram contratar a Banda Ravelly para uma série de shows. Ligaram para o Pará, acertaram tudo com Max Sandro e começaram a trabalhar na divulgação. Foi então que a famosa borboleta, que quando bate asas na Argentina causa tufões na China, deu as caras na história. O empresário Flávio pegou o chip do celular de Max Sandro, colocou em seu Nokia e passou a receber as ligações.

Banda Djavú

Em Senhor do Bonfim, a pouco mais de 100Km de Capim Grosso, os radialistas do programa Zueira Legal tiveram a mesma idéia, uma turnê da Banda Ravelly pela região, ligaram para o Pará e desta vez quem atendeu foi Paulo, que por um erro crasso de comunicação interna, não sabia que sua banda já tinha sido contratada para a tarefa e fechou negócio. Numa bela manhã, Paulo Palcos acorda e vê sua cidade entupidas de cartazes anunciando os shows que seriam promovidos, olha só! por seu concorrente.

Ao ligar para fazer a reclamação, recebe um tachativo "azar o seu, já fechamos com o Zueira Legal". Como Paulo Palcos é um cara meio, digamos assim, rude em suas maneiras de lidar com as intempéries da vida, resolveu sacanear os caras e montar uma banda que tocasse as mesmas músicas, do mesmo jeito e partir para a briga com a banda que lhe deu calote. Tudo foi feito à pressas. Chamou Nádila para os vocais, escalou Juninho Portugal, que não sabia tocar nem triângulo em forró de pé de serra como DJ de mentirinha e seu sócio Geanderson para os vocais. Uma dúzia de gostosas de Capim Grosso completaram a formação da maior falcatrua da história musical brasileira.

O que se sucedeu foi um duelo digno dos maiores enxadristas entre as duas bandas, que saíram em turnê paralelamente pelo sertão nordestino. O xeque mate, por parte da Djavu, começou a ser arquitetado quando Paulo Palcos começou a fazer uso de todo o seu talento para o Marketing Esquema Novo: a gravação de um DVD. Abrindo um show da Banda Calypso, fizeram a gravação em um evento que foi um fracasso absoluto, mas que serviu para confirmar que imagem é tudo. A filmagem foi tão as pressas que, no vídeo, pode-se ver bandeirosas marcas feitas com esparadrapo no palco, porque as dançarinas ainda não tinham aprendido a coreografia correta.

Habituado a negócios escusos, Paulo Palcos não encontrou nenhuma dificuldade em largar o "master" do DVD na mão do alto escalão do mercado pirateiro de São Paulo. Em pouquíssimo tempo, as músicas estouraram num dos maiores de fenômenos de sucesso em massa de nossa história recente. O problema é que em sua vingança contra a Banda Ravelly, Paulo Palcos e Geanderson passaram o rodo em Belém e gravaram as melhores músicas da cena local, sacaneando meio mundo de gente e se comportando como se fossem suas.

Naturalmente que o pessoal de Belém chiou, gritou, berrou, mas a distância geográfica que encarece as turnês os deixou em tremenda desvantagem e quando a própria banda Ravelly desceu para tocar em São Paulo, foi acusada de ser uma cópia da Djavu. Nas comunidades do Orkut as discussões logo começaram a pegar fogo e mais uma vez a quadrilha encabeçada por Paulo Palcos foi esperta. Criaram dezenas de fakes que jogavam gasolina na fogueira, uns criticando e outros detonando a Djavu, o que só fez aumentar a curiosidade das pessoas, aumentando exponencialmente a quantidade de downloads.

Banda De Javu

Que fique bem claro aqui que a questão nem é que eles tenham roubado as músicas, afinal no norte e nordeste, direitos autorais não costumam ser muito respeitados. A questão é o sucesso a qualquer preço, obtido a fórceps por meio de meios escusos. As falcatruagens de Paulo Palcos já estão se tornando conhecidas no meio. Para não perderem uma aparição na TV, deram um cano em um show em Sorocaba que levou a multidão a destruir palco, equipamento e camarins.

Outra coisa que Palcos costuma fazer é denegrir a imagem de bandas mais bem estruturadas que a dele, para a produção de eventos de apresentações coletivas, para que a sua Djavi não tenha concorrente de peso e se sai como a grande banda da festa. Trocar nomes de músicas nas legendas de seus DVDs para driblar o ECAD é outra técnica recorrente. A lista de delitos é enorme e não ficarei cansando o leitor com elas.

A cara de pau dos usurpadores é tão grande que, em entrevista a um telejornal local da Bahia, Juninho Portugal declarou que o que eles fizeram foi pegar o Melody de Belém e acrescentar um tempero baiano. Tempero baiano? Só se for o orifício circular corrugado, localizado na parte ínfero-lombar da região glútea de Vossa Exelência. No som em si, não há nada de diferente e se há, é a batida extremamente brocochô e repetitiva que soa como se viesse de um teclado furreba qualquer. Quem está habituado a escutar o Melody de Belém, se recusa a escutar este genérico degenerado.

Mas infelizmente o sucesso da Djavu foi fulminante. Até porque as músicas foram selecionadas a dedo e a Djavu se comportava como se fossem suas. Logicamente que os desavisados acharam a banda sensacional e os fãs se multiplicaram, os shows começaram a lotar e em pouquíssimo tempo estavam na mídia e ricos, podres de ricos. O faturamento mensal da banda gira em torno de R$ 3 milhões. Assim, passaram a agir legalmente comprando músicas em Belém, de gente que, devido a necessidade financeiras diversas, trairam a cena local entregando os cordeirinhos ao lobo, fazendo o monstro atingir proporções tais que uma vingança ficou aparentemente inviável.

Falei aparentemente porque ela veio, adicionando o elemento comédia a esta história policial e de onde menos se esperava. Ele, o pilantra do bem, o anarcocapitalista da música popular, futuro candidato a deputado federal pelo estado de Rondônia e que em um de seus DVDs se diz mais poderoso que Bin Laden e mais gostoso que Brad Pitt: DJ Maluco.

DJ Maluco (à frente)

Ele já tem há anos uma banda que faz algo semelhante a Djavu: vive de fazer cover, o Bonde do Forró, só que nunca escondeu ser uma cópia. Um dos vocalistas, por exemplo, é um clone melhorado do Bruno da dupla Bruno & Marroni. Como a especialidade do DJ Maluco são falcatruagens construtivas, o que sua banda faz é divulgar o forró no sul do país. O Bonde do Forró é um sucesso e até DVD gravado em Barretos eles tem.

E como diabos o DJ Maluco conseguiu vingar os paraenses? Criando o fake do fake, a cópia da cópia: a Banda De Javu do Brasil, acertando a grafia do termo francês e inserindo músicos de verdade. Mais rápido ainda do que os falsários baianos, deslocou a vocalista Anne Lis, do Bonde do Forró, com larga experiencia vocal e com um séquito de fãs já estabelecido, gravou sete músicas, mandou fabricar mais de 200 mil discos, criou site oficial, twitter, facebook, o diabo, assim como uma biografia falsa que dizia que o disco era o Volume 5 e mandou o release pra meio mundo de gente.

Quase todo mundo caiu na pegadinha e atualmente DJ Maluco está estufando ainda mais seu bolso de dinheiro, enquanto empresários diversos contratam sua banda para shows, comprando, no caso, lebre por gato. Isso porque a cópia da cópia ficou melhor que a cópia. O groove amazonense da música Rubi da De Javu do Brasil arrasa com aquele sonzinho fuleiro dos baianos. Acrescente-se que ele gravou uma versão de Beat It, de Michael Jackson, e deu uma de mestre, uma versão do hit Pocker Face de Lady Gaga, que de tecnobrega não tem nada, mas desce redondo nos ouvidos ainda não acostumados à batida de Belém no sul do país. Um Cavalo de Tróia, por assim dizer.

Segundo DJ Maluco, quando a Djavu perder o processo por plágio, afinal a cidade de Belém inteira é testemunha contra eles, a sua banda ficará como a original. Como essa história irá acabar é algo que nem Nostradamus seria capaz de conceber. Se isso acabar em morte, não ficarei surpreso, porque saiu no jornal local do Pará que Gabi Amarantos, vocalista da Banda Tecnoshow, foi ameaçada por telefone por ser uma das mais ferrenhas denunciantes do plágio. Inclusive essa novela ganhou agora outro ator peso pesado, a Rede Record. Como incluíram uma música da Djavu na novela Bela A Feia, simplesmente cortaram Gabi Amaranto quando, num programa recente, ela começou a fazer denúncias. Cabuloso isso tudo, muito cabuloso.

Gabi Amaranto

Rola até um boato muito forte de que Gugu Liberato é um dos sócios ocultos de Paulo Palcos. De um cidadão que tem falsos sequestradores em seu currículo, não seria de admirar que esse boato fosse real. De fato, fontes seguras afirmam que um diretor do alto escalão da Rede Record é sócio do esquema. Após inúmeras tentativas, consegui falar por telefone com o cidadão que, naturalmente, negou tudo. Aparentemente, ele atendeu o telefone pensando que eu queria contratar sua quadrilha para uma apresentação, pois ficou muito nervoso quando eu citei a questão do plágio e disparou uma avalanche de explicações e declarações que, posteriormente checadas, eram todas falsas. A única verdade que ele falou nos cinco minutos de ligação, foi seu nome de batismo, Marinho Silva Campos.

O mais revoltante nessa história toda é que Leo e David, os dois meninos humildes de Santa Isabel do Pará, continuam sem receber um centavo pelo mérito de serem autores de alguns dos maiores sucessos de 2009 e continuam morando no seu casebre que necessita de reforma urgente, pois cada vez que vem as tradicionais enchurradas amazonenses, tem uma parede lá que ameaça desabar. A Banda Ravelly, que praticamente negou tijolo quando a dupla de DJs foi pedir ajuda para a supracitada reforma, espero que tenha seu castigo com a publicação deste esforço de reportagem.

Quanto à Banda Djavú, muito provavelmente o nocaute, o dia que em que os meliantes beijarão a lona, virá no round em que os artistas paraenses em peso descerem para São Paulo. Quero só ver a Djavu ter que concorrer com nomes como AR-15, Viviane Batidão, Gangue do Eletro, Banda Elektra e a própria Ravelly e Tecno Show, que já estão com as malas prontas.

O Hermano Vianna sonhava em ver o tecnobrega ser descoberto primeiramente por um gringo, para depois aterrissar por aqui. Nosso intrépido antropólogo deve estar nesse momento "pre-té-ri-to" ao ver seu tesouro musical nas páginas policiais e nos tribunais. É Hermano, como vovó já dizia, a língua é o chicote da bunda.

por Timpin

Timoteo "Timpin" Pinto fala de ritmos populares de uma maneira sem preconceitos e com o respeito que eles merecem, tanto aqui quanto em seu blog.

Fonte MTV/Bis

http://mtv.uol.com.br/bis/blog/o-watergate-do-tecnobrega

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Universitárias do DF mostram que o uso de roupas curtas é normal

Universitárias do DF mostram que o uso de roupas curtas é normal

Para elas, hábito não justifica polêmicas como a da estudante paulista que sofreu agressões e ameaças dos colegas.
Pressionada pela repercussão do caso, Uniban readmite a aluna

Mirella D’Elia
Alana Rizzo
Mara Puljiz

Não pegou bem entre as universitárias brasilienses a iniciativa da Universidade Bandeirante (Uniban) de expulsar — e, depois da repercussão, voltar atrás — a estudante de turismo Geisy Arruda. Em 22 de outubro, ela foi humilhada, agredida e sofreu ameaças de violência por alunos. O motivo: ter ido à faculdade usando um vestido curto. O Correio percorreu quatro instituições de ensino da capital para mostrar que a combinação roupa curta e sala de aula é considerada normal pelas jovens e que não há regras de vestuário nas universidades definindo o que pode ser usado.

De short e camiseta, a estudante de moda Letícia Augier, 18 anos, foi uma das primeiras a criticar a atitude “hostil, machista e antiética” da universidade paulista. A jovem acredita que um homem sem camisa, por exemplo, não causaria tanta reação. “Ela não estava nua ou de biquíni. Estava ali para estudar e não explorando a própria imagem”, argumenta.

A advogada Jackelyne Palhares Borges de Lima, 25, também não vê problemas em usar roupa curta na faculdade. Apaixonada por vestidos e shorts, diz que nunca sofreu preconceito. “A questão é não ser vulgar”, acredita. “A roupa que a pessoa veste na faculdade depende do lugar para onde ela vai depois”, exemplifica. “A pessoa tem que ser ela mesma e se vestir como se sentir bem.”

Pós-graduanda em psicologia do Centro Universitário de Brasília (Ceub), Rejane Agapito, 27, avalia que as universidades deveriam ter normas claras sobre o que é ou não proibido. “Cada ambiente é um ambiente e a pessoa tem que ter bom senso. Não achei que o vestido dela estava tão curto, mas a reação dos outros vai muito de como a pessoa se porta”, avalia. De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, nunca houve problemas relacionados às roupas dos estudantes. Também não há regras sobre o assunto.

Em São Paulo, durante mais de uma hora de entrevista, o vice-reitor da Uniban, Ellis Brown, não conseguiu explicar que atos teriam feito a universidade expulsar a aluna Geisy Arruda. Porém, admitiu que a repercussão na mídia interferiu na revogação da medida. “A decisão da mudança, em parte, foi provocada pela repercussão negativa do caso”, disse, negando que o conselho universitário tenha se precipitado ao expulsar a estudante. Para proibir a aluna de voltar a frequentar o curso, a Uniban informou em nota que a medida foi adotada após “flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade”.

Questionado sobre possíveis punições aos alunos envolvidos nas ofensas, Brown disse que não haverá. “Teríamos de perguntar se puniríamos 800 alunos. Isso não resolveria o problema social”, enfatiza. Sobre o dano à imagem da instituição, o vice-reitor disse que “aluno da Uniban não é Taleban”, dizendo que os estudantes começam a sofrer discriminação.

Advogado de Geisy, Nehemias Domingos de Melo defende que os estudantes que participaram sejam punidos. “Pedimos a abertura do inquérito e vamos esperar as autoridades identificarem essas pessoas.” Em notificação extrajudicial à Uniban, o advogado cobra segurança para que a jovem volte a estudar e conclua o semestre.

Gaveta
O Ministério da Educação (MEC) arquivou o pedido de explicações encaminhado à Uniban. A Secretaria de Educação Superior tinha dado 10 dias para que a instituição informasse os motivos da expulsão da jovem. Agora, a promessa do órgão é acompanhar o processo de reinserção da aluna. O recuo da universidade não vai interferir na investigação da Delegacia de Defesa da Mulher de São Bernardo (SP) nem no inquérito do Ministério Público de São Paulo e no procedimento do Procon-SP, que apura a conduta da Uniban.


DEBATE PÚBLICO
A Comissão de Educação da Câmara analisa hoje requerimento que propõe a realização de audiência pública para debater a polêmica envolvendo a estudante. A reunião está marcada para às 11h30, no plenário 10. O requerimento nº 284/2009 foi proposto pelos deputados Ivan Valente (PSOL/SP) e Angela Portela (PT/RR).