quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Site de relacionamento só aceita pessoas bonitas

'Já recebemos ameaça de morte', diz diretor do BeautifulPeople



Polêmico por aceitar apenas a inclusão de perfis de pessoas consideradas bonitas, o site de relacionamentos BeautifulPeople tem sido alvo de críticas e, inclusive, de ameaças.

"Já recebemos ameaças de morte e acusações de fascismo", diz o diretor-gerente do site, Greg Hodge, em entrevista concedida por e-mail ao Diário OnLine. "Nós recebemos milhares de cartas de queixas, principalmente de pessoas que não acreditam que seus perfis foram rejeitados."

Como resposta às reclamações, Hodge explica que o BeautifulPeople é uma democracia, ou seja, ninguém é obrigado a aderir ao serviço. "Trata-se simplesmente de uma opção disponível no mundo dos relacionamentos, a fim de ajudar pessoas bonitas a encontrarem amigos bonitos ou parceiros em potencial. O objetivo é facilitar essa busca."

Nesta terça-feira, o BeautifulPeople divulgou que, apenas nas duas últimas semanas, aproximadamente 1,8 milhão de pessoas não atraentes de 190 países tiveram suas tentativas de ingressar no site frustradas. Do número total de esperançosos, foram aceitos somente 360 mil novos membros.

O site conta agora com um número de integrantes superior a 540 mil no mundo inteiro, e até 4 milhões de visitantes exclusivos entram no site diariamente. "Apesar da considerável reação contra nós, os números não mentem: estamos atendendo uma demanda muito clara. O BeautifulPeople pode ser moralmente feio para nossos críticos, mas nosso sucesso crescente é uma verdade muito bonita", afirmou, em nota, o criador do site, Robert Hintze.

Para ser aceita no BeautifulPeople, a pessoa interessada deve se inscrever com uma foto e um breve perfil. Por 48 horas, os membros existentes do sexo oposto votam se ela deve ou não ser aceita no grupo. As opções são "Sim, certamente", "Hmm, sim, tudo bem", "Hmm, não, não exatamente" e "Não, Absolutamente NÃO". Segundo o site, atualmente 400 esperançosos fazem suas solicitações de inscrição por minuto durante os horários de pico de tráfego.

Segundo o diretor-gerente do site de encontros da ''elite'', a rejeição simplesmente faz parte da vida de muitas pessoas. Hodge frisa que, no entanto, muitos dos membros do site só conseguiram ingressar nele em sua segunda tentativa. "Nossa dica para quem foi rejeitado pela primeira vez é cuidar da aparência e se exercitar. Essas atitudes podem funcionar bem", afirma. "Se uma pessoa é rejeitada, ela pode ficar brava e ‘sair andando'' ou pode decidir que quer melhorar sua aparência e tentar de novo. Talvez a rejeição seja o estímulo que ela precisa para melhorar."

Perguntado se considera-se uma pessoa bonita, Hodge afirma que sim, apesar de tentar manter a modéstia. "O BeautifulPeople tem sido a minha vida nos últimos cinco últimos anos, desde que eu me tornei diretor-gerente. Tenho certeza que envelheci neste período, mas faço o meu melhor para me manter em forma e saudável para continuar entre os nossos membros", diz. "Eu casei com a mulher dos meus sonhos no ano passado e, enquanto ela continuar achando que eu estou bem, estarei feliz!"

Boa notícia para nós - Apesar de toda a polêmica que o site traz consigo, para os brasileiros ele traz também uma notícia animadora. Nós aparecemos em segundo lugar na lista dos países que têm mais usuários aceitos no BeautifulPeople. Quarenta e cinco por cento das requisições brasileiras, tanto de homens quanto de mulheres, são aceitas.

"A Suécia e o Brasil estão provando ser as nações esteticamente mais abençoadas no mundo", diz Hodge. "Já os homens e mulheres alemães não estão indo muito bem. Eles estão colocando imagens carrancudas, precisam suavizar. Os russos também, embora seja verdade que muitos são extremamente feios."

Segundo Hodge, a Inglaterra também está "vacilando", porque seus habitantes não dedicam muito tempo ao cuidado com a aparência. "Ao lado das belezas brasileira e escandinava, o povo britânico não é tão espirituoso ou glamuroso", afirma o diretor-gerente.
DGabc

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

TV deixa de ser o item mais importante entre os jovens

TV deixa de ser o item mais importante entre os jovens Apesar de ser o aparelho com maior penetração no Brasil, a TV perdeu o reinado entre os jovens. Pesquisa realizada pelo Ibope mostra que o meio deixou de ser o mais importante para a população jovem, considerada até 34 anos. O estudo considera os hábitos de consumo de meios de comunicação. De acordo coma coluna Outro Canal, do jornal Folha de S.Paulo, o estudo apontou que, entre a faixa etária de 10 a 17 anos, o computador com internet é o item mais relevante, com 82% no ranking de prioridade. Em seguida estão a TV (65%) e o celular (60%). Para a população de 18 a 24 anos, quem lidera o ranking é o celular com 78%, seguido por: computador ligado à rede (72%) e TV (69%). O grupo de 25 a 34 anos tem o celular como item mais importante (81%), depois aparecem: TV (73%) e computador (65%). A TV lidera a pesquisa com 77% de preferência, na média geral. Segundo Dora Câmara, diretora comercial do Ibope, a pesquisa mostra que existe um processo de convergência, principalmente entre a população mais jovem, que possui mais capacidade para acomodar os meios de comunicação simultaneamente. "Metade dos jovens de 12 a 19 anos costuma acessar a internet enquanto veem TV ou ouvem rádio". Mesmo assim, 82% dos 800 entrevistados afirmou que prefere utilizar um meio de cada vez.

Itália: Padre celebra casamento de um homem com transexual

Itália: Padre celebra casamento de um homem com transexual

Redação CORREIO

Alessandro Santoro, padre católico da igreja de Piagge, em Florença, Itália, celebrou um casamento no domingo (25) que gerou polêmica e está tendo grande repercussãono país. Fortunato Talotta, de 56 anos, se casou com Sandra Alvino, um transexual de 64 anos. O caso está sendo noticiado nos principais jornais do país, como o La Repubblica.

De acordo com o jornal, Fortunato e Sandra são casados civilmente há 26 anos, sendo que ela já havia se tornou mulher nos anos 1970, quando realizou uma cirurgia de mudança de sexo na Inglaterra. Há dois anos, a “Católica praticante”, tentava se casar.

Ainda de acordo com o jornal, o padre estava consciente de que o Vaticano vai declarar o casamento nulo e que pode sofrer punições, mas está feliz com a união do casa. “Este é um ato que não muda a realidade: vocês são um casal crente que vivem na Igreja o seu ser casal, e isso o Deus da vida abençoa”.

(Com informações do Globo.com)
http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=39655&mdl=28

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Câmara pode votar PEC dos Cartórios nesta terça

Câmara pode votar PEC dos Cartórios nesta terça

Proposta que efetiva donos de cartório sem concurso público está na pauta.
Também há discussão sobre marco regulatório do pré-sal na Câmara.

Do G1, em Brasília

A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (6) em primeiro turno a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que efetiva donos de cartório que não fizeram concurso público. A proposta consta da pauta da sessão do plenário da Câmara que acontece a partir das 16h.

A PEC dos Cartórios visa efetivar responsáveis por cartórios que assumiram os cargos sem concurso público depois da Constituição de 1988. A intenção é beneficiar quem ocupava a função entre a promulgação da Constituição e novembro de 1994, quando foi sancionada uma lei que regulamentava o artigo constitucional que tratava dos cartórios. O projeto atende também quem era substituto neste período e tornou-se titular depois. Neste caso, o dono precisa estar como titular há pelo menos cinco anos quando a lei for promulgada.

O relator da PEC, João Matos (PMDB-SC), afirma que a efetivação sem concurso público visa corrigir uma “falha do Estado” com os donos destes cartórios. “O estado brasileiro falhou com estas pessoas. Elas foram deixadas seis anos sem regulamentação e não foram atendidas pela lei. Elas não estão nesta situação por culpa delas ou do judiciário, mas por culpa de todo o estado”. Enquanto o relator afirma que 2,2 mil seriam efetivados, o Conselho Nacional de Justiça estima que este número chegue a 5 mil.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) é um dos contrários ao projeto. Ele defende que a ocupação das vagas deveria se dar somente por concurso público. “Essa PEC veio para violar uma situação que viola a Constituição. Querem oficializar pessoas sem concurso. Entendemos que não é possível violar o princípio da Constituição de sempre realizar concurso”.

Pré-sal

Outro tema em destaque na Casa é o novo marco regulatório para a exploração de petróleo na camada pré-sal. As comissões que analisam os quatro projetos do pré-sal se reúnem hoje, às 13h. Os destaques são as presenças dos ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, e do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

CPI da Petrobras

Com o objetivo de colher depoimentos sobre a Operação Águas Profundas, realizada pela Polícia Federal, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras promove reunião a partir das 14h. O encontro, marcado inicialmente para a semana passada, foi adiado devido à ausência de dois dos três convidados: o procurador da República Carlos Alberto Gomes de Aguiar e o delegado da Polícia Federal Cláudio Nogueira. O único a comparecer na ocasião foi Ilton José Rossetto Filho, gerente de Estratégia de Contratação de Itens Críticos da Petrobras.

Anunciada em 2007, a Operação Águas Profundas investigou indícios de fraudes - envolvendo empresas privadas e funcionários da Petrobras - em licitações da estatal para reforma de plataformas de exploração. Cláudio Nogueira foi o delegado da Polícia Federal encarregado do inquérito. Já Carlos Alberto Gomes de Aguiar foi o procurador da República responsável pela apresentação da denúncia no âmbito do Ministério Público Federal.

G1

Prefeitos e juízes falam na comissão da PEC dos Precatórios

A comissão especial criada para analisar a proposta de emenda à Constituição dos Precatórios (PEC 351/09) realiza, às 14h desta terça-feira, audiência pública no Plenário 12 da Câmara dos Deputados. A PEC cria novas formas de pagamento de precatórios (dívidas judiciais) - por leilão e por fila organizada a partir dos menores valores -, que conviverão com o critério cronológico já previsto na Constituição.

Entre os convidados para o debate estão o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o presidente das comissões de Precatórios da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Flávio Brando, o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Fernando César de Mattos, e o representante da Frente Nacional de Prefeitos, Mário Wilson Pedreira Reali.
Terra

Responsáveis por cartórios vêm a Brasília fazer pressão pela aprovação da PEC

Lúcio Vaz

Publicação: 04/10/2009 09:27 Atualização: 04/10/2009 09:45
Representantes da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg) e responsáveis por cartórios que estiveram em Brasília nas últimas semanas tentam reforçar a tese de que os concurseiros só se interessam nos cartórios mais rentáveis. Eles também argumentam que não seria justo perder o cargo após 20, 30 anos de exercício profissional, numa atividade regulamentada e reconhecida pelas legislações estaduais e pelos tribunais de Justiça. Os aprovados em concurso lembram que a Constituição de 1988 é clara ao exigir o ingresso na carreira mediante aprovação em seleção pública. E falam que muitos dos aprovados não conseguiram assumir a atividade por causa de recursos judiciais apresentados pelos titulares de cartórios.

Fernanda Wissel, 30 anos, foi aprovada em quatro concursos em quatro estados. “Até hoje, não fui chamada porque as pessoas que estão nos cartórios como interinas, mas que se consideram donas dos cartórios, fazem uma série de manobras judiciais para impedir que os concursos públicos sejam concluídos. No Espírito Santo, a seleção terminou em 2007. Até hoje, não chamaram (os aprovados) para tomar posse e essas pessoas que não fizeram concurso continuam ocupando os cartórios. A última manobra que eles têm é a aprovação dessa PEC”, afirma Fernanda.

Ana Paula Souza, responsável por um cartório no Rio Grande do Norte, afirma que, no seu estado, há muitos casos de pessoas aprovadas em concurso que não quiseram assumir a função. “Esses concursos têm um nível alto. Essas pessoas passam, mas não assumem, porque a rentabilidade desses cartórios não vale a pena”, argumenta.

Hereditariedade
Defensores da PEC também apresentam como argumento questões de hereditariedade. O cartório seria uma herança do pai, que recebeu do avô. Em alguns estados, substitutos foram efetivados com base em leis estaduais. No Paraná, muitos aprovados para cartórios de pequenas e médias cidades ganharam da Justiça cartórios mais rentáveis na capital. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) cancelou todos esses atos baseados em legislações estaduais.

Depoimentos
Oswaldo Hoffmann, a favor da PEC

“Eu fiz concurso em 1988, para a comarca de Paranavaí, no interior do Paraná. Fiquei lá pouco tempo. Quando abriu uma vaga num cartório grande de Curitiba, em 1989, eu pedi a remoção, tudo dentro da lei. Eu estive 20 anos legal, até junho passado, quando o CNJ baixou a Resolução nº 80, dizendo que eu não era mais legal. Ou seja, durante 20 anos os meus atos não foram questionados. Mas aí veio essa resolução autoritária. Só a partir de 1994 houve uma regulamentação federal para as transferências, e as remoções foram proibidas. Mas, antes disso, o estado do Paraná fazia a remoção e a considerava legal. No Paraná, 98% dos tabeliães estão numa situação semelhante à minha. São duzentos e poucos.”

Sérgio Cupolilo, contra a PEC

“Assumi um cartório na cidade de Campo Largo (PR), no distrito de Bateas, que é um distrito rural, com 4 mil habitantes. Lá, antes de eu assumir, o cartório só funcionava às segundas, quartas e sextas-feiras. Eu assumi, como concursado, com o compromisso de reestruturar o cartório. Abro todos os dias e informatizei o cartório. Antes, muitas coisas eram feitas à máquina, à mão. Essa história de que o concursado não quer assumir cartório pequeno é uma mentira. A renda bruta chega a R$ 4 mil por mês. A renda líquida fica por volta de R$ 1,2 mil. Vale a pena pela experiência que tenho.”

Marcelino de Oliveira, a favor da PEC

“Eu sou substituto desde 1983. Em Mato Grosso do Sul, a legislação estadual permitia que o substituto com mais de 10 nos no cargo assumisse a titularidade. E, lá na frente, através do CNJ, falam que nada está valendo. Eles contestam essa efetivação. Venho de uma família de notários e registradores. O meu avô foi o primeiro tabelião da cidade de Dourados, quanto o cartório ficava apenas em um quartinho, e ele estava lá dentro, trabalhando. Depois, o meu pai foi titular.”

Priscila de Paula, contra a PEC

“Encontrei (em Campo Largo, no Paraná) um cartório cheio de aberrações jurídicas. O antigo oficial e a filha dele, que assumiu quando ele faleceu, formada em educação física, não permitiam que as testemunhas de um casamento fossem casadas entre si. Porque para eles, quando as pessoas se casavam, viravam uma só. Então, valia como só um testemunho. Outra aberração: diversas associações que mascaravam parcelamentos irregulares do solo, registrados em pessoa jurídica, contratos registrados sob a forma de minuta. Constava assim: associação, traço, com sede na rua, traço. Cada dia que eu abro um documento é uma surpresa. O intuito lá era ganhar dinheiro, era colocar selo. Hoje, as bombas estão estourando na minha mão.”

Correio Braziliense

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

"Pior bar do sistema solar



Chamado de "pior bar do sistema solar", boteco ameaça processar blog

da Folha Online

O blog Resenha em Seis, que se propõe a avaliar "filmes, CDs, DVDs, livros, shows, botecos, restaurantes e programas de TV, sem enrolação e em seis linhas ou menos" recebeu uma notificação extrajudicial nesta terça-feira (29) por conta de uma crítica publicada sobre o Boteco São Bento (Vila Madalena, zona oeste de São Paulo).

"Caro, petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos", adjetiva o blogueiro e publicitário Raphael Quatrocci em seu texto. O site é organizado pelos jornalistas Bruno Garattoni, Juliano Barreto e Fernando Badô. Conta também com colaborações.

A notificação extrajudicial, enviada pelo advogado do bar, Carlos Augusto Pinto Dias, pode ser lida aqui. Nela, o estabelecimento pede que o texto sobre o boteco, o Twitter do Resenha em Seis, e os comentários postados sobre o bar sejam excluídos em 24 horas.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do local disse que os donos não querem dar entrevistas. "Estavam estudando [processar] semana passada, mas a gente não sabe direito como ficou isso."

Também enviou uma nota à redação, na qual informam que o boteco "lamenta a polêmica causada envolvendo sua imagem em torno do post publicado". "Os sócios da casa afirmam que nunca foram procurados oficialmente para dar respostas às críticas, tampouco postaram algum comentário no referido blog", diz a nota.

"O Boteco São Bento e seus fornecedores esclarecem ainda que defendem a liberdade de expressão, mas lastimam que seus esforços reconhecidos de qualidade, bom atendimento e atenção ao cliente sejam denegridos por meio de tal ação."

Após a notificação cair na internet, dezenas de críticas e xingamentos contra o bar foram postados no Twitter.

O jornalista Juliano Barreto ligou para o estabelecimento para tentar um acordo, mas ainda não obteve resposta. "Se até o Obama resolveu um problema chamando as partes envolvidas para tomar uma cerveja, por que os donos de um bar não fazem o mesmo?", questiona.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u630810.shtml

Bar chamado de "pior lugar do mundo" em blog pede que texto seja retirado do ar

Redação Portal IMPRENSA

Um bar localizado em uma das regiões mais frequentadas da noite paulistana foi criticado pelo blog "Resenha em Seis" e reagiu notificando os responsáveis pela página para que o texto da crítica seja retirado do ar.

No texto "Boteco São Bento (o pior bar do sistema solar)", o blogueiro Rafael Quatrocci classifica o estabelecimento localizado no bairro da Vila Madalena como o "pior lugar do mundo para você ir com seus amigos, depois da Faixa de Gaza e do Acre". "Caro, petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos", acrescenta. O site, segundo informações da Folha Online, é organizado pelos jornalistas Bruno Garratoni, Juliano Barreto e Fernando Badô e conta também com colaborações.

Enviada pelo advogado do Boteco São Bento, Carlos Augusto Pinto Dias, a notificação extrajudicial requisita que o texto sobre o boteco, assim como o post na rede Twitter e as dezenas de comentários sobre a crítica do blog sejam excluídos em 24 horas.
"O acesso a esse meio de postagem de comentários provocou inúmeros prejuízos à Dinamite Itaim Choperia Ltda (proprietária do bar), visto que ela foi alvo de injúria e difamação, além de falsidade ideológica, pois pessoas desconhecidas se identificaram como representantes legais do Boteco São Bento por meio das postagens, inclusive por meio da seguinte denominação: 'ADM. Boteco São Bento disse...'", explicou o comunicado.

Procurada pela reportagem da Folha Online, a assessoria de imprensa do estabelecimento declarou que os donos não querem comentar o caso. Em nota à redação, os responsáveis pelo bar disseram que lamentam a polêmica causada "envolvendo sua imagem em torno do post publicado". "Os sócios da casa afiram que nunca foram procurados oficialmente para dar respostas às críticas, tampouco postaram algum comentário no referido blog", salienta a nota.

"O Boteco São Bento e seus fornecedores esclarecem ainda que defendem a liberdade de expressão, mas lastimam que seus esforços reconhecidos de qualidade, bom atendimento e atenção ao cliente sejam denegridos por meio de tal ação".

O jornalista Juliano Barreto procurou o estabelecimento para tentar um acordo, mas ainda não obteve resposta. "Se até o Obama resolveu um problema chamando as partes envolvidas para tomar uma cerveja, por que os donos de um bar não fazem o mesmo?", questiona.
http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2009/09/29/imprensa31094.shtml


“O Pior Bar do Sistema Solar”
por Raquel Costa

E surge um novo case de como “não se deve fazer na internet” para a gente contar e recontar aos quatro cantos e a quem interessar.

Tudo começou com uma simples resenha de seis linhas. Sim, seis linhas. O redator e blogueiro Raphael Quatrocci (Fernando Badô) fez, como de costume, uma resenha do que achou de um bar na Vila Madalena. Com um linguajar coloquial, típico da moçada, registrou no dia 25 de setembro seus dissabores com o tal bar. Criticou o chopp, a insistência e a cara feia dos garçons, o péssimo atendimento do local.

Até aí tudo bem. Certo? Errado. O fato é que apareceu alguém lá no blog se dizendo funcionário do bar, fez crítica à resenha e ameaçou processar o blog.

Depois disso, uma enxurrada de comentários apareceu em defesa do blog, pico de acessos, posts no twitter, comentários de clientes (do bar) insatisfeitos, vídeo no youtube, matérias em portais de grande audiência e afins.

Resumo: o bar enviou uma notificação extrajudicial e o blog teve que retirar a crítica do ar.

“Pessoal,

Uma grande oportunidade de melhorar os serviços foi desperdiçada. É uma pena. Claro que certamente é mais fácil calar as críticas e fingir que tudo está bem do que melhorar.

Ainda que com a consciência de não ter feito absolutamente nada de errado, não temos nenhuma intenção de entrar numa batalha jurídica - que, dependendo do caso, deve ser mais fácil de levar do que investir na qualidade do serviço.”

Leia aqui a íntegra do comunicado do blog..

Pergunta: O que os donos do bar e seus advogados pretendiam com isso? Será que cessar a discussão? Bem provável, mas se enganaram! O que eles fizeram foi justamente o contrário, colocaram mais lenha na fogueira.

Agora, além dos clientes insatisfeitos, surge um batalhão de pessoas que não conhece o bar mas discorda da postura agressiva e autoritária de seus donos. E um post aparentemente simples, em um blog com baixa audiência, gerou um prejuízo incalculável.

O que as empresas precisam entender é que as mídias sociais possibilitam que pequenos grupos se manifestem e ganhem voz facilmente. E que no mundo digital, a reputação das empresas depende muito de como elas se relacionam, do que dizem, das percepções que criam e, principalmente, de suas atitudes. Neste caso, o bar deveria ter se colocado a disposição do blogueiro para entender o que aconteceu, aceitar e identificar os possíveis erros e, ainda, aproveitar a ocasião para melhorar seus serviços e transformar uma crítica em percepções positivas para a marca.

Uma pena, agora já é tarde!
http://updateordie.com/updates/geral/2009/09/o-pior-bar-do-sistema-solar/

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sindicatos pedem rapidez na votação da redução de trabalho

Sindicatos pedem rapidez na votação da redução de trabalho

Representantes de centrais sindicais se reuniram na manhã de hoje (6) com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). No encontro, os sindicalistas pediram agilidade na votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas. A proposta aguarda votação em plenário.

Segundo o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, Temer sugeriu que o texto seja discutido em comissão geral antes de ser apreciado. A expectativa dos sindicalistas é de que a PEC seja votada na primeira semana de setembro.

Fonte: Agência Brasil/IM

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Deputado quer cancelar bolsa de quem faz trote

Deputado quer cancelar bolsa de quem faz trote

Para instituições de ensino, maior dificuldade seria identificar os responsáveis por constrangimento

BLUMENAU - Proibidos dentro das instituições de Ensino Superior e coibidos até com apoio de policiais, os polêmicos trotes agora recebem a atenção da Assembleia Legislativa. Um projeto de lei complementar, apresentado pelo deputado blumenauense Ismael dos Santos (DEM), pretende impedir que alunos participantes do ritual de passagem concorram e recebam bolsas do Artigo 170, pagas pelo Estado. Nas três maiores instituições de Blumenau, 1.173 alunos recebem o benefício, que pode representar um desconto de 50% a 100% no valor da mensalidade.

De acordo com o projeto, alunos que coordenarem, incentivarem ou praticarem trote, ofendendo a integridade física ou psicológica e gerando constrangimento aos calouros ficarão sem receber benefícios da bolsa durante 10 anos. A sugestão já passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Legislativo estadual e depende do parecer da Comissão de Educação para ir à votação. O democrata já comemora:

– Entendemos que não é moral um aluno financiado com o recurso do cidadão catarinense colocar outros alunos em situação de constrangimento – defende o deputado.

Instituições universitárias de Blumenau têm dúvidas sobre a viabilidade do projeto. De acordo com o gerente de Ensino do Ibes/Sociesc, Anselmo Medeiros, a temática da proposta pode causar impacto na comunidade acadêmica, mas considera a perda da bolsa uma pena branda para situações de violência:

– Só não sei se o projeto é viável, primeiro pela antecipação da pena, que deveria ser dada por um juiz, e segundo pela falta de objetividade para identificar os culpados.

A mesma dúvida tem a Coordenadoria de Apoio ao Estudante, da Furb, instituição que proíbe o trote desde 1994. A assistente social Adriana de Carli Deggerone questiona como será a identificação dos alunos que fizerem o trote. Além disso, afirma que trote e bolsas universitárias são temas muito distintos para serem relacionados diretamente:

– É preciso amadurecer a ideia. O trote precisa ser inibido, sim, mas talvez essa não seja a saída viável – comenta.

A Uniasselvi não se posicionou sobre o projeto de lei, mas reforçou, por meio do superintendente de Ensino, Francisco Fronza, seguir as normas de conduta da instituição, que proíbe a prática de trotes dentro ou nas imediações dos campi.

giovana@santa.com.br

wania@santa.com.br
GIOVANA PIETRZACKA E WANIA BITTENCOURT
http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,181,2557109,12589

Supermaiôs da natação devem ser aprovados ou boicotados?

Medalhista olímpico francês cogita boicote após aprovação de supermaiôs

Das agências internacionais
Em Paris (FRA) e Berlim (ALE)
O atual medalhista de prata olímpico nos 50 metros livre, Amaury Leveaux, cogitou boicotar o Campeonato Mundial de natação nesta quinta-feira, como forma de protesto pela aprovação do uso de maiôs de poliuretano, inclusive o famoso Jaked 01, grande objeto de polêmica na modalidade. A Federação Internacional de Natação (Fina) autorizou o uso dos trajes responsáveis por diversas quebras de recordes nos últimos meses.

A relação de maiôs válidos para a temporada 2009 foi divulgada na última segunda-feira e já será aplicada no Mundial de Roma, que será disputado entre os dias 26 de julho e 2 de agosto. E está é justamente a competição que Leveaux ameaça não disputar.

"Se nada mudar, é possível que diga: 'não, eu não vou nadar'. Por respeito ao meu patrocinador, eu não vou vestir nenhum maiô. Eu prefiro entrar de férias, descansar e desejar boa sorte para quem irá disputar", ironizou o francês em entrevista ao jornal L'Equipe.

O Jaked 01, principal alvo de crítica de Leveaux, foi usado por nadadores que bateram recordes mundiais este ano. O modelo é fabricado em poliuretano, um material impermeável que favorece a flutuabilidade. No dia 1º de janeiro de 2010, entrará em vigor uma nova regulamentação que, a princípio, deverá proibir o uso de poliuretano.

Alemã bate recorde nos 100m livre

A alemã Britta Steffen bateu nesta quinta-feira o recorde mundial dos 100m livre ao nadar a distância em 52s85 e melhorou em três centésimos a marca da australiana Lisbeth Tricket. Steffen atribuiu a nova marca, conquistada nas eliminatórias do campeonato nacional em Berlim, ao seu maiô e minimizou a importância da conquista.

"Não estou muito eufórica porque já caíram muitos outros recordes mundiais', disse Steffen. "No próximo ano, o maiô já não será permitido, o que será bom, porque esta guerra de materiais acaba com a natação", opinou a nadadora.

http://esporte.uol.com.br/natacao/ultimas/2009/06/25/ult77u2374.jhtm


O Jaked 01 é borracha pura, difícil e demorado de vestir (não desliza na pele), também é caro até para atletas que tem um bom patrocínio. Pelos resultados apresentados está compensando usar. Sugestão: todo mundo de sunga e que vença o mais preparado!
Natação está virando Fórmula 1. O Jaked 01 está como o difusor da Brawn na natação.
(TSN)

Criador de supermaiô critica veto e fala em "mudar de esporte"

por ESPN.com.br, com Agência GE

No momento em que começou a levar os filhos Giacomo e Edoardo para a piscina, o italiano Francesco Fabbrica, 50 anos, passou a se interessar pela natação. Com experiência na confecção de tecidos técnicos, ele resolveu desenvolver um maio e criou a Jaked, fabricante de trajes que revolucionou a natação.

Diante da polêmica criada com a avalanche de recordes, a Federação Internacional de Natação (FINA) resolveu proibir os maiôs em poliuretano e liberar apenas os de material têxtil a partir do próximo dia 1º de janeiro. Criador do traje da moda, Fabbrica criticou a medida.

"Pretendem retroceder? Pois vão ter que retroceder 15 anos, porque em 1996 Ian Thorpe usou pela primeira vez um traje de corpo inteiro com tratamento para repelir a água. Se não se admite o progresso, então mudaremos de esporte", declarou o italiano em entrevista ao jornal Marca.

Fabbrica elogiou o Mundial de Roma, encerrado no último domingo, que registrou 43 recordes mundiais, maior número da história do torneio, e foi marcado pela utilização dos maiôs de última geração. Campeão dos 50m e 100m livre, o brasileiro César Cielo nadou com um traje da Arena.

"A tecnologia existe para ser usada, independente da marca que desenhe o maiô. O Mundial de Roma foi um espetáculo para o público. Parece que querem tirar da natação esse conceito de espetacularidade que todos nós conseguimos criar", declarou o empresário.

Ele admite que a peça pode trazer vantagens ao nadador, mas garante que o resultado final não depende dela. "O traje pode ser uma ajuda, de fato nós trabalhamos nisso, mas não é determinante. Podem acontecer algumas surpresas, mas no final sempre ganha o mais forte", disse.

Fabbrica criou o projeto em 2007 e realizou os primeiros testes na piscina onde seus filhos nadavam. Diante dos bons resultados, ele acelerou os trabalhos visando os Jogos de Pequim. "Nunca pensamos que poderíamos chegar nesse ponto em tão pouco tempo", confessa.

Ele nega que seus maiôs sejam uma evolução dos trajes tecnológicos que já existiam e dispara contra os críticos. "É um problema de ignorância, no sentido de que desconhecem nossos materiais e nosso processo de fabricação. O poliuretano não é borracha", argumentou.

Fabbrica não acredita na possibilidade de todos os nadadores usarem o mesmo traje e garante que sempre são as federações e nadadores que entram em contato em busca dos seus maiôs. Ele ainda desmentiu que os Jaked têm curta vida útil e assegurou que as peças podem ser usadas em mais de 20 provas em perder a eficiência.

O nome da empresa foi inspirado em Giacomo e Edoardo. O menor, inclusive, desenhou o logotipo da organização. Apesar do começo humilde, Fabbrica não hesita ao afirmar que rompeu o equilíbrio que existia no mercado. Mesmo com a proibição da FINA, ele pretende continuar seu trabalho.

"Estamos preparados para o que vier. Desde que acabamos o Jaked 01, começamos e investigar e desenvolver novos modelos. Até que a proibição seja oficializada, devo pensar que nossos trajes são completamente legais. Provavelmente, as regras mudem em 2010, mas para nos a FINA ainda não disse nada", finalizou.

http://espnbrasil.terra.com.br/natacao/noticia/66637_CRIADOR+DE+SUPERMAIO+CRITICA+VETO+E+FALA+EM+MUDAR+DE+ESPORTE

Confirmada pena de morte de magnata por morte de cantora

Confirmada pena de morte de magnata por morte de cantora

Confirmada pena de morte de magnata por morte de cantora. Suzanne Tamim foi encontrada decapitada e com várias marcas de facadas no corpo em seu apartamento em Dubai - Tiosamnews - Polêmica!
Suzanne Tamim foi encontrada decapitada e com várias marcas de facadas no corpo em seu apartamento em Dubai

AFP

Um tribunal Egípcio confirmou hoje a pena de morte emitida há um mês contra o magnata e funcionário de alto escalão do governo do Egito Hisham Talaat Mustafa, considerado o mandante do assassinato da cantora libanesa Suzanne Tamim, degolada em Dubai no dia 28 de julho de 2008.

A confirmação da sentença aconteceu depois de o mufti do Egito, a maior autoridade religiosa do país, assinar a sentença que o mesmo tribunal tinha ditado em 21 de maio.

Também foi confirmada a pena de morte na forca de Mohsen al-Sukari, um antigo oficial das forças de segurança egípcias acusado de ser o autor do crime.

O julgamento, que começou no dia 18 de outubro do ano passado, despertou uma grande expectativa de todo o mundo árabe, e poucas semanas após seu início vários livros já tinham sido escritos sobre o assunto.

Talaat é um rico empresário de 49 anos, senador e membro dos principais órgãos do partido governante.

Chamado de "o julgamento da década" e "o julgamento do dinheiro e o poder", a imprensa árabe acompanhou de perto os instantes finais do julgamento de Talaat.

Parte da opinião pública diz que tudo faz parte de uma conspiração para simular que ninguém está acima da Justiça, enquanto outra acredita se tratar de um acerto de contas entre os altos figurões do partido governante.

Segundo a imprensa local, Talaat e Tamim eram amantes, e o egípcio pagou a Sukari cerca de US$ 1 milhão para que a matasse, depois de ela o abandonar e se mudar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Aparentemente, Sukari viajou a Dubai com a ajuda do empresário egípcio e na manhã do crime foi à casa de Tamim fingindo ser um entregador que lhe levava um presente.

Quando a artista abriu a porta, o antigo membro das forças de segurança egípcias, que foi gravado pelas câmaras de segurança do prédio onde a vítima residia, lhe apunhalou várias vezes e a degolou.

A principal prova contra Talaat são as conversas telefônicas que teve com Sukari, gravadas pelo ex-militar para garantir sua segurança.
EFE - Agência EFE

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Deputados federais aprovam regularização de terras na Amazônia

Deputados federais aprovam regularização de terras na Amazônia

A Câmara dos Deputados aprovou na noite da última quarta-feira, 13, a Medida Provisória 458/2009, que permite a regularização de terras de até 1,5 mil hectares na Amazônia. Os imóveis serão transferidos pela União aos posseiros que detinham a posse das terras até o começo de dezembro de 2004.

A regularização será feita sem licitação de forma gratuita para áreas de até um módulo fiscal. Para este caso, os parlamentares aprovam a gratuidade para o registro do título no cartório de imóveis.
Os deputados aprovaram também as emendas de números 56 e 74, de autoria de deputado João Oliveira, que permite a servidores públicos dos setores não ligados ao tema fundiário, pessoas jurídicas e empresas ser beneficiados pela regularização, sob certas condições. No texto apresentado pelo governo essas categorias estavam excluídas da regularização.

João Oliveira afirmou que com a aprovação de suas emendas todas as situações de ocupação na Amazônia foram contempladas. “A Lei tem que ser em benefício de todos”, disse. Segundo o parlamentar, a medida provisória beneficiará 1,2 milhão de pessoas.

O texto aprovado pela Câmara dos Deputados segue agora para apreciação do Senado Federal, onde parlamentares, artistas, representantes de movimentos ambientalistas e líderes indígenas realizaram, no Plenário do Senado, uma vigília pela preservação da Amazônia, na madrugada de quarta.

Promovido pelas comissões Mista do Aquecimento Global, de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor, Fiscalização e Controle (CMA), o evento recebeu apoio do movimento Amazônia para Sempre e contou com a participação da sociedade, que enviou mensagens eletrônicas e por telefone durante toda a vigília.

Os atores Christiane Torloni e Victor Fasano trouxeram abaixo-assinado com mais de um milhão e cem mil assinaturas. O documento recebeu o apoio dos presidente do Senado, José Sarney, e da Câmara, Michel Temer.

Fonte: Portal Stylo

segunda-feira, 16 de março de 2009

Sátira à campanha de cerveja provoca manifestação na web

Sátira à campanha de cerveja provoca manifestação na web

Desde terça, mais de 100 pessoas enviaram mensagens no Twitter a favor de comediante carioca

Ana Freitas - estadao.com.br

O comediante carioca teve apoio de mais de cem internautas quando precisou mudar vídeo

Divulgação/Produtora Badalhoca

O comediante carioca teve apoio de mais de cem internautas quando precisou mudar vídeo

SÃO PAULO - Na última semana, o site de microblog Twitter foi palco de mais uma manifestação virtual. Dessa vez, foi em defesa do humorista Ronald Rios, carioca de 21 anos, que se envolveu em um imbróglio virtual com a cervejaria Skol.

Veja também:
linkLG e Marisa Monte também já sofreram por repercussão ruim em mídias sociais
linkLINK: Por que todos estão falando sobre o Twitter? lista
linkNo YouTube:
assista ao vídeo oficial da campanha da Skol com Danilo Gentili video

Desde terça, dia 10, mais de 100 pessoas publicaram mensagens com a tag #FREERONALDRIOS (free Ronald Rios). Os posts traziam links para um blog e uma estampa de camiseta a favor do comediante, que publicou um vídeo no YouTube parodiando uma campanha da cerveja.

Rios escreveu e, com o diretor Erik Gustavo, filmou e colocou no ar uma sátira a uma campanha oficial da Skol, na qual os humoristas Rafinha Bastos e Danilo Gentili contam piadas no formato "stand-up" e convidam os usuários da marca a fazerem o mesmo. O mote da campanha é selecionar os melhores vídeos enviados pelo público para veicular na televisão.

"Se você também tem uma história que, quando aconteceu, você pensou: 'eu ainda vou rir disso um dia', conte-a e envie o vídeo para gente!", dizem Rafinha e Gentili nos vídeos que estão no YouTube.

Veja o vídeo feito por Rafinha Bastos para a campanha:

A paródia de Rios e Gustavo foi editada visualmente para ficar idêntica aos vídeos oficiais da campanha da Skol, e isso incluía o logotipo da marca. No vídeo, Rios conta casos tristes de situações envolvendo alcoolismo, com o som de gargalhadas ao fundo no fim de cada história. "O vídeo só queria tirar sarro da campanha, não teve nem a intenção de fazer campanha antialcoolismo ou diminuir os comediantes", contou o humorista.

A sátira acabou lhe rendendo um e-mail da agência responsável pela ação, que pedia para que a imagem da Skol fosse desassociada do vídeo. "Assim que eu soube, deletei (o vídeo) imediatamente", explicou. "Depois, conversei com uns amigos que tinham passado por situações semelhantes. O que decidi fazer foi colocar uma nova versão do vídeo no ar." O novo esquete, também publicado no YouTube, mantém o mesmo texto, mas mostra Rios em um fundo verde e não faz nenhum tipo de referência à Skol ou à campanha.

Confira a paródia feita por Ronald Rios e Erik Gustavo:

Naquela terça, o comediante Rafinha Bastos, um dos participantes da campanha, disse à reportagem que ainda não havia visto o vídeo, mas que já sabia da história. Rafinha pediu explicações sobre o conteúdo do material, deu risada no telefone e disse que no lugar de Rios seria "o primeiro a fazer esse tipo de piada". "A internet é um mundo livre para tirar sarro de quem você quiser, não adianta barrar. Se ele não gostou da (minha) piada, tem que tirar sarro mesmo", argumentou. "A única coisa que acho que justifica tirar um vídeo do ar é violação de direito autoral. E sobre o vídeo do Ronald, quero ver sim, conheço ele, é um cara supercriativo", disse.

AÇÕES CONTROVERSAS

O caso rendeu críticas contra a Skol na web, que foi acusada por essa centena de blogueiros de "não saber brincar".

Não é a primeira vez que uma grande empresa tenta chegar mais perto do consumidor final através de ações em mídias sociais e enfrenta uma repercussão negativa. Recentemente, a LG e a cantora Marisa Monte também receberam reações negativas de usuários a campanhas promovidas em redes sociais. Saiba mais aqui

De acordo com Edney Souza, sócio-diretor da Pólvora, uma agência especializada em consultoria e desenvolvimento de ações em ambientes on-line, uma reação ruim não é exatamente uma surpresa.

"Você deve esperar qualquer tipo de reação. Mesmo a campanha mais legal deve ter gente falando mal", explica. Para Souza, esse é um problema comum quando as empresas desejam se aventurar numa rede social. "A publicidade tradicional não está acostumada com isso. Se o cara reclama no sofá da sala dele, isso não traz problema (para a marca). Agora, quando o cara coloca o vídeo no YouTube e chama as pessoas para assistir..."

RESULTADO

Quando procurada pela reportagem, a agência que enviou o e-mail para Rios disse que o caso deveria ser resolvido diretamente com a Ambev, dona da marca Skol.

Segundo a Ambev, em nenhum momento a empresa pediu a Rios que removesse o vídeo do YouTube. O alerta teria solicitado apenas que a paródia fosse dissociada da marca e que não desse a impressão que ele tivesse sido contratado pela empresa.

Rios nega. O humorista enviou à reportagem uma cópia do e-mail que teria recebido. Na mensagem, a agência pede para que o vídeo seja removido, devido à presença do logo da Skol e da referência ao site oficial da campanha.

De acordo com a Skol, a empresa não tem a intenção em "remediar" ou fazer uma contra-ação à campanha de usuários que criticaram a ação da cervejaria. O assessor da Ambev, Alexandre Loures, disse que não considera as reações nos blogs e no Twitter um problema. "Eu gosto mais quando há repercussão do que quando passa em ‘brancas nuvens’, na verdade. Tem muita gente bacana que escreveu sobre o assunto em tom crítico, e eu não tenho nenhuma intenção de confrontar. Liberdade de opinião é um dos valores da marca, também. Todo mundo tem direito de fazer a leitura que quiser."

Diante das críticas que acusavam a Skol de "não saber brincar", Loures disse que a questão tem a ver com as implicações judiciais que o vídeo poderia ter. "Acontece que esse mercado tem uma auto-regulamentação publicitária, e a gente tem que estar sujeito às normas. Ele pode fazer piada com a Skol do jeito que ele quiser, só não pode dar a entender que nós o contratamos para isso, se não o contratamos. Aliás, ele até seria um nome que cogitaríamos contratar", explicou.

"Ele e qualquer um pode fazer quantos vídeos da Skol quiser, estejam à vontade. A marca, quando abre essa oportunidade, busca exatamente isso. Mas por favor, não diga que é contratado da Skol, não coloque o logo da Skol ou use o site da Skol, porque aí passamos a ser responsáveis pela história."

Segundo Loures, ele e a equipe da Skol acharam o vídeo divertido. "Achamos muito legal a paródia. Ele é um cara bacana, muito inteligente, faz a coisa acontecer e busca seu espaço, só não pode mentir", disse.

Para Rios, a intenção da sátira não era ser moralista ou ironizar os comediantes. "Foi só uma piada com uma campanha de publicidade que me pareceu tola, não estava tirando sarro do ‘stand-up’ e nem criticando a cerveja. Só a campanha", disse. "Vi o vídeo no site e fiquei com a sensação de que a agência mexeu muito nas piadas", criticou.

Loures garante que as piadas foram escritas por Gentili e Rafinha, e que não houve nenhum tipo de restrição quanto ao teor delas. "Estamos começando nessa plataforma, há quem goste das piadas e quem não goste, e a tendência é com o tempo ir melhorando e 'pegando o veio'. Mas eu fiz questão de me reunir com o Rafinha na última semana, e pedir para que ele avisasse o Danilo, para dizer que eles devem fazer o texto do jeito que quiserem. Não adianta contratá-los e pedir para que eles sejam publicitários, porque vão ficar ali com aquela cara de 'coxinha'. Daí nós gastamos dinheiro à toa e eles se expõem à toa", disse.

Rios disse que o episódio foi benéfico para ele, apesar da frustração. "A reação inesperada da Skol até foi boa para mim, porque as pessoas começaram a divulgar que a agência tinha pedido para a gente tirar o vídeo do ar. Eles ficaram com a imagem de 'dono da bola', daquele que se você não brinca do jeito que ele quer, ele leva a bola embora", esclareceu Rios. E desabafou: "E eu até estou triste porque gosto da cerveja, a última coisa com que eu me preocupei foi em fazer campanha anti-álcool. Quero muito que eles gostem. Minha maior vontade é que as agências entendam que se você não quer ter esse tipo de problema, então coloca inserção no intervalo da novela."

Quanto vale Ronaldo?

Quanto vale Ronaldo?

O jogador Ronaldo virou atração nacional pelo seu desempenho nos últimos jogos, quando transmitiu a imagem de que estava renascendo das cinzas --até pouco tempo, só se falava nas suas contusões, no seu peso e, para completar, em seus escândalos sociais, metido no mundo das celebridades. A gordura era a tradução do descaso, da falta de responsabilidade, de foco. Afinal, já tem tanto dinheiro, por que se esforçar? Mas será que ele pode ser tornar um bom exemplo educativo para os jovens?

O psiquiatra Içami Tiba, especialista em educação, comentou comigo que o jogador está dando uma amostra de resiliência, ou seja, a habilidade de não perder a garra, depois dos traumas --no meu site, aprofundo o conceito de resiliência. É algo, segundo ele, que se desenvolve em casa e, depois, na escola.

É consenso entre educadores que se dissemina a chamada "Geração Tanto Faz", composta de crianças e adolescentes cercadas de proteção e, por isso, sem treino para suportar obstáculos e frustrações. Tudo tem de ser fácil e imediato --e divertido. Falar que a conquista de amanhã depende do esforço de hoje faz pouco efeito.

Criam-se assim seres fracos, sem projetos, incapazes de enfrentar desafios --portanto, dependentes.

Com seu culto às celebridades, que valem não por quanto pesam, mas pelo que aparentam, a sociedade reforça o estímulo da "Geração Tanto Faz". Gente que não fez nada vira sucesso, basta ficar uns dias no "BBB". Some-se a isso que, por falta de projetos coletivos, o consumo se transformou quase num vício, estimulando a busca do prazer imediato e descartável.

Se Ronaldo continuar nesse ritmo, treinando duro, se aplicando, acabaria sua carreira por cima. Talvez nunca mais volte à seleção --mas terá agido como educador. É muito melhor do que ser lembrado pelos escândalos sexuais.

Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.

E-mail: palavradoleitor@uol.com.br

quarta-feira, 11 de março de 2009

Os tentáculos da santíssima violação de leis e direitos

Em nome de Deus

Dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife, que me perdoe (ou não, o problema é dele), mas a atitude que tomou no caso do aborto da menina estuprada pelo padrasto leva a crer que vive nas trevas dos tempos da Inquisição. As declarações do severo guardião de Deus sobre a mãe da menina e dos médicos responsáveis pelo aborto foram absolutamente infelizes, desumanas e impiedosas. Da boca do arcebispo não saiu uma única palavra para condenar o monstro que estuprou a enteada desde os 6 anos de idade e a engravidou de gêmeos aos 9. Para ele estuprar crianças é pecado, mas do tipo leve.

Mais grave que esse tipo de violência sexual, afirma, é "o aborto, a eliminação de uma vida inocente." Por quem sois, dom José, quem é mais passível de castigo, o tarado infame ou os médicos, que, queira ou não, salvaram a vida da menina? Talvez o arcebispo não se lembre mais do que disse Cristo sobre os que atentam contra a inocência das crianças, coisa que aprendi nos velhos tempos do catecismo.

Aquela dura e impressionante condenação, aquela inapelável recomendação de que se amarrasse o tarado a uma pedra de moinho e em seguida o atirasse ao mar. Enquanto o tribunal de dom José expõe seu arcaico fundamentalismo, centenas de templos evangélicos, espíritas, umbandistas e outros menos votados seguem recolhendo legiões de ex-católicos indignados com a hipocrisia de padres e bispos que vivem num mundo irreal, absurdo e injusto.

Indiferente a isso, o arcebispo de Olinda e Recife segue acreditando que sua hóstia contém mais Deus. Lá nas alturas, rodeado de arcanjos, o Criador deve estar envergonhado do que fazem em seu nome. Cá em baixo, ficamos sem saber se devemos implorar ao diabo que proteja nossas crianças da ação criminosa e imperdoável dos padres pedófilos que nunca foram punidos pelas leis humanas e muito menos excomungados.

Angelo Prazeres
http://www.otempo.com.br/supernoticia/colunas/?IdEdicao=592&IdColunaEdicao=1406

Os tentáculos da santíssima violação de leis e direitos

por Fatima Oliveira*

A semana passada foi repleta de temas polêmicos e angustiantes na esfera política. ''Conversadeira'' de nascença, desejo palpitar em todos. É espacialmente impossível. No aspecto pessoal, estou no olho de uma pororoca.

(...) Vide o caso da menina de Alagoinha (PE), de 9 anos, violentada pelo padrasto, que engravidou de gêmeos. Correndo risco de vida, teve o duplo direito de interromper a gravidez. Por exercer seus direitos, foi excomungada, juntamente com a mãe, os profissionais de saúde que a atenderam e todas as pessoas que a socorreram em tão dolorosa situação. Ninguém merece os delírios do arcebispo de Recife e Olinda, dom José Cardoso Sobrinho, o excomungador!

Até o presidente Lula rompeu o silêncio com que tem agraciado a sua Igreja: ''Como cristão e como católico, lamento profundamente que um bispo da Igreja Católica tenha um comportamento conservador como este. Não é possível permitir que uma menina estuprada pelo padrasto tenha esse filho, até porque a menina corria risco de vida. Acho que, neste aspecto, a medicina está mais correta do que a Igreja. Eu estou dizendo que a medicina está mais correta que a Igreja, e fez o que tinha que ser feito: salvar a vida de uma menina de 9 anos''.
Discurso perfeito!

Compartilho uma ponderação do dr. Roberto Arriada Lorea, juiz de direito em Porto Alegre, meu colega no Conselho Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR): ''Merece atenção a resposta do arcebispo, quando afirma que a lei de Deus está acima de qualquer lei humana. Numa democracia, a lei de Deus não pode estar acima da lei dos homens, pois é dever do Estado garantir a igual liberdade religiosa de todos os cidadãos, respeitadas a diversidade de crenças e visões de mundo, inclusive daqueles que não creem. A excomunhão, portanto, serve de alerta. Se hoje os cidadãos não precisam temer represálias religiosas quando exercem seus direitos, é porque em 1890 foi decretada a separação Estado-igrejas, garantindo-se a inviolabilidade de consciência e de crença. Antes disso, a pena de excomunhão surtia efeitos no mundo jurídico, podendo vitimar os cidadãos com a chancela do Estado-juiz.

Naquele largo período da história brasileira, fundamentalistas religiosos, como o arcebispo de Recife e Olinda, tinham muito poder, pois pecar era ilegal. Está nas mãos do Congresso Nacional preservar a separação Estado-igrejas, rejeitando a concordata assinada por Lula e Ratzinger em 2008, a qual viola o artigo 19, I, da Constituição Federal, estabelecendo uma aliança com a Igreja Católica, colocando-a acima das demais religiões professadas no Brasil, em detrimento das liberdades individuais''.

*Fatima Oliveira, Médica e escritora. É do Conselho Diretor da Comissão de Cidadania e
Reprodução e do Conselho da Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe. Indicada ao Prêmio Nobel da paz 2005
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=52150

Frei Betto: Igreja está 'encastelada' e não vê a realidade

Mais do que ter dificuldade para se adaptar à realidade atual, a Igreja Católica “fica encastelada em seu principismo abstrato”. A opinião é do frade dominicano e escritor Frei Betto.

Em entrevista à repórter Michelle Amaral, do Brasil de Fato, ele comenta os dois casos recentes envolvendo representantes da Igreja Católica: a excomunhão dos envolvidos no aborto da menina pernambucana de 9 anos e o afastamento do padre Luiz Couto de suas atividades eclesiásticas em decorrência das declarações controversas às da doutrina católica

Segundo Frei Betto, tais exemplos explicam como o conservadorismo ainda defendido pela Igreja — em contrapartida à realidade do povo — contribui para o afastamento de seus fiéis. Nas duas situações, o posicionamento da Igreja causou grande polêmica.

Dom José Cardoso Sobrinho excomunhou a mãe e a equipe médica que realizaram o aborto de uma menina de 9 anos, que foi violentada por seu padrasto e acabou grávida de gêmeos. Sem considerar os riscos que a menina corria, Dom José afirmou que cumpria uma lei católica.

No caso do padre Luiz Couto, Dom Aldo di Cillo Pagotto o suspendeu do uso de Ordem até que se retrate em público sobre declarações feitas por ele em uma entrevista, na qual defende o fim do celibato, o uso de preservativos e o combate à discriminação de homossexuais. O padre é também deputado federal e atual presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minoria (CDHM) da Câmara dos Deputados.

Confira a entrevista.

Como o sr. avalia a posição da Igreja Católica frente a estes dois recentes casos, da excomunhão (por Dom José Cardoso Sobrinho) pelo aborto da menina de 9 anos e do afastamento do padre Luiz Couto (por Dom Aldo Pagotto) por suas declarações controvérsias ao pensamento conservador católico?
Penso que demonstram a dificuldade de a Igreja Católica se adaptar à realidade atual. Comparo a atitude do arcebispo de Olinda e Recife com a de Jesus diante da mulher adúltera... Que diferença! Jesus foi capaz de compreender, perdoar, acolher.

Os médicos agiram corretamente, para salvar a vida da menina e evitar o risco de três mortes. E manifesto todo o meu apoio ao padre Luiz Couto, de quem sou amigo e admirador.

Dessa forma a Igreja se afasta da realidade vivida pelas pessoas atualmente?
Sim, a Igreja fica encastelada em seu principismo abstrato, sem considerar o que a teologia chama de "moral de situação", a partir da realidade concreta. Assim, os fiéis buscam outras denominações religiosas, onde se sentem mais acolhidos pela compaixão, o perdão, a misericórdia divina manifestada através de seus pastores. A cada ano a Igreja Católica perde, no Brasil, 1% dos fiéis.

Para um católico, o que representa a excomunhão?
A exclusão da instituição eclesiástica e da participação em seus sacramentos, jamais a ruptura com Deus e com o próximo.

As mudanças propostas por Luiz Couto fazem parte de um debate estabelecido por muitos segmentos da sociedade e da própria igreja. O senhor acredita que a polêmica em torno de seu afastamento, pode contribuir para que essas propostas ganhem mais força?
É bom esclarecer aos leitores que o padre Luiz Couto foi suspenso de ordens — proibido de celebrar os sacramentos — por defender o fim do celibato e da discriminação aos homossexuais, bem como o uso de preservativos. Acho que ele está coberto de razão.

A Igreja teve apóstolos casados, como Pedro (Jesus curou a sogra dele), e sacerdotes casados nos primeiros séculos. A vocação ao sacerdócio não coincide necessariamente com a vocação ao celibato.

Quanto à homossexualidade, defendo que é uma tendência natural do ser humano e, como tal, deve ser respeitada, e não discriminada ou condenada como ocorria em sociedades patriarcais, machistas, como as que estão espelhadas no Antigo Testamento. E concordo com o cardeal Arns quanto ao preservativo: é um mal menor frente à epidemia que leva à morte milhões de pessoas.

E como a Igreja deveria se posicionar?
Sempre em favor da vida e do amor, como o que une um casal do mesmo sexo.

De que forma a Teologia da Libertação contribui para as mudanças na forma de se praticar o cristianismo da Igreja Católica?
A Teologia da Libertação faz uma nova leitura das fontes da revelação cristã, como o Bíblia e a tradição da Igreja, assim como fizeram Santo Agostinho, no século 4, e Santo Tomás de Aquino, no século 13.

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=52178