segunda-feira, 10 de março de 2008

Apito trapalhão ofusca artilheiros da rodada no Campeonato Paulista

Dentinho fez dois gols na vitória do Corinthians sobre o líder Guaratinguetá, que trouxe seu clube de volta ao G4. Valdivia brilhou mais uma vez e Denílson fez seus dois primeiros gols pela equipe na virada do Palmeiras diante do Bragantino, que colocou o time do Parque Antarctica bem perto do grupo das semifinais.

Mas eles, os destaques da rodada, novamente terão que dividir holofotes e manchetes com os árbitros e seus erros.

Erros primários, e um até absurdo, mais uma vez foram comuns numa jornada do Campeonato Paulista-2008.
No Morumbi, José Henrique de Carvalho mostrou o cartão amarelo duas vezes para o volante Magal, do Guaratinguetá, que também teve um gol legal anulado por impedimento.

"Assim é demais", disse ao árbitro o irritado técnico corintiano, Mano Menezes.

Carvalho disse no intervalo que não poderia falar, mas foi defendido, sem muito entusiasmo desta vez, por seu chefe, o coronel Marinho. "O que aparece na TV depois não interessa. O que vale é o que o árbitro vê e marca", disse o chefe da arbitragem paulista.

"Mas é um erro que não pode ocorrer. Se for o caso, vamos puni-lo", disse Marinho na beira do gramado no Morumbi.

Em Bragança Paulista, foi um juiz do quadro da Fifa, e com fama de ser o melhor do Estado, que fez lambanças.
Primeiro, Paulo César de Oliveira não viu Malaquias, do Bragantino, entrar com o pé na barriga de Marcos, o que seria falta. Irritado, o pentacampeão chutou o rival com a bola rolando. Foi expulso e viu o árbitro marcar pênalti.

"Ele poderia ter quebrado meu braço", disse Marcos. Ainda no primeiro tempo, o juiz expulsou dois jogadores do Bragantino.

No segundo tempo, Oliveira ainda marcou um pênalti inexistente para o Palmeiras. Sorte dele que Léo Lima chutou de forma bisonha para fora.

Na Vila Belmiro, mais polêmica. O juiz Guilherme Cereta marcou um pênalti a favor do Santos só depois de ouvir o seu auxiliar, mas isso aconteceu longos segundos depois de o lance ocorrer, revoltando os jogadores do Noroeste --eles disseram que o juiz mudou de opinião. O time de Bauru acabou derrotado por 3 a 2.

Federação suspende árbitro que assumiu erro em jogo do Corinthians

Depois de pedir desculpas à torcida do Corinthians por dar dois cartões amarelos para o jogador Magal, do Guaratinguetá, o árbitro José Henrique de Carvalho foi suspenso pela Federação Paulista de Futebol.

Nesta segunda-feira, o presidente da Comissão de Arbitragem da federação, Coronel Marinho, disse que o árbitro já vinha cometendo alguns erros anteriormente.

"Ele está suspenso por 15 dias. Tudo aqui é analisado de uma forma mais técnica, e o José Henrique já estávamos cansados de falar, agora temos que tomar providências", disse Marinho em entrevista ao canal Sportv.

Apesar de admitir que descobriu que havia errado ainda durante a partida, ao conversar com os outros integrantes da arbitragem, o árbitro alegou que não podia voltar atrás e expulsar o jogador. "Agora, bola para frente", comentou no domingo.

Além do erro nos cartões, Carvalho anulou um gol legítimo da equipe visitante quando o Corinthians vencia por 1 a 0.

Marinho também afirmou que Edvanio Ferreira Duarte, auxiliar da partida em que o Santos venceu o Noroeste por 3 a 2, no domingo, também será punido.

O juiz Guilherme Cereta marcou um pênalti a favor do Santos só depois de ouvir o seu auxiliar, mas isso aconteceu longos segundos depois de o lance ocorrer, revoltando os jogadores do Noroeste --eles disseram que o juiz mudou de opinião.

Vaticano divulga lista de novos pecados capitais

A manipulação genética, o uso de drogas, a desigualdade social e a poluição ambiental estão entre os novos pecados capitais pelos quais os cristãos devem pedir perdão, segundo a nova lista apresentada pela Santa Sé.

O Vaticano atualizou a lista de pecados capitais para adaptá-la à "realidade da globalização".

Os novos pecados capitais – merecedores de condenação segundo a Igreja Católica – serão agregados aos anteriores: gula, luxúria, avareza, ira, soberba, vaidade e preguiça.

Publicada no domingo no jornal do Vaticano, Osservatore Romano, a lista foi divulgada depois que o Papa Bento 16 denunciou a "queda do sentimento de pecado no mundo secularizado", em meio à redução no número de católicos que praticam a confissão.

Sociedade

Em entrevista ao Osservatore Romano, monsenhor Gianfranco Girotti, responsável pelo tribunal da Cúria Romana que trata das questões internas do Vaticano, afirmou que, ao contrário dos anteriores, os novos pecados vão além dos direitos individuais e têm uma dimensão social.

"Há várias áreas relacionadas aos direitos individuais e sociais dentro das quais incorrer em atitudes pecaminosas. Antes de mais nada, a área bioética, dentro da qual não podemos deixar de denunciar algumas violações de direitos fundamentais da natureza humana, através de experiências e manipulações genéticas, cujos êxitos são difíceis de prever e manter sob controle".

Na avaliação do prelado, a injustiça social e os crimes ambientais também estão na lista das novas ofensas pelas quais os fiéis devem pedir perdão e fazer penitência.

"A desigualdade social, onde os ricos se tornam cada vez mais ricos e os pobres, cada vez mais pobres, alimentam uma insuportável injustiça social. Depois tem a área da ecologia, que hoje desperta grande interesse", apontou o responsável pelo tribunal vaticano.

Na entrevista, Girotti citou ainda o uso de drogas como um dos novos pecados que merecem condenação.

"A droga enfraquece a psique e obscura a inteligência, deixando muitos jovens fora do circuito da Igreja", explica.
Os novos pecados capitais
1. Fazer modificação genética
2. Poluir o meio ambiente
3. Causar injustiça social
4. Causar pobreza
5. Tornar-se extremamente rico
6. Usar drogas
Vaticano

Sociedade

Na interpretação de monsenhor Girotti, o pecado deixou de ser apenas uma questão pessoal e passou a ter maior influencia na sociedade.

"Antes, o pecado tinha uma dimensão individual, hoje tem uma impacto social, principalmente por causa da globalização. A atenção ao pecado agora é mais urgente devido aos reflexos maiores e mais destruidores que pode ter", disse Girotti.

Na entrevista ao jornal do papa, o monsenhor recordou que entre os grandes pecados estão o aborto e a pedofilia e comentou o escândalo dos abusos sexuais cometidos por padres.

Ele admitiu que se trata de um problema grave, mas denunciou uma espécie de campanha contra a Igreja Católica por parte dos meios de comunicação.

"Estes fenômenos graves que foram denunciados demonstram a fragilidade humana e institucional da Igreja. Ela, porém, reagiu e continua reagindo para tutelar sua imagem e o bem do povo de Deus. Mas os meios de comunicação enfatizam o problema, prejudicando a imagem da Igreja", declarou o clérigo ao jornal.
Confissão

Monsenhor Gianfranco Girotti falou dos novos pecados aos padres reunidos no Vaticano até o final de semana passado, durante curso de atualização sobre o sacramento da confissão.

Durante o curso, o responsável pelo tribunal informou que cada vez menos católicos confessam os próprios pecados aos padres. Girotti denunciou que cerca de 60% dos fiéis na Itália não se confessam, citando estatísticas da Universidade Católica italiana.

Na entrevista ao Osservatore Romano, Girotti recordou as recomendações para se receber o perdão.

"Confissão em 15 ou máximo 20 dias antes ou depois de cometer o pecado, comunhão, oração segundo as intenções do papa, pureza e caridade", disse o clérigo.


Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 7 de março de 2008

Paulinho da força processará jornais: "A Igreja Universal vai ser fichinha".

Paulinho da Força Sindical afirma que vai processar jornais
A Igreja Universal parece ter conquistado um novo fiel, pelo menos no quesito processos contra o jornal Folha de S.Paulo. A Folha Online informa que o presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, disse que irá processar os jornais Folha de S.Paulo e O Globo em 20 Estados do país por causa da série de reportagens que os dois veículos publicaram sobre o repasse de verbas do Ministério do Trabalho para entidades ligadas à central, repetindo estratégia utilizada pela Igreja Universal do Reino de Deus.

"A Igreja Universal vai ser fichinha"

Segundo a Folha, Paulinho ainda teria dito que se o número de ações não for suficiente para que os jornais interrompam as reportagens sobre o repasse de dinheiro do Ministério do Trabalho, comandado por Carlos Lupi (PDT), para as entidades ligadas à Força, os sindicalistas irão ingressar de 1.000 a 2.000 ações em todo o país: "A Igreja Universal vai ser fichinha".

A decisão foi anunciada em reunião da Executiva Nacional do PDT com o ministro Carlos Lupi e confirmada à Folha pelo próprio deputado: "Estamos fazendo apenas 20 ações contra a Folha e O Globo. Liguei para vários jornalistas para explicar que a Força não tem convênio com o Ministério do Trabalho e outros ministérios do governo. E, todos os dias, os jornais citam o meu nome e o da Força. Como eles não ouviram, decidi consultar amigos sindicalistas que estão se sentindo ofendidos e vão entrar com ações em várias partes do Brasil", afirmou.

Vou fazer de 1.000 a 2.000 ações contra eles

Apesar de não ser industrial, o deputado sindicalista também teria prometido até montar o que pode vir a ser a maior fábrica de ações judiciais em série do País. Paulinho, ainda segundo a Folha Online, teria afirmado que sua intenção não é ganhar as ações na Justiça, mas "dar trabalho" para os dois veículos. "Pode perder, não tem problema. Vou dar um trabalho desgraçado para eles. Meu negócio é dar trabalho para eles. Não é nem ganhar. É só para eles aprenderem a respeitar as pessoas. Eu estou fazendo apenas 20. Se não parar, vou fazer de 1.000 a 2.000 ações contra eles no Brasil inteiro", ameaçou.

Fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus moveram mais de 60 ações contra a Folha e a jornalista Elvira Lobato, alegando que se sentiram ofendidos por um trecho da reportagem "Universal chega aos 30 anos com império empresarial", publicada em dezembro.

Segundo informa a Folha, há questionamentos sobre 12 convênios do ministério com entidades e pessoas ligadas ao PDT. A Folha divulgou que a pasta pretendia repassar R$ 7 milhões à CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos), ligada à Força Sindical, para recolocar mão-de-obra em São Paulo.

O valor seria 97% maior que o gasto pelo governo paulista, e comissões do Estado e da prefeitura votaram contra o convênio. A decisão final cabe ao Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador). Ministério e entidades negam favorecimento.

Paulinho preside a Força desde 1999. Antes, presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos de SP (desde 1994). Em 2002, foi candidato a vice-presidente pelo PTB na chapa de Ciro Gomes e, em 2004, a prefeito de São Paulo pelo PDT.

O deputado não retornou nossas mensagens encaminhadas para seus e-mails, solicitando mais esclarecimentos sobre sua decisão.

Fonte: Folha Online


Paulo Pereira da Silva, achando que o noticiário vincula indevidamente a Força Sindical ao Ministério do Trabalho, anunciou que, à maneira dos seguidores do “bispo” Edir Macedo, responderá às denúncias processando os jornais que as divulgaram em 20 Estados.

Se isso não funcionar, avisou, serão mil, 2 mil as ações, no Brasil inteiro, impetradas por sindicalistas. “A Igreja Universal vai ser fichinha”, compara. E confessa: “Pode perder, não tem problema. Meu negócio é dar trabalho para eles.”


FRASE DO DIA
Se os jornais vão insistir nas matérias, vou dizer com todas as letras: se querem fazer putaria, então vamos fazer putaria. Estão fazendo putaria, vamos responder com putaria.
Deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) ameaçando processar os jornais que afirmarem que a Força Sindical, presidida por ele, seria beneficiada por dinheiro do ministério do Trabalho
Entidades criticam ameaça de onda de processos feita por presidente da Força Sindical
Maria Lima e Bernardo de Mello Franco - O Globo

BRASÍLIA - A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) condenaram nesta quinta-feira a intenção do presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), de iniciar uma onda de processos contra os jornais "O Globo" e "Folha de S.Paulo" em todo o país, como fez a Igreja Universal do Reino de Deus contra a "Folha" e o jornal "Extra" no mês passado. Os dois casos serão denunciados pela Fenaj na Organização dos Estados Americanos (OEA), na próxima segunda-feira, como exemplos de "assédio judicial" e tentativa de intimidar e cercear a liberdade de Imprensa no Brasil.

Incomodado com a publicação de reportagens mostrando que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, estaria beneficiando com convênios milionários ONGs ligadas ao PDT e à Força Sindical, Paulinho confirmou nesta quinta a estratégia para que parem as denúncias. A denúncia contra a atitude do parlamentar será feita pelo vice-presidente da Fenaj, Celso Schroëder, numa audiência especial sobre liberdade de imprensa no Brasil, realizada na OEA, em Washington.

- Nos preocupa essa onda de assedio judicial. O mesmo efeito que faz uma ação, fazem duas mil ações. Mas as duas mil é para intimidar e ameaçar os profissionais da imprensa. Nos preocupa essa onda, depois da Igreja Universal, a Força Sindical, é uma péssima rima. O contra-senso é que o Paulinho preside uma entidade que pretende representar trabalhadores e quer condenar trabalhadores da imprensa? Com isso ele está estimulando o assédio judicial - condenou o presidente da Fenaj, Sérgio Murilo.

O presidente nacional da OAB, Cezar Britto, concorda que a abertura de ações simultâneas sobre o mesmo caso em diversos estados pode caracterizar litigância de má-fé.

- Recorrer ao Judiciário com o interesse de dificultar a defesa ou apenas incomodar a outra parte não é um princípio defensável - afirmou.

Itamaraty promete troco a espanhóis

Itamaraty cogita tratar espanhóis com base no princípio da reciprocidade

O Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota em que expressa a "inconformidade" do governo com as medidas tomdas pelas autoridades imigratórias do Aeroporto de Madri, na Espanha, para impedir a entrada de passageiros vindos do Brasil. Cerca de 30 brasileiros foram impedidos de entrar no paísno dia 5. alguns brasileiros se dirigiam a Portugal, onde iriam participar de eventos científicos.

O Jornal da Globo informou que a Polícia Federal mandou de volta oito espanhóis que tentavam na noite do dia 6, no Aeroporto Internacional de Salvador. Segundo os policiais, alguns dos espanhóis não estavam com a documentação em ordem, outros não declararam o dinheiro que traziam.

O Itamaraty analisa agora "a adoção de medidas apropriadas em resposta ao ocorrido, tendo em conta, inclusive, o princípio da reciprocidade".

"Há poucas semanas, o ministro Celso Amorim havia manifestado ao chanceler espanhol a insatisfação do governo brasileiro com a repetição de tais medidas restritivas e ressaltado a importância de que se conceda tratamento digno e adequado a cidadãos brasileiros que ingressam na Espanha", afirma a nota divulgada pelo ministério.

Hoje, o secretário-geral das Relações Exteriores, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, reuniu-se com o embaixador da Espanha em Brasília, Ricardo Peidró, e disse que as medidas recentemente adotadas pelas autoridades imigratórias espanholas são "incompatíveis com o bom nível do relacionamento entre os dois países".

Estudantes brasileiros na "prisão" espanhola

Estudantes brasileiros retidos que ficaram retidos desde o dia 5 no Aeroporto Internacional de Barajas, em Madri (Espanha), retornarõa no dia 7 ao Brasil. Após mais de 30 horas sem tomar banho, Patrícia Rangel, de 23 anos, contou à Agência Brasil, por telefone, como ela e Pedro Luiz do Rêgo Lima, de 25, foram mal tratados pelas autoridades espanholas.

“Os policiais são muito grossos, não têm um mínimo de respeito e não tratam ninguém como ser humano. Isso aqui não existe, é um lugar fora do universo”, disse Patrícia.

Ela aguarda o vôo numa sala cheia de beliches, a mesma em que passou a noite anterior, juntamente com homens e mulheres. Disse que até conseguiu dormir, mas sem nenhum conforto. E só depois de 1h30 da madrugada, quando a luz foi apagada.

Havia chuveiro, mas nenhum utensílio para se tomar banho, como xampu ou sabonete, segundo ela. “Tem até chuveiro, mas não tem toalha. Imagina sair molhada num frio de 10 graus”, afirmou.

Os dois estudantes são mestrandos do Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro (Iuperj) e viajavam para participar de um Congresso da Associação Portuguesa de Ciências Políticas, em Lisboa. O cônsul-geral do Brasil na Espanha, embaixador Gelson Fonseca, enviou carta oficial à polícia do país reiterando o objetivo da viagem, mas a entrada não foi permitida.

Segundo Patrícia, os oficiais alegaram que a documentação era insuficiente. “A gente se cercou de tudo que seria necessário, fizemos seguro-saúde, trouxemos a quantia em dinheiro necessária, além de cartão de crédito, reservas no albergue e papéis que confirmavam a participação no congresso”, enumerou a estudante.

Patrícia contou que ela e Pedro passaram por três locais até chegar à sala atual. “Uma das salas que ficamos era muito quente e apertada, não tinha nem água. O único lugar em que dá para dizer que a gente teve algum tratamento minimamente humano é o que estamos agora, o ponto final. Aqui tem máquina de refrigerante e eles oferecem refeições” relata.

Os estudantes lamentam ainda não poder participar do congresso para o qual se prepararam durante dois meses. “Fomos privados de fazer uma coisa pela qual tínhamos muita expectativa. A gente queria aproveitar o ambiente acadêmico, aprender e ensinar o que a gente sabe. Não sei o que é maior, essa frustração ou o sentimento de revolta, porque isso aqui é uma prisão”, desabafou.

Patrícia e Pedro aguardam um vôo que sairia da capital espanhola às 8h (horário de Brasília), com chegada prevista para o fim da tarde.

Na sala em que os dois estudantes ficaram retidos, havia ao todo cerca de 30 brasileiros, segundo confirmou à reportagem o cônsul-geral do Brasil, Gelson Fonseca.

Brasil: Menino de 8 anos supera exame de acesso a Faculdade de Direito

Um menino brasileiro de 8 anos, que sonha ser juiz, conseguiu superar um exame de acesso a uma Faculdade de Direito, o que o encheu de orgulho e chocou os profissionais da área.

A mãe, em declarações ao jornal Folha de São Paulo, contou que o filho é apenas uma criança "normal".

"É muito dedicado, gosta de ler e estudar mas também de divertir-se e fazer amigos", relatou.

A Universidade Paulista, um estabelecimento de ensino superior privado, considerou que a "prestação do estudante, atendendo à sua idade e ao nível de educação, foi boa, especialmente no teste de ensaio, onde revelou capacidade para expressar-se e manipular a linguagem".

"O meu sonho é ser juiz", confessou o rapaz, citado pelo portal da televisão Globo.

"Por isso, decidi pegar no teste para ver como me saía... foi fácil", contou, salientando que estudou "uma semana antes".

ER.

Lusa/Fim


MEC vai investigar universidade que aprovou aluno de 8 anos
Brasília - O ministro da Educação, Fernando Haddad, determinou hoje (06) a abertura de investigação sobre o vestibular da Universidade Paulista (Unip) de Goiânia, que aprovou um menino de 8 anos para o curso de direito. João Victor Portelinha de Oliveira cursa a quinta série do Ensino Fundamental e passou no processo agendado de seleção, que inclui redação e prova de conhecimentos gerais. Haddad classificou a aprovação do menino de preocupante e informou que o secretário de Educação Superior do MEC, Ronaldo Mota, vai avaliar o teste aplicado pela Unip.

- Li a notícia com muita preocupação. Vamos requisitar o material do vestibular para verificar se os critérios são compatíveis com a excelência de ensino - afirmou o ministro, antes de dar posse aos integrantes da comissão de criação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana.

Haddad prometeu aumentar a pressão sobre as faculdades de direito com nível insatisfatório de ensino. Ele lembrou que o MEC já fechou, nos últimos meses, 6 mil vagas em cursos reprovados no Enade, exame que testa a qualidade das faculdades públicas e privadas. O ministro promete ampliar esse número, em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil.

- Todos os cursos de direito estão sob supervisão nesse momento. Já fechamos 6 mil vagas de instituições em situação crítica e queremos chegar a 14 ou 15 mil. No passado, se entendia que o mercado regularia o setor. Nosso entendimento é que o Estado precisa avaliá-lo e regulá-lo - disse Haddad.

Na quarta-feira, a Unip informou que João Victor teria prestado concurso como "treineiro", mas admitiu que o sistema de seleção aprovou o menino e chegou a gerar um boleto de matrícula em seu nome. A seção goiana da OAB cobrou providências do MEC e divulgou nota em que critica a "mercantilização do ensino jurídico" no país. (O Globo)

quinta-feira, 6 de março de 2008

Clipe do Cansei de Ser Sexy vira campeão do YouTube e gera suspeita

da Folha Online

Quem já entrou no YouTube alguma vez na vida provavelmente já assistiu ao vídeo "The Evolution of Dance"(video abaixo), no qual o norte-americano Judson Laipply dança em diversos ritmos por seis minutos. Ele foi durante meses o mais visto no site. Não é mais, graças a um clipe com a música "Music is My Hot Hot Sex" da banda paulistana Cansei de Ser Sexy feito por um fã da Itália.


Paulo Fehlauer/Divulgação



Cansei de Ser Sexy encabeça a lista de mais vistos do site YouTube, do Google

O link atingiu neste mês a "pole position" da corrida por audiência no portal (o ranking em questão é o internacional). Enquanto o vídeo da banda brasileira entrou no ar em abril de 2007, as imagens do dançarino nos EUA chegaram um ano antes. Para atingir a primeira colocação nos mais vistos da história da lista, o clipe precisou acumular algo em torno de 265 mil pageviews por dia.

O fato é tão surpreendente que levantou suspeitas na internet. Blogueiros e internautas que comentam no link do vídeo dizem que o "ibope" do YouTube está "maquiado" e tentam descobrir o que estaria por trás da arrancada do grupo.

O vídeo do CSS atingiu 89 milhões de acessos desde sua postagem. No entanto, não aparece entre os cem mais vistos deste mês e possui cerca de 4.700 comentários --muito pouco para o tanto de acessos que registra. Laipply e suas danças despontam com 77 milhões de cliques e 122 mil comentários.

Segundo a assessoria de imprensa do Google, responsável pelo portal de vídeos, a audiência é legítima. "Tanto o CSS quanto seus fãs são bastante ativos no site", afirma. No ano passado, a banda teve sua música vinculada em uma propaganda conjunta da Nike e da Apple nos Estados Unidos, o que poderia ter contribuído para o sucesso na internet.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da banda, que respondeu: "Essa semana eles entraram na etapa final de gravações do segundo CD e estão extremamente sem tempo para responder entrevistas."

Veja o Clip Cansei de Ser Sexy - Music is My Hot Hot Sex

quarta-feira, 5 de março de 2008

Biografia de garota que cresceu com gangues é falsa, diz editora

Por Emily Chasan NOVA YORK (Reuters) - A história de 'Love and Consequences', uma autobiografia aclamada pela crítica sobre a infância de uma garota em um bairro de Los Angeles dominado por gangues, é inventada, disse a editora do livro, informando que irá retirar as 19 mil cópias do livro já distribuídas.

A autora do livro, Margaret B. Jones, é na realidade Margaret Seltzer, que é branca, passou sua infância em Sherman Oaks, no sul da Califórnia, e estudou em um colégio particular anglicano, informou na terça-feira o The New York Times.
A imagem “http://graphics8.nytimes.com/images/2008/03/05/books/jones-190.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
Sol Neelman (NYT)

Margaret B. Jones


Em entrevista que concedeu ao jornal pelo telefone, entre lágrimas, Seltzer admitiu que nunca foi 'aviãozinho' de gangue e nunca viveu com uma família adotiva, como alegou no livro.

O selo Riverhead Books, do grupo Penguin, que publicou o livro, vai devolver através das livrarias o dinheiro das pessoas que compraram o livro e se sentiram lesadas, disse Margaret Ducksworth, porta-voz da editora.

O incidente é o mais recente a desacreditar o setor editorial.

Dois anos atrás, o escritor James Frey confessou ter inventado partes chaves de seu 'Um Milhão de Pedacinhos', o livro de não ficção mais vendido nos EUA em 2005, em que ele relatava seus problemas com drogas e álcool.

'O ramo dos livros é tão difícil e desafiador que às vezes as pessoas se dispõem a fazer qualquer coisa para fazer parte dele', disse Lee Gutkind, autor de 'Keep It Real: Everything You Need to Know About Researching and Writing Creative Nonfiction'.

De acordo com o New York Times, Seltzer, 33 anos, tampouco se formou pela Universidade do Oregon, como afirmou.

Em comunicado à imprensa, a Riverhead disse que Seltzer 'forneceu muitas provas para fundamentar seu relato', incluindo fotos, cartas, cartas de apoio de um ex-professor universitário e de pessoas que afirmaram ser seus irmãos adotivos.

Ducksworth contou que a irmã verídica de Seltzer telefonou à editora para expressar reservas, e que, depois disso, a verdade veio à tona. A Riverhead vai cancelar a turnê prevista de Seltzer para promover o livro.
Link do New York Times


Crise e canto de sereia na América Latina

ANÁLISE DA NOTÍCIA

Crise e canto de sereia na América Latina

Para a chamada grande imprensa, o "errático" presidente brasileiro não inspira a confiança do "republicano" Uribe. Uma pena. Cenário completamente distinto de quando estavam no poder Fernando Henrique Cardoso, Carlos Andres Peres, Menem e Fujimori. Ali, sim, a confiança era mútua e irrestrita. A análise é de Gilson Caroni Filho.

'O Globo' quer o quê? Guerra?

Dedicado há mais de dois anos ao esforço para derrubar no Brasil o presidente eleito e reeleito com 60% dos votos e a beatificar na Colômbia o regime onde o chefe do Exército foi desmascarado no início de 2007 como colaborador das milícias ilegais aliadas do narcotráfico, o "general" Merval Pereira, do jornal O Globo, parece agora ansioso para fabricar uma guerra no continente.
Por Argemiro Ferreira, na Tribuna da Imprensa


Sobre a crise criada pela arrogância do presidente colombiano Alvaro Uribe, ancorado nos bilhões de dólares do padrinho Bush, o presidente Lula fez até agora, com serenidade, tudo o que tinha de fazer: condenou a invasão do Equador pelas tropas da Colômbia, exigiu um pedido de desculpas e o compromisso formal de Uribe de que não vai reincidir na delinqüência.

Mas à frente das tropas de O Globo, a preocupação do "general" dos irmãos Marinho é outra: "Como impedir que o governo da Venezuela se intrometa, tomando as dores do Equador e mandando tropas para a fronteira, numa clara provocação". Ou seja, a provocação foi transferida da horda de invasores de Uribe para o país que ousou solidarizar-se com a vítima da agressão.

Os bilhões da desestabilização

Na avaliação de O Globo, a culpa é do presidente venezuelano Hugo Chávez - abominado por nossa mídia golpista porque usou contra a rede RCTV o remédio legal e legítimo que também estão a merecer redes que querem golpe no Brasil. Ele é acusado de "ter ascendência política e financeira sobre (...) a Bolívia de Evo Morales, o Equador de Rafael Correa, a Argentina de Kirchner e Cuba de Fidel".

Nostálgico da guerra fria, o "general" Merval acha que "os petrodólares de Hugo Chávez substituem o anacrônico 'ouro de Moscou', fazendo com que seu peso político seja desproporcional à sua real importância geopolítica na região". E, mesmo sem ver a prova, ele endossa a acusação colombiana de que "Chávez financiou a guerrilha (das Farc) com US$ 300 milhões".

Se de fato fosse esse o caso, se tal volume de petrodólares tivesse sido realmente injetado no movimento rebelde, não seria lícito esperar do "general" Merval ao menos o reconhecimento de que para derrotar a mesma guerrilha a Colômbia já recebeu dos Estados Unidos mais de US$ 8,4 bilhões? E de que tal fortuna, mais desproporcional ainda, tem efeito desestabilizador na região?

O narcotráfico e os paramilitares

Por que falar de um financiador e não do outro? Num caso, US$ 300 milhões (se for verdade), no outro US$ 8,4 bi. Além de omitir o maior, o "general" Merval horroriza-se com o fato de Chávez ter conhecido o guerrilheiro Raul Reyes, morto na operação militar da Colômbia, "num dos encontros do Foro de São Paulo, uma organização criada por Lula e Fidel Castro para reunir os grupos de esquerda do continente".

Como o "filósofo" que O Globo abrigou durante anos em suas páginas, o "general" parece encher o peito ao proclamar que os Estados Unidos consideram as Farc e outros grupos rebeldes "terroristas" e "ligados ao narcotráfico". Mas também são terroristas e ligadas ao narcotráfico as milícias assassinas protegidas por Mario Montoya, o amigo que Uribe nomeou comandante do Exército colombiano.

Quem descobriu isso, saiba o "general" Merval, não fui eu. Foi a própria CIA, a central de espionagem dos Estados Unidos. O fato foi manchete de primeira página no Los Angeles Times do dia 25 de março do ano passado: "Colombia army chief linked to outlaw militias" (Chefe do Exército da Colômbia é ligado às milícias ilegais).

Na reportagem enviada de Washington, os jornalistas Paul Richter e Greg Miller contavam que a CIA obtivera dados de inteligência mostrando que Montoya "colaborava largamente com milícias de extrema direita consideradas pelos Estados Unidos organizações terroristas, entre elas um grupo paramilitar encabeçado por um dos maiores traficantes de drogas do país".

Montoya e a Operação Orion

No dia seguinte, 26 de março, comentei o assunto nesta coluna. O Globo o ignorou, estava ocupadíssimo (desde o final de 2005) em derrubar Lula e não percebia o notório para-escândalo de Uribe. Em vez de enviar alguém à Colômbia para cobri-lo, mandou um repórter para pedir a Uribe um "conselho" a Lula sobre como combater o narcotráfico.

A bobagem foi manchete de página, com chamada de capa. Uribe naqueles dias fugia da imprensa mas atendeu O Globo - que fazia só operação de relações-públicas, não jornalismo. Não teve de falar do para-escândalo e ainda fingiu ser herói antidroga. A CIA descobrira que Montoya, general amigo dele, tinha feito, com os paramilitares, a Operação Orion - um extermínio de gente em áreas pobres.

Dezenas de pessoas morreram ou foram assassinadas. O empenho de Uribe, à época das revelações sobre os vínculos com para-militares, era limpar a ficha de 31 mil criminosos de extrema direita, acusados de assassinatos e atrocidades. E Montoya, além de ter sido da AAA (Alianza Americana Anticomunista) ainda fora instrutor da infame School of the Americas, a célebre escola de ditadores.


segunda-feira, 3 de março de 2008

Deusa viva nepalesa se "aposenta" aos 11 anos

Deusa viva nepalesa se "aposenta" aos 11 anos

Uma menina reverenciada no Nepal como uma deusa viva decidiu se ‘aposentar’ mais cedo e deixar sua condição religiosa.

Sajani Shakya, de 11 anos, é uma das três mais reverenciadas deusas vivas, ou Kumaris.

No ano passado ela já havia sido alvo do noticiário internacional quando teve seu título ameaçado por conta de uma viagem aos Estados Unidos.

Sajani Shakya era a Kumari da cidade de Bhaktapur desde que tinha dois anos.

Tradição única

Por séculos, as três maiores cidades do vale de Katmandu e algumas cidades menores mantêm uma tradição única pela qual uma menina é escolhida na infância para ser uma Kumari.

Para se tornar uma deusa viva, ela precisa passar por testes rituais e precisa ter 32 atributos físicos de beleza.

Ela passa então a viver em uma casa especial e a ser reverenciada tanto por budistas quanto por hindus, incluive pelo rei do Nepal, até que chegue sua primeira menstruação – o que a tornaria humana.

Em julho do ano passado, alguns altos sacerdotes nepaleses, contrariados com uma viagem que Sajani fez aos Estados Unidos para promover um filme sobre Kumaris, chegaram a retirar seu título, mas ele foi logo dado de volta.

Casamento simbólico

O pai de Sajani disse à BBC que a sua decisão de deixar a condição de deusa viva não teve nenhuma relação com a polêmica do ano passado.

Ela tomou a decisão porque sua família queria que ela passasse por outro ritual religioso, um casamento simbólico, pelo qual a maioria das meninas de seu grupo étnico passam na infância.

A partir da manhã desta segunda-feira, uma elaborada busca começará pelas ruas e praças da cidade de Bhaktapur para encontrar uma nova deusa viva.

Durante sua visita aos Estados Unidos, no ano passado, Sajani lamentou que não seria tão bem tratada quando deixasse de ser uma deusa viva.


Fonte: BBC Brasil

Apoio de televangelista a McCain cria atrito com católicos nos EUA

da Folha Online

O favorito republicano à Casa Branca, John McCain, ganhou popularidade entre os evangélicos nos EUA após receber o apoio do televangelista John Hagee, mas o corre o risco de perder o apoio entre os católicos devido às críticas de Hagee a este público.

McCain deve vencer no Texas e em Ohio com folga sobre o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee na votação de amanhã. Ele já possui 1.014 dos 1.191 delegados necessários para garantir a nomeação, contra apenas 257 de Huckabee.

De acordo com as pesquisas, McCain tem 61% das intenções de voto em Ohio, contra 28% de Huckabee. No Texas, a vantagem também é ampla: 53% para McCain, contra 33% de seu rival. O outro candidato republicano, Ron Paul, aparece com 6% no Texas e 5% em Ohio.

Os eleitores evangélicos foram fundamentais para as vitórias do atual presidente, George W. Bush, em 2000 e 2004, mas os católicos também o apoiaram nas duas eleições, preterindo seus principais rivais na disputa pela Presidência-- John Kerry em 2004 e Al Gore em 2000.

O televangelista, líder de uma igreja baseada em San Antonio (Texas), já se referiu à Igreja Católica como "falso sistema de culto" e "igreja dos apóstatas". Ele também já fez paralelo entre Adolf Hitler e a Igreja Católica, sugerindo que o Vaticano apoiou o anti-semitismo.

Grupos católicos pressionam McCain a rejeitar o apoio de Hagee, anunciada durante uma coletiva de imprensa com Hagee na semana passada. "Nas últimas décadas ele declarou uma guerra sem fim contra a Igreja Católica", disse o presidente da Liga Católica Bill Donohue.

"Se você ofende mesmo uma pequenas parcela, pode fazer diferença em uma eleição. O senador [democrata Barack Obama] rejeitou o apoio de Louis Farrakhan [líder negro muçulmano que despertou polêmica nos EUA por suas opiniões extremistas e anti-semitas]

"McCain deveria seguir seu exemplo e rechaçar o apoio de Hagee", acrescentou Donahue.

A resposta de McCain ao anúncio foi considerada insuficiente. Após dois dias de críticas, ele divulgou um comunicado dizendo que "não concorda com tudo" que Hagee diz.

"De nenhuma forma eu concordo com os pontos de vista do pastor Hagee, é claro que não", disse McCain. Antes de divulgar o comunicado, ele disse aos repórteres que está "orgulhoso" da liderança espiritual de Hagee em sua congregação.

Com Associated Press

Chorar na comemoração de gol vira moda no Brasil

A polêmica comemoração do choro continua dando o que falar. Primeiro foi o atacante Souza, do Flamengo, que ao marcar contra o Cienciano, quarta-feira, pela Libertadores, esfregou as mãos nos olhos numa provocação ao Botafogo, que reclamou muito da arbitragem da final da Taça Guanabara. E a moda pegou. Neste domingo, mais dois jogadores fizeram a comemoração. Um se deu muito bem e outro muito mal.


Durante a semana, o zagueiro William, do Corinthians, provocou o meia Valdivia, do Palmeiras, falando que o chileno era chorão porque reclama muito dos árbitros. E o craque palmeirense deu o troco em grande estilo ao marcar o gol da vitória de 1 a 0 do time alviverde e ir às 'lágrimas'.

"Falaram que eu era chorão. Antes do jogo é bom, porque acontece isso. Vocês falam que o Valdivia é chorão, perguntaram para os jogadores o que tinha que fazer contra o chorão e disseram que era para deixar ele chorar... Agora estou chorando de alegria", ironizou.

Valdivia se deu bem já que seu time saiu com a vitória. Mas o mesmo não aconteceu com Alexsandro, do Resende. Aos 9 minutos do jogo contra o Flamengo, ele marcou um gol de pênalti e partiu em direção da torcida rubro-negra, comemorando chorando e depois dançando o Créu. O jogador explicou o gesto dizendo na saída do intervalo que era torcedor do Botafogo.

Mas quem riu por último foram os rubro-negros. Primeiro, tiveram que engolir a provocação, mas depois de presenciarem o time do coração virar o jogo, deram o troco em Alexsandro, que foi substituído ouvindo e vendo o Créuna arquibancada.

Da Agência O Globo
Jogador é 'algemado' durante comemoração
Cahill, do Everton, faz gesto de como estivesse sendo preso para homenagear irmão

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Cahill e o seu polêmico gesto

As polêmicas comemorações não são obras apenas de jogadores no futebol brasileiro como Souza, Valdívia ou Thiago Neves. Na Inglaterra, o meia Tim Cahill, do Everton, causou polêmica neste final de semana ao festeja um dos gols do triunfo sobre o Portsmouth fazendo gestos de como estivesse algemado.

Depois da partida, o jogador australiano explicou que era uma homenagem ao irmão Sean, que foi condenado a seis anos de prisão por lesão corporal grave. Apesar da polêmica, o Everton soltou nota oficial apoiando Cahill

- Celebrações de gol são um assunto pessoal e cabe ao jogador decidir como fazê-las – diz o comunicado.


BB e Caixa ainda devem R$ 18 bi aos cofres públicos

Apesar do lucro registrado nos últimos anos, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal ainda estão em dívida com o Tesouro Nacional e, juntos, devem R$ 18 bilhões aos cofres públicos. As duas instituições controladas pela União não deram retorno suficiente para compensar o dinheiro público gasto para saneá-las.

Doze anos depois de receber R$ 8 bilhões do governo, o total devolvido pelo Banco do Brasil à sociedade com repasses de dividendos e juros sobre o capital próprio ao Tesouro corresponde a apenas metade do investimento original corrigido a valores de hoje. Já a Caixa Econômica Federal, em sete anos, deu retorno para o Tesouro equivalente a um terço dos R$ 9,3 bilhões atualizados também com base no IPCA.

Em junho de 1996, o governo gastou R$ 8 bilhões para capitalizar o Banco do Brasil. Essa quantia, corrigida a valores de hoje, chega a quase R$ 17 bilhões. Desde então, o BB deixou para trás a era de prejuízos e gerou lucros anuais que somam R$ 32,7 bilhões corrigidos pela inflação. Isso rendeu aos cofres públicos R$ 8,764 bilhões em juros e dividendos, 52% do valor aplicado inicialmente. Resta algo próximo a R$ 8,2 bilhões.

O cálculo não inclui o subsídio implícito numa outra operação de troca de títulos realizada em junho de 2001 com o Tesouro para retirar da contabilidade do banco papéis e créditos ruins e substituí-los por outros de maior rentabilidade. Na época, essa operação envolveu R$ 12,5 bilhões.

Na engenharia financeira montada em 2001 para sanear os bancos federais, a CEF movimentou outros R$ 87 bilhões que envolveram troca de títulos, compra de créditos e substituição de empréstimos de má qualidade, a valores da época e cujo custo para o Tesouro não foi divulgado.

Além disso, a instituição recebeu dos cofres públicos para reforçar seu caixa R$ 9,3 bilhões, cujo valor atualizado chega perto de R$ 15 bilhões. De lá para cá, o banco controlado 100% pela União gerou lucros de R$ 12,441 bilhões a valores de hoje e isso representou um repasse de R$ 5,138 bilhões para o Tesouro a título de juros e dividendos. Ainda faltam quase R$ 10 bilhões para dar retorno à sociedade.

Diferentemente das trocas de títulos e créditos, os recursos usado para capitalizar os bancos elevaram a dívida pública e tomaram lugar de investimentos que poderiam ter sido feitos em outras áreas. Para o vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival Alves Pinto, esses valores "não são dívida, mas um investimento que o Estado fez para recuperar seu patrimônio".

Como pagar

Como eles podem pagar isso? Primeiro não dando prejuízo, depois provando que são viáveis e gerando dividendos para o governo. Por isso, a discussão sobre a lucratividade dos bancos públicos e a compatibilização de resultados com a função pública gera polêmica dentro da própria equipe econômica.

Na última semana, o resultado do BB em 2007 surpreendeu negativamente o mercado. As ações do banco caíram porque se esperava um lucro mais compatível com seus concorrentes privados -a instituição ganhou R$ 5,06 bilhões, contra R$ 8,01 bilhões do Bradesco e R$ 8,47 bilhões do Itaú. A Caixa garantiu R$ 2,5 bilhões de lucro líquido no ano passado graças a R$ 1,4 bilhão em créditos tributários que foram registrados.

Vice-presidente de Finanças do BB, Aldo Luiz Mendes argumenta que a capitalização do banco, em 1996, e a troca de títulos e créditos, em 2001, foram um acerto de contas do passado. "Durante anos o BB assumiu obrigações do Tesouro, financiou dívidas do governo. A capitalização foi uma forma de explicitar todos os passivos do governo."
Além disso, ele defende que o retorno para o Tesouro não deve ser avaliado só com base nos dividendos pagos, mas é preciso considerar a valorização do banco. "Hoje o valor de mercado do BB é de R$ 75 bilhões, lá atrás não era de R$ 7 bilhões." Segundo o vice-presidente da Caixa, o patrimônio do banco desde a capitalização subiu 159%, de R$ 4,1 bilhões para R$ 10,5 bilhões, e a rentabilidade foi superior à variação da Selic.